quinta-feira, 13 de maio de 2010

O 2º Geo-Raid… para breve!

Clika na Imagem...


segunda-feira, 10 de maio de 2010

Contra os elementos....pedalar, pedalar!

Boas a todos!

Pelo 3.º ano consecutivo alinhei hoje, em mais uma já mítica tirada, o CBranco-Fátima, versão 2010, em asfáltica, sempre sob a batuta do amigo AC, que decorre imperetrivelmente no fim de semana anterior ao 13 de Maio, dia da N. Sra de Fátima.

Não me movem promessas, como já afirmei em anos anteriores, mas quando chega esta época surge aquele bichinho cá dentro a dizer que é altura de preparar corpo e mente para vencer os quilómetros e ir agradecer à Santa mais um ano de protectorado para todos nós. É daquelas coisas que não sei explicar... tenho de ir e pronto, custe o custar, seja em que condições for, desde que haja pernas, ala que se faz tarde, que o chamamento é para cumprir.

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Este ano não foi excepção, embora o treino tenha sido muito condicionado pelo mau tempo que teima em não nos deixar, podendo desde logo esta falta de exercício condicionar mentalmente tais propósitos. Mas chega-se o dia e pronto... vamos lá embora, com ou sem treino adequado... a mente, o propósito, o querer faz o resto!

Os últimos dias tem sido solarengos, embora algo frios e ventosos, capazes de potenciar essa vontade, esse chamamento para pegar na bike e ir pedalar estrada fora. Contudo a sexta e o sábado trouxeram novidades meteorológicas... nem queria acreditar quando abria o canal do tempo e via chuva intensa para o fim de semana... seria possível? Devem estar enganados...

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O sábado mostrou que era mesmo possível, destacando-se ao longo do dia pelo recrudescimento das péssimas condições que tivemos o Inverno todo... Chuva e mais chuva, com vento à mistura! Tanto a Maria como alguns amigos chegaram a perguntar na noite anterior se ia pedalar nessas condições, e a resposta aparecia espontanea, sem hesitação: "É claro que vou!" Nem sequer ponderava outra hipótese.

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E assim foi. Apesar da madrugada fustigada pelos elementos, a hora de levantar soou e vai de vestir o "fatinho" pronto para a molha. E na Pires Marques, à hora marcada - 06:30 lá estavamos 3 corajosos - Eu (FMike), o Filipe e o AC, apoiados pelo amigo Cabarrão que passou por lá aquela hora para nos dar incentivo apesar de, com pena nossa, não nos ter podido acompanhar.

Os primeiros quilómetros mostraram aquilo que seria uma constante até às Moitas - chuva, muita, muita chuva, com vento de frente à mistura, em vagas sucessivas, quase sempre que surgia uma subida mais agreste para fazer... as nuvens sobre as Olelas e sobre a Serra das Talhadas eram de tal maneira negras que pareciam o "Cume de Dante" a deitar fumo vulcânico... nunca na minha história em cima de bikes tinha apanhado tal dilúvio no corpinho... mas nada, nada minimizou a nossa vontade de lá chegar, pelo contrário ainda acirrou mais o intento.
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Das Moitas até ao Robalo a coisa amainou um bocadinho, permitindo-nos aqui nesta singela aldeia fazer uma paragem na casa dos "velhotes" como carinhosamente o AC chamava aos seus ascendentes, onde, na escondida Adega, aquecemos a alma, primeiro com um branquinho de estalo e depois com um tinto de bom paladar e melhor escorreito. Com tal combustivel não iria haver ninguém que nos apanhasse a subir... eheheheh!

Vila de Rei é lá no alto e como era a subir, algumas pingas ainda nos cairam em cima, tal como na longa subida para Ferreira do Zêzere, mas não seria isso que nos iria impedir de lá chegar. À entrada de Tomar o tempo começou a abrir surgindo o Sol para nos secar o fatinho, embora as duas subidas subsequentes - Tomar e Carregueiros nos tenham feito mais suar que propriamente secar. Já depois de Albiturel o imprevisto aconteceu, com um furo do AC a surgir como uma oportunidade para tirar os "oleados" e exibir o colorido dos jersey, pois o calor apertava e ainda nos faltava a exigente subida do Boi Preto para vencer.
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A chegada a Fátima fez-se bem mais tarde que o habitual, muito por causa dos elementos da natureza... grande parte dos quilómetros foram efectuados debaixo de péssimas condições, levando quase ao limite as máquinas a pedal e os seus respectivos apreciadores, mas só digo uma coisa... valeu bem a pena! Assim tem outro sabor a vitória! Obrigado ao Filipe e ao AC pela companhia e incentivo mútuo. Pró ano há mais, assim as perninhas queiram, porque a vontade... está cá toda!

