terça-feira, 1 de março de 2011

BTT... na Foz do Cobrão!

A cada Domingo que passa cresce a vontade para que o próximo venha bem depressa. E porquê? Percursos fenomenais, adesão invulgarmente surpreendente (ou não!), ambiente impecável, crescente de forma e logo conforto e gozo em pedalar natureza fora! O Domingo, 27 de Fevereiro não foi excepção! Azimutes apontados à sempre deslumbrante Foz do Cobrão! Nesta zona conjuga-se a paisagem natural esculpida por um Oceano Antigo com a imaginação do Homem que ali impôs a sua cultura agrícola de subsistência. Um óptimo local para ir em busca da aventura!

Em vésperas acreditei que pouca gente aparecesse no Centro Cívico… percurso um pouco mais exigente que o habitual, alguma malta já tinha ido passear as “anoréticas” na manhã de Sábado, existia evento ligado ao BTT lá para os lados de Nisa, o Raid AC-Trilhos e Aventuras em busca das pedregosas Gatas também aguçou apetites… enfim! Pensei… que certo, certo aparecia eu e o Agnelo… mas… surpresa das surpresas… 10 ávidos de aventura marcaram presença! Ora deixa cá ver se consigo enumerá-los (!) todos: Cabarrões (Pai e Filho), Homens PT (Pedro e Álvaro), Bruno Dias, Sérgio Marujo, Agnelo Quelhas, António (não sei o sobrenome!), eu (João Valente) e o João Caetano.

À semelhança do que temos feito em voltas mais prolongadas pedalámos em asfalto até ao cruzamento das Benquerenças, permitindo um bom aquecimento muscular e um adianto vantajoso aos ponteiros do relógio! Daqui em diante os trilhos (mais secos) foram reis e senhores! Seguimos até à Padaria dos Amarelos para pequena pausa cafeínica onde o famoso panike de chocolate foi substituído por bolo mármore… quem comeu disse estar delicioso!

Daqui seguimos com objectivos delineados até ao Vale do Ocreza… uma descida bastante longa… propícia aos audazes da técnica! Já perto do rio abre-se diante dos nossos olhos uma paisagem soberba de todo o vale escarpado, com o som da corrente do ocreza a ecoar! Muito… muito bonito! De facto… faço minhas as palavras do AC, quem percorre trilhos como estes é decerto amante do “Real BTT” em prol da sua virtualidade. Não poderia estar mais de acordo com as suas experientes palavras!

Se a descida faz descarregar níveis elevados de adrenalina… já a subida que se segue é bem libertadora de toxinas através das glândulas sudoríferas! É nesta vertente do BTT que mais gozo tenho, e também onde me sinto mais adaptado! Cada um ao seu ritmo lá fomos galgando a inclinação para depois reunirmos no topo e seguirmos em direcção às Ferrarias!

A abordagem fez-se por um vale que culmina numa pequena ribeira afluente do Rio Ocreza… tendo depois pela frente uma encosta de pinhal sem trilho! Sabemos que do outro lado se encontra o trilho… há assim a necessidade de carregar as “burras” às costas e galgar a encosta até que no seu topo se apanha o caminho uma centena de metros mais á frente! Já aqui passei 2 ou 3 vezes e é sempre um momento hilariante ouvindo os diferentes tipos de comentários da malta!!! Ehehehe…

Já numa cota mais elevada, seguimos alguns Km’s em plano para depois enveredar novamente no desce, desce, desce, desce… até velho e abandonado Lagar do Carril… lá bem ao fundo! Mais uma panorâmica brutal com os montes e vales a fugir ao alcance da nossa vista! Magnífico!

A ponte em pedra sobre a ribeira demarca a fronteira entre a descida e o sobe, sobe, sobe, sobe durante cerca de 3Km’s até à estrada que dá acesso ao Vale da Pereira! É mais um local onde os mais afoitos “rodam o punho” e em saudável picardia guerrilham pelo “pódio do nada” até ao topo! Tudo isto é BTT entre amigos! Hoje… no topo… até tivemos prémio! Surpresa… o João Afonso esperávamos de máquina fotográfica em riste para captar a malta de “pulmão na boca”! Boa Surpresa!

