sábado, 10 de dezembro de 2011

Reino da Pedra I - PNSAC

Boas a todos!


O momento pré-natalicio é assim mesmo... um diminuir progressivo do tamanho, quilometragem e exigência das aventuras, sejam elas em "sapatilhas" ou em bicicleta, para dar ao corpinho a oportunidade de descansar um pouco, relaxar e "reiniciar o sistema", promovendo a recuperação desejada (e necessária!), depois de mais um ano cheio de boas e preenchidas aventuras.


O bom senso assim o exige, sobretudo quando os anos se vão passando, logo nada de "maluqueiras" se queremos continuar por muitos anos, em forma (auto)suficiente para alinhar e desfrutar de mais este ou aquele desafio aos nossos limites. Contudo...


...Contudo diminuir, relaxar, descansar não é sinónimo de parado! Nem pouco mais ou menos! O bichinho dentro de nós nem sequer permitiria isso! A alma também tem de ser alimentada, nem que seja com meia dúzia de pedaladas em terreno "virgem"!


Depois de um excelente domingo nas Docas, com muita malta amiga a (re)surgir, para umas pedaladas mais ou menos descontraidas na região sempre exigente do Ponsul, logo ali surgiu em conversa a oportunidade de preencher em grande, mais um dia desta minha (preenchida) semana de férias!


E assim foi. Aproveitando a deixa do amigo AC, decidi nesta quarta-feira acompanhá-lo a ele e ao Sales em mais umas animadas pedaladas, desta vez a explorar novo território, ali para a zona de Porto de Mós, já a preparar novos trilhos para uma próxima ida a Fátima.


O dia começou bem cedo,com a viagem até á vila de Porto de Mós, uma bonita vila "trancada" entre serras de Aires, Sto António e Candeeiros, serranias quase despidas de vegetação, onde a pedra dominante - calcário, se consegue ver á distância. Bonito de se ver e duro de sentir, pensavamos já nós ao olhar para aquelas majestosas encostas que dentro em pouco iriamos subir... "até já me doem as perninhas!" diziamos nós á laia de macacada!


Rapidamente preparamos as bikes e fizemos-nos aos trilhos em direcção á Corredoura, uma subida a meia-encosta, que ditou logo nos quilómetros iniciais um bom aquecimento, até porque a névoa matinal ainda dominava e fazia-se sentir o frio.... mas por pouco tempo!


Seguiram-se alguns sobe e desce, sempre com o calcário e a lama barrenta a dominar os trilhos, passando por curiosas terras - Pé da Serra, Casal do Rocho, Pedreiras, Azoio, onde cruzamos a movimentada N.1, em oposição com estes lugares quase todos sem vivalma... e sem café!


Na Boieira começamos aquilo que se chama um verdadeiro atentado ao consumo de adrenalina, sempre ao longo de 6 ou 7 kms... Um verdadeiro caminho de ligação entre aldeias, exclusivamente pedestre, "encalacrado" entre escarpas calcárias, densamente povoadas de vegetação, "obrigando-nos" a ciclar num carrerinho de sonho...

Em constante aceleração, ora com zonas técnicas com alguma pedra, ora com charcos de água e lama, de fazerem "dançar" a menina, foram espectaculares aqueles quilómetros, onde a adrenalina esteve ao rubro, proporcionando momentos alucinantes, dificeis de aqui reproduzir. Espreitem o filme do amigo AC e constatem...


Foram quilómetros espectaculares até Chiqueda de Cima onde entramos pelas ruinas da antiga fábrica de rações da Nutrigado. Também aqui nada de café!... Querem ver que a malta aqui não cafeiniza a alma?


A seguir ao Carrascal cortamos novamente a N.1, onde o único café que conseguimos avistar estava com ares de fechado á muito tempo, impossibilitando-nos mais uma vez de fazermos o gosto de beber um café quentinho e claro comermos qualquer coisa que o corpinho já pedia. Aproveitamos então um recanto de Termo do Évora para comermos ao ar livre, eu a minha sandocha XL e a restante rapaziada as tradicionais barras energéticas.


