Boas... Aiiiaiaiai... uiuiiii... aaaahhhahahhhhhhhhh (sons e emanações gaseantes e asfixiantes impossiveis de reproduzir...) (corrida)... (alivio)...
- Sétima tentativa -
Boas a... gás, gás, gás... nova corrida ao escritório para mandar mais uns faxes... que alivio!
Bem isto hoje tá dificil de começar...
- Vigésima terceira tentativa -
Boas a tod... Mau, mau... Oh pá!... (corrida)... Nova ida ao escritório... (sons guturais) Ahhhhh.... (Alivio)... Oh Maria traz lá o Sheriproct para as hemorroidas! Já agora passa no Jumbo para trazeres mais papel pró fax! Estes 15 rolos já desandaram!!
- Quadragésima sétima tentativa -
Agora é de vez! Vou conseguir!
.
Boas a todos!
Desculpem lá o incómodo (ainda bem que os computadores não têm cheiro), mas isto de passar o fim de semana a desgustar um bom feijão frade tem lá que se lhe diga! O paladar agradece, a barriguinha aumenta de volume, a balança endoidece mas... mas o esgoto passa a fazer horas extraordinárias! Ehehehehe (isto foi um exagero!)
Mas vamos lá por partes!
Sábado:
A bonita Lardosa já nos foi habituando a encarar o feijão frade não como um prato do tempo dos nossos avós mas sim como um agradável mote para uma excelente feira temática que traz no inicio do Outono muito povo aquela tipica vila beirã, para apreciar as diversas iguarias que por ali acirram a gula ao visitante, ao mesmo tempo que em aprumados expositores se mostra o que de melhor se por cá faz na Beira Interior.

O sábado incluia no seu programa, entre outras actividades, um passeio de bicicletas clássicas, vulgo pasteleiras, dando continuidade ao sonho e vontade de um homem que não sendo da terra, veste a camisola de uma maneira que hoje em dia já pouco se vê - o amigo Pinto Infante, sem dúvida o grande fomentador desta coisa das bicicletas clássicas, que acaba por mudar por completo o
rame rame dos btts e dos cicloturismos, fazendo algo diferente, exclusivo, bonito e com grande qualidade, no fundo à sua imagem. (Já por ai há uns invejosos a quererem fazer o mesmo noutras paragens... meus amigos não copiem - inovem!)

A equipa BTTHAL como grande apreciadora destas coisas a duas rodas não quis deixar de se juntar a este
grande evento, comparecendo o João Valente com a sua
Peugeot Terrot, o Carlos Lozoya com a
Milita, o seu conterrâneo José Maria com a
Ye Ye da Alexandra e claro eu (FMike) com a minha recentissima restaurada
Órbita Maxi. Como pedia a organização comparecemos ao evento devidamente trajados, não porque fossemos na mira dos prémios (nem sabiamos que havia) mas sim porque isto de
pastelar tem requisitos que convem cumprir! Olarila! Nem as
pasteleiras se sentiam bem se não fossemos de alpergatas, coletes, suspensórios e afins com boina a condizer! Que bonitos! Ehhehehehe!
O toque de reunir deu-se por volta das 08.30 horas no recinto da feira, para um soberbo pequeno almoço de pão, chouriço, paio e presunto, bem regados, porque isto de puxar à
pasteleira requer muita energia! E que bem recebem as gentes da Lardosa! Eu já ficava ali! Mas não... tinhamos que ir pedalar porque as bicicletas já pediam estrada!

Depois de uma pose conjunta das cerca de 80 pasteleiras e dos seus orgulhosos donos, partimos em alegre
campainhada até ao famoso
Tá-se Bem, famigerado café onde nos esperava uma aromática bica, saindo depois dali em direcção a Alcains, pela EN 18, bem
guardados pela patrulha da GNR à frente e pelo carro vassoura atrás.

Em alegre reinaria, com
picanços devidamente acalmados pelo tinir dos pucaros de metal a dizer que havia
combustivel tinto, lá fomos pedalando sempre em direcção a Alcains onde para chegar tivemos que vencer uma subida de montanha de 1ª categoria, que deu lugar a várias queixas da malta! Valeu-nos o doping com
eritropoietina marca j
eropiga, partilhada por um conviva que trazia uma pichorra devidamente cheia com este famoso néctar.

E dentro de Alcains foi a loucura total! Com campainhadas, buzinadelas, claxons e outros instrumentos que ornamentavam os guiadores, fizemos tal algazarra que o povo veio à rua ver e aplaudir este alegre e pitoresco desfile. Foi muito bom ver assim a adesão das pessoas a tal evento, com muitos sorrisos, muitos olhos divertidos, outros ainda com o brilho da nostalgia de tempos passados.
Viramos então os
GPS's (os ornamentos dos guarda lamas de alguns!) para a Queijaria do Monte do Carvão, onde nos esperava um lauto e apreciado repasto, onde o queijo era rei e senhor - picante, de ovelha, fresco, grosso ou fino, muito ou pouco era só abrir o paposeco e servir! Vai de tirar a barriga de misérias! E se não chegava, ainda havia a boa chouriça e morcela assada e fruta para refrescar. Tudo isto bem regado com águas, sumos e tinto para quem queria!