Insistência do João Afonso e após fotografia de grupo, seguimos até ao Café da Fonte Longa para uma bebida oferecida pelo João. Se bem o conheço… hoje mergulhado na tristeza de não ter podido integrar o grupo das “Gatas Espanholas”… mas, meu ver, decisão ponderada e acertada em recuperar primeiro, para depois, gozar à brava por esses trilhos fora! João… envio abraço daqui, com aquela força!!! Ah… e obrigado pela Coca (cola)! Ehehehe…

A Fonte Longa, foi o local de divisão de grupo… aqueles que queriam estar na cidade mais cedo, seguiram rumo a Alvaiade. Os restantes (Agnelo Quelhas, Pedro Antunes, Álvaro, João Caetano e eu (João Valente)… seguimos os objectivos iniciais de “mergulhar” na beleza agreste da Foz do Cobrão, arriscando a chegada a Castelo Branco um pouco mais tarde que o habitual! A meu ver… decisão acertada, pois valeu bem a pena!

Agora com o grupo resumido a 5 elementos, seguimos até à Ribeira do Alvito… onde (mais uma vez!) exercitámos a nossa técnica (cada vez mais apurada!) em atravessar ribeiros com caudal de inverno! Na verdade, começo a achar que Domingo sem água até ao joelho… já não tem piada! Felizmente o Agnelo… faz sempre as vontades e brindou-nos com mais esta espectacular travessia! Estamos peritos! Venham ribeiras…

Daqui em diante temos umas centenas de metros em pendente ascendente até atingirmos uma cota mais plana que nos brinda todo o mágnifico vale, com o rio Ocreza lá bem em baixo, demonstrando a sua fúria nesta altura do ano. À margem esquerda do Ocreza aflui a ribeira do Cobrão. Foi aí que nasceu a antiga povoação que mais tarde subiu encosta acima, fixando-se num local paisagens singulares. A crista quartzítica da serra das Sarnadas emoldura-a e abriga grifos e cegonhas-negras que, lá do alto, observam rochas com cerca de 500 milhões de anos marcadas pela ondulação e pelos fósseis de um oceano que já não é. O Rio Ocreza espelha-se a seus pés antes de galgar o açude construído há anos. Pedalamos numa das zonas mais bonitas da nossa Beira Baixa…

Ainda bem que as autarquias estão a apostar no geo-turismo! Conseguimos ver algumas melhorias sinaléticas e algumas estruturas de apoio ao turista! Foi numa destas que contemplámos todo o esplendor avassalador da paisagem e tirámos uma fotografia ao grupo dos 5, que obstinadamente quiserem cumprir os objectivos do dia!

Seguimos depois em direcção a Sobral Fernando, pela ladeira da serra. A paisagem composta pelas gargantas rochosas do Ocreza não larga o nosso campo visual e a cada pedalada que avançamos a superação do grandioso sucede. Muito Bonito! De Sobral Fernando desceu-se à ponte (com vista do açude) e aqui começa a dura (apesar de asfaltada) e longa subida até ao Miradouro das Portas do Almourão, com passagem pelas ruelas da aldeia da Foz do Cobrão.


Após vencida a subida contemplámos em grupo as Portas do Almourão e toda a sua envolvência. Não nos alongámos muito no tempo, pois estávamos em clara desvantagem na luta contra os ponteiros do relógio… e ainda tínhamos um regresso à cidade para fazer!


Decidimos fazer a (ainda longa) abordagem à cidade via asfalto. Apanhámos um vento bem forte de frente durante todo o regresso… dificultando a progressão! A chegada à cidade pelas 13:45, não foi assim tão tardia como imaginávamos! O atalho por estrada fez-nos ganhar algum tempo apesar do vento contra.

Totalizámos 75Km’s ao longo da manhã, cerca de 1350 metros de acumulado de subidas e uma mão cheia de boas recordações e excelentes paisagens. Uma manhã impecável!!! Para a semana, não compareço no habitual ponto de encontro (Centro Cívico) pois a malta BTTHAL vai marcar presença na III edição da Rota do Azeite lá para os lados de Proença-a-Velha!

A todos… um grande Abraço…
João Valente

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

BTTHAL 2008

Longe vão os tempos idos de 2008!

