quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Pausa na chuva...

Boas a todos!


Parece mas não é verdade.... parece que tenho andado arredado das bikes e do convivio com a malta do pedal, mas isso não corresponde á realidade. Quando muito tenho andado arredado da escrita redactorial aqui na blogosfera... e só!


Depois da Maratona do Porto no dia 6 Novembro (ainda tenho de fazer uma crónicazita!), este é o primeiro post que redijo, mas esta foi apenas e mais uma manhã desportiva, que têm alternado entre as manhãs de asfáltica com a malta do Modelo e o running de tarde e em ritmo moderado com o amigo Dino. Já nos domingos a conversa é outra... tenho-me portado como um verdadeiro ex-colega... nada de BTT! Mas só porque o patrão não me tem dado folga!
 

A verdade é também mais prosáica... a chuva veio em força e pelos vistos veio para ficar... o que tem igualmente impossibilitado a vontade de por o nariz fora da toca e pegar na ginga, ao longo de toda a semana. Bem, mas hoje o S. Pedro deu-nos sol, logo... toca a pedalar!


Numa manhã fria e nevoenta, sobretudo nos vales, apareci no Modelo ás 08:30 h para me juntar aos amigos Cabarrão, Fernando e o Joaquim (francês), os "crónicos" amigos nestas andanças, que estão sempre dispostos a dar umas pedaladas pelas redondezas em boa companhia. O Inverno também faz destas coisas, ficando a malta mais por casa muitas das vezes a ronronar nos lençois... Como eu os entendo... mas no meu caso, a vontade de pedalar é maior!


Como a malta estava cheia de "força" depois de tantos dias em "branco", optamos por uma voltinha com "pouca" quilometragem mas com algum acumulado, para "esticarmos" as fibras musculares, "empedernidas" pelo frio. Bem... mas a conclusão que eu chego é que esta malta de empedernidos tem muito pouco! Eheheheh...


Num ritmo certinho, de fazer gosto, sempre em boa disposição fizemos as bonitas "rampas" que nos levaram até ás Sarzedas, rampas essas, hoje superiormente embelezadas pela luz solar filtrada pelo nevoeiro... que dia fantástico para a fotografia! Dali rodamos 90 graus em direcção aos Bugios, deixando o vale do Ocreza e entrando no vale do Tejo e afluentes, igualmente frio e nevoento. Rampas rápidas a descer, e igualmente "rápidas" a subir... faz gosto rolar assim certinho!


Em Alvaiade abastecemos os bidons numa das melhores fontes do pais (quem o diz é a DECO!), com os azimutes já virados a Vila Velha de Rodão, onde na descida de Tavila, compreendemos que o nevoeiro também tinha misturado aquele cheiro pestilento a celulose.... bahhh! Que pivete. O que vale é que quando se chega ao centro da vila podemos ter imagens assim do bonito Tejo.... parecia um rio de prata!


Depois da habitual cafezada, era tempo de subir, subir e... subir!... Não contentes, ainda "metemos o nariz" nos Cebolais, chegando á cidade já bem perto das 12 horas, com alguns quilómetros e metros acumulados nas pernas, mas sobretudo com o sentimento de "dever cumprido" - Mais uma excelente "pedalada"!

FMike :-)

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

O meu BTT tem Diabetes

A Sociedade Portguesa de Diabetologia descreve a Diabetes Mellitus, como sendo uma desordem metabólica de etiologia múltipla, caracterizada por uma hiperglicemia crónica com distúrbios no metabolismo dos hidratos de carbono, lípidos e proteínas, resultantes de deficiências na secreção ou acção da insulina, ou de ambas.

O desporto é um dos métodos relevantes para o controlo da Diabetes Mellitus, Além de poder melhorar a sensibilidade do aumento da insulina, também consome a glicose. A prática apropriada do desporto ajuda a diminuir a obesidade, mantém o peso no nível ideal, bem como, previne as doenças secundárias derivadas da Diabetes. Além disso, o desporto produz ainda o efeito eficiente e relevante na redução da glicemia do paciente obeso com Diabete Mellitus.


