quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Quando a Felicidade se vê e sente...

Boas a todos!

A Felicidade foi o tema do anterior post. Um excelente texto de AMalvar, que o João decidiu re-publicar aqui no nosso singelo cantinho e o qual subscrevo inteiramente. É mesmo verdade. Neste mundo do BTT há mesmo lugar para todos! Assim nós o respeitemos!

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Cada um pode ser e deve ser feliz à sua maneira! E é mesmo errado não respeitar todas aquelas formas de estar porque todas elas são o espelho da felicidade interior de cada um. Será errado sem dúvida alguma julgar o outro se tal demonstrar uma forma mais ou menos ortodoxa de desfrutar da sua vida. É lá consigo...

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Hoje foi um dia de felicidade, claro á nossa maneira. Como alguém das nossas relações diz e muito bem... o que eu gosto mesmo é de andar de bicicleta! E foi o que fizemos hoje. A Felicidade surge assim, muitas vezes de formas até simples e singelas... seja a pedalar, a caminhar, a cachar, a trabalhar, a dormir, a sonhar, a amar... Só desejo que a Felicidade vos toque a todos!... à Vossa maneira! Eu... nós... a respeitaremos!

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Surgiu recentemente no nosso espaço beirão mais 5 excelentes caches, numa aldeia que muito respeito e admiro - Monforte da Beira, donde são originários a minha mãe e avós. Plena de paisagens inesqueciveis, gentes hospitaleiras e recantos fantásticos, ansiava pela ida até lá, procurar aqueles tesourinhos.

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Contudo a ida até estes conhecidos trilhos andava algo adiada porque o JValente aguardava a chegada de mais um momento de Felicidade em duas rodas... A sua nova e bonita Trek 9.8, que veio substituir a sua Trek Fuel EX, que muitas horas de prazer e felicidade lhe proporcionou. Mas como tudo na vida há momentos para tudo, até para trocar de bike e renovar a motivação de pedalar... e que motivação e felicidade este rapaz traz no corpo! Só visto. Como eu o compreendo!

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Amanheceu o dia meio encolhido mas sem stress... O Outono está mesmo a chegar! Depois de entregues os pirralhos nos seus respectivos locais de "trabalho" lá segui para a o ponto de encontro, hoje mais tarde devido a estas responsabilidades familiares.

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Depois do cafezinho quente para a alma despertar (que felicidade me dá logo pela manhã...), lá seguimos em direcção a Monforte, praticamente sempre por estrada, porque o orgulhoso dono da Trekinha 9.8 ainda não lhe quis dar terra... "Hoje é só para ajustar posição, ver como funciona, desfrutar com calma!"... Sem stress! Hoje era mesmo dia de alcatrão!....ehehehehhe

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A viagem até Monforte foi tranquila, apenas aqui e ali entrecortada com alguns picanços, com o JValente a demonstrar que a sua nova menina tem mesmo veia trepadora (O rapaz está mesmo cheio de felicidade e motivação... parecia um foguete!).

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Lá chegados tinhamos então 5 caixinhas para encontrar, começando a primeira na placa toponimica colocada á entrada da aldeia (bem original), terminando junto aos reservatórios de água, um local emblemático, que me lembra outros tempos quando nas noites cálidade de verão, a malta ia até ali namorar, passear ou simplesmente ver quem passava na pacata estrada para CBranco (felicidade é... namorar!)

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Dali rumamos ao adro da Igreja, onde outra cache nos esperava, e onde acabei a dar conversa a dois idosos da aldeia, que conheceram os meus avós e com os quais ainda confraternizei um bocado, enquanto o JValente fazia o registo da caixinha. (Relembrar os que já partiram... felicidade!)

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O proximo ponto era a Fonte do Peso, um fontanário pelo qual passamos quando vamos fazer asfática ali pros lados das Cegonhas e Soalheiras, uma paisagem dominada por muitas e ingremes subidas, bem desgastantes... eu que o diga!