Os minutos passam, os ritmos das estações alteram as paisagens, trilhos novos vão surgindo, outros desvanecendo-se, as amizades consolidam-se ou esmorecem, sempre, sempre sob o tique taque incansável do relógio... As memórias, essas, não são indiferentes a todo este passar do tempo... vão-se desvanecendo, inexoravelmente ao mesmo ritmo em que nós vamos envelhecendo... uma verdade absoluta vos digo eu!

Foram muitos os trilhos palmilhados, as aventuras partilhadas, os laços de amizade construidos, registados em infindáveis fotografias, sem dúvida uma das mais apreciadas fontes de memória futura trazida pela tecnologia ao serviço do quotidiano humano.

Este quotidiano humano é rico em desafios... pegar-lhes ou adiá-los pertence á natureza de cada um... e este foi mais um desafio aceite - relembrar em video, todo um ano de aventuras, espalhadas por inúmeras fotos. Tarefa dificil? Sim!... mas irremediavelmente pleno de boas horas passadas a relembrar, a construir e agora a partilhar!

O que fica? 5 minutos de uma viagem alucinante ao ano de 2008, ao longo das 130 fotos mais marcantes de e para todos nós... BTTHAL!

Espero que apreciem, ao recordar, todo o prazer que nós tiramos ao produzir!

FMike :-)

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

A Busca do "Tostão 2011"!

De há umas semanas a esta parte que temos adiado sucessivamente a busca de uns “tostões”! Motivos vários… sempre de força maior (será que não sentimos a crise ?!!!) Mas… o dia de ir em “Busca do Tostão” chegou mesmo! 20 de Fevereiro… estavam reunidas as condições para reeditarmos um bom percurso de BTT até à localidade do Tostão… 2 anos depois de lá termos estado também acompanhados das nossas fiéis bikes!
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6 pedalantes de bolsos vazios em busca de um tostão: JValente (eu!), Álvaro, Fidalgo, Agnelo Quelhas, Luís Pedro e Ricardo Cabarrão. Poderíamos ser mais… mas anda por aí alguma malta com medo ao frio! Eheheh… lembrem-se que pedalar faz aquecer… e não é pouco!

Já passava das 8:15 quando saímos do Centro Cívico de Castelo Branco! A tradição ainda é o que era… e o Agnelo mantém-se até à última na cama! O GPS do Fidalgo também anda com os sonos atrasados e teimava em não acordar! Enfim… contratempos! Optámos por sair via asfalto até aos Amarelos para promover um bom aquecimento e também um adianto aos ponteiros do relógio prevenindo uma chegada mais tardia à hora de almoço!

A semana foi rica em intempéries do tipo chuva… dia sim, dia sim… mas o Domingo acordara seco e particularmente agradável para a prática do BTT! Nas zonas mais baixas e desprotegidas de vegetação ainda se sentiu algum frio matinal… mas a abertura do sol e as subidas ao longo do dia permitiram ultrapassar em muito essa sensação de frio!

Dos Amarelos seguimos até às Sarnadas para tomar um cafezito! Constatámos que a famigerada “Tasca da ASAE” ali nas proximidades da Estação Ferroviária fechou para obras!!!... cá para mim houve denúncia!!! Nas Sarnadas de Ródão parámos no já conhecido “Café das Mulheres”… para sorver uns golos de caféina… desta vez pagos pelo colega Álvaro! Café ingerido virámos em direcção ao Vale do Homem … onde o Ricardo Cabarrão teve um encontro de 1ºgrau com um “atiçado” cão… cujo próprio dono estava ter dificuldade em controlar! Valeu um susto… felizmente sem consequências!

Seguia junto do Agnelo quando me confessou que estava um pouco preocupado com o obstáculo que iríamos encontrar um pouco mais à frente! A Ribeira do Açafal… em tempo mais seco é uma passagem fácil… onde até o leito de passagem se encontra acimentado! Hoje… após dias seguidos de chuva intensa… o panorama estava um pouco mais complicado (para ser modesto!!).

Quando vi o caudal da ribeira…percebi perfeitamente a preocupação do Agnelo! O grupo estava perplexo a olhar para o obstáculo! Tínhamos apenas 2 hipóteses: 180º e voltar tudo para trás ou transpor a ribeira! Transpusemos a ribeira!... Mas…verdade seja dita… que se não fosse o Agnelo a dar o passo em frente… teríamos voltado todos para trás!