O nosso amigo Carlos Farinha é diabético, pratica BTT e faz questão de partilhar com todo o mundo a relação que tem entre a Diabetes e o Desporto BTT. O projecto “ O meu BTT tem Diabetes” é algo muito válido na desmistificação da doença e nos “medos” que giram à volta dela. Como autores deste Blog de BTT e em simultâneo, como profissionais de saúde que somos, apoiamos iniciativas como a do Carlos Farinha. Em 2012, esperamos poder pedalar por essa natureza fora, envergando as cores do Projecto “Blue O” e deste modo poder dar visibilidade aos objectos válidos do Carlos Farinha! Não hesitem e dêem uma vista de olhos no seu BLOG, no FACEBOOK e na página do FÓRUMBTT.

Abraço
BTTHAL

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Outono na Estrela 2011

“O dia de hoje foi mais um daqueles que dá grandiosidade ao nosso desporto, às relações interpessoais deste grupo, foi mais uma página que se escreveu na nossa vivência...

Desde o esforço titânico do João Neves (ainda novo nestas andanças), à boa disposição geral, à manga curta do Silvério (na torre com 3°) aos banhos em modo nudismo na água gelada do Zêzere do João Afonso e do Marco, ao petisco no Café Ideal em Vale de Amoreira, tudo foi fantástico!

As fotos tiradas foram muitas, mas as melhores são as que nos ficam na memória e que só cada um visualiza e revisita de vez em quando. Saímos às 9:30, acabámos às 16:30. Pelo meio ficaram 70 km’s e 1800 metros de acumulado, paisagens grandiosas que nos fazem sentir pequenos, mas acima de tudo a cumplicidade de 18 pessoas que decidiram aventurar-se por um dos cenários mais agrestes e duros de portugal.”


Foram estas as palavaras sinceras do amigo Agnelo Quelhas… orgulhoso de ter partilhado com este grupo de pessoas, mais uma expriência memorável e enrriquecedora das nossas vidas desportistas! Mas… entremos em pormenores desde singular dia!


A vivência do Outono na Serra da Estrela está, à semelhança de outros eventos, a tornar-se numa das aventuras que todos os anos vamos repetindo. Felizmente integro-me no “restrito” lote de convidados e será sempre um prazer marcar presença nestes memoráveis encontros!


Apesar dos diversos “marca-desmarca” no calendário nas semanas que antecederam o “Outono da Estrela 2011” e da semana repleta de chuva que esteve, podemos mesmo dizer que tivemos uma sorte danada com o dia eleito! Um “dia de encomenda” dizem alguns… e na verdade São Pedro foi mesmo complacente com este animado grupo! Sol, luz e calor nas zonas mais baixas… que mais ingredientes poderíamos pedir??? Espectáculo!


Mesmo assim, à quem diga que as cores outonais não estavam no ponto ideal, fruto deste verão que se prolongou até muito recentemente! Para mim esteve brilhante e não me importaria de encontrar estas cores e este sol cada vez que pego na bicicleta! Eheheh…


Assim sendo, neste dia 6 de Novembro compareceu no Ponto de Encontro de Manteigas um grupo de 18 amigos do BTT, 14 de Castelo Branco, 1 da Covilhã, 2 da Guarda e 1 de Setúbal! Todos com o apetite guloso de desfrutar o BTT num dos cenários mais bonitos deste Portugal… o majestoso maciço da Serra da Estrela.


Depois dos preparativos iniciais, iniciámos o percurso delineado pelo Agnelo pelas 9:30, junto à ponte sobre o Rio Zêzere - Manteigas, onde o João Afonso se esforçou por agrupar o mini-pelotão e sacar uma primeira fotografia de grupo! Bem sucedido!


Daqui iniciámos em tom de aquecimento “forçado” a ascensão de São Gabriel até às imediações do Poço do Inferno! Uma zona que já tinha feito a pedal com o companheiro Fernando Micaelo aquando do percurso Geo-Raid Ultra-Estrela… vieram à minha memória momentos brutais vividos a dois! Hoje erámos muitos mais… um autêntico comboio por ali acima… já a absorvermos um pouco da sublime paisagem desta zona! Uma espectacular luz matinal a trespassar o aglomerado de folhas da mata! Muito bonito!


