terça-feira, 2 de julho de 2013

Pelos Caminhos da Fé... CBranco-Santiago (7ª Etapa)

Boas a todos
 

 
Depois de uma noite repousante na residencial D. Diniz, um apetitoso pequeno almoço logo pelas 07h " da madrugada", deu-nos forças e alento para mais uma etapa dos caminhos de Santiago.
 

 
O dia de hoje marcava uma pequena mudança estrutural, pois iriamos entrar nos trilhos do "Camino de Torres", virando os azimutes não tanto a norte como até agora, mas a noroeste, em direção a Sernancelhe.
 

 
Para quem não conhece, o "Camino de Torres" liga Salamanca a Santiago, tendo sido inicialmente percorrido por David Villarroel, há 3 seculos atrás.
 

 
A mudança estrutural mais importante também se colocava a nível do nosso importantíssimo guia, Joaquim Branco, que a partir daqui estava mais aliviado da sua "carga" de nos guiar por vales e montes.
 

 
A partir de Trancoso as "saudosas" setas amarelinhas passam a fazer-nos companhia, surgindo nos cruzamentos do caminho, guiando-nos em direção a Santiago.
 

 
Depois da foto de grupo, saímos de Trancoso por volta das 07:30h em direção a Sintrão, uma localidade situada já na bacia hidrográfica do Douro, cuja a fronteira é marcada pela transição de Trancoso.
 

 
Depois de uma bonita descida até aos 650 m de altitude, entramos na povoação de Sintrão, quase que parada no tempo. Bonito vale!
 

 
Aqui regressamos ás subidas (a maior do dia), que entre pinheiros nos faz chegar ao trilho marcado do GR 22.
 

 
Nova descida, aproxima-nos do Rio Távora, que nos acompanhará todo o dia até à Ponte do Abade, o nosso destino final.
 

 
Perto de Vila Novinha, encantamos-nos com a bonita paisagem da Ponte sobre o Távora, com a albufeira ali mesmo ao lado, quase que a pedir banho!!!
 

 
Seguiu-se a pacata localidade de Benvende, onde o Sr. Daniel Batista, perante o nosso pedido de informação sobre um cafezito inexistente na aldeia, nos abriu a porta da sua adega e matou a "sede" a estes sequiosos peregrinos. A simpatia da boa gente do norte!
 

 
Seguiram-se as aldeias de Peroferreiro e Leziria, onde aqui se deu um novo momento de confraternização com as gentes do norte.
 

 
Aproveitando a velha escola primária, a população revitalizou-a e utiliza-a periodicamente para encontros com toda a gente da aldeia. Ao verem-nos chegar, imediatamente nos convidaram a entrar e beber uma bebida fresca, acompanhada de "galinha"!
 

 
Pra quem não sabe, "galinha" é um tradicional petisco, constituído por cebola temperada com sal e vinho e cortada em gomos que serve de aperitivo para acompanhar uns copos antes de almoço... e digo-vos.... soube mesmo bem!
 

 
Entre caminhos de terra e bocados de alcatrão aproximamo-nos de Ponte do Abade, com 22 km andados e ponto final da nossa etapa deste dia.
 

 
O Sr. Seixieira, dono da Pensão Abadense, proporcionou-nos um local sossegado para o repasto, aprimorado com bebida fresca e boas histórias sobre a sua localidade, um momento único que nos faz pensar a nossa condição de pessoas e humanos.... o convívio está mesmo nos nossos genes!
 

 
Para finalizar, terminamos com um brinde ao nosso amigo Zé Manuel Machado, aniversariante neste dia, e também com a reunião anual da Assembleia da Confraria, para aprovar as contas, que foram por unanimidade! Eu assisti e sou testemunha! ;-)
 

 
Aos amigos da Confraria agradeço a oportunidade que me deram de os acompanhar. São momentos enriquecedores e únicos, que ficam registados! OBG.!!!
 
FMike :-)
 

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Pelos Caminhos da Fé... CBranco-Santiago (6ªEtapa)

Boas a todos!


 
Há já quase 2 meses que a Confraria dos Caminhos marcou para este ultimo fim de semana de Junho a realização de mais duas etapas, a ligar Castelo Branco a Santiago, pelos antigos caminhos da fé, agora em plena revitalização.

 
 
Como de habitual, o  Jaime, meu amigo e confrade daquela confraria, deu-me um "toque" a ver se os queria acompanhar, o que prontamente disse que sim, mesmo aquela distância de tempo. Alguma coisa se havia de arranjar. O "bichinho" da aventura tem lá que se diga!...

 
 
 A 6ªetapa já para lá do maciço central da Estrela, liga o Porto da Carne, aos pés da Guarda, à bonita cidade de Trancoso, um local que não conhecia e onde se respira historia e cultura em todos os recantos.


 
Depois da habitual viagem até ao ponto 0 da etapa de hoje, em Vila Cortês do Mondego, demos inicio aos 26 km que nos separavam de Trancoso, por volta das 06:20.


 
Era madrugada pois então, mas o calor a isso obrigava! E aquela hora, o sentimento era comum....estava tudo ávido de caminhar por aquelas belas terras, prontos para partir à descoberta!


 
Os primeiros kms tinham algum alcatrão, mas rapidamente o largamos, entrando em caminhos de terra batida, um pouco antes da Lageosa, ali com a A25 ao lado e Celorico da Beira à nossa frente.


Antes de passarmos por baixo da A25 atravessamos o Mondego na bonita ponte do Ladrão, em direção à Aldeia Rica, ali com a Corteagada ao lado.



Seguiu-se a povoação do Baraçal, que nos proporcionou o local para o primeiro repasto do dia e alguma galhofa... num singelo cruzamento de aldeia, havia simplesmente 20 placas de sinalização! Fantástico! eheheheh



Repostas as energias rumamos ao Minhocal, Prado e Freches, onde abandonaríamos os 400 e picos metros de altitude e subiríamos até aos 850 m de altitude.



A subida, longa e com poucas sombras aquela hora era difícil de se fazer, mas com a dose certa de companheirismo, bem emoldurado pela bonita paisagem depressa se venceu e chegamos à capela de S. Marcos, onde o marco geodésico marca o local da Batalha de Trancoso.



A entrada em Trancoso fez-se pelas 13:30 horas, mesmo a tempo de absorver toda aquela cultura, logo enriquecida pela chegada do cortejo real de D. Isabel.... era Feira Medieval em Trancoso!!!



Numa sombra á entrada da cidade estendemos as toalhas, juntamos os farnéis de cada um e comemos dos de todos, num bom espirito de caminheiros e amigos, com a pinga (o tinto da nossa modesta colheita) a fazer algum furor, pois modéstia à parte, está excelente!



Seguiu-se uma tarde divertida pela Feira Mediaeval, com direito a rabiscos na praça central, petiscos (sardinha doce de Trancoso), boa "boída" (sangrias e afins), em quantidade "moderada", que a tarde estava de calor!



Para jantar, um caldinho verde (não lavado.... sabor medieval!), uma bifana "medieval", cerveja com direito ao púcaro de barro e claro, a recepção do Rei D. Diniz à D. Isabel, em pleno castelo de Trancoso, um local imponente!




Seguiu-se o descanso na residencial D. Diniz, que nos ajudou a recuperar para a etapa do dia seguinte.



FMike :-)