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Encontrada a caixinha, lá vitaminamos o corpinho pois já pedia combustivel, ao mesmo tempo que fizemos mais algumas fotos, algumas das quais bem originais. Quase que me valeram um banho forçado na vala da fonte, cheia de limos e água barrenta....eheheheheh

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Agora esperava-nos a contagem de montanha de primeira categoria - a subida ao Posto de Vigia florestal, situado num monte sobranceiro a Monforte, conhecido pelo "Castelo", onde abundam minas do tempo dos romanos.

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Por trilhos pejados de pedras roliças lá encetamos a subida, entrecortada com um desvio á Capela de Sto António, um local que eu mal conheço e onde havia outra caixinha, bem original por sinal.

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Pouco a pouco lá fomos vencendo as curvas de nível, com a Trekinha do João mais uma vez a revelar toda a sua veia trepadora, retirando-me mesmo o suado titulo de Mike Contador, com que o Agnelo me baptizou na segunda feira e que muito me tem feito rir... eheheheh!... Contador? Só de histórias aos meus pirralhos... e ás vezes adormeço primeiro que eles... ehehehehe!... (Felicidade... rir com os amigos!)

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Lá chegados ao cimo pudemos então apreciar uma vasta paisagem sobre 360 graus porque ainda nos demos á façanha de trepar ao cimo do Posto de Vigia, tal qual dois putos imbérberes e irresponsáveis (a tal felicidade de sermos meios malucos ás vezes!....) Dali desde a Idanha, CBranco, todo o vale do Tejo e Erges obtem-se uma fantástica vista que mais pareciamos duas águias (SLB, SLB!) no tecto do mundo (outra felicidade... este ano ganhamos carago!)

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Encontrada a caixinha com muito esforço, lá nos despegamos por ai abaixo, agora com a minha Trekinha a não dar hipótese, lançando-se por aí abaixo, que nem uma bezerra tresmalhada, doidinha de todo, pondo-me a adrenalina ao rubro... ainda vou ter saudades disto!

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Esperava-nos agora o Joaquim Padeiro, onde aproveitamos a proximidade da hora do almoço para petiscarmos mais uns acepipes e umas mines geladinhas e que nos encheram a alma de felicidade por mais um belo dia passado a pedalar e a cachar! O regresso a CBranco foi tranquilo, já a pensar em outras aventuras que se planeiam!
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Até breve!
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FMike :-)

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

A Bicicleta e a Felicidade...

A propósito de Bicicletas... e da Felicidade que elas nos proporcionam...
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Felicidade para uns é poder pegar na bicicleta e desbravar esses trilhos e caminhos do Portugal esquecido, sozinhos ou na companhia de amigos, contactando as simpáticas e hospitaleiras gentes dessas nossas aldeias mais remotas e ignoradas, num fim de semana ou ao longo das férias, em total esquecimento e numa profunda paz interior.
Felicidade para uns é poder participar em competições, para conquistar um lugar entre os primeiros, daí: fama, reconhecimento, taças medalhas e dinheiro.
Felicidade para uns é participar nos passeios que se organizam aos fins de semana em diversos locais do país e assim fazer novas amizades, conhecer outros espaços, outros caminhos, ou simplesmente estar entre os que gostam de andar de bicicleta.

Felicidade para uns é entrar em competições muito simplesmente para participar sem pretensões a pódios, estar no evento, ao lado dos campeões à partida, competindo consigo próprio, fazer-se chegar ao fim, entrar na mesma volta do primeiro ou ficar à frente do vizinho ou do amigo.
Felicidade para uns é treinar sem outro objectivo que não seja o de manter-se em forma, pegar na bicicleta e fazer o “ritual” do treino: 1 hora hoje, 2 horas amanhã, todas as manhãs de domingo, etc.
Felicidade para uns é pegar numas cartas militares e com a bicicleta tentar chegar e passar por onde se planeia sem se perderem, saudavelmente obstinados em se localizarem no mapa a todo o momento e assim passarem horas e dias complemente absortos.

