domingo, 15 de novembro de 2009

Pelos trilhos de Salavessa

Boas a todos!

Se publicar aqui que fui (fomos!) palmilhar a Rota dos Açudes em Salavessa, provavelmente associarão o evento a mais uma aventurazinha BTTHAL em cima das bikes, por terras do Alto Alentejo.

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Pois, mas... não!...

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Publicamos aqui muitas vezes o nosso interesse alargado por outras actividades outdoor... é manifesto e conhecido. Geocaching, Pesca, Pedestres, Actividades Radicais, etc, etc, etc... Igualmente a partilha com as Marias assume cada vez mais importância na nossa maneira de estar, não só como acompanhantes nas inumeras aventuras em duas rodas, mas também como aventureiras em mil e uma actividades. Porque não?!.... Se não as envolvemos, a distância pode acontecer e isso não é nada bom! Eheheheheheh!

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As escapadinhas lúdicas, nem que sejam por algumas horas, são importantissimas para a cumplicidade a dois. Se tal associarmos a presença de bons amigos e uma actividade do gosto de todos, então obtemos o cenário ideal para mais uma aventura engraçada, cheia de cumplicidade e bons momentos. E foi assim que decidimos passar a manhã de sexta-feira!

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A Rota dos Açudes pode transpirar a percurso de bikes, mas tal não é, embora possa ser, em parte, ciclável. Falamos de um dos PR's marcados pela CM Nisa por terras de Salavessa, uma das aldeias que brilham ao sol matinal na margem sul do Tejo, á vista de Vila Velha de Rodão.

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Esta CM tem feito um esforço e marcado alguns percursos interessantes, alguns dos quais já nossos conhecidos, potenciando o turismo de aventura nestas paragens cada vez mais desertas, onde as ruas cada vez mais vazias, denotam a falta de articulação central para contrariar a migração para os grandes e desumanizados centros do país. Estes esforços que aqui e ali vão surgindo podem parecer pequenos, mas começam a fazer diferenças, pois começa a levar pessoas a fazer um tipo de turismo em franca expansão e que pode dar frutos interessantes para as populações destas paragens.

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Esta sexta feira teve o condão de conseguirmos juntar 6 amantes da natureza e dos passeios pedestres para mais uma aventura BTTHAL, desta vez "on boots" - JValente e a sua companheira Bárbara, eu (FMike) e a minha companheira Céu, e o Roberto, algo afastado das bikes mas não das aventuras, que igualmente perfilou para este passeio em companhia da sua companheira Neuza, também ela uma habituée destas coisas.

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Como já dissemos o trilho escolhido foi o da Rota dos Açudes, um circuito circular, com inicio e fim em Salavessa, que prometia 10,6 km de trilhos singulares pelas margens do Tejo e margens do Ribeiro do Fivelo , onde a presença constante de açudes e noras, outrora amplamente utilizadas e agora abandonadas, envolveriam paisagens emblemáticas, convidando á aventura e descoberta.

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E não saímos defraudados! Numa manhã que se iniciou cinzenta e nevoeirenta, rapidamente o sol apareceu, aqui e ali recolhido por algumas nuvens, com algum vento á mistura, mas com uma temperatura acima do normal que nos fez transpirar!

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A saida fez-se em direcção ao Tejo, inicialmente pelos trilhos limitrofes da aldeia, entrando depois em alguns single tracks, simplesmente espectaculares, que nos fizeram desejar ter levado as bikes. Aproximando-nos cada vez mais das margens do Tejo, a paisagem era envolvente, magnifica, abarcando uma curva do rio, brilhando lá longe Vila Velha de Rodão e os cumes agrestes da Serra das Talhadas. Aqui e ali surgiam bandos de perdizes esvoaçantes pela nossa presença e muitas gralhas e estorninhos a lembrar a época olivicola que atravessamos.

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A chegada à margem do Tejo trouxe novas e bonitas paisagens aquiferas, onde um pontão e um trilho xistoso, cuidadosamente "roubado" á encosta, nos permitiram evoluir sempre junto ao rio até á Fisga do Tejo, uma imensa formação rochosa entrecortada a meio tipo fresta e onde repousava uma geocache que prontamente cachamos, a seguir ao desgustar do farnel, pois iamos a meio da manha, já com quase 5 km palmilhados.