Daqui até á pedreira da Portela do Pereiro era a subir, portanto cada um ao seu passo certinho fomos vencendo a altimetria, sendo todos nós recompensados lá em cima com a soberba vista, a Oeste com todo o vale até quase ao mar e a Este sobre o vale de Porto de Mós entalado entre as Serras de Aires e Candeeiros, pejadas de carreirinhos, muros de pedras e inumeros moinhos, quase todos em ruinas.... muito bonito!


Aqui é rainha e senhora a pedra calcária. Domina a paisagem em toda a sua extensão, predominando nos poucos trilhos que percorrem esta serra dos Candeeiros, quase desnuda, com meia duzias de solitários pinheiros aqui e ali, e claro algumas antenas e eólicas a dominar os horizontes. Bonito mas duro q.b.


Depois da subida, seguiu-se uma breve descida que nos levaria até ao insólito Arco da Memória, ali "plantado" no meio da serra, em pleno séc XVI,  marcando a divisão dos coutos dos frades de Alcobaça. Bonito monumento assim ali perdido!


Ora é quase uma "verdade postulada" que a seguir a uma descida (pedregosa q.b.) há uma subida e também aqui se aplicou essa verdade, com uma "escalada" aos céus, pois ao fazê-la, tinhamos a nitida sensação que estavamos a subir em direcção ao azul do astro, pois sem qualquer vegetação, tornava-se a única paisagem dominante.


Aqui, tal como fomos logo avisados pelo AC, não é terreno para pneus "maricas", tal é a exigência que estes meninos suportam ao percorrer estes caminhos pejados de pedara calcária, afilada e traiçoeira quanto baste... um simples descuido e seria rasgão, uma queda ou mesmo uma avaria grave... Mas que era bonito e adrenalinico, ai isso era!...


A última ascensão do dia terminaria nas antenas da Protecção Civil, já com Porto de Mós á espreita lá embaixo...


Depois de um "sacudido" sobe e desce a meia encosta entravamos na aldeia da Bezerra, vizinha das antigas e desactivadas minas de carvão da Bezerra, onde igualmente não vimos vivalma, nem café... estavamos mesmo destinados a comer a bifana e a boa da mini só em Porto de Mós!


Entravamos agora na parte final do percurso e quem sabe na parte mais bonita de todo o trilho, pois entramos naquilo que era o desactivado traçado do antigo Caminho de Ferro Mineiro do Lena, outrora via de transporte em comboio, do carvão retirado das minas da Bezerra e Bajoeira e transportado para a central termo-eléctrica de Porto de Mós.


Sabiamente, a edilidade da vila, aproveitou este caminho desactivado e transformou-o num passeio vocacionado para o pedestre e bicicletas, ao longo de todo o vale do ribeiro da Calvaria, entre Aires e Candeeiros. Simplesmente espectacular!


Ao longo de vários quilómetros, em pendente descendente, fomo-nos aproximando da vila, percorrendo todo este trajecto do antigo comboio, incluindo zonas de descanso e túneis, sempre com pano de fundo todo o vale. Soberbo!


A chegada á vila de Porto de Mós fez-se perto das 14 h, onde o corpinho já pedia mines e bifanas, prontamente colmatadas na Tasca da Dª Maria, uma tasquinha á velha portuguesa, onde se come principescamente e que já conhecia do dia em que fui buscar a minha Look á Batalha. Pelos vistos continua igual, tal era o numero de comensais sentados nas mesas.


Assim foi mais uma bela aventura, desta vez sob a batuta do amigo AC, que prometeu novas incursões do mesmo género. Venham elas! Se o "patrão troikiniano" deixar, como de costume lá estarei, nestas ou noutras que se venham a organizar pelos amigos que nos vão desafiando para estas saudáveis loucuras!
Fiquem bem
FMike :-)

Todas as fotos:

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Às Terças... com a Asfáltica!

Boas a todos


A proximidade da época festiva natalicia implica normalmente um diminuir da actividade desportiva, em proporção directa com o aumento do apetite e a vontade de ficar a "ronhar no vale dos lençois" por mais algum tempo... nao há muito a fazer... o Inverno é mesmo assim!


Contudo os dias bonitos de inverno ensolarado, que o S. Pedro nos tem dado, continuam a pedir-nos actividade, mesmo quando, como eu, o tempo é de alguns dias de férias, para preparar o corpinho para mais um novo ano de trabalho que se aproxima.


