segunda-feira, 22 de junho de 2015

3 - 4 - 5 - 1

Boas a todos

Ainda às voltas com o "rescaldo" da caminhada de Santiago de Compostela a Muxia e Finisterra, houve tempo para umas pedaladas ao longo da semana. Quanto às historias de 4 dias por terras espanholas, reservo para  mais tarde escrever aqui algumas linhas.... em breve!


Na quarta feira foi dia misto - de manhã umas pedaladas de BTT aqui em redor da cidade, misturadas com mais uma Urban Night Race á noite, pelas ruas do Castelo. As pedaladas de BTT cingiram-se ao "nosso" quintal por uma questão de trabalho, pois esperava a qualquer momento ter de regressar a CB, o que de facto aconteceu, realizando uma voltinha mais pequena de apenas 45 kms.


Quinta e sexta foram dias de algum esforço, mas em termos de um evento cientifico em que estive envolvido na organização. Assim que me foi possível tentei logo delinear umas pedaladas para sábado.


Com o JV em modo laboral noctívago, liguei ao Nuno para saber o que tinham planeado. Nada mais, nada menos que uma etapa CB - Torre - CB, com saída ás 06 da matina. Como tinha de estar em CB antes de almoço e como não me "doí o corpo" ter de levantar cedo, decidi acompanhar o Nuno e o Simões até à Covilhã e voltar.


Já despontava o dia quando nos fizemos os 3 cicloturistas à estrada em CB, surgindo os primeiros raios de sol, à entrada de Alcains. Contudo um ventinho "chato" de norte ia-nos aumentando o esforço de pedalada, à medida que nos aproximávamos da  Gardunha.


À entrada de Castelo Novo encontramos o amigo Marco, que também ia para o Sabugal, via torre, em mais uma das suas voltinhas solitárias até aquela bela vila fortificada. Passamos a 4 pedalantes!


Éramos um belo grupo de 4 amigos que No fundão foi alargado com a chegada prevista do António que se disponibilizou a acompanhar a malta do Fundão à Torre e voltar. Passamos a 5!


Na Covilhã subimos até ao centro da cidade para bebermos um café, sendo aí o ponto de separação. A rapaziada cheia de força para atacar a serra seguiu parede acima até ao ponto mais alto de Portugal Continental. Já eu, em modo solitário, encetei o regresso a CB. Passei a 1! 


Uma bela voltinha, com as pernas a pedir kms e treino, embora o calor que se fez sentir, começasse mais uma vez a subir o consumo de .... água. :-)

FMike

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Para dormir logo à noite, não precisava de tanto...

Boas! :-)

Este era o desabafo bem humorado e algo "acalorado" de um companheiro de pedaladas que integrou o pelotão de participantes da I Clássica da Beira Baixa, que percorreu nas terras raianas no passado sábado.

Foto: Francisco Rebelo

Ele acrescentou: "Bastava tomar um comprimido!" (para dormir bem!). Posso ser tentado a concordar com ele, mas sinceramente não é a mesma coisa. Um valium é sempre um valium.... bahhhh... Mais vale cansar as pernas!


Quem foi à Clássica, passou um belo dia de pedaladas. Quem não foi, perdeu um excelente momento de convívio e a oportunidade de fazer parte do pelotão inaugural de uma Clássica, que esperemos tenha sido a primeira de muitas e que faça história ao longo dos anos, como muitas outras que se fazem pelo país.


Participar com diversão! Exclusivo e único objectivo pessoal! E consegui, sem "grande esforço" - uma verdadeira "Pedalada Domingueira" como o meu amigo Francisco disse. Pelo meio bati  "recordes pessoais", mas isso já lá vamos. Agora vamos ao que importa.


