segunda-feira, 17 de março de 2014

Outeiro, Vale D'Água e Salgueiro do Campo

Pedalar nos sábados é para mim duplamente difícil! Ora por questões laborais, ora por compromissos da paternidade, ter a manhã de sábado livre acaba por ser deveras raro! Hoje, 15 de Março… os “astros” alinharam-se e permitiram-me ir ao encontro dos habitués do pedal asfáltico que se costumam reunir lá para os lados da Rotunda da Racha.


Ao que me parece… os astros devem ter-se alinhado para mim e para muitos mais! Juntámos 15 pedalantes asfálticos. Alguns vindos da dita Rotunda da Racha e outros que se reuniram na Padaria do Montalvão do Granja Park. Bonito número… bonito (colorido) pelotão! Gostei!


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sexta-feira, 14 de março de 2014

CB-Santiago: Recon 1ª Etapa

Boas

Ainda sentia as "bochechas" do rabo meias "encarquilhadas" da voltinha de asfáltica. Mas precisava de ir vadiar em BTT, em redor de Caféde. Sem grande "sacrificio" mas ainda "desmazelado", lá peguei na Trek e fui vadiar.


O motivo era "importante"! No próximo dia 23 de Março tenho intenção de "calçar as botas de caminhada", pegar na mochila e em autonomia completa fazer a 1ª Etapa do Projeto "Da minha porta (CB) a Santiago", dos meus amigos e confrades da "Confraria dos Caminhos".


No trilho "marcado" a saída da Sé de CB faz-se pela EN que leva a Cafede. O dominio do alcatrão, associada a bermas curtas, intranquiliza-me o espirito, preocupado com o caminhar lado a lado a automóveis, cujos condutores nem sempre estão preparados para lidar com caminheiros pela berma da estrada.


Havia que explorar alternativas! No minimo lembrava-me de meia duzia de possibilidades, algumas das quais "históricas" com calçadas e pontes romanas pelo caminho.


Sabendo da invernia, tinha que verificar in-loco o real estado das coisas e se permitiriam uma normal caminhada dos caminheiros "menos experientes" que pretendem acompanhar-me. Falamos de uma etapa, programada com 28 km, que com algumas alterações pode chegar aos 34 km, o que na essência pode fazer diferença para os menos "preparados".


O dia estava bonito e convidava a umas pedaladas tranquilas. O objetivo era também esse, uma vez que estou em "modo desligar motores até à Meia de Lx", que ocorre já no próximo domingo.


Optei pela saida de CB ao fundo das Hortas do Ribeiro que corre o risco de novamente se fechar se a malta não insistir em lá passar. Um bonito recanto, em que a calçada romana quase já desapareceu.


Tranquilamente cheguei ao fundo do Parque de Campismo onde a bonita ponte (romana?) está agora lado a lado com uma estrutura metálica para servir os quinteiros daquela zona. A subida para a Tapada das Figueiras permitiu percorrer trilhos que só tenho palmilhado ultimamente em modo "Trail".


Depois do Vale da Pereira, investiguei algumas travessias da ribeira, mas apenas a Ponte de Santiago parece-me plausivel para utilização sem molhar os pezinhos.


Na zona da Sra de Valverde investiguei também algumas alternativas, mas o "aumento do gado bravo" na zona aconselha a manter-nos nos trilhos mais habituais, que estão devidamente cercados. Todos os outros têm risco de acabarmos a correr à frente de uma vaca taurina!


Cheguei a casa perto das 11 h com 45 km rolados a um ritmo calmo, o ideal para "restabelecer as pazes" com a minha "amante grossa". A ver se para a semana há mais qualquer coisita!

FMike :-)

Juncal do Campo, Lardosa e Escalos de Baixo

9 de Março, tarde calma, serena, soalheira… primaveril! Excelente para desfrutar do prazer do pedal em conjugação com natureza! Agarrei na Canyon Aeroad e siga pelo asfalto!


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quarta-feira, 12 de março de 2014

Rabo de Palha: Versão SS

Boas!

Na última volta de estrada, há 15 dias atrás, o "diagnóstico" chegou "estéril, frio e profissional" como se de uma sentença clinica se tratasse - "O sr. Mike sofre de uma doença grave: falta de ritmo na pedalada!"


