quarta-feira, 28 de maio de 2008

Baptizado... aos 39 Anos!!

Oledo - Domingo - 25-05-08

Boas a todos!

Pois é... leram bem! Fui novamente baptizado (eu e outros 30!) Ou pelo menos tive (tivemos) essa sensação! Ou melhor... os meus (nossos) "pseudo-pecados" foram bem espiados e bem lavados pela água mandada dos céus!

Bem, é melhor explicar. São vários, sete para ser mais preciso, os pecados mortais que podem afectar a nossa alma terrena. Idealmente devemos evitá-los, primando por uma conduta exemplar... em caso de prevaricação temos que os "espiar" e "lavar", tentando evitar que para a próxima não caiamos em nova tentação... o que é cada vez mais dificil neste mundo tentador...
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Contudo não me lembro que merecesse tal eslavação! É verdade que a Gula ás vezes apodera-se de mim... que boa que estava a morcela à nossa chegada, bem quentinha, bem reconfortante para as nossas almas molhadas... e aquelas costeletinhas de borrego?! Hummmm... Excelentes! Bem, mas quando a alma vai faminta, esfalfada de calcorrear 16 km a pé, acho que já não era pecado.... era mesmo fome!

Tenho também, nesta minha singela vida, o prazer de partilhar às vezes a minha cama com uma mulher casada e o marido dela sabe e não refila, até aprova... outras vezes, durmo com uma miúda solteira e a minha mulher sabe e nem diz nada... igualmente tenho uma amante exigente que me obriga a montá-la pelo menos 1 a 2 vezes por semana (ver aqui)... Será Luxúria? Não me parece...

Preguiça? Xiça... nem me deitei para poder estar presente em Oledo e andar 16 km a pé, tudo isto depois de uma noitada de trabalho no hospital... Ná, ná... por ai também não.

Avareza? Arrogância? Inveja? Xiça! Eu tento partilhar tudo com os outros! Nem quis a chuva toda para mim, ofereci-a de boa vontade aos outros 30 caminheiros! Igualmente a Ira raiou os meus olhos, mas perante a evidência do temporal, nem valia a pena reclamar! Toca a andar para a frente porque a água estava mesmo inclemente!

Então do que é que se trata afinal? Foi Azar! Um Azar molhado! Um Re-Baptizado à maneira!
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Domingo convida habitualmente a desfrutarmos da natureza. Normalmente as duas rodas são a opção, mas desta vez o convite virou-se para as pernas - Um Passeio Pedestre pelas margens da Ribeira de Alpreade, à procura dos moinhos que abundavam as suas margens. Organizado pela Associação de Caça de Oledo, onde o amigo AC desempenha algumas funções, pretendia juntar alguns amantes das caminhadas para calcorrear aquelas belas paisagens raianas. Acabaram por aderir quase exclusivamente bons e conhecidos amigos, a par de alguns habitantes da terra e outros conterrâneos de lá naturais, todos dispostos a passar uma boa manhã apesar da inconstância do tempo. BTTHAL esteve representado por mim (FMike), o CLI e alguns dos nossos familiares e colegas de trabalho.

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O dia começou meio ensolarado, com uma temperatura agradável, mesmo ao jeito de caminharmos e desfrutarmos da natureza. Em bom ambiente, com alguns momentos hilariantes em que alguns caminheiros mais brincalhões exploraram o medo pelas vacas de algumas senhoras, arrancando arrepios de espinha e algumas acelaradelas do passo, tudo com muitas gargalhadas á mistura, juntou-se uma passada certinha, que venceu os primeiros quilómetros rapidamente e pouco depois estavamos já nas costas da aldeia da Mata, bem junto à Ribeira de Alpreade, num local já nosso conhecido pelas travessias de vão com as nossas bikes.

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Tempo para retemperarmos forças com uns bolinhos secos, fruta e muita água, ouve ainda direito a palestra sobre a importancia daquele curso de água para os gentios dali. Contudo começava-se a desenhar umas nuvens escuras para sul, que não agoiravam nada de bom. Mas lá continuamos agora nas proximidades das margens para tentarmos encontrar os tais moinhos. Ás páginas tantas começou a cair uma carga de água, sob as nossas cabeças, com pingas bem grossas, que encharcou tudo e todos, de pouco valendo os guarda-chuvas, casacos ou impermeáveis, tornando um alegre passeio, numa caminhada algo penosa, sobretudo para quem não estava habituado a enfrentar estas intempéries. Que azarados!

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Se havia pecados, eles foram rapidamente arrastados por este dilúvio divino que sobre nós se abateu por mais de 1 hora seguida. Se havia roupa suja, depressa ficou bem enxaguada, pois eu até nas cuecas tinha água. E se havia duvidas que estavamos na imediação de uma ribeira, os pequenos regatos adjacentes depressa se transformaram em riachos de dificil transposição, bem testemunhadas pelas inúmeras pessoas que nelas se atolaram até aos joelhos! Só visto! Nem moinhos, nem paisagem, nem sol... nada! Era tal a cortina de água que pouco podiamos observar para além de alguns metros. A minha máquina digital ficou húmida e meio renitente a trabalhar, o meu telemóvel pingava água pelos cantos e mesmo a minha carteira teve direito a ser pendurada no estendal para secar, aplicando-se a mesma medida à minha carta de condução, BI entre outros... Não havia nada em mim que não estivesse húmido! Até mesmo isso que estão a pensar! Ehehehehhe... E como eu, eram mais 30 azarados, molhadinhos até aos ossos!

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Apesar de tudo o bom humor imperou, porque não adianta chorar sobre o leite, neste caso, sobre a chuva derramada! E foi com muita risada à mistura com a "dificuldade" em lutar com as calças coladas ao corpo que dificultavam a passada, chegamos a Oledo já perto das 13:15, esgalgados com fome, encharcados até ao tutano e convictos que dias como este são raros, mas que vale a pena vivê-los... quantos de nós não se lembraram de molhas antigas que frequentemente apanhavamos no tempo da escola ou quando namoravamos, ou mais recentemente, quando pedalamos ou vamos á pesca. Um dia que fica na história de vida de cada um.

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Á espera de nós na sede estavam os cozinheiros do restaurante com umas iguarias bem ao jeito da Gula... morcela e chouriça bem fresquinhas, febras, entremeada, costeletinhas de borrego, bem grelhadinhas, uma sopinha bem quentinha e saborosa, tudo isto bem regado ao gosto de cada um. Se havia fome ela depressa se desvaneceu. No entanto a humidade tornava-se incómoda, pelo que o convivio foi ligeiramente apressado para chegarmos depressa a casa para tirarmos aquelas roupas molhadas. Para a história ficam igualmente algumas gargalhadas dadas às minhas custas, quando repararam que por baixo da minha cadeira começava a ficar um autêntico lago da água que pingava da minha roupa... até parecia que tinha urinado mesmo ali... Será? Ehehehe...

Até á próxima!
FMike :-)

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