Mesmo com algum frio nas primeiras horas de pedalada pela "madrugada" dentro, o normal é a temperatura subir e claro o corpinho pedir actividade, nem que seja, como é agora o caso, moderada e salutarmente relaxada! Estamos em "fim de época"!


Assim em mais "uma terça-feira... com as asfálticas", em que me juntei á "malta crónica" do Modelo - JCabarrão, Fernando, Monteiro e Ti João, para umas pedaladas relaxadas por ai.


Apesar de tudo a sugestão desta terça feira a cargo do Fernando, em irmos até Idanha, via "nova" estrada alcatroada da Mata, pela ribeira de Alpreade até á Idanha,  implicou algumas subidas, que apesar do frio fizeram suar as estopinhas, sobretudo á malta mais vestida!


Uns picozitos de inclinação que até sabem bem e que convém ir mantendo, até para a gente não se esqueçer que estamos a pedalar! eheheheheh


Na Idanha, terra de boa gente, lá cafeinamos a alma, numa pastelaria que não conhecia, preparando a malta para o regresso a CBranco, desta vez via Oledo, proporcionando as suas rectas infindáveis uma boa média, ajudada pelo pouco vento de costas que ia empurrando-nos.


Assim se passou mais uma boa manhã em ritmo calmo e descontraido, como manda o figurino da época!Amanhã escreverei a reportagem de uma bela manhã de BTT passada pelas serranias de Porto de Mós.

FMike :-)

Pela Neblina do Vale adentro!

Com uma série de dias em atraso… aqui vai um “post telegráfico” relativamente à última pedalada BTT no passado Domingo, 4 de Dezembro!

O ambiente era ainda de festa e o aroma emanava ainda algum álcool… já quase destilado! O Jantar do Pedal 2011 tinha sido à 48 horas atrás e as histórias da noite dentro ainda estavam ao rubro! Foi motivo de conversa manhã fora…

Reuniram-se no Centro Cívico 11 pedalantes, convivas e amigos… já há muito que não havia tamanha reunião de gente para pedalar! Sem dúvida… efeitos positivos de um excelente Jantar de Natal onde (muito) se apelou à união dos diferentes “grupos” BTT da cidade albicastrense.


Eu (João Valente), Rui Salgueiro, Hugo Caldeira, António Cabaço, Pedro Barroca, Carlos Sales, Nuno Dias, Álvaro, Nuno Maia, Abílio Fidalgo e Fernando Micaelo, foram os elementos que compareceram para esta pedalada domingueira.


A manhã nascera fria, com um nevoeiro matinal capaz de se intensificar nas zonas mais baixas, mas a chuva era algo que não iria aparecer, logo as condições para pedalar eram bastante razoáveis.


Com a presença do AC, o grupo rendeu-se ao seu vasto conhecimento do território e “encarregou-o” de traçar azimutes para esta manhã. A opção foi mesmo o Vale do Pônsul, local onde já há algum tempo que não era visitado. Excelente opção!


Como a volta iria incidir em terrenos desprovidos de povoações, e logo de cafés locais, optámos por seguir rumo à Srª de Mércoles, com passagem na Tasca das Palmeiras para tomarmos um café matinal e aquecer motores para o mergulho no Vale do Pônsul.


Bem à moda do AC, seguimos por locais cuja nomenclatura vamos recordando do seu blog: Forninho do Bispo, Casa dos Malpiqueiros, Monte do Sordo, Monte do Pombal, Ribeiro das Casas e Barragem das Casas. Um local novo para a maioria dos presentes, onde fizemos uma pequena paragem para fotografia de grupo.


O nevoeiro intensificava-se à media que íamos descendo cada vez mais, atingindo o seu auge junto a esta pequena barragem, onde a vegetação em conjunto com o espelho de água e nevoeiro, pareciam retirados de um qualquer filme de fastasmas! Uma beleza peculiar, que o grupo gostou.


Seguimos em direcção à Casa do Estrelo, Monte da Granjinha de Baixo e depois em subida progressiva (a maior do dia), atingimos o VG da Granja. Cada um subindo ao seu ritmo, à excepção do FMicaelo que era obrigado a seguir ao ritmo (pesadote) dos 32/18 dentes da sua SS, lá atingimos o topo. Aqui efectuámos pequena paragem para ajuntamento e abastecimento.