As 2 fotos deste ano são do AC (obg!), uma vez que não ia haver digital que sobrevivesse a tal "inferno aquático", tendo optado por não a levar.

Fiquem bem! Até à próxima peregrinação! Santiago ai vamos nós!

FMike :-)

domingo, 9 de maio de 2010

BENFICA 4 EVER!

PERDOEM-ME O CLUBISMO MAS TEM DE SER!

BENFICA, BENFICA, BENFICA


CAMPEÕES 2009 - 2010

PARABENS POR MAIS ESTA VITÓRIA !
BENFICA 4 EVER - BTTHAL

terça-feira, 4 de maio de 2010

À Conquista da Barca da Amieira!

Caros colegas… obrigado pelas espera impaciente!!!!

A Conquista da Barca da Amieira, via BTT, estava prometida à já bastante tempo pelo comparsa João Afonso! Era apenas uma questão de tempo… tempo de deixar ir embora o frio e a lama e deixar aparecer o ameno primaveril, bem como os terrenos mais secos! Esse dia chegara… foi no dia 2 de Maio que 11 pedalantes protagonizaram um dia pleno de BTT na Conquista da Barca da Amieira!
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Pelas 8:00, já compareciam junto às instalações da IPERDEL, 10 aventureiros: João Caetano, Luís Lourenço, Nuno Eusébio, Àlvaro, Pedro Antunes, Filipe Salvado, João Afonso (o homem do leme), Luís Antunes, Rui Gonçalves e eu (João Valente). Iríamos ainda apanhar mais um elemento nas Benquerenças, o Joaquim Afonso. Pelas contas do organizador ainda faltaram 2 ou 3 elementos… que não compareceram no ponto de encontro! Paciência!

Saímos da cidade pela Zona Industrial, rumo às Benquerenças onde o Joaquim Afonso entrou no grupo e prosseguimos ladeando a A23, passagem pela Represa e mais à frente com paragem na Padaria dos Amarelos para saborear, os já famosos panikes de ovo e chocolate que ali se comerciam! O cafézinho matinal (a sair a ferver) da máquina aquecia corpo e alma do grupo. Havia bom ambiente… e ainda agora era início… tínhamos pela frente várias horas de convívio até à Conquista da Barca!!!

Daqui seguimos por trilhos sobejamente conhecidos da malta mais habitué, rumo a Vila Velha de Rodão, onde fizemos a primeira fo** de grupo! É assim que a malta já “carinhosamente” lhe chama (!!!), penso que baptizada pelo amigo Luís Lourenço!!! Como pano de fundo… as sempre bonitas Portas de Rodão, uma formação geológica resultante da intersecção do duro relevo quartzítico da Serra das Talhadas com o curso do rio Tejo, este ano candidata às 7 Maravilhas Naturais Portuguesas!


Efectuámos uma pequena paragem na fonte junto à estrada para abastecimento de líquidos, despedida do Colega João Caetano que regressava a Castelo Branco por compromissos pessoais e substituição de uma câmara de ar do colega Luís Antunes… que trazia um furo lento… e já vinha farto de dar à “bomba”!!! Esta pequena paragem serviu também para ganhar fôlego e enfrentar a longa subida pela vertente sul da Serra de São Miguel rumo ao seu topo, onde o grupo pôde contemplar toda a brilhante panorâmica sobre o Rio Tejo, Castelo Rei Wamba, Ponte, Vila Velha de Rodão, mergulhados no imenso verde natura e azul celeste! Muito Bonito! Claro… Fo** de Grupo lá no topo!!!