Felicidade para uns é enfiarem-se por esses caminhos desconhecidos e reconhecê-los para futuramente guiar os amigos e os amigos dos amigos por essas paisagens por eles antes descobertas e preparar guias e roteiros desses trilhos para que muitos outros venham por si só a conhecer esses maravilhosos recantos.
Felicidade para uns é pegar na bicicleta e com ela aprender e fazer as maiores acrobacias: cavalos, éguas, “bunny hops”, subir pedras, descer escadas, subir escadas, saltos com “tables”, etc.
Felicidade para uns é domar a bicicleta naquelas descidas técnicas cheias de pedras quase verticais sem pôr o pé no chão, complemente embriagados de adrenalina.

Felicidade para uns é subir de bicicleta sem desmontar aquela “parede” de piso escorregadio que durante tanto tempo parecia impossível de se fazer, ou fazê-la à frente dos outros do grupo com os pulmões a queimarem e o coração a explodir dentro do peito, mas saboreando o êxtase do sucesso.
Felicidade para uns é rolar passeando calmamente de bicicleta ao longo das estradas marginais ou das estradas florestais e beber do prazer da brisa da manhã de Domingo na cara, exibindo ou não aquela nova colorida blusa de lycra, ou aquele novo capacete com pala.
Felicidade para uns é levar toda a família a andar de bicicleta e com eles descobrir uma nova vida em convívio, uma forma mais nobre de ocupar os tempos livres em alternativa à volta saloia de carro, aos centros comerciais, às praias apinhadas de gente e às frustrantes tardes televisivas.

Felicidade para uns é ter uma bicicleta de montanha e com isso poder ser reconhecido como um aventureiro, um radical do desporto, um atleta ou como tendo uma forma física invejável.
Felicidade para uns é comprar a bicicleta mais exótica, construir a bicicleta mais leve, montar a bicicleta mais “high tech” e tê-la imaculada sob uma redoma na sala de estar lá de casa, contemplando-a dias a fio, devorando todas as revistas da especialidade na busca da última criação tecnológica do mais avançado e futurista possível, para montar na sua bem amada. Andar nela não é o mais importante até porque se vai sujar, só se estiver seco, for em bom piso e houver muita gente para a admirá-la.
Felicidade para uns é pedalar nos grandes charcos e lamaçais destes invernos rigorosos, enterrando-se em lama até à alma num total desprezo pela bicicleta, borrifando-se para centros de pedaleira, cubos, correntes e tanta outra tralha que parece incomodar os outros, e chegar a casa e esquecer-se da bicicleta num qualquer canto da garagem, varanda ou arrecadação.

Felicidade para uns é poder transportar-se de bicicleta para o trabalho e com uma cara de satisfação ultrapassar os que escolheram ir de carro e que num total desespero esperam impacientes que aquela fila de carros parados na sua frente se mexa, acumulando stress e levando o dobro do tempo a lá chegar.
Felicidade para uns é saber tudo o que há para saber sobre bicicletas e passar tardes a discutir sobre qual a melhor suspensão, o melhor material de quadro, o futuro das bicicletas de suspensão total ou a actual forma do Tomac, da doença da Furtado e da loucura do Palmer.
Felicidade para uns é ter uma bicicleta dita barata e levá-la a fazer o que os que as têm ditas caras e sofisticadas não conseguem, e poderem provar que o que verdadeiramente interessa é ter pulmão e pernas.

Felicidade para uns é ter uma bicicleta dita cara mas que não pareça, sem peças coloridas ou exuberantes mas poder secretamente confidencial com alguns (não assim tão poucos) que aquela bicicleta está avaliada em centenas ou milhares, e daí tirar um imenso gozo.
Felicidade para uns é viajar de bicicleta indiferentemente de ser em estrada ou em terra em total auto-suficiência durante semanas expedicionando vários países ou regiões engrandecendo o seu conhecimento de outros horizontes, de outros povos e de si próprio.
Felicidade para outros é poder escrever sobre assuntos relacionados com a bicicleta e fazer testes e análises de produtos, de competições e passeios, e recrear em todos uma vontade férrea de pegar na bicicleta e com ela gozar uma ou diversas daquelas formas de felicidade.