Se no passado Domingo quase molhámos os ditos “tintins” nas águas do Pônsul… esta semana, só eu escapei à molha dos “tubaros”! Benditos 185cm’s de altura! Tudo com os sapatinhos, peúgas e bikes nas mãos… vai de atravessar o caudal do Açafal! Ainda me rio só de pensar no “rodas baixas” do Luís Pedro com água até ao umbigo!!!!! Felizmente não tínhamos o João Caetano entre nós… nem o capacete escapava! Decididamente que foi o momento mais hilariante desta volta domingueira. Uma pitada extra de aventura… que certamente não iremos esquecer tão depressa!


Daqui até ao Tostão a pendente é quase sempre ascendente, o que facilitou o aquecimento dos que vinham mais “arreganhados”! Cruzámos a ponte que passa sobre a Linha da Beira Baixa e enfrentámos a derradeira subida que antecede a entrada no Tostão! À nossa esquerda emerge uma fenomenal “varanda” sobre a paisagem envolvente! A geografia que se avista tem de tão belo quanto de exigente! Lá bem no fundo… curvilínea como serpente… avista-se a Ribeira do Açafal!


Com o Tostão já na nossa “algibeira” demos alvíssaras pelo facto do responsável pela Associação Recreativa e Cultural do Tostão nos ter aberto a porta, onde pudemos degustar umas Coca-colas (Mini para o Fidalgo)… desta vez oferecidas pelo Luís Pedro. Também aqui junto à Associação, foi o palco eleito para a nossa 1ª fotografia de grupo do dia.

Descemos em direcção à Barragem do Açafal… onde apreciámos do alto toda envolvência da paisagem! Os terrenos ensopados gemem água por todo o lado! É o Inverno no seu máximo expoente… e também com a sua beleza/ dureza singular!! Há 2 anos atrás seguimos em direcção à Atalaia pela pendente da esquerda… hoje modificámos a trajectória e seguimos pela direita, também em pendente ascendente, mas direccionados à Serrasqueira, para depois descermos á nova Barragem da Coutada.

Depois de alguma indecisão em que trilho enveredar lá seguimos pelo caminho mais indicado, de maneira a entrarmos no paredão da dita barragem e contornar todo o seu perímetro. Trajecto bastante rápido e curvilíneo sempre a ladear o largo lençol de água. É apenas a segunda vez que aqui passamos e defacto é um local bastante agradável para pedalar em boa companhia!

Após cortada à direita seguia-se a dura subida dos “Ratinhos"… em que todos “sorrimos” (cerrar dos dentes!) para o guiador! Uma exigente subida com uma percentagem de inclinação capaz de ultrapassar os 20% nalguns pontos! É mesmo daquelas que dá gozo ultrapassar! Eheheh…

O sobe e desce ligeiro é constante daqui em diante até entrarmos nos Cebolais de Baixo pela “breda” pedregosa e perigosa nesta altura do ano! Que o diga o Fidalgo… deslizou tal qual patinador no gelo!!! Felizmente sem grande mossa… deu azo à rizada e a fazermos uma fotografia de grupo mesmo ali ao lado numa potencial zona de “flower power” daqui a pouco tempo!

Dos cebolais de Baixo rolámos até ao vizinho Retaxo onde ainda confraternizámos um pouco com alguns betêtistas da zona aproveitando para publicitar o evento que têm em mãos: 1º BTT - IFCC - Cebolais de Cima a realizar-se no dia 19 de Março.

As 13 horas batiam no campanário… era hora de acelerar até á cidade. Atendendo à necessidade de alguns colegas precisarem de chegar mais cedo a Castelo Branco, optámos pela via asfáltica rolando a excelente velocidade (belo picanço!!!)Eheheh… Entrámos na cidade pelas 13:20 com perto de 70 km’ percorridos! Foi mais uma boa manhã de aventura e companheirismo entre nós… que certamente teríamos perdido se ficássemos na cama de manhã!! Lol

Para a semana lá estaremos no local habitual! Já ouvi falar em Foz do Cobrão… será!?!? Apareçam… sem receios… tragam a bicicleta… não serão necessários utensílios do tipo braçadeiras, bóias ou barcos de borracha! (Palavra de Agnelo Quelhas!) Eheheeh…