O que gostei na Clássica:
- O sector de pavé de subida a Monsanto. Não conhecia e foi sem dúvida uma maneira diferente de subir a Monsanto com uma bicicleta de estrada! Deu trabalho e é um bom desafio para quem gosta de fazer ranger a corrente!
- O nível organizacional, onde tudo parecia "rolar sobre rodas bem oleadas"! Pareciam as minhas Mavic a "cantar"! As marcações estavam irrepreensíveis, o apoio foi excelente, a policia teve um trabalho espectacular, o pessoal foi de uma simpatia contagiante (de onde é que eu conhecia aquela gente toda???).
- O almocinho, que para quem chega quase no final, tem a particularidade de comer as febras junto aos ossos, aquelas que são mais saborosas! :-)
- Do pormenor do autocolante com as subidas e pontos de abastecimento! :-)




O que não gostei:
- Do S. Pedro... à saída da Idanha, o vento só soprou forte para os "últimos" e fez-nos atrasar em relação ao pelotão dos "primeiros"... ficamos "arredados" da "luta pelos títulos" e isso não se faz!!!
- Do S. Pedro outra vez... O magano brindou-nos com 35 graus na subida da Sra da Graça. Isso não se faz a quem não conseguiu beber uma jola fresquinha em 118 kms...
- Do sector de pavé mesmo a subir para a meta. Não era preciso isto para fazer a diferença... a Sra da Graça encarregou-se disso.
- Da ausência notada de muitos dos pedalantes da região. Vamos aos "Skys" do "fim do mundo", mas torcemos o nariz à participação num evento da nossa região ou queixamo-nos (sem razão) que ninguém faz nada...  Os espanhóis deram o exemplo e disseram "presente"!!




Agora os meus "recordes":
- Número de paragens em abastecimentos numa prova. 5. Não falhei nenhum! Nem podia! Conhecia toda a gente que estava no apoio e pelo menos um olá e um beijinho tem de se dar! Ora como as empadas estavam óptimas, aproveitava também... (terei batido o recorde de empadas comidas num evento???... é melhor não revelar...)
- Bidons (de água!) aos 100 kms. 7 bidons em 118 kms.... vá lá a gente com um "burro destes à feira"!


Para concluir e agora sim num tom mais sério. Parabéns à ACBI pelo desafio e também à ACIN pelo apoio dado ao evento, onde se inclui todo aquele magote de gente boa que tive o prazer de rever. Também um abraço especial ao meu amigo Marco que teve o "prazer" de me aturar, praticamente todo o caminho.


Numa palavra: continuem! 

FMike :-)

sexta-feira, 29 de maio de 2015

5 bidons aos 100

Boas a todos
 
Esta coisa da idade tem lá porras. Pensa a gente que continua a ser um corpo jovem, uma máquina afinadíssima e vai que não volta, descobre que já anda meio desafinado!
 
 
Pois é!... Foi assim que percebi que estou a gastar um pouco mais... Mais propriamente, estou a gastar 5 bidons (de água!!!) aos 100. Se pensarmos bem, isto é o consumo normal de um carro! E eu não sou propriamente um Ferrari.... quando muito um Opel Corsa.... dos antigos! :-) 
 
 
Num carro, este tipo de consumo é tranquilo. Aerodinâmica, 4 rodas no chão, algum peso, tudo bem, é normal! Numa mota, isto já é consumo a mais! Duas rodas no chão é suposto consumirem menos. pois o atrito é menor. Numa bicicleta então, nem se fala! Impensável!...
 
 
De Castelo Branco à Sobreira Formosa a coisa esteve controlada... 50 kms, gastei pouco mais que 1,5 bidons. Nada mau para uma máquina com 46 anos. Uma cafezada no café habitual, a sandocha no bucho e pronto! Ala que se faz tarde, que nós eramos de longe.
 
 
O pior foi a partir dali. A descer até Proença, tudo ok. Na subida às Moitas tudo ok. Na descida ate ao Vale da Mua tudo ok! Mas na subida do Perdigão o radiador começou a aquecer!... Quem é que parava aquele consumo!!!
 