Recuámos cerca de 2 Km’s para entramos de novo no track, que seguia agora a par com as sinaléticas pertencentes ao PR - Trilhos do Conhal! Uma descida bastante técnica, com alguns troços a serem impraticáveis em bicicleta! Bons momentos de reinação! Já lá em baixo... tempo para dar uma espreitadela ao Conhal do Arneiro. As imensas escombreiras de quatzitos foram tema de conversa durante algum tempo… e de louvar a força humana capaz daquele feito! Só mesmo aquele Romanos!


Seguimos novamente as marcações do percurso pedestre até ao seu início, perto do "Restaurante Túlio", no Arneiro, onde nos foi servida não a tradicional sopa de peixe… mas umas bebidas fresquinhas, que o calor já se fazia sentir! Para o almoço… ainda era cedo!!!

Daqui em diante a aventura à Conquista da Barca da Amieira, atravessou vários troços de diferentes percursos pedestres do município de Nisa… PR Olhar sobre a Foz, PR Descobrir o Tejo, e finalmente PR Trilho das Jans. Alguns deles ladeando as margens do Tejo por largas centenas de metros em single-track’s, uns mais cerrados, outros mais abertos, uns mais técnicos, a subir, a descer… certo é… é que a beleza dos locais é inegável! Um percurso… mesmo à João Afonsingles! Percorremos zonas onde a natureza se apresenta nesta altura do ano cheia de vida e cor, o que anima e “facilita” a progressão… ainda que esta tenha roçado os limites do “radical” nalguns locais! Ehehehe!!!

Atendendo à agressividade de alguns troços mais técnicos, onde a pedra era rainha e senhora, tivemos um percalço com um rasgão no pneu traseiro do Luís Lourenço! Drº Filipe “Elo-link”… que já lá atrás tinha ajudado o Luís Antunes no arranjo, foi peça fundamental agora no auxílio do Luís Lourenço! Quando temos assim amigos que tratam a mecânica por “tu”… é um grande alívio no grupo! Ehehehe…

A Conquista da Amieira já estava mais próxima… mas antes tínhamos de vencer a longa subida até Vila Flor… onde fomos recebidos pelas ruínas da catedral que ali está sediada. O percurso avança em direcção ao Tejo, com uma visão privilegiada sobre Gardete e a Barragem do Fratel, a anteceder a descida acentuada até à margem, onde começam os três quilómetros do Muro de Sirga até à Barca da Amieira. Pessoalmente tinha muita expectativa em percorrer este trajecto em BTT, pois já o tinha feito via pedestre! No entanto… a irregularidade do muro, torna-o tão de bonito, como de torturante para quem vai de bicicleta!

Seguimos em fila “pirilau” paralelamente ao rio, de onde se contempla todo o esplendor do paisagem. Para trás fica um pontão com arco em xisto, a foz do rio Ocreza e a abundante vegetação das margens do Tejo. Chegamos ao cais da Barca da Amieira… já atrasados para o almoço e o apetite era já bastante, pelo que subimos via asfalto até à Amieira do Tejo, poupando um pouco a penosidade da via todo o terreno, ainda que a via de asfalto, também não seja “pêra-doce”!

Na Sociedade Educativa Amieirense esperava-nos o almoço ao ar livre, previamente marcado pelo João Afonso! Foi um regalo… para quem ia com as energias mesmo nas últimas! Ainda na localidade, fizemos uma visita ao Castelo da localidade para uma última fotografia de grupo na Amieira do Tejo.

Para baixo todos os santos ajudam… e rapidamente chegámos ao barqueiro da Amieira! 5 de cada vez, com as respectivas montadas, para efectuarmos a travessia do Tejo e podermos assim esperar na (deserta) Estação da Barca da Amieira pelo Comboio regional que nos levaria até casa! Foram mais 2 experiência diferentes neste dia… a travessia no barco e o regresso de comboio… atrasado 12 minutos, 9 minutos, 7 minutos, 12 minutos, entoados pelo doce voz feminina do altifalante!

Eu acabei por sair na estação do Retaxo, onde fui jantar com a família na Represa! Os meus colegas de jornada seguiram via férrea para a estação de Castelo Branco! Foi assim o culminar de um dia bem diferente do habitual, onde as peripécias tiveram o seu lugar, onde as exigências do terreno também estiveram presentes… mas acima de tudo… a Amizade/BTT foram os elos principais desta “Conquista da Barca da Amieira”!


Agradeço a todo o grupo os bons momentos que partilhámos, em especial ao João Afonso por ter feito a construção do percurso!