Abraço a Todos
João Valente

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

A Monumental Revolta dos Deuses

Sétimo Domingo do ano… sétima pedalada! De facto o São Pedro tem sido um bom companheiro da malta do pedal! Tem-nos brindado com bons Domingos de pedalada, tem evitado os aguaceiros fortes… inclusive tem proporcionado algumas abertas soalheiras… óptimas para a prática desportiva! Mas… mas… mas… este Domingo houve uma autêntica revolta!!! Senhores e Senhoras… apresento-vos a “Monumental Revolta dos Deuses”!
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É verdade que as previsões meteorológicas não abonavam muito em nosso favor… mas a manhã nascera seca, com algumas nuvens aqui e acolá… sem frio muito exigente! A saída para mais uma manhã entre amigos reunia condições mais que suficientes… ainda para mais... hoje tínhamos programado uma re-descoberta do Vale do Pônsul, local em que adoro pedalar, pelo constante sobe e desce que esta zona nos proporciona! A expectativa para este percurso era bem alta!!!

À solicitação semanal compareceram 7 sem medo à chuva: Agnelo Quelhas, Abílio Fidalgo, Nuno Dias, Pedro Antunes, Luís Lourenço, eu (João Valente) e Rui (Amieiro Bikes)… mais uma presença pouco habitual… mas sempre bem vinda, especialmente em voltas memoráveis, como foi a de hoje! Eheheheh… Memoráveis (!)… já perceberão porquê??

E… por falar em memoráveis… há aqui necessidade de fazer referência à bichanice… perdão… bicha vermelha do Agnelo Quelhas! O homem… faz um retiro espiritual à sua Trek-bike durante 3 semanas (chama-lhe “manutenção”)… mas a aparição… trás algo de esquisito! Bichas vermelhas, pontas de cabo vermelhas, caixa de direcção vermelha, protecção de amortecedor vermelha, tampa de caixa de direcção vermelha… É indescritível… só mesmo em observação directa no local! A bike tresanda a bicheza… e à distância! Depois do título de Professor mais bonito da João Roiz (by Luís Lourenço)… certamente o título da Bicicleta bicha mais bicha (vermelha) não lhe escapará! A competir só mesmo os parafusinhos vermelhos do FMike… mas ainda assim a anos luz deste orgulho benfiquista! Agnelo… peço desculpa pela descrição pormenorizada… mas recebi altos incentivos de todo o grupo de hoje para o fazer! Lol!

A incursão nos trilhos fez-se tomando a direcção dos Escalos de Baixo onde bebemos o café da manhã e também onde o Fidalgo iniciou a sua preparação nutricional para enfrentar as agressividades da manhã! Curiosos… pois bem, o homem “saca” de uma sandes XXL de carne assada ainda não eram 10h, um autêntico almoço para o comum dos mortais! Esta malta não brinca em serviço!!! Ehehehe...

Dos Escalos de Baixo rumámos às proximidades da Mata, onde ainda se tentou um atalho para a Ribeira de Alpreade… sem sucesso! Optámos por enveredar pela recente estrada que liga esta localidade a Idanha-a-Nova e parámos na nova ponte onde contemplámos a ribeira, que nesta altura leva um caudal considerável… A sua transposição seria possível… ainda que correndo o risco de molhar os tintins!! Ehehehe… Definitivamente foi uma boa opção o asfalto!!!

Já com ao aroma de Idanha-a-Nova por perto, entrámos em trilhos identificados (por esquecimento da organização) como pertencentes ao Trip Trail GeoPark Naturtejo. Foi bom tomar contacto com alguns destes trilhos e sentir que daqui a menos de 2 meses ali iremos passar no seio de mais uma mítica jornada em BTT, acompanhado de bons amigos! Já não falta muito…

Ladeámos a imponente Quinta da Várzea, onde se procede nesta altura do ano à plantação de tabaco. Percorrendo agora trilhos novos para mim, fizemos uma pequena paragem junto aos antigos canais de regadio, para uma fotografia de grupo bem diferente… onde pudemos apreciar os dotes vocais da dupla Fidalgo e Nuno Dias entoando a célebre e recente canção Ólllllleeeeeuuuuu!!!! Um momento digno de registo!!!

Chegados à EN240 o Nuno Dias, atalhou para a cidade onde tinha compromissos. Os restantes 6 seguimos rumo à Capela de Santa Catarina, optando aqui pela alternativa mais curta do percurso. O céu começava a ficar mais escuro e a chuva parecia não tardar muito. Será que chegámos à cidade já com banho tomado!?!?... era dúvida entre todos!

