
segunda-feira, 29 de junho de 2009
terça-feira, 23 de junho de 2009
II Raid - Pedalando até às Termas Monfortinho...

Venha de lá o III Raid… Pedalando até às Termas de Monfortinho!
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Até ao Rei Wamba... de SS!
Erguido numa escarpa sobranceira ás Portas de Rodão, o Castelo do Rei Wamba, também conhecido por Castelo de Rodão, permite o vislumbre de uma paisagem previligiada sobre o vale do rio Tejo, deixando extasiado quem ali vai. A Torre-atalaia, a parte sobrevivente do castelo, hoje recuperada, domina as atenções de quem repara na sua existência, desafiando os mais cépticos a subir até lá acima, por uma estrada sinuosa e degradada que leva a Vila Ruivas. Bem perto existe ainda a ermida da N. Senhora do Castelo, também ela recentemente restaurada.
"Segundo a tradição, o rei visigodo Recesvinto morreu em Gertigos, em 672, não longe da Idanha, lá para os lados de Salamanca. Reunida imediatamente a "aula régia", foi Vamba eleito sucessor do rei. Estava ele na Egitânia, sua terra natal, onde uns enviados da corte o procuraram para lhe participarem o facto. Não acreditou e não quiz aceitar o pesado encargo. Ameaçado de morte se não quizesse o trono, não se perturbara e teria dito que só aceitaria a coroa se essa fosse a vontade de Deus! E para tal se certificar, pegou numa vara de freixo, espetou-a no chão e exclamou: «Se é verdade que Deus quer que eu seja rei, prove-o fazendo voltar as folhas a verdejar nesta vara que também deverá tomar raízes»!! E imediatamente o milagre se consumou!" ( D. Fernando de Almeida, Ruínas de Idanha-a-Velha, Lisboa, 1977, p. 18-19)
"Vamba ou Wamba (?—687), que terá nascido na Egitânea, mais propriamente em Idanha a Velha, foi o último grande rei dos Visigodos, deposto por perfídia quando lhe deram a beber um hipnótico que o levou a crer que a sua morte estava iminente." (Wikipédia, 2009)
Dali a CBranco foi outro instantinho, onde entramos cerca das 12:10 horas, com 70 e picos km andados a um ritmo vivo de 22,5 km/h - muito bom para nós. Para a memória fica mais um excelente dia de aventuras bike-geocachianas, em boa companhia e por paisagens inesquecíveis.
Fiquem bem!
domingo, 14 de junho de 2009
Singin' in the rain!... de SS!
No longinquo ano de 1952, Gene Kelly sob a batuta de Stanley Donen, imortalizava nos grandes ecrans do cinema, uma intemporal comédia musical - "Singin' in the Rain", considerada desde então como uma das melhores comédias musicais de sempre, constando no primeiro lugar da AFI's 100 Years of Musicals. Quem já viu o filme certamente lembrar-se-à de Gene Kelly, envergando um fatinho de corte clássico e de guarda-chuva na mão a cantar alegremente, saltando e encantando quem passava naquela rua americana, enquanto a chuva inclemente caia sobre ele, que indiferente continuava a sorrir, de feliz que estava.
E mal começamos a pedalar, começamos imediatamente a dançar sob a chuva que depressa se juntou a nós e que connosco passou a manhã. Mas não pensem que a malta se apressou a vestir as capinhas.... Nada disso. nada de capas ou manguitos ou coisa que o valha. Hoje o dia era mesmo de comédia e como estava demasiado calor, abafado mesmo, a chuva até foi uma benção. E foi bonito ver a malta toda alegre, mesmo sob a chuva ás vezes grossa, a pedalar com alegria como se do famoso musical fossemos membros do elenco.
Para a história fica uma manhã bem passada pelos trilhos das Sarnadas, em boa cavaqueira e em andamento até rápido, pois ás 11 horas já estavamos sentados na esplanada da Associação do Valongo, com 45 km nas pernas e cheios de alegria por mais um dia bem passado a dançar em cima das gingas.