Com o bandulho já bem cheio, as goelas bem hidratadas havia agora que fazer o caminho de volta à Lardosa onde nos esperava o repasto do almoço. Com alguma dificuldade devido ao aumento do volume abdominal, lá nos fomos montando as respectivas
burras e encetamos o caminho de volta, passando novamente em alegre algazarra por Alcains, com um breve paragem na adega de um produtor de vinhos à saida da vila, onde alguns aproveitaram novamente para repor as energias assim como para efectuar alguns consertos mecânicos pois havia um furo a registar e uma cavilha teimosa em ficar no seu lugar. Nada que não se remedia-se com uma boa marreta! Eheheheh!

Bem acompanhados pelas alegres e sonoras gaitas, flautas e outros instrumentos de sopro do Ricardo e do seu amigo, lá nos fomos arrastando a uma
estonteante velocidade até à Lardosa, sempre em bom e sã convivio entre compichas das pasteleiras, com chalaças, anedotas, inocentes partidas e bons momentos, a um estilo bem diferente daquilo a que tenho ultimamente assisitido nos passeios de BTT, em que uma grande parte dos bttistas prefere embandeirar-se em picardias entre
lebres a ver quem vence o
passeio, relegando para segundo plano a camaradagem e o convivio franco. Opções...

Chegamos então à Lardosa com 32 km bem rolados (Eu e o Zé fomos de rodinha 20!), ansiando já pela energia abismal que um pratinho de feijão nos ia dar. E não fomos defraudados - com atum e ovo, cozido simples com sardinhas ou até com febras, houve em quantidade e que chegasse para todos e ao gosto de todos - estava soberbo. Ao som dos bombos vicentinos e adequadamente bem regado, complementou ainda com umas boas sobremesas (o João lá conseguiu enganar a cozinheira e mais uma vez comer duas vezes o arroz doce!), rematado com um bom café e cheirinho de aguardente ou vinho do Porto (obrigado Jorge) para quem queria. Assim vale a pena!

Mais. Este dia ficará bem gravado para mim - hoje tornei a pedalar numa bicicleta com rodinhas depois de quase dois meses e meio parado. Que saudades já tinha. Obrigado amigos pela companhia e pelo incentivo.
Bem não se vão embora, porque a aventura continua... Vejam agora as fotos. Eu aproveito a pausa e vou... ao
escritório para mais um
fax!
Fotoreportagem FMike 
... lá nos deslumbramos com as paisagens outonais que as aquelas paragens proporcionam. Com cerca de 16 km, e um nivel de exigência médio, apresentamo-nos logo pela manhã eu (FMike) e a minha Maria para representarmos as dignissimas cores BTTHAL, hoje sem mais representantes, pois ou por trabalhinho a mais ou descanso a menos, mais ninguem nos pode acompanhar.

Com partida às 9 horas, a moldura humana estava bem composta, pelos 200 caminheiros que se juntaram ao evento, onde muitas das caras eram conhecidas de outros passeios similares. O passeio desenrolou-se normalmente por alguns trilhos que já conhecia do BTT, bem bonitos por sinal, ou não tivessem a Gardunha constantemente por pano de fundo. A meio do trajecto tivemos uma boa surpresa, quando fomos brindados pela organização com um excelente gelado da Nestlé, que veio fazer as delicias dos convivas.

Chegados ao Vale da Torre, mais propriamente no seu recinto das festas, esperava-nos para alem do povo que até bateu palmas aos mais idosos que se atreveram a fazer a caminhada, um lauto reabastecimento pleno de boa comida e variadas bebidas, em grande fartura, evidenciando mais uma vez o cuidado posto pela Organização na qualidade deste evento.

Depois de bem alimentados lá retomamos o caminho de volta à Lardosa agora já por alguns desniveis mais acentuados que fizeram quebrar um bocado alguns grupos de caminheiros que ficaram mais para trás. Com entrada na Lardosa pela estação de caminho de ferro, deparamo-nos com o grupo de crianças de Alcains que animaram os idosos do Lar com os seus tambores, rufando com garra e mestria sons bem alegres e entusiasmantes.

Chegados ao recinto das festas lá nos fomos aproximando das mesas, onde nos serviram... imaginem lá... uma excelente sopa de feijão frade, que a cozinheira intitulou de sopa dos pobres (imagino se fosse a dos ricos!), acompanhando com imaginem lá outra vez... feijão frade cozido com sardinhas! Eehehehehehehe... Foi feijão até mais não! Acho que já tinha miragens com feijão.....ehehehehehehh!
Brincadeira à parte eu não me importei nada porque é daquelas pratos que eu adoro e que nunca fui capaz de enjoar... nem neste fim de semana! E claro havia alternativas.

Termino este longo post apenas com um abraço merecido à Organização, em particular ao Pinto Infante, que mais uma vez soube receber, orientar e dar um fim de semana diferente a todos os que se atreveram... a comer feijão... em quantidade!
Fiquem bem!
FMike