Felicidade para mim, e quem sabe, não só para mim, são todas aquelas formas de ser feliz com a bicicleta, um pouco de todas ou um muito de todas.

Neste mundo tão variado da BTT há lugar para todos, sendo cada um feliz à sua maneira, e é errado não respeitar todas aquelas formas de estar porque todas elas são um espelho da felicidade interior de cada um. É errado escarnecer desta ou daquela postura pois isso é ofensivo e não cabe a ninguém julgar sobre qual deve ser o padrão de felicidade que se deva ter com a nossa bicicleta.

Sejam felizes… cada um à sua maneira, claro está!

Texto de: António Malvar

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A Propósito de Felicidade... BTTHAL está Feliz!!!!!
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E vão dois dias a feijão!

Boas a todos!

Isto de afeijoar dois dias seguidos tem lá que se lhe diga! Até o intestino passa a piar grosso e a pingar fininho! Eehehehehh!

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Tou a brincar... Nada disso! Mas vamos lá então perceber a dinâmica de dois dias seguidos, plenos de "ciclistas"!

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Quem nos conhece, está familiarizado com a nossa paixão pelas bikes. Esse monte de trabalhos de duas rodas, que nos cansa os coiratos comó caraças, são o mote e o objectivo da nossa existência enquanto grupo de amigos e claro está, deste blog. Mas não nos ficamos só por ai!

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O prazer das actividades outdoor, está-nos na guerla! Seja de bike, de barco, com cana na mão, com cordas no cinto, a procurar tupperwares ou simplesmente a caminhar, de tudo um pouco apreciamos, e claro está, aqui partilhamos. E hoje foi mais um dia de outros interesses para além das bikes!

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Há aldeias que teimam (e ainda bem!) em mostrarem que estão vivas. A Lardosa é uma delas. E se dúvidas houvesse sobre a sua vitalidade, elas dissipam-se todas bem depressa, para quem fosse visitar a sua Feira do Feijão Frade! Já na sua 4ª edição, esta feira começa a ser uma marca obrigatoria no calendário de muita gente, nós BTTHAL incluidos.

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A III Confraternização da Bicicleta Pasteleira foi já um sucesso, e espero continuar a frequentá-la por muitos e bons anos. Mas hoje, domingo dia 4, foi palco de mais um excelente passeio pedestre - Rota do Feijão, outro evento que faço questão em estar presente, quer pela sua qualidade - inquestionável, quer pela confraternização proporcionada - velhos amigos caminheiros, juntam-se a novos apreciadores, quer pela diversidade alcançável - uma pausa às bikes, que permite a presença das nossas Marias, num desporto que podemos apreciar e desfrutar em conjunto. Eu, FMike estive presente com a companhia da minha companheira e a minha sogra, assim como o Álvaro apareceu com a sua esposa. E todos gostamos!

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Esta Rota do feijão proporciona tudo isto, num ambiente quase familiar, mas pleno de qualidade, respirável em todos os sentidos - escolha da rota, animação presente e quantidade e qualidade dos abastecimentos e almoço. Vale bem a pena caminhar assim! E em todo o conjunto organizacional, não relegando para 2 º plano a equipa no conjunto, mas o dedinho do amigo Pinto está lá em todos os aspectos. Parabéns a ele e a toda a equipa responsável. Pró ano lá estaremos!