Um agradecimento também aos “papparazzis” João Afonso e Filipe Salvado pelas fotografias que me cederam para compor este relato! A minha digital… esteve ocupada durante este dia!!!

Abraço a Todos
Fiquem Bem

Enquanto uns pedalam... outros caminham!

Boas a todos!

Este passado domingo teve o condão de nos dividir por dois bons eventos - JValente a pedalar com a malta das Docas em direcção à Amieira, sob a batuta do João Alfonsingles e eu, FMike, a caminhar sob a batuta da malta da Associação da Boa Esperança. Quanto á primeira aventura aguardamos impacientemente o post do JV. Quanto á segunda cá vai disto!...

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É certo e sabido do nosso gosto pelas mais diversas actividades outdoor, em que os passeios pedestres, organizados ou informais assumem um papel importante no panorama das aventuras, congregadores e lúdicos para toda a familia, permitindo, perdoem-me a expressão, uma desenjoadela do pedal!

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Desafiado desde há já algum tempo pelo meu "primo", tesoureiro da Associação, a participar nas inúmeras actividades que este grupo tem vindo a desenvolver no campo das actividades de "campo" lá me juntei à malta neste passado domingo, juntamente com a Maria, para um Pedestre que reclamava alguns caminhos junto ao Monte de S. Martinho, que esta malta conhece como a "Rota do Gaz". Rota do Gaz?? Perguntei-me eu... mas não dei sinal de desconhecer tais recantos, ainda por cima mesmo aqui ao virar da porta de casa... Biker que é biker conhece tudo! Eehehehe

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Às 9 h já se juntava um grupo não muito grande, de cerca de 40 a 50 caminheiros, alguns dos quais bem jovens, para um passeio que prometia cerca de 15 quilómetros. com dificuldade média-alta. Bem vestidinhos com uma t-shirt alusiva ao evento, lá começamos o passeio em direcção à Sra. Santana, onde viramos à direita em direcção ao Monte de S. Martinho. Até aqui tudo bem, nada de novo a registar.... mas o que é que será a Rota do Gaz??

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Numa manhã eminentemente primaveril, o Sol começava a mostrar todo o seu esplendor, fazendo brilhar os campos floridos que este longo Inverno teimava em querer esconder... Como está bonita a paisagem campestre! Dá gosto andar por ai!...

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Chegamos então ao arraial da casa agrícola de S. Martinho onde fizemos o primeiro abastecimento, com água e bolos secos caseiros á descrição, já bem apetitosos aquela hora. Mas o que me impressionou foi o grau de destruição daquel monte agrícola, agora sob a tutela de uma entidade de CBranco. Que pena o património estar assim tão a degradar-se!

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Saídos dali, demos então a volta ao Monte de S. Martinho, pela sua vertente sul, a mais íngreme, começando por um quase desaparecido caminho que nos levou aos asseiros onde passa a linha do gaz de cidade que vai dar aos fundos da Sra de Mércules. Ah... afinal isto é que é a Rota do Gaz!

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Embora não ciclável, a "Rota do Gaz" permite alcançar a zona do Forninho do Bispo, passando entre as Cascatas da Sra de Mércules e o Monte, num vai vem continuo de subidas e descidas algo ingremes, que fizeram alguma mossa aos menos habituados. Contudo permite obter bonitas paisagens e visualizações de vida selvagem, onde surgiram alguns coelhos e perdizes. Bonito!

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Alcançado o fundo da Sra de Mércules era tempo de reabstecer novamente, tendo sido a fruta e a água os elementos mais apreciados. Começava agora uma lenta subida pelos terrenos do Forninho do Bispo, numa zona que estava habitulamente fechada ao "trânsito btteista"e que nos levou até ao fundo das Queijeiras da Rebouça, no Olival Basto, subindo depois até á estrada da Fonte Santa, por onde regressamos à Associação.

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No bar da Associação, recentemente restruturado e devidamente equipado com uma esplanada à maneira, tinhamos à nossa espera a boa da cervejola fresquinha e a mesa posta, onde nos serviram uma bela, gostosa e abundante grelhada mista, bem regada com um tinto de boa qualidade, ainda complementado para quem queria, com umas sardinhas na brasa que estavam deliciosas, sempre servidas com boa disposição e muita amabilidade.