Na verdade… depressa dissipámos essa dúvida, pois passado pouco tempo o dilúvio começava a cair! Tínhamos ainda muito caminho pelo frente… não havia nada a fazer…tínhamos “Monumental Molha” garantida! Apesar disso, percorremos zonas novas para todos, onde o constante sobe e desce (ligeiro) torna o percurso muito rápido. Para além disso, é uma zona de grandes quintas onde predomina muito o verde das árvores em grandes quantidades. Impecável para voltar com o tempo mais seco!

Pedalámos debaixo de chuva durante bastantes Km’s, e alguns deles já com o Rio Pônsul à nossa direita. Apesar de estar completamente molhado, estava a ter um gozo diferente do habitual… onde entusiasmado com o Luís Lourenço ganhámos algum distanciamento para o restante grupo. Ao chegarmos à Ponte Velha sobre o Pônsul, abrigámo-nos junto ao Café da Tia Amélia e ali esperámos pelos restantes. O Agnelo partira a corrente e o atraso maior deveu-se a esse incidente.

A chuva parecia querer continuar a cair sem dó nem piedade, pelo que a melhor alternativa era fazer a ligação à cidade via asfalto! As 3 famigeradas subidas eram o nosso próximo obstáculo! Cada um seguiu no seu ritmo! O meu objectivo foi manter-me quente e ao longo da subida isso ia ser bastante fácil… impus um ritmo mais forte e segui viagem até casa onde cheguei às 13:20 e pude confirmar via telefone que os meus companheiros de tirada também tinham chegado já a casa… devidamente molhadinhos!! Depois de analisar o meu estado a melhor opção foi mesmo a lavagem automática em “modo quente” no Elefante Azul para remoção de lamas e afins, seguindo-se uma entrada directa na base de duche para terminar a merecida higiene!! Boa estratégia!!

Concordo em absoluto com o Agnelo quando diz que a “chuva estragou um pouco a aventura”… mas na verdade aquelas paisagens do Vale do Pônsul e as suas trialeiras bem rápidas ficaram na memória, para um dia mais solarengo serem devidamente repetidas e gozadas na sua plenitude! Lá teremos de voltar…

Agora… apenas um aparte! E a chuva continuou pela tarde??? Nada disso… tarde soalheira… sem um pingo de chuva (F***-**)! É o que vos digo meus amigos… assistimos a uma autêntica e “Monumental Revolta dos Deuses”!! Quase que aposto que isto foi obra do São Pedro… naquele preciso momento em que se apercebe da Bicha Vermelha do Agnelo! Terá sido uma descarga da sua ira?!!!... Quem sabe!!!!...

Parece que é este Domingo é que vamos em busca do Tostão!!
Lá estaremos no sítio habitual… pelas 8:00.

Abraço a todos
João Valente

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Aí vão seis (6)!

Boas a todos!

Terminamos um mês e começamos o seguinte a pedalar. Se não fosse o frio nem parecia Inverno, tal tem sido as oportunidades de “bom tempo” para irmos pedalar. Todos os 5 domingos de Janeiro e agora o primeiro de Fevereiro, permitiram (mais ou menos) que a malta pusesse o “nariz fora da toca”, pegasse na ginga e fosse para os trilhos!

O ano passado por esta altura, andava tudo farto de chuva, as bikes cheiravam a mofo e nada de pedaladas para ninguém. Este ano é uma farturinha! Frio matinal, sol às vezes envergonhado é certo, mas excelentemente apropriado para o “vício”!
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Ora com tamanha abundância, os “Docas Sundays” (não, não é da McDonald!) têm sido concorridos de malta ávida de novas aventuras, tendo sempre por pano de fundo os trilhos cá do cantinho beirão. Mesmo com algumas ausências da malta mais habitual – Fidalgo, Nelo, Luis L., Marco, Dário, João A., etc, etc, o número de “malucos” das máquinas a pedal mantêm-se, sem dúvida impulsionados pelos raios do sol invernal, não sendo este domingo excepção á regra que se vem implementando.