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A partir da Fisga do Tejo, abandonamos o rio e começavamos a contornar o Fivelo em direcção a Salavessa, sendo agora a paisagem dominada pelas muitas curvas do ribeiro, criteriosamente represado em inúmeros pontos por represas de xisto, agora pouco funcionantes, embora extraordinariamente belas.

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Pouco a pouco fomos vencendo a altimetria, pois Salavessa domina lá do cimo a paisagem do vale do Tejo, pelo que as subidas são mais que muitas para lá chegar. Para nos premiar tivemos o belissimo espectáculo de observarmos 4 veados numa encosta contrária ao nosso trilho.

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A chegada fez-se perto das 13 h com 11,2 km andados a uma média de 4,9 km/h (nada mau!) e uns portentosos 320 m de acumulado em tão pouca distância. Como a fome apertava e Salavessa somente tem dois cafezitos, fomos até Montalvão ali ao lado, onde no "Rei do Camarão" desgustamos uns bitoques, pois havia pressa de regressarmos - a tarde iria ser de trabalho. Ficou a promessa de irmos ate lá com tempo livre q.b., fazer outra rota das que por lá existe, e desgustarmos um arrozinho de lagostins, o tipico da casa.

Fiquem bem!

FMike :-)

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Vermelho, vermelho...

Aqui estou eu a torcer pelos vermelhos, quase a roer as unhas, eis quando alguém me manda uma foto com pensamento e tudo... Quem diria que o Nuno tem uma mánica tão boa?? Como é que ela sabia que eu estava assim tão avermelhado?...

Como o Fernando Peça diria "E Esta Hein?!..."

sábado, 7 de novembro de 2009

Um Cheirinho a Transportugal!...

Boas a todos!

O post de hoje poderia ter muitos títulos, todos eles adequados para encimar o relato das aventuras deste dia... "Um cheirinho a Transportugal", "A beleza traiçoeira da Malcata", "Uma maneira diferente de passar o sábado" ou "Os primeiros 100 km da minha Trek" seriam todos títulos á maneira, embora sempre incompletos, porque na verdade, as aventuras lêem-se nas páginas dos trilhos, apreciam-se com as paisagens observadas e sentem-se na comunhão do companheirismo e amizade. Só assim verdadeiramente se entende o amor e prazer obtido com as duas rodas.

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Cheirinho a Transportugal...

Desde há algum tempo permanecia no ar o cheiro a desafio lançado pelo Agnelo, que seria fazer a ligação Foios-Castelo Branco pelos trilhos do Transportugal. Esta mítica prova do panorama nacional bttista faz sempre brilhar os olhos de todos os que verdadeiramente apreciam este desporto - etapas duras, plenas de aventura, épicas para os vencedores, emblemáticas para os que a conseguem completar.

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Nós, comuns mortais, pedalantes lúdicos, alinhar a esse nível surge quase como uma missão impossível, pelo que provar assim, nem que seja um naco do bolo Transportugal, parecia-nos saboroso demais para não dar uma trincadela, assim houvesse vaga no calendário trabalhoso destas últimas semanas! E houve vaga e que saborosa foi a trincadela!
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Com uma logística irrepreensível, o Agnelo e o Abílio contaram com a colaboração inigualável do Nuno e do Maguejo, conseguindo tornar o hipotético desafio num evento real com um cheiro a aventura bem presente. Numa palavra - Excelente!

Uma maneira diferente de passar o Sábado...

Fora do costumeiro domingo de BTT ou das habituais pedaladas asfálticas, hoje o sábado foi dedicado então a saborear mais uma aventura planeada ao pormenor. Levantar bem cedinho - 6 h, juntar-me lá pelas 7 h ao grupo de malta adepta destas coisas e palmear caminho por mais de duas horas até ás faldas da Malcata, foram etapas cansativas mas decisivas para chegarmos ao ponto de inicio desta aventura - os Foios.