Daqui até ao alcatrão (estrada de Belgasis) foi um sobe e desce agradável, deixando para trás a neblina matinal dando lugar a uma manhã bem solarenga, óptima para desfrutar o BTT.


Monte Redondo, Monte da Parrocha, Alto da Monheca, Tapada do Caraça, Barrão e Tapada da Nogueira… tudo trilhos onde o sobe e desce é constante e as caras de felicidade estavam bem estampadas nos rostos dos companheiros de hoje.


Entrámos nos Escalos de Baixo, já com a manhã a querer entrar nos seus “finalmentes”, parámos no Café "O Lanche", onde permanecemos um pouco para a devida mini-hidratação (sagres) e o devido aconchego do corpinho. Espectáculo!


A aproximação à cidade fez-se pela Vinha do Marco, Monte Brito e Curral do Prego, onde as terraplanagens para a construção de um aeródromo deformaram por completo aquela conhecida área! É a Crise! (riso irónico!)


Já com a cidade à vista apanhámos o trânsito bastante congestionado na zona do Alagão, com uma “porrada” de ovelhas desorientadas e indecisas. As medidas pouco ortodoxas do pastor também não ajudaram muito à resolução do “cricocé”… mas lá conseguimos atalhar rumo ao lamacento canavial que nos dava passagem para a cidade, onde chegámos com cerca de 50Km’s.


Em tom de resumo, foi uma voltinha domingueira que agradou muito aos presentes, onde a passagem por zonas novas e algumas à muito não visitadas, vieram abrilhantar os Km’s percorridos. Esperemos que novos domingos como este sejam uma constante nos tempos próximos…

Abraço a Todos
João Valente

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Jantar do Pedal... com sabor a Natal!

“A vida é como andar de bicicleta. Para mantermos o equilíbrio é preciso mantermo-nos em movimento.” Citação proferida pelo sábio Albert Einstein. Na verdade esta pequena frase faz todo o sentido e poderá mesmo estender-se a muitos campos da nossa existência… até mesmo a um simples… Jantar de Natal! Eheheh…

A malta albicastrense reuniu-se em massa para celebrar mais um convívio natalício onde o tema obviamente recaiu sobre o pedal, o gosto pelo pedalar, as peripécias que envolvem o nosso desporto e até a atribuição de uns quantos prémios cómicos inerentes à “pedaladura”! Boa iniciativa Agnelo!


Trocaram-se dezenas de mails, os comensais Marcelo, Fidalgo e Dário orientaram a ementa no Restaurante Srª de Mércoles, e assim disseram “presente” 36 convivas para este animado Jantar. O ambiente reinadio esteve ao rubro, o manjar ajudou e todos desfrutaram de um bom momento em “família”, que se prolongou (para alguns) noite dentro.


Esperemos que seja mais uma tradição vincada entre muitas que o nosso grupo tem vindo a construir de forma salutar à uns anos a esta parte… Uma iniciativa com continuidade…

Abraço a Todos
João Valente

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Primeiro de Dezembro

Boas a todos


Comemorou-se ontem, quinta feira o último feriado respeitante ao 1º de Dezembro, um feriado criado há muitos, muitos anos, para comemorar a Restauração da nossa Independencia aos espanhois da dinastia Filipina. É triste mas é a nossa realidade. Em nome da "suposta" "competitividade" abarbatam-se assim valores seculares, tornando-nos ainda mais "dependentes" das migalhas dadas pela "mão europeia", cada vez mais germanizada. Nos proximos dicionarios de linga portuguesa, competitividade parece-me que surgirá como sinónimo de escravatura....


Mas deixemo-nos de humor ácido, porque o dia foi de alegria e confraternização, já a dar o mote para a noite de hoje. Depois de "inúmeros" mails sobre o assunto, alguns dos quais já a criar confusão (meus amigos, se pedalarmos tanto como escrevemos emails, para o ano a Volta a Portugal é nossa!), lá reunimos 22 assumidos apreciadores desta coisa de "dar ao pedal" e "chafurdar" na lama beirã!