São cerca de 4 Km’s a fazer ver que estamos mesmo a pedalar em alta montanha! Lá em cima interceptámos a estrada alcatroada que nos levaria, por opção de todos, a uma visita ao Poço do Inferno (que não estava incluído no percurso delineado!), mas que valeu bem a pena! As chuvas dos dias anteriores fizeram engrossar fortemente aquela cascata! A força da água é brutal! E neste cenário é vê-la gemer por todos os cantos!


No Poço do Inferno, desfrutámos um pouco do cenário, aproveitou-se para comer algo e para tirar uma série de fotografias, entre as quais mais uma ao grupo do Outono da Estrela 2011.


Daqui, seguimos via asfalto (estradinha de montanha), em pendente ascendente até á cota dos 1300 metros. Esta zona, apesar de ser em subida é bem menos inclinada e mantém a vegetação típica da zona, faias, abetos, pinheiros e castanheiros… formando um conjunto de cores dignas das mais belas “florestas de cinema”! Pessoalmente não conhecia este troço do percurso e adorei!


Com cerca de 7,5Km percorridos e já um considerável desnível acumulado vencido, entrámos numa zona de onde já era possível avistar o abissal Vale Glaciar do Zêzere e toda a sua envolvente! Aqui, as zonas mais abertas em termos de vegetação deram lugar ao frio gélido da serra.


Cada km percorrido oferece-nos uma vista magnânima que nos faz sentir muito pequenos. “Imaginar os milénios necessários para que tal monumento natural se forme, faz reduzir a nossa existência a muito pouco, uma pequena partícula de pó num imenso deserto. Tudo neste cenário nos reduz e ao mesmo tempo nos enche a alma.”


A zona é tipicamente rolante a meia encosta, com 2 ou 3 paredes mais inclinadas a fazer lembrar que estamos na Serra da Estrela, mas com a calma e descontracção natural tudo é vencido sem percalços! Lá ao fundo avistamos os maciços dos Cântaros (Raso, Magro e Gordo), que mais lá para afrente iríamos vencer em subida íngreme. Ufffff!


Na zona da Nave de Santo António, o João Neves, albicastrense com o qual pedalei a 1ª vez, decidiu encurtar caminho até Manteigas e esperar pelo restante grupo para o repasto final! De salientar o esforço imenso que o João Neves fez para conseguir ascender até este ponto com o grupo! Na verdade, foi uma volta (ainda) exigente para alguém que tem poucos Km’s nas pernas! Mas… grão a grão…enche a galinha o papo!! João, esperamos por ti no Centro Cívico de Castelo Branco para ganhar mais algum endurance… sem desistências!


A aventura prossegue com a incursão no terreno ensopado e irregular da Nave de Santo António, local que inúmeras vezes vislumbrei cá de cima da estrada, mas que nunca tinha trilhado lá por baixo. Um single track que serpenteia por entre a turfa alta e húmida, passando mesmo defronte à capela (!) local. A sensação é estarmos num prado imenso “engolido” pela alta serrania envolvente. Espectacular!


Chegados à estrada do lado oposto e depois de muitas fotos, começámos a subida para a torre. Nada de novo para além de uma subida longa, exigente e já conhecida, onde a presença de neve a partir do túnel faz distrair e esquecer o frio e o cansaço da subida!


Subindo, subindo, subindo… os 17 aventureiros lá chegaram a conta-gotas para nova reunião junto à rotunda da torre. Aqui, apesar do céu aberto com o sol bem presente, soprava uma brisa invernal que fazia a temperatura descer consideravelmente. Ainda assim a condição agreste do frio passava ao lado do Silvério, vaidoso do seu Jersey manga curta dos “Pirinés Epic Trail”!


Apesar do frio, repousámos e assentámos por aqui arraiais durante algum tempo para um abastecimento mais fortificado! Alguns de nós não resistiram às belas sandes de queijo e presunto serrano… tal era a larica!!!


Cada minuto que por aqui nos mantínhamos, maior era o frio sentido (á excepção do Silvério!), pelo que apressámo-nos para uma última fotografia grupal junto ao cruzeiro da torre e siga serra abaixo!


Seguiu-se assim a longa descida para a Lagoa Comprida. A deslocação do vento baixava ainda mais a temperatura já baixa. Frio + frio, queima! Era essa a sensação que tinha ao descer estrada abaixo. Valeram algumas paragens aqui e acolá para atenuar o “cortar gélido” do vento.