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Podem ter sido as primeiras organizações desta Associação nestas coisas de outdoor, mas que correu bem, isso correu. Estão já prometidos para Junho novos eventos onde se incluem as festas dos Santos Populares e também - registem já - um passeio de BTT no dia 27 de Junho, por terras de caça da Associação, a bem dizer, pelos terrenos exigentes das barreiras do Pônsul.

Fiquem bem!

FMike :-)

terça-feira, 27 de abril de 2010

Estrela 2010 - O chegar lá acima!

Boas a todos :-)

Como sempre, atrasados nas crónicas bttistas das aventuras vividas... ainda por cima como promotores da mesma... não há condições! Como é que o país pode ir para a frente?!... Não, não nos atrasamos... só que desta vez somos, não dois redactores, mas sim 5 (se escreverem o relato a tempo!!!!)! Isso mesmo! 5 Repórteres BTTHAL a contar as suas desventuras serra acima! E daí o algum atraso!

Vamos ao que interessa!


Estrela 2010 by FMike

Como sempre não queríamos deixar de fazer esta já quase mítica (pelo menos para nós) e singela organização de um grupo de amigos, que anualmente pretende vencer o desnível do maior caroço de Portugal, "hasteando" lá em cima a "bandeira" de lá chegarmos.

Bem... mas este ano de 2010 trazia a novidade de ser a minha vez de organizar o evento. Roberto Mendes no 1.ºano (2008), João Valente no 2.º ano (2009) e eu no 3.º ano (2010)... nada mau! Mas implicava crescer, inovar. Desde logo a vontade de fazer algo diferente e daí a escolha - Manteigas! Menos desnível, menos quilómetros, um objectivo comum que foi (quase) cumprido: chegarmos todos lá acima!

Mas Manteigas implicava outra logística - banhos, comida... onde? E aí tive a inexcedível ajuda do amigo de longa data L. Afonso, que me acompanhou à vila e de uma assentada só orientamos banhos, bem apoiados pelos Bombeiros de Manteigas e um bom e acessível restaurante igualmente recomendado pelos soldados da paz. Assim bem organizado só faltava esperar pelo dia e esperar que corresse tudo bem, o objectivo máximo de quem organiza.

E assim foi! A subida efectuou-se como de habitual, cada qual ao seu ritmo, cada qual acompanhado por uma rodinha que fosse à mesma velocidade, cada qual com o seu objectivo pessoal. Pouco a pouco, lá fomos vencendo os 23 km’s que separam a vila da altiva Torre, pedalando, fotografando, rindo, confraternizando, brincando, até chegarmos todos lá em cima. Bonito de ver... e sentir!

Numa paisagem muito bonita, bem diferente da subida da Covilhã, com o vale glaciar sempre em pano de fundo e sempre na nossa visão o serpenteado continuo da estrada rumo lá acima, o menor declive permitiu velocidade mais elevadas e uma trepada mais tranquila e suave, até mesmo para mim, que pela primeira vez, a subi com pneu cardado e em SS por opção. Bem ao gosto de quem gosta de desfrutar o prazer de pedalar... soberbo!

Os banhos e o almoço, permitam-me a modéstia, correram bem, dando ao grupo quase um ar de "família grande" que anualmente se junta para atingir um objectivo comum - pedalar por prazer, serra acima. Foi assim que me senti! Só tenho a acrescentar - Obrigado amigos pela vossa presença!

FMike :)



Estrela 2010 by JValente

A “trepadela” anual ao topo da Serra da Estrela parece ter pegado tradição… e nós BTTHAL ficamos bastante contentes por verificar que de ano para ano a adesão tem sido crescente! O desejo é de facto que continue assim e que o convívio entre malta amiga e respectivas famílias seja o grande pretexto para nos juntarmos lá no topo de Portugal!

À semelhança dos anos anteriores não efectuei qualquer alteração na bicicleta… o intuito é um pouco à semelhança do mítico Tróia-Sagres (sem querer comparar as dimensões entre eventos)… transferir a bicicleta dos trilhos do pó e lama para o macio asfalto e… sem qualquer alteração… ascender aos 1993 metros de altitude do maciço central da Serra da Estrela! É esse o meu propósito… e espero conseguir atingir este salutar objectivo por muitos e bons anos!