A maioria da malta reuniu nas Docas, dirigindo-se depois em grupo para a "muito bem minha conhecida" rotunda do Modelo, onde nos esperava a restante malta, dando assim inicio a uma voltinha agradável, que nos levaria (a alguns) até ao carocinho da Gardunha, a relembrar o "mal azado" dia em que o amigo Silvério bateu com a cabeça e ficou "meio balhelhas"... do mal ao menos, o seu bom humor e disposição continuam bem preservados! Eheheheheh


Dos mais diferentes quadrantes da cidade, a malta "vestiu esta camisola", apareceu nos pontos de reunião e seguiu assim para uma boa jornada de BTT, envolvendo alguns trilhos mais conhecidos, mas onde não cansa passar de vez em quando, sobretudo numa manhã fria, mas ensolarada, belissima para este tipo de actividade!


E o frio terá sido o companheiro dos primeiros quilómetros, pelas baixas até Alcains, pois a neblina e a geada grassavam pelos campos, mas... pouco a pouco o ritmo do pedal começou a aquecer os musculos, dando aquele calor agradável, ao ponto de se "maldizer" as camisolas a mais que se traziam!

 

Em bom ritmo (atrevo-me a dizer elevado!) depressa chegamos á Lardosa, onde verdadeiramente "invadimos" o Tá-se Bem, causando algum espanto a quem por ali passava ao ver um tao "inusitado" enorme grupo de bttistas por aquelas bandas, pachorrentas e ainda ensonadas aquela hora da manha. Um colorido bonito de se ver!

  
Uns á laia de barritas (bahhh... como é que alguem fica saciado com aquilo??), outros como eu e o Silvério, com umas valentes sandochas XL, lá empurramos o cafezito, seguido de bons "dois dedos" de conversa, até porque já nao via alguma malta há bastante tempo, pondo em dia as "actualidades do pedal". É bom sermos assim muitos!
  

A próxima paragem seria S. Fiel onde iriamos fazer o ponto de separação, entre a malta que subia e a malta que queria chegar mais cedo, sem antes fazermos uma foto de grupo que "quase não" cabia na máquina, com a malta a perfilar lado a lado, ocupando quase toda a extensão do largo. Caramba eramos mesmo muitos!
   

Agora seguiamos 11 bikes para o Louriçal para uma volta "supostamente" mais rápida e rolante, enquanto os outros 10 (o Nuno tinha regressado mais cedo) seguiam serra acima, agora acompanhados de uma bttista amiga do Luis Lourenço que ali foi ter e cujo nome não consegui saber, mas que reparei e bem que tinha um cubo traseiro fenomenal... 


Vá, não começem!... Eu quando disse cubo traseiro, referia-me efectivamente ao cubo da roda dela, enorme a meu ver, pois seria um Rohloff, uma peça única de engenharia ao serviço do ciclismo... Cheira-me a que envergonhou alguém durante a subida.... eheheheheh


Bem nós continuamos pelo Louriçal, onde entramos em trilhos pouco conhecidos que nos valeram uma meia dúzia de saltos em altura, com as bikes ás costas pois os trilhos estavam pejados de aramadas fechadas.. Que noia!


Lá acabamos por entrar em trilhos conhecidos, depois de darmos quase uma volta em redondo, quase até ao ponto de partida, seguindo a malta, até á Póvoa onde entramos pelo Senhor da Pedra, um trilho habitual.


Tempo para foto de grupo, para dar ar ao pneu do JValente que vinha com um furo lento e para alguns reporem calorias, pois a hora do almoço aproximava-se rapidamente e ainda havia que dar ao pedal um bom par de quilómetros.


Da Póvoa a Cafede seguimos pela estradinha alcatroada habitual, entrando depois na EN propriamente dita, pois as horas iam correndo depressa, ao ponto de eu próprio acelerar um bocadito o passo, acabando por não me despedir convenientemente dos companheiros mais atrasados, pois tinha compromissos á hora certa na cidade.


Acabou assim a aventura do dia em que se comemorou pela última vez este feriado da Restauração da Independencia. A vida é mesmo assim... fechou-se uma porta, mas se calhar abriu-se outra, pois foi bonito ver-se assim, num dia "normal", a malta a pedalar toda junta! Pessoalmente, espero que estes dias se repitam indefenidamente!


FMike :-)