À medida que vamos descendo, a neve vai ficando mais dispersa até desaparecer por completo! Os alvos mantos brancos sarapintados pelo espreitar das rochas faziam parte do passado. Tínhamos agora diante dos nossos olhos o agreste rochoso da serra e uma bacia hidrográfica digna desse nome na Lagoa Comprida, onde alguns de nós fizeram uma incursão pelo topo do paredão, a convite do Pedro Antunes. Valeu a pena esta perspectiva diferente!


Seguimos em descida gélida para passarmos ao lado da negra Lagoa do Covão Cimeiro, cortanto mais abaixo à direita para entramos num trilho que possui à esquerda um canal de água por vários Km’s e à direita uma vista estrondosa pelo vale onde se vislumbram a longa distância pequenas povoações, entre as quais o Sabugueiro, circundado pelas cores outonais. Muito Bonito! Este canal de água acompanhou-nos até um trilho cerrado, dificilmente ciclável onde a única hipótese foi mesmo pôr a bike às costas e aí vão eles. 50 metros de bike à mão percorridos à uns anos atrás na Grande Rota das Aldeias históricas (GR22), hoje voltei a percorrê-los de igual forma!


Após o “trilho pedestre” passámos a Barragem do Lagoacho e após uns tortuosos km’s de pedra roliça, entrámos no Vale do Rossim onde se encontra a Barragem com a mesma nomenclatura. Àgua e Rocha… um contraste bonito e diferente.


Daqui, seguiu-se a passagem pelas Penhas Douradas e Cruz das Jogadas. O percurso estava mesmo nos “finalmentes”, mas ainda haveria a “cereja no topo do bolo”, com a passagem pela Mata de Faias, um local, onde as cores outonais surgem de uma forma deslumbrante!


A mata cerrada, permite a entrada de pouca luz natural, as cores douradas confundem-se ainda com o verde bem presente. O ambiente é mágico e a vontade de registar em fotografia é muita! Um cenário realmente compensador de todo o esforço dispendido até este ponto. Passear aqui de bicicleta é, defacto magnífico!


Depois de uma pequena paragem para fotografias, seguimos para a adrenalínica, longa e desesperante (para mim!) descida que nos levaria de novo até São Gabriel. Uma descida que nunca mais acaba, repleta de piso pedregoso e irregular! Uma autêntica tortura! Já tive a oportunidade a fazer em sentido contrário… (em subida)… e é bem preferível! Não fui mesmo feito para descer isto (talvez a 29er ajudasse!)!!!


A aventura finalizava assim com a chegada aos nossos carros de apoio! Estavam finalizados cerca de 70km’s repletos de bons momentos e paisagens inolvidáveis! Faltava mesmo o lanche final em Vale de Amoreira, com os já tradicionais peixinhos fritos e as febras “a palito” do Café Ideal.


O petisco agradou a todos, a conversa animada e regada com o “morangueiro” local fez esquecer o passar das horas! O frio serrano e o gelo das águas do Zêzere (João Afonso e Marco Messias…homens de coragem) depressa desapareceram com o calor irradiado pela salamandra e pelo “bate palmas” oferecido à malta! Estávamos em puro convívio! Era noite cerrada, quando demos por terminado este magnífico encontro!


Com encontros destes… é fácil falar em “tradição”! Será certo que para o ano, pela mesma altura lá estejamos todos, com a mesma (ou mais) saúde e com a mesma disposição deste ano.

Grande abraço a todos vós pela partilha destes momentos.
João Valente

PS: Fica aqui o albúm de Fotografias "Outono na Estrela 2011"
Outono na Estrela 2011

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Porque... vale a pena partilhar!