Agnelo, Abílio, Filipe Salvado, eu (FMike), João Afonso, João Fidalgo, João Valente, Pedro Marques e o Sérgio Marujo integramos o lote de aventureiros que decidiram aderir à aventura que se iniciou então por volta das 9 e picos nos Foios. Fotozinha da praxe e iniciamos a mítica etapa, palmeando primariamente os trilhos de fronteira com Espanha que perfilham pela Malcata, dominados por subidas bem arfantes, altos e baixos na cumeada a mais de 1000 m de altitude e claro descidas adrenalínicas, capazes de tirar a respiração aos mais afoitos.

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A paisagem dominante alternava entre os soutos de castanheiros e o pinhal de pinho nórdico, com as cumeadas dominadas pelos arbustos rasteiros - a urze, a carqueija e o tojo. Quase sempre presente estavam as paisagens de altitude, que permitem observar a longa distancia por um lado o portuguesíssimo relevo montanhoso a oeste e pelo outro a espanhola meseta ibérica a este, permitindo quase um colapso dos sentidos da visão a quem gosta de observar estas planuras... Lindíssimo! É duro pedalar aqui, mas vale de certeza a pena. Só assim se consegue apreciar verdadeiramente estas belezas naturais.

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Contudo o dia não esteve, decididamente, de feição para mais prolongadas apreciadelas... muito, muito vento, forte e cortante, frio, muito frio e nuvens por vezes ameaçadoras foram uma constante nestas paragens, dificultando e de que maneira a progressão.

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Quando abandonamos a Malcata entramos na planície raiana que nos separava da serra do Ramiro, modificando por completo a paisagem envolvente e a tecnicidade dos trilhos, tornando-os mais planos (e cicláveis) e menos agrestes (e exigentes) para a progressão. Era tempo de recuperar energias, até porque ao longe brilhava Salvador lá no cimo, a dizer-nos que tínhamos mais uma de classe kuduro pela frente.

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Os trilhos desta serra são impressionantes, não tanto pela subida - bem arfante q.b. mas sobretudo pela sua exigência - muito técnica, cheio de seixos soltos e regos, mas realizável. Pedal ante pedal lá fomos chegando todos ao cimo, onde mais uma vez a paisagem dominou a atenção dos presentes.

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Era tempo agora de rumarmos a Monsanto que brilhava lá ao longe no cimo do calhau, local que acabamos por eleger para desgastarmos algo mais sólido, pois o adiantado da hora não iria dar para almoçar em Idanha. Mas para lá chegarmos tínhamos que palmilhar mais alguns quilómetros na campina da idanha e claro vencer o calhau para chegar lá acima.

A subida fez-se por uma nova calçada romana que não conhecia que vai terminar no mesmo sitio da visitada este ano pelos Trilhos da Raia. Contudo era muito, muito mais exigente, com muitas pedras irregulares, muito difíceis para a progressão. Entre gritos de "D’áspera" ou "És tão boa!..." tudo serviu para classificar a subida deste caroço. Cá em cima só me apeteceu dizer "Estes romanos devem estar loucos!" Ehehehhe...

Degustados uns pregos no pão que os nossos incansáveis apoiantes e paparazzis Nuno e Maguejo, previamente mandaram fazer no café dos canhões, era tempo para mais uma rapidíssima foto de grupo, pois o vento continuava cortante, nada agradável para quem estava transpirado até ao tutano.

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Era tempo agora de fazer mais uma emblemática descida pela calçada e alguns novos singles até ao Carroqueiro, que proporcionaram momentos únicos em cima das bikes. Espectaculares, sobretudo para a foto!

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A Barragem da Idanha era o próximo passo, também ela efectuada por alguns trilhos novos, misturados com os Trilhos da Raia, com alguns percalços á mistura em que um furo do Pedro, foi o principal protagonista, ao espirrar nhenha branca para todo o lado, numa zona não muito distante do gado vacum, sempre impressionante pelo seu porte.