Perante a "falta de ritmo" no meu meio profissional prescrevem-se e administram-se uns fármacos, que alguns chamam de "remédios" e outros de "drogas" como forma de regularizar o ritmo, entenda-se o "cardíaco". Na pior das hipóteses dá-se, na nossa gíria, umas "pazadas" que mais não são uns choques elétricos, que ficam extremamente "cinéfilos" na TV e no grande écran, em séries como o Dr. House e a Anatomia de Grey!


Pois mas aqui na "real life" quando ando de barba grande a Maria reclama (nada de Dr. House!) e médicas loiras de "microsaia" só se for nalgum site "manhoso"... por aqui não há nada disso! Portanto se quero "ritmo" tenho de me esquecer das "drogas", da "electroestimulação", ir dar às "perninhas" e fazer pela vida!!!


Quase em vésperas da 24ª Meia Maratona de Lisboa (a minha 6ª consecutiva), o dia solarengo e relativamente despreocupado de lides familiares, deu-me ali um intervalinho de 2:30 h na manhã, para ir fazer o "gostinho à bike".


Ora se quero recuperar "ritmo" só me lembrei de uma "droga" à qual ainda estou "viciado"... Na rua chamam-lhe "batedeira de ovos", mas o termo técnico é mesmo "Single Speed". Como tenho a Arábica SS no estaleiro sem suspensão, optei por uma voltinha de asfáltica, em versão SS!


Numa voltinha "modesta" apelidada de "voltinha dos tristes", usei a Lookinha mas em que me "esqueci" dos manípulos das mudanças. Só tinha prato médio e carreto médio... mai nada!!! E foi dar ao pedal até mais não. A velocidade média e os kms totais foram modestos, pois ainda estou a classe "Rabo de Palha". Mas o "papinho", esse vinha "consoladinho" com umas pedaladas despreocupadas, com o sol a contribuir para a minha própria "fotossíntese". A ver se na sexta há mais qualquer coisita!

FMike :-)

quinta-feira, 6 de março de 2014

Em ritmo Pai & Filho

Boas
 
A pausa académica dos últimos 2 anos, para além de me deixar as pernas "feitas num oito", deu-me cabo do material "circulante"! Eu bem me esforçava para dar a possível manutenção às minhas "amantes". Contudo elas precisam mesmo é de serem "montadas" para se manterem bem "oleadas"!!! ;-)
 
 
Na passada semana depois de uma voltinha tranquila com o "benjamim" reparei que a minha roda da frente estava meio presa. Aprofundado o "diagnóstico", a condição "clínica" dos rolamentos apresentava-se "crítica"! Toca de mudar rolamentos, para não correr o risco de ficar apeado na primeira saída de BTT que fizer a sério!!!
 
 
Com a tarde livre e um "solzão" de fazer inveja aos meses e meses de chuva passados, optei por uma voltinha singela pelas redondezas da cidade com a companhia do "benjamim".
 
 
Em velocidade calma e com algumas subidas pelo meio, fizemos 20 kms para poder constatar que o "tratamento" instituído foi positivo e que "curou" as maleitas da roda. Agora é arranjar pernas para ela!
 
 
Para tal, logo a seguir aos 20 kms, seguiram-se 11 kms em velocidade "pepe rápido", a experimentar umas "ferraduras" novas compradas especificamente para fazer Trail Run...
 
 
Sim, é verdade! Qualquer dia apareço nas Docas com camelbak mas sem bicicleta para vos fazer companhia. Vamos ver o que isto vai dar... ;-)
 
FMike :-)

quarta-feira, 5 de março de 2014

Sarzedas, Pé Serra, Foz Giraldo


Já lá iam 10 dias sem tocar no pedal! Trabalho intenso sem deixar margem de manobra para pegar na asfáltica. Hoje, tinha a manhã livre para esse efeito e as temperaturas já a fazer lembrar a primavera ajudaram ainda mais a desfrutar do prazer de pedalar.

Inicialmente tinha previsto fazer mais uma voltinha solitária “cá das minhas”, contudo a rede social facebook informou-me que o Miguel Almeida também tinha planos de ir dar umas pedaladas. Decidimos ir em conjunto… mas não alterei a volta que tinha previsto fazer! Durinha…


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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Castelo Branco- Santiago... a 17ª Etapa

Boas a todos novamente! :-)
 
A noite de sábado para domingo decorreu normalmente, apenas entrecortada pelos sobressaltos de quem tem o sono leve e a companhia de "pesos pesados" do sono... ;-)


 
Naquele espaço onde meninos aprenderam a ser homens, agora transformado em albergue de peregrinos onde dormem e sonham com o dia em que chegam a Compostela, o inicio do dia foi madrugador.