Fiquem bem!FMike :-)
terça-feira, 9 de junho de 2009
segunda-feira, 8 de junho de 2009
I Passeio de BTT Terras de Xisto - Almaceda
… Mas o S. Pedro fez das suas! Depois de muitos dias cálidos e ensolarados, a quinta e a sexta feira estiveram acabrunhadas e a madrugada de sábado seguiu-lhes os passos. Aguaceiros, vento e nevoeiro fizeram muitos preferir o calor dos lençóis a molhar o corpinho pela serra do Açor acima. Mas houve resistentes! Eramos poucos mas bons. Alguns vieram de bem longe, mas a unir-nos estava a vontade de pedalar, de descobrir, de ver bonitas paisagens. E nem a inclemente chuva que teimava em cair até quase á hora da partida nos fez claudicar.
Uns melhor – capas de marca xpto, outros pior protegidos – de manga curta e tshirt, lá fomos perfilando para primeiro ouvirmos algumas orientações e depois para fazermos a saída que se deu à hora marcada. A maioria tinha por destino o percurso mais curto e menos exigente – 40 km. Eu destinado aos 60 km, queria mesmo era subir lá acima e cedo tive, para esse objectivo, a companhia do João Afonso, do João Caetano e do Nuno Delgado da Amareleja. Numa das raras abertas do S. Pedro, lá saímos em direcção a Martim Branco, por um trilho bastante rolante até ás proximidades das Rochas de Baixo, entrando depois nos singles que nos levaram aos moinhos de Martim Branco.
Depois de reorientados e novamente reagrupados lá seguimos viagem em direcção ao Barbaído onde fizemos uns bonitos mas muito escorregadios e técnicos singles que obrigaram a algum pedestre até chegarmos à ribeira de Almaceda onde pela primeira vez molhamos a meia. Isto para quem ainda ia seco o que não era o meu caso, pois a chuva já me tinha bem molhado.
Dali á Paiágua foi um saltinho, mas um saltinho que ditava o agravamento das subidas, quer em pendente, quer em tecnicidade, pois a chuva e o piso de seixos molhados iria dificultar a tarefa de chegar ás eólicas.
A verdadeira parede iria surgir depois de cruzarmos novamente a EN 112 na zona da foz do Giraldo, numa rampa brutal que nos levou até ao cimo da serra. Muito, muito técnica devido á pedras e á chuva e muito muito inclinada foi quase um martírio conseguir chegar lá acima montado na ginga, obrigando mesmo no meu caso a meter a avozinha nos metros finais, tal era inclinação da bicha.
Mas as subidas ainda nem a meio iam. Do alto do Adgiraldo até ao Ingarnal a sucessão de subidas era aqui e ali bem molhada pela chuva que teimava em fazer-nos companhia. Mesmo no alto do Ingarnal surgia a separação de rotas quem queria só 40 km tinha um trilho sempre a descer até Almaceda que brilhava lá no fundo da serra.
Quem teimava em subir tinha uma vasta subida, bem demarcada na falda da Serra do Açor, rumo às muitas torres eólicas que dominavam a paisagem. Depois de mais um reabastecimento, lá nos fizemos ao desafio. Pelo que soube muito poucos subimos lá acima, mas pena dos que não foram… não sabem o que perderam!
A arfante e prolongada subida, culmina com um estradão ao longo de toda a cumeada da serra, serpenteando entre as muitas eólicas, abarcando uma vista ainda mais espectacular! À esquerda toda a cordilheira da Serra da Estrela domina a paisagem… Em frente vislumbra-se a Gardunha, com S. Vicente da Beira a brilhar a meio caminho. À direita, lá longe, brilhava a Marateca e bem lá em baixo, quase aos nossos pés, as Rochas, Almaceda e Ribeira de Eiras pareciam minúsculas. Éramos mesmo umas águias no topo do mundo! Espectacular!
Depois de mais um abastecimento e uma bonita foto de grupo, esperava-nos agora a adrenalínica descida até à Ribeira de Eiras devidamente sinalizada como perigosa. E era! Com muita gravilha solta e agrupada em grandes magotes, a ginga contorcia-se toda para se manter em equilíbrio, mas com perícia e alguma astúcia lá conseguimos chegar todos abaixo sem incidentes.
Seguiu-se um banho “quente” nas instalações da Praia Fluvial e depois um lauto almocinho onde não faltou o toque caseiro daquela região – Chanfana, bifes, muita salada, tudo bem regado pelo tinto. Servido á descrição e em quantidades abismais, foi este manjar ainda complementado pelo queijinho de ovelha e pelo arroz doce servido á bandeja (João Valente!... aqui enchias o papinho!). Fiquei que nem um abade!
FMike