Pelo 3º ano consecutivo lá consegui com mais ou menos (!) dificuldade que os anos anteriores dar por cumprido o repto de atingir o topo! Este ano, com uma nova abordagem da vertente a subir (via Manteigas), abriu a “porta” à quase totalidade da malta de atingir o topo! Pelo que soube… apenas um elemento não conseguiu lá chegar!

Sem dúvida que em termos paisagísticos… esta vertente é superiormente mais bonita que pela vertente da Covilhã! E a ajudar ainda… é também uma vertente um pouco mais fácil de trepar! Todo o esplendor e dimensão do Vale Glaciar é percorrido pela velha e sinuosa estrada asfáltica que sai da localidade de Manteigas. A curva do Covão da Ametade dá-nos uma perspectiva estrondosa do “rasgo” no maciço rochoso! É magnânimo! Soberbo! Um sensação maravilhosa… naquele “silêncio glaciar” apenas quebrado pelo som da água que brota… geme por tudo o que seja encosta, escarpa, fenda, fonte ou mesmo solo! É o equilíbrio da natureza aos nossos olhos!

Este pedaço do percurso… sensivelmente 2/3 do total, foi a grande novidade de 2010! Após o cruzamento do centro de limpeza de neve… segue-se a descida (curta e rápida) retemperadora de forças e a partir deste ponto a pendente eleva um pouco mais, assim como o sacrifício da pedalada… até atingir os 1993 metros terrestres do topo da serra! Este ano… a neve já escasseia, dando o branco da neve lugar à beleza da rocha escarpada! Sem dúvida um colosso de beleza esta “nossa” Serra da Estrela!
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Já no topo... após cerca de 2horas de subida... foi tempo de absorver a boa sensação de mais uma conquista deste "carocinho" e desfrutar da paisagem envolvente! Nós BTTHAL... já a levávamos programada... 2 "marmitas" geocaching para descobrir... se o manto de neve o permitesse! E permitiu! Muito Bom!

A fotografia de grupo, este ano permitida pelas condições meteorológicas bem favoráveis, não contemplou todo o grupo de 21 pedalantes (12:30… era a hora de descer!)… mas estiveram grande parte deles, incluindo o Fidalgo, Marcelo e o Luís Afonso que estavam mesmo a chegar quando íamos começar a descida!

Se a subida foi feita em cerca de 2 horas... já descida foi em bem menos tempo! “A descer todos os Santos ajudam”... e as velocidades são bem mais altas... ainda que a precaução tenha de estar presente naquele serpenteado de curvas... algumas delas com pouca visibilidade! Optei por descer tranquilamente e completar o rol de fotografias aqui e acolá... na descida apanhamos perspectivas bem diferentes na paisagem! Magníficas... claro!

Aplaudiar o apoio gentilmente oferecido pelo Grupo de Bombeiros de Manteigas, que abriu as portas da sua casa e nos disponibilizou balneário de água quente para todos! Já no Restaurante "O Olival", foi tempo do roteiro comensal, onde o prato da feijoca foi rainha! O ambiente estava muito bom e era notória a satisfação do pessoal e respectivas famílias!

Já com as horas a adiantar pela tarde dentro, o companheiro FMike fez o briefing final do dia (fica-lhe bem este papel de organizador de eventos!!! Ehehehe...) e as despedidas foram feitas entre os presentes, com a promessa de em 2011, nos encontrarmos, de novo, lá bem em cima... com muita saúde!

JValente



Estrela 2010 by CLI

... Y a la tercera fue la vencida… Pues sí, ese puede ser un título muy acertado, para lo que sucedió el último domingo en la Serra da Estrela, ya que finalmente logré llegar a Torre en mi tercer intento.

La cosa ya prometía antes de salir: João y Fernando decidieron probar este año la ascensión por la vertiente norte, con salida en Manteigas, a priori “mucho más fácil”. No obstante, en honor a la verdad y en palabras de mi preparador físico (Zé “Induráin” Manel) nunca se ha de decir “más fácil”, sino un discreto “más largo”, porque el concepto de fácil o difícil depende de muchos condicionantes, como explicaré más adelante.