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A animação era garantida, e começou logo após as informações iniciais da organização. Num clima informal e sem estar á espera, o Pinto (sempre ele!) ligou a grafonola, pôs musica pimba e toca a por aquela gente toda a mexer, a fazer exercícios de aquecimento - 220 caminheiros em agitação plena! Nunca tinha visto e foi bonito sim senhora... e hilariante! Eeheheheh

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A rota em si proporcionou a quem não conhecia, um passeio circular, inicialmente em redor da Lardosa, virando depois os azimutes às Minas da Lardosa, onde fizemos o primeiro de muitos abastecimentos.

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Dali e por trilhos diferentes, alguns dos quais particulares, lá nos aproximamos da bela Marateca, local que permitiu, a quem aprecia as digitais, momentos únicos fotográficos - muito bonito! A paisagem da Marateca desvaneceu-se depois perante um repasto no Monte da Marateca, o abastecimento a sério, que matou a fominha a quem já ia a pedir combústivel.

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Dali aproximamo-nos do início da Lardosa, junto às vivendas, momento aproveitado pelos mais cansados para terminarem o passeio logo ali. Mas com 10 km andados, faltavam ainda mais quase outros 5, que foram realizados em redor da aldeia, por trilhos e quelhas, algumas das quais bem interessantes, as quais espero vir a revisitar com a minha Trek brevemente. Terminamos na feira, com mais um momento "made by Pinto" com nova música pimba e claro exercicios de relaxamento. Original!

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Terminamos com um repasto á maneira e com promessas de que vamos voltar.

Fiquem com as fotos!

FMike :-)



PS: Querem espreitar a minha nova bike?
Ora cá vai ela! Muito bonita heimm?!
Ainda melhor que a do Marcelo!!! (E não foi emprestada para a foto! Magano!)
Esta tem dois pedais e duas rodas topo de gama.
É rígida mas um pouco pesada (stainless steel made, carbon free).
Vão ver-me a passar por voçês todos nas subidas quem nem um leão.... ah pois é!
Vão fartar-se de comer pó atrás de mim! Ehehehe
E nem preciso de Camelbak, até tem cestinho...
É excelente...
E pedala sozinha! Uma solução eléctrica made in China.

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III Confraternização da Bicicleta Pasteleira

Parece que foi ontem… e já lá vai mais um ano! A 4ª edição da Feira do Feijão Frade tomou conta das ruas da Lardosa! Com um programa bem composto de actividades, para os gostos mais diversos e com o feijão pequeno a marcar presença obrigatória nos pratos… a Lardosa recebeu milhares de pessoas oriundas dos mais diversos locais. BTTHAL não foi excepção e tirou bilhete para os dois dias fortes da feira: Dia 3 de Outubro no Passeio de Bicicletas Antigas e no dia 4 para o anual Percurso Pedestre do Feijão Frade (relato em breve por FMike)!
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O Passeio das Bicicletas Antigas decorreu no dia 3 de Outubro e contou já com a sua 3ª edição…eu cá orgulho-me de fazer parte do restrito lote de pessoas que participou em todas as edições! Ehehehe! A adesão tem vindo desde a sua primeira edição em crescente evolução. Senão vejamos: 27 Pasteleiras (em Julho 2008), 87 Pasteleiras (em Outubro 2008) e este ano… a barreira da centena foi ainda ultrapassada por mais 20 beldades… perfazendo um total de 120 Pasteleiras participantes! Magnífico!!! A Burinhosa (http://www.meninbike.blogspot.com/) que não se cuide… ehehe!


O dia começa bem cedo… 7 e picos da madrugada e certamente já muitos, no aconchego das suas casas vestem os paramentos de outrora! Uns simples e já roçados do tempo…outros mais recentes e vistosos… mas certamente quase todos trajes de outrora que contariam histórias de trabalho, suor e lágrimas!!! Nós BTTHAL, chegámos ao recinto da festa vestidos a rigor como mandavam as normas do amigo Pinto Infante. Este ano marcámos presença com mais pessoal… João Valente, Fernando Micaelo, Zé Manel Machado, Paulo João, Carlos Lozoya e Victor…. Tudo malta trabalhadeira entre paredes do Hospital Amato Lusitano de Castelo Branco.