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Passado o paredão da barragem era tempo de fazer um bocadinho de pedestre por ali acima, até entrarmos novamente nos trilhos conhecidos que nos levariam ao centro da Idanha, onde chegamos pelas 16 h, muito atrasados devido aos percalços da aventura. Como provavelmente já só tínhamos 1h de sol, num céu muito escurecido pelas ameaçadoras nuvens, votamos democraticamente entre ficamos por ali a beber umas bjecas e a papar uns petiscos ou se insistíamos em ir até Castelo Branco… Pelo avançar da noite, venceu a primeira opção, o que se veio a revelar a melhor opção pois nunca teríamos conseguido fazer os restantes 30 km com luz suficiente para chegarmos á cidade.

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Aproveitamos a oportunidade para um lanche ajantarado, bem regado com mines e medianas, a terminar em beleza esta aventura, algo aziaga, como poderão ler já a seguir, mas sem dúvida a repetir em paragens diferentes, assim haja quem alinhe nestas maluqueiras de sã camaradagem!

A Beleza Traiçoeira da Malcata...

Esta foi a segunda vez que pedalei na Malcata e sabia de antemão que me esperavam paisagens impressionantes, mas também trilhos duros e muito exigentes - para as máquinas, pneus incluídos - aqui não pode haver pneus extralight, simplesmente não resistem, - e para os bttistas, aqui é preciso alguma perna mas sobretudo muita atenção e alguma técnica, pois o menor descuido pode resultar em acidente com consequências imprevisíveis.

Nisso o Agnelo foi bem claro - muita, muita atenção, cuidado, não se descuidem, deiam espaços, foram mensagens bem vincadas por ele. Na véspera o Pedro Antunes ao telefone relembrou-me do mesmo. Eu pessoalmente já o sabia, mas nunca é demais focalizar tal assunto. E mais uma vez a Malcata provou que os seus trilhos... não perdoam!

Quase, quase a deixarmos a Malcata o acidente aconteceu. O muito vento lateral e alguma falha momentânea da atenção, provocaram a queda do João Fidalgo no seguimento de uma descida alucinante mas muito técnica e exigente. A queda foi muito aparatosa e as consequências também, infelizmente.

Com algumas lesões importantes na face e dores suspeitas nos pulsos e peito, a opção foi prestar-mos ali os primeiros socorros e depois contando com o incansável apoio dos nossos condutores, encaminhá-lo ao Hospital, resultando logo ali em duas importantes baixas no grupo - os Fidalgos pai e filho. No hospital depois dos tratamentos efectuados, o João lá regressou a casa, sabendo nós depois que estava pronto para ir até Idanha esperar-nos com o pai, a meio da tarde.

O susto foi grande mas não abalou o gosto por estas coisas de duas rodas - Amigo João, rápidas melhoras! Contamos contigo para as próximas aventuras. Lembra-te: isto não são mais que ossos do oficio para quem gosta disto. A possibilidade de nos magoarmos está sempre á espreita. É preciso termos alguma atenção é certo, mas se deixamos o medo tomar conta de nós passamos o dia debaixo da cama com medo com tecto nos caia na cabeça...

Os Primeiros 100 km da minha Trek...

O post já vai longo mas não posso de deixar de escrever umas linhas sobre os meus primeiros 100 km na minha nova Trek. Depois de estar á quase 15 dias na minha garagem á minha espera para darmos umas voltas, só na véspera desta aventura é que tive tempo de fazer cerca de 30 km pelos trilhos do Pônsul a experimentar a posição de condução, transmissão e demais possíveis acertos a ver se estava tudo bem para o dia seguinte. Uma loucura...

Os km desta aventura forma suficientes para verificar que há diferenças da minha EX. Uma posição de condução mais baixa e a ausência do amortecedor poderão amaciar mais o cortiço... Mas o poder impressionante a subir e a capacidade técnica possível devido á sua rigidez, que me permitiram fazer coisas que nunca tinha conseguido fazer com a EX depressa me demonstraram que para já a opção é adequada. É verdade que a descer a calçada romana tive algumas saudades, mas a subida da mesma, foi muito superior. Vamos ver as próximas aventuras para tirar mais conclusões.


Fiquem bem com as... muitas fotos do dia...






Trek - O Nascimento de uma Nova Menina...