Bicicletas e Desenvolvimento Rural
Uma parceria sustentável

Por: Paulo Alves
In:


Fazendo uma retrospectiva, acho que sempre houve bicicletas na minha vida. Ainda me lembro de tentar pedalar sem as "rodinhas" laterais ou daquela árvore que se atravessou na minha frente (ainda hoje, tenho quase a certeza que ela se moveu sorrateiramente). Os meus pais são oriundos de aldeias do "Portugal Profundo", algures na Serra do Moradal. Certo dia, um amigo dos meus pais disse-me "nunca esqueças as tuas origens". Por vezes, as suas palavras ainda fazem eco na minha mente. E, se é verdade que - neste percurso que é a vida - mesmo que tenhamos tentado (ou por vergonha ou simplesmente por ser do contra) renegar essas mesmas origens, acabamos sempre por nos orgulhar das mesmas, fruto de um amadurecimento pessoal e da valorização do nosso património, da nossa cultura, do nosso povo. Devemos orgulhar-nos das vivências, dos pequenos nadas que - no fundo - são os que permanecem na nossa memória e são também aos quais recorremos mais do que imaginamos. Portugal é essencialmente rural. Mesmo em cidades de dimensões médias - como é o caso de Castelo Branco - ainda conseguimos sentir um viver descontraído, como que a apreciar o tempo mesmo que - por vezes - pareça que andemos todos ao ritmo do ponteiro dos segundos. Mas, mesmo vivendo nestas cidades, sentimos o desejo de nos evadir da rotina, de sentir o vento na cara, de cheirar as diferentes essências que só a Natureza consegue produzir e isso, são experiências únicas e individuais. Há alguns anos atrás - mais concretamente 1999 - voltei a andar de bicicleta. Curiosamente, vivia então numa aldeia perto de Castelo Branco. Na altura, serviu essencialmente para descontrair ao fim do dia de trabalho e explorar os inúmeros caminhos rurais que temos o privilégio de ainda podermos percorrer. Este "retomar" da bicicleta foi o início de muitas voltas. Foi também o reencontrar de locais, ou melhor, a descoberta de locais que - sem este meio de locomoção - muito dificilmente teriam sido registados na minha memória para revisitá-los sempre que quiser. Foi ainda a causa de grandes amizades criadas aos longo de cada pedalada. Muito raramente pedalo só. Tenho o privilégio de acompanhar algumas das pessoas mais genuínas que conheci ao longo da vida. Partilhamos emoções, partilhamos vivências, partilhamos pequenos nadas. Ali, somos apenas parte de um todo. Esse todo fervilha constantemente no sentido de manter a amizade pura. Acredito que contagiámos ao longo destas pedaladas, inúmeros habitantes rurais, no sentido de trocar palavras, trocar apertos de mão e até abraços como se de familiares se tratassem, ou amigos de longa data. São estes momentos que nos tocam e que ficam para sempre. De forma a que parte deste espírito permaneça, tentamos sempre captar alguns momentos com as nossas máquinas fotográficas com a finalidade de publicar nos nossos blogues. Talvez este seja um excelente meio de promoção do Portugal Rural, em que nos inserimos. Talvez seja a vontade de partilhar algo que nos tocou de alguma forma.

Paulo Alves

terça-feira, 1 de novembro de 2011

De Camioneta... pelos Singles!

Entrámos no horário de inverno, dias mais pequenos, menos tempo de luz, saímos do trabalho já no lusco-fusco… bahhhh!!!, detesto este horário macambúzio em que quase não temos tempo para ver a luz do dia! E porque não atrasar este horário invernal por mais um dia!?!?! Ou melhor… por mais uma manhã! Uma manhã de BTT! Eeheheh…


Por sugestão do Fidalgo via email, optámos assim por nos reunir no Centro Cívico pela hora antiga, rejeitando à partida mais 1 hora de sono em prol de mais 1 hora de BTT! Ideia fantástica… caso não tivesse havido 3 “traições de nova geração”, por parte dos telemóveis que quase com “vida própria” orientam-se melhor que os seus proprietários! Eehehehe… Resultado… o atraso do João Valente (ops!), do Dário Falcão e do Nuno Maia… resultou não no ganho de 1 hora… mas para aí 15 minutos!!!! Nada de grave!


Hoje… na verdade, não podia perder a oportunidade que tinha em mãos! Tanto se fala nas bicicletas 29er’s que haveria de chegar o dia de experiementar uma! Hoje foi esse dia! O Rui da Loja Amieiro Bikes deu-me a oportunidade de fazer uns quilómetros com a Specialized Carve Comp 29… uma autêntica camioneta de rodas grandes, que hoje tive por minha conta durante 50Km’s de sobe, sobe, desce, sobe, sobe, óptimos para testar e comparar a sua performance à minha carbónica 26!