A Boina era elemento obrigatório… e era notório o orgulho que cada um colocava na sua vestimenta! Eheheh! … e nas bicicletas!?!?! Essas beldades… eram as rainhas da festa! Autênticas relíquias se viram por terras de Lardosa! Muitas imortalizando a alma dos que já não pertencem ao mundo dos vivos! A minha Peugeot Terrot é um dos muitos exemplos disso… acabando por ser sempre um evento onde a nostalgia vem à superfície!
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As velhinhas de duas rodas saíram do centro da Lardosa em comitiva… ao som do Grupo de Bombos da mesma aldeia, após um pequeno briefing do Pinto Infante onde a mensagem a reter era simples: “Sai-me da frente que não tenho travões”Eheheh! Nada mais simples!!!!


A chinfrineira das pompetes e campainhas é sempre marca da festa… à passagem nas ruelas das localidades. Um autêntico arraial a trazer à soleira das portas habitacionais, novos e velhos ainda em pijama… ver o que se passa!!! É bonito ver os sorrisos saudosos estampados no rosto dos mais velhos… provavelmente a lembra-lhes tempos passados em que a bicicleta era objecto, não de lazer (como hoje)… mas de subsistência na resolução das vidas e afazeres! Outros tempos…


Saímos da Lardosa em pelotão… rumo à zona envolvente à Barragem de Santa Águeda (vulgo Marateca) e ainda nem as pernas tinham aquecido… já estávamos a “atalhar” para a Quinta do Monte da Marateca onde iria realizar-se o primeiro de 4 (sim… 4!!!!) abastecimentos! Uma loucura! Mesa farta e carnes na grelha… antes das 10 da manhã!!! Seria possível!!! Eheheh! Os seguintes abastecimentos realizaram-se na Quinta do Regato na aldeia da Póvoa da Rio de Moinhos, Bombas de Combustível de Alcains e numa Quinta já no regresso à Lardosa, onde a presença das bicicletas já tem história do ano passado! E quem é que ainda tem fome para o almoço!!!! Esta malta não tem estômagos… só pode ter bandulhos!!!! Um exagero de comida em todos os abastecimentos… haja fartura!!!!


A passagem das pasteleiras teve o seu ponto mais alto na Vila de Alcains… Primeiro pela altimetria vencida da Póvoa até Alcains que fez transpirar bastante os menos preparados destas andanças das duas rodas e depois… já dentro da localidade de Alcains, onde a euforia dos espectadores a bater palmas entrou ao despique com a chinfrineira das velhas…. mas sonoras buzinas!!! Um bonito ambiente de festa e reinação… gostei muito!!


De Alcains para a Lardosa…este ano com a estrada toda ao nosso dispor (excelente trabalho da GNR)… foi um autêntico passeio ao sabor da sombra proporcionada pela copa das árvores até à entrada na Lardosa, onde já perto da hora do almoço, voltámos a sentir o frenesim da população a aplaudir a chegada dos “bravos” das pasteleiras!!!




Os Km’s…pouco interessam nestas andanças… mas fazer perto de 30 com este ferro velho e pesado… tem lá que se lhe diga!!! Eheheeh! Valeu-nos a energia cedida pelo pratinho de feijão bem acompanhado com a bela da sardinha que nos foi servido com mestria já no recinto de festas! Ah… e bem regado… está claro!!!! A festa culminou com a entrega de prémios para o mais jovem das Pasteleiras e para o mais bem paramentado!
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Foi mais um excelente dia em convívio com as duas rodas… (desta vez as 2 rodas mais velhinhas)… onde a confraternização com amigos e família se fez sentir ao mais alto nível! Nós por cá… estamos ansiosos pelo próximo encontro… até porque já temos umas novas ideias!... Mas… isso vê-se no próximo ano!Ehehehe!

Fiquem Bem...
Até para o ano... nas Pasteleiras da Lardosa!!!