Nas Docas apareceram 10 entusiastas para pedalar - Álvaro, Bruno, Filipe, Hugo Caldeira, João Valente, Joaquim Cabarrão, L. Pedro, Pedro Antunes, Ricardo e eu, FMike, que me coube pagar os cafés. Porquê? Bem, protagonizei a “primeira corrida” da manhã, pois com a pressa de querer chegar cedo às Docas e não ser o gajo que paga a cafezada, sai da garagem a toda a velocidade com a bike, deixando lá dentro trancadas as minhas chaves, o camel-bag e a minha inseparável sandocha XXL! Que besteirada! Podia ir sem água e sem ferramentas, mas sem a minha sandocha??? Nem pensar! Toca a pegar na ginga, voltar a casa no meio da cidade a buscar as chaves suplentes, acordar a casa inteira para me abrirem a porta e claro… ficar atrasado!

A malta foi andando até á minha garagem e de lá saímos para os trilhos. A ideia era chegarmos a uma hora agradável, pois tinha compromissos gastronómicos e não queria chegar tarde ao evento. Propusemos então uma voltinha mais light, que nos levaria a visitar um local desconhecido para muitos e que me foi ensinado pelo amigo AC aqui à umas semanas atrás, numa quarta-feira nevoeirenta que toldava as vistas e que não permitiu apreciar como deve de ser a paisagem. Com tamanho dia de sol seria então engraçado pedalar pela aquela zona, o bonito e escondidinho Vale de Prande.

Como a saída se fez às 8 h havia ainda oportunidade de fazer mais alguns trilhos mais esquecidos, pelo que saímos pela Fonte Santa, passando ao lado do S. Luis, sempre em direcção á EN 240 , que atravessamos, passando nas traseiras do Lena, cruzando depois a 233 e entrando em Alcains pelas piscinas – trilhos menos habituais, que soube bem rever.

O próximo passo seria aventurar-nos na travessia das passadouras, hoje sim perfeitamente ultrapassáveis, bem diferentes do dia em que lá fomos com o AC. Nem parecia o mesmo ribeiro. Dali á Póvoa foi um instantinho, e como a malta já ia de bico aberto, repetimos a visita ao restaurante do Sr. Alfredo, que nos serviu uma boa cafezada, complementada uns com as barritas e eu, é claro, com a minha sandocha XXL que “fez alguma inveja” aos presentes. Estou a ver que brevemente tenho de levar mais um pãozinho dos tais e um bocado do “porco do meu sogro ensacado”… Quem sabe se o Joaquim também vai e saca de lá um “picante” eheheheh!...

O Pedro teve de nos abandonar aqui por motivos de trabalho – raios parta nos telemóveis, tanta dor de cabeça dão! Já o sr. Alfredo com pena de mim a querer pagar tantos cafés, fez-nos um obséquio e ofereceu a dose cafeínica á malta. Só temos a agradecer – OBG SR. ALFREDO! Malta façam favor de vez em quando, irem até lá e almoçarem…vale a pena, palavra de quem sabe!

Com mais uma travessia de passadouras, desconhecidas para quase todos, lá nos aproximamos de Tinalhas, passando pouco depois o Santuário da R. Sta. Isabel, entrando numa apreciada descida em direcção ao vale, dominado pelos “pum-puns” dos caçarretas que por ali andavam. Não sei se tinham caça no cinto mas nós fomos brindados com a vista de um patinho bravo, um coelhito e uma lebre que dava para o tal quilo de arroz que a malta tanto fala!

Já no vale, foi paragem obrigatória para a “fo*a de grupo”, a ponte de madeira, que passou no “teste de resistência física”, com 9 camones lá sentados em cima ao mesmo tempo. O arquitecto pode estar orgulhoso! Vergou, mas não partiu! Bem agora era hora de regressar, e o regresso dali é sempre a subir, seja lá por que trilho seja, mais a norte, ao meio ou mais ao sul. Cada um, ao seu ritmo lá foi vencendo as agruras do terreno, entrando depois a malta nos frondosos trilhos que despontam na bonita paisagem passível de ver do alto da Nave Redonda, com o Freixial, Juncal, Caféde, Alcains e mesmo Castelo branco, a brilharem ao longe. Muito bonito!

Estávamos de regresso a casa que se fez pelo meio dia e picos, com 65 km andados a um ritmo descontraído e divertido, em que não foi alheia a boa disposição de todos. A repetir sem dúvida.

FMike :-)