Antes de partir, tras las presentaciones a los compañeros que no vemos habitualmente (sobre todo Hugo, que sólo coincidimos una vez por año: y es que quedar para verse los domingos a las 8 de la madrugada no va mucho con mi Filosofía del Descanso...), tuvimos una brillante disertación tipo “briefing” sobre las características y peligros del camino por parte de Fernando, emulando a los grandes sindicalistas.

La ascensión se dividió en tres sectores: el primero, de aproximación desde los viveros de truchas hasta el Circo Glaciar fue algo complicada, ya que aunque parecía plana, luego no lo fue tanto, siendo muy difícil seguir un ritmo constante y para mí fue la parte más dura del día, necesitando de una parada “técnica” para meter aire en los pulmones y agua y la primera barrita en la panza, pudiendo contemplar la belleza natural del paisaje.

El segundo sector, de ganancia de altura, desde el circo hasta el centro de limpieza de nieve se antojaba largo y penoso, visto el gran desnivel existente, pero la compañía de Paulo Alves, Zé Manel y João Rodrigues hicieron que no lo fuese tanto, siendo con mucho la parte más rápida de la ascensión, acompañados de una traviesa ardilla que se nos cruzó de un lado a otro del camino.

Luego, una parada más, otra barrita, fotos a Zé tendido en la hierba y unas “hormiguitas” a lo lejos subiendo una muralla (Fidalgo y Marcelo), me hicieron temer lo peor, pero nuestro objetivo ya estaba cumplido... ¿y si subiésemos un poco más? Dijeron Paulo y Zé. ¡Con dos cojones, allá vamos! Y allí fuimos...

Subimos por aquella pared del último sector de ataque mejor de lo que esperábamos, con la salvedad del tramo del túnel que fue demoledor, pero no imposible. Paulo y yo decidimos parar en la “Santinha” para coger aire (se ve que a 1800 m ya comienza el mal de altura o algo así), otra barrita y esperar a Zé Manel, que se tumbó en el muro de piedra (esta vez algo más duro que la hierba) y a João, que decidió abandonar.

A las 12:30 en punto pasaron a nuestro lado, descendiendo veloces como los salarios al final de las vacaciones, nuestros compis que llegaron arriba antes que nosotros y que a la hora fijada, se dirigían como flechas hacia las judías con chorizo del almuerzo.

Hicimos recuento de fuerzas y subimos hasta arriba, hacia la gloria de la cumbre sólo reservada a los campeones. La gente se agolpaba a los lados de la carretera al vernos llegar, jaleando nuestros nombres, abandonando sus trineos en la nieve y empujándonos con sus gritos de aliento. Al llegar, fotografías, entrevistas para radio, televisión, periódicos, recogiendo nuestras impresiones de la subida, besos de guapas azafatas con ramos de flores que quedaron allá arriba... No recuerdo bien cómo, pues tal era la confusión reinante, que nos vimos por delante del hito que marca el punto más alto de Portugal, posando para una fotografía que testimoniase nuestra gesta, escuchando los vítores a los héroes de la jornada... (mmm... Quizá no sucedió exactamente de esta manera, pero es así como me gusta recordarlo, je,je,je)!

Y después, bajamos no tan veloces, pero sí más hambrientos que nuestros compañeros, camino del restaurante, con algún frenazo apresurado por aquí (Chacho, que te sales de la carretera...), unos mosquitos de alta montaña por allá, a manera de suplemento proteico, un coche dominguero por acullá, en mitad de la carretera, con las puertas abiertas y en contra dirección, bloqueando el camino... vamos, cosillas sin importancia si lo comparamos con el terrible dolor de nalgas aparecido a pesar de llevar un calzón con almohadillado extra suave (no sé si tendría alas) y una funda de sillín con más silicona que las domingas de la Pamela Anderson.

Después: una ducha de 5 estrellas y un almuerzo superior, en compañía de amigos y familiares (entre ellos, mi peque).

Sólo resta añadir dar la enhorabuena a Fernando y João por la acertada elección del camino, de gran belleza y moderadamente asequible a mis posibilidades, por las instalaciones de los bomberos y del restaurante. Contad conmigo para más paseos así.

Un abrazo.

CLI (y Xana y Carlitos)

Fotografias de Fernando Micaelo


Fotografias de João Valente


Fotografias de Joaquim Cabarrão