 
Às 7 e picos já andava todo o mundo de levante, ocupados em orientar as mochilas, lavar a "fronha" e tomar o pequeno almoço. De tal modo que às 08 h estávamos prontos para a partida e para a primeira foto de grupo do dia, que se apresentou claro e frio, mas sem sinais de chuva. Ainda bem!


 
Vitaminado o corpinho de comida e um bom café no único café das redondezas, regressamos ao caminho de Santiago no preciso ponto onde terminamos no dia anterior, continuando numa ligeira descida entre vinhas e hortas até ao vale onde o Rio Neiva corre.


 
O Neiva apresenta aqui umas águas límpidas rápidas e frias, passando em grande quantidade sob a Ponte Pedrinha de traça medieval que usamos para o atravessar. Bonito monumento!


 
A partir deste local o caminho entrecorta inúmeras hortas, quintas com casas apalaçadas, entrando aqui e ali nalgumas aldeias de parco casario. Em todo o percurso ate chegarmos quase a Ponte de Lima apenas encontramos um café...



 
As casas apalaçadas mais emblemáticas que encontramos foi na localidade de Casas Novas. Rodeadas pelo verde dos campos e as fecundas vides que produzirão o famoso vinho verde, é bonito encontrar velhas casas apalaçadas carregadas de simbologia de outros tempos.


 
À entrada de Queijadas aproveitamos para realizar o nosso reforço do meio da manha, acabando com as nossas reservas alimentares que ainda subsistiam do dia anterior. A partir dali, já só pararíamos em Ponte de Lima.


 
Num misto de caminhos agrícolas, alguns dos quais perfeitamente intransitáveis, transformados em ribeiros pela força da água que tem chovido, aqui e ali com alguns troços de alcatrão, íamos-nos aproximando a bom ritmo de Ponte de Lima.


 
Alguns troços, comuns quase sempre à Via XIX, demonstravam bem a sua faceta centenária, de empedrado romano característico, com inúmeros recantos e altares dedicados aos santos e santas, venerados por aqui.


 
Em Fornelos, já bem perto de Ponte de Lima, aproveitamos para "matar a sede" com verde tinto e branco, conforme o desejo de cada um. O "calor do dia" assim o exigia! Um bom momento para descontrair as pernas!


 
A entrada em Ponte de Lima faz-se pelos campos de golf , terminando com uma descida que embica diretamente na avenida principal. Por entre zonas ajardinadas, vivendas antigas e muitos monumentos históricos - o Paço do Marquês, a casa torreada dos Barbosa Aranha, o Paço do Município e a estátua da fundadora de Ponte de Lima, D. Teresa, de tudo há um pouco para nos cativar o olho e a objetiva da máquina. Muito bonito!



O fim da etapa deste nosso caminho fez-se junto à Igreja Matriz de Ponte de Lima, bonita pela sua beleza austera do granito, ali paredes meia com o Rio Lima! Lá dentro, reinava a calma típica de uma igreja em tarde de domingo.


 
Eram cerca de 13 h, tínhamos perto de 20 kms andados a um bom ritmo de 4,5/km. Era tempo de procurarmos poiso para comer e desfrutar da paisagem da Praça de Camões, ali sobranceira com a famosa ponte romana de Ponte de Lima.



Ainda olhamos para a "Tasca das Fodinhas" mas acabamos por escolher o "Escondidinho" mesmo em frente, conhecido nosso de 2010, quando na nossa peregrinação ciclística ali "bastecemos" umas belas pataniscas de bacalhau.... e novamente não fomos defraudados! Do sarrabulho ao bacalhau, tudo estava divinal e em grande quantidade, pois esta malta não deixa "créditos em mãos alheias"! E o verdinho era simplesmente fantástico! Recomendo!



O dia terminou com a viagem de regresso a Castelo Branco onde chegámos perto da hora de jantar. As próximas etapas estão já agendadas para 12 e 13 de Abril, altura em que contamos chegar a Tui. Depois já só em Junho, com as mochilas ás costas e em 5 dias seguidos, contamos completar este projeto com a chegada ao Obradoiro e 570 kms realizados "Da minha casa a Santiago"!



Até breve!

FMike