 
Pior que tudo isto é a questão dos aditivos. As marcas dizem que baixam o consumo e melhoram a performance do motor. Complementamos a subida do Perdigão com a subida ao Castelo do Rei Wamba. Estávamos numa de subidas... porque não... mais uma, não fazia a diferença! :-)
 
 
Mas quando cheguei à Pastelaria Rodense, a mecânica pediu encarecidamente um aditivo mais robusto. Ao tradicional pastelinho, juntei-lhe um aditivo tipo mini, de uma marca consagrada (Sagrespam), que naquela "oficina", fazem questão de a vender sob a forma "geladinha".

 
Pensei que estava garantido o arrefecimento. Mas não. A partir dali, os 30 e muitos graus começaram a derreter o alcatrão, e o "bafo" era de tal maneira quente, que as condutas do radiador mandavam baforadas. Nem com ratés na subida, eu baixava o consumo... e disparou ao ponto de atingir os 5 bidons aos 100 kms!

 
Valeu-me a bomba de combustível da Galp das Sarnadas, onde enfiei  mais um pouco de combustível, pois já vinha a "papeis de música", onde nem o GPS aguentou, berrando na Serrasqueira sem bateria. Lá cheguei a casa com a língua mais seca que a cortiça dos sobreiros de Beja e 110 kms nas perninhas que já "vermelhavam tipo camarão tigre" apesar do protector tipo 50!!

 
Reposta a "mecânica" em casa com umas ervilhas de canoa com bacon e ovo escalfado, apenas tenho a dizer que amanhã há a I Clássica! São 120 kms com este calor. Vamos a ver se também há aditivos pelo caminho! Desta organização espero o melhor! :-)
 
FMike :-)

segunda-feira, 18 de maio de 2015

TransPinto 2015

Boas

Carinhosamente a malta dos Escalos chamou-lhe TransPinto, aquele que é um evento "obrigatório" no meu calendário, quer pela descoberta de novos trilhos partilhados do baú do Pinto Infante, quer pelo espirito comercialmente desinteressado, agradável recepção e companhia que este grande amigo costuma dar a quem o quer acompanhar nestas "suas maluqueiras".


A meu ver o nome está excelente! Tal como no TransPortugal, no TransPinto usa-se o GPS como guia do passeio, não há "inestéticas" marcações, usa-se um livro de registos para ninguém ficar perdido no caminho, há abastecimento especialmente adequado para estes atletas (leia-se cevada, néctar de Baco e barritas de cereais de origem porcina) e há uma verdadeira travessia por belas paisagens na freguesia da Lardosa e freguesias adjacentes. Excelente escolha malta!


Contudo tenho de deixar um reparo!!! A tradição já não é o que era!!! Houve malta que faltou... menos mal, pior para eles, nem sabem o que perderam! Pior, pior foi assistir ao vivo a algumas coisas que nunca pensei assistir na minha "vida de BTTista"!


Primeiro vi o amigo AC deixar de usar um Camel-Bag desportivo, todo xpto, aerodinâmico e substitui-lo por um... quadrado! Dificil de imaginar... Bem tentaram tirar-lho da mão, mas ninguém conseguiu!!! "Dá cá que este é meu"!


Depois vi ao vivo o Abilio Fidalgo a beber coca- cola e negar qualquer outro tipo de bebida "desportiva"!!!!! Ainda tenho lesões oculares por tão "nefasta" visão.... Sacrilégio!!! Umas "barritas de cereais porcinas" tão boas... e ele a beber coca-cola! Vai ter "penar" muito este Verão, para "espiar" tamanho "pecado"!!!...


Por fim embora menos precoupante, verifiquei que o amigo Marcelo, esteve sempre mais preocupado com a conversa do que com o "abastecimento desportivo"!!! Um atleta importante do "Grupo Desportivo de Alta Competição de Castelo Branco", que praticamente não ingeriu nenhuma "caloria porcina" (que boa que ela estava). Isto poderá influenciar o "calendário desportivo" da presente época! :-)


Brincadeiras á parte, foi mais um excelente domingo de convivio pela mão amiga e sabedora do Pinto Infante, que na sua terra de adopção, sabe receber os seus amigos. Excelente dia de pedaladas, excelentes trilhos (muitos novos para mim!), "um super-abastecimento" e como sempre uma catrefada de bons amigos para desfrutar de um são convivio.