Com nove elementos no grupo de hoje (Abílio Fidalgo, Dário falcão, Nuno Maia, Luís Patrício, Rui Salgueiro, Pedro Antunes, João Afonso, Filipe Salvado e eu (João Valente), seguimos a orientação sábia do João Afonso… e imaginem lá para onde foi a rota!??? Fácil… muito fácil! Seguimos para o seu “habitat” natural… Maxiais, Retaxo, Sarnadas de Rodão, Represa, Benquerenças e respectivas imediações… onde, claro está, os singles-tracks foram reis e senhores… mais na 2ª metade do percurso! Ou não fosse ele o João Alfonsingles! Ehehehe…


No que toca à 1ª metade da volta, a incidência recaiu mais num aquecimento mais musculado com uma sequência de sobes e desces consideráveis (!) ali para as bandas dos Maxiais e arredores… Quanto a mim trilhos soberbos para testar a Big Wheel que hoje cavalgava!


Mas… que dizer da Roda 29!?!? Bom… na verdade dos factos, a bicicleta é para mim um todo, não se resumindo à soma das partes! Uma 29er com um determinado nível de equipamento é certamente uma bike capaz de me fazer um sorriso rasgado nos lábios!


Para aqueles que temem os trilhos mais técnicos (como eu!) e que temem as descidas mais abruptas e irregulares (como eu!)… pois bem, a diferença para a 26 é mais que notória! Segurança é a palavra que melhor descreve o comportamento da bicicleta! A “Camioneta” é mesmo boa para galgar este tipo de terreno! Confere-nos confiança e segurança acrescida.


No que toca ao vulgar estradão, limpo e rolante… a “pedalada mais redonda” que se consegue com esta envergadura de aros, traz também a sua vantagem, desde que tenhamos em associado uma transmissão à altura! A Specialized Carve Comp, com algumas alterações ao modelo original (para melhor!), está equipada com 2 pratos 26 - 38, cumprindo a sua função!


A subir… era onde tinha as minhas maiores dúvidas e incertezas! Nas primeiras subidas da manhã, subidas bastante íngremes e longas não consegui tirar o partido das rodas grandes em virtude do espigão de selim ter descaído (falta de aperto). Com os devidos ajustes (um pouco a medo, pois este quadro 17,5 obrigou-me a passar um bocadinho a marca limite do espigão), lá encontrei uma posição equilibrada permitindo-me saborear o “galgar” da camioneta nas zonas mais técnicas e ascendentes! Aquela “Peligrosa” foi mesmo um mimo!


Considero que as 29er’s serão uma aposta ganha e certamente vieram para integrar dentro de cada marca alguns modelos. Mas as 26… irão concerteza, manter-se por muitos e bons anos! Esteticamente penso que as 29er’s enquadram-se melhor em pessoas mais altas (o meu caso) perfazendo um conjunto (men-bike) mais harmonioso! Já nos mais “atarracados!”… ficam as minhas reticências! Ehehehe…


Mas não falemos apenas de “Rodas Grandes”… falemos da “Grande Camaradagem” e dos “Grandes Momentos” também vividos durante esta manhã! Com saboreio da dose de cafeína nas bombas do IP2 - Sarnadas de Ródão, o “abafadinho” da ordem nos aposentos do meu avô na Represa e as fatias de pizza oferecidas pela família Maia (Nuno Maia) já em Castelo Branco…quase que poderíamos considerar esta voltinha gastronómica!! MuitoBom!


A temperatura ainda com resquícios de verão ajudou à festa dos singles do João Afonso, dos quais a malta gostou! Pena foi mesmo o azar do Filipe salvado, que já em cima da cidade teve de demonstrar a sua técnica apurada na resolução de um “furo verde”! Qual Drº Elolink… qual quê!?!!?


Em resumo…resumido: uma excelente manhã de roda grande, barriga cheia, trilho estreito e boas amizades!


PS: Um obrigado sincero ao Rui pela oportunidade de teste da Specialized Carve Comp 29

Até lá ao alto… no Outono da Estrela 2011… já no próximo Domingo.

João Valente