Para o ano queremos mais. Até lá vemo-nos nas Pasteleiras e na Última do Ano. OBG amigo Pinto Infante!


FMike :-)

Todas as fotos aqui: https://flic.kr/s/aHsk8hRUPz

sábado, 4 de abril de 2015

Pelas margens da Marateca

Boas a todos!


Os dias mais veraneantes que primaverais, puxam o intento e a vontade de dar umas curvas em bicicleta pela região, aproveitando o tempo quente e soalheiro, apreciando a Primavera que já engrandece os campos. 


Infelizmente nem sempre vamos pedalar quando queremos. Neste momento vamos quando nos deixam ir, quendo há uma daquelas pausas no labor cada vez mais exigente, pausas que hoje em dia começam a ser um luxo.

Foto: Pedro Antunes

O primeiro intento era de ir acompanhar o Nelo, Miguel e o Ricardo num voltinha asfáltica, com inicio e fim em Idanha e passagem por Monsanto. 


Contudo isso implicaria alguma  logística, leia-se carros e condutores, além de que queria estar em casa ao almoço, pois a tarde e a noite seriam de trabalho em prole da saúde dos outros.


Também o Pedro, a organizar um passeio fotográfico para a malta amiga da PT, precisava de ir espreitar uns recantos da Marateca, ideais para umas fotos e que fossem de relativo fácil acesso. Acabei por acompanhá-lo numa voltinha de BTT, a dois, até ás margens deste imenso e bonito lago da região.

Foto: Pedro Antunes

Saímos cedo, cerca das 8h, pois ambos queríamos chegar antes da hora de almoço, sem grandes sobressaltos. Sem grandes atalhos pela cidade, entramos nos trilhos junto à Feiteira, onde nos cruzamos com o Nelo e uma carrinha cheia de belas bikes em cima.


Por trilhos bem conhecidos, aqui e ali entrecortados com algumas passagens menos conhecidas ou percorridas, chegamos rapidamente aos arredores da Lardosa onde não entramos, atravessando a EN 18, em direção do Monte da Marateca.


Aqui, por um belo single criado pelas ovelhas da zona, aproxima-mo-nos das margens da Marateca, hoje dominada pelas ondas, alimentadas pelo vento que hoje se fazia sentir. 


Verificado o primeiro recanto junto aos eucaliptos, voltamos ao pontão para já em direção à Povoa, entramos novamente nas margens da albufeira.


Aqui é sempre um prazer pedalar, apesar da areia e de algumas zonas de precalços. 

 Foto: Pedro Antunes

Mesmo assim já foi possivel bordejá-la toda, mesmo na zona da bomba de água, até entrarmos no PR Trilhos da Gardunha. Muito bonito. A malta vai divertir-se aqui a registar umas fotos!!


Findo o ladejar da barragem ainda pensamos ir ao Louriçal beber a dose cafeínica, mas para podermos ir dar uma espreitadela às cegonhas do Monte Brito, optamos por ir logo em direção à Lardosa pelo trilho das mimosas, entrando na aldeia pela rua da fonte.


Alimentada a alma de um bom "abatanado", entramos nos trilhos numa zona mais a norte, em direção aos Escalos de Cima onde não entramos, percorrendo antes uma par de carreirinhos, que mal conhecia, bem cheios de flores e erva alta, a denotar pouco uso. Nada que a gente se importasse!


Tambem não entramos nos Escalos de Baixo, pois a hora de almoço aproximava-se, pelo que regressamos a casa pelos trilhos perto do Aérodromo, optando na parte final pela entrada em alcatrão, perto do local onde tinhamos iniciado o dia.

Foto: Pedro Antunes

Uma excelente voltinha, num sábado impecável para estas aventuras. Para a semana há mais!


FMike :-)