quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Transportes em Revista / Exposição Fotográfica

Boas amigos!

ENCONTRO

Para conhecimento geral estará hoje e amanhã (17 e 18 de Setembro) a decorrer no Cine-Teatro Avenida, o 6.º Encontro Transportes em Revista, sob o lema - "Cidades Competitivas: Papel da Mobilidade".

Como utilizadores de um dos meios de transporte mais ecológicos e baratos do planeta, poderá este encontro proporcionar alguns espaços de debate interessantes sobre esta questão da mobilidade nas cidades.
O programa do evento pode ser consultado aqui:

http://shared1.ultrawhb.com/~transpor/congresso6/

EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA


Igualmente está a decorrer na Academia de Judo de Castelo Branco, uma exposição fotográfica alusiva ao nosso desporto preferido - BTT, em versão Transportugal Garmin 2009, um evento extraordinário que calcorrei o pais de lés a lés e que permitiu aos nossos amigos fotógrafos - Nuno Maia e Rui Salgueiro uns registos dignos de apreciar.

Aproveitem! Vão até lá!

FMike :-)

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Por Terras do Contrabando...

BTTHAL em Contrabando!?!? Mas… contrabando de quê??? Barras Energéticas, equipamentos, bicicletas topo de gama… nahhh… nada disso! BTTHAL navegou até Terras de Contrabando para mais uma memorável aventura Geocaching… aliando as sempre fiéis bicicletas todo o terreno.
.

Foi no dia 14 de Setembro que rumámos a Segura em 4x4 levando connosco as Trek bikes! O dia iria mostrar-se com temperaturas excelentes para a prática de ambos os desportos: BTT e Geocaching! Depois de um fim-de-semana molhado com bátegas de água a assolar a região, a segunda-feira nasceu amena com o sol escondido ao raiar do dia mas a mostrar a sua temperatura de verão a partir do meio da manhã!


Eram 9:00 e já tínhamos aparcado em Segura, bem perto da Igreja Matriz da localidade. Bikes on fire, abastecimentos orientados (às costas) e siga… rumo a Salvaterra do Extremo! A cerca de 10Km’s de Segura,... Salvaterra encontra-se a um nível altimétrico superior… pelo que iniciámos a nossa jornada com pendente ascendente! Ehehehe!


Foi já em Salvaterra que “aquecemos” a alma com um cafézinho e demos inicio à nossa aventura geocachiana com a Multi-cache “Rota dos Abutres” (GC1JG90) É uma cache que convida a conhecer alguns pontos da pacata localidade, direccionando depois o geocacher a conhecer a belíssima Calçada Romana, bem como o aprazível percurso por entre muros e olivais, até à praia fluvial e às azenhas do Erges, passando pelas furdas, tradicionais pocilgas construídas em pedra, de forma cilíndrica, pela antiga caseta do guarda e, finalmente, já com vista sobre as gargantas do rio Erges, entre Salvaterra do Extremo e o castelo espanhol de “Peñafiel surge a cache final que proporciona uma vista soberba e o gosto vitorioso da conquista do tesouro. Não é um percurso fácil quando levamos como companhia uma bicicleta, havendo necessidade de apear aqui e acolá atendendo ao piso técnico da calçada… ainda assim constitui um bom desafio a aliar à beleza paisagística do local.


Conquistadas as fragas do Erges, foi tempo de seguirmos o curso do rio (completamente seco neste período estival) pelas sua margem portuguesa até ao açude, que foi recentemente restaurado e requalificado, permitindo a paisagem para terras de nuestros hermanos, onde tínhamos como objectivo a conquista de outra Geocache “Peñafiel em Espanha” (GC1FM65).


Esta cache leva-nos até ao Castelo de Peñafiel, monumento histórico que se encontra assente perto do desfiladeiro que lhe serve de pedestal e de onde se vê o vazio sobre o rio Erges. Supõe-se que este castelo teve a sua origem na época em que os muçulmanos dominavam a Península Ibérica. Hoje, em ruínas é palco de atracão turística, bem como de observatório privilegiado das aves de rapina que descrevem os seus majestosos voos entre as escarpas dos dois países.


O percurso até ao Castelo corresponde a um percurso pedestre marcado que liga as localidades de Salvaterra do Extremo a Zarza la Mayor, hoje denominado de Rota do Contrabando. A bicicleta permitiu-nos o transporte mesmo até à porta das imponentes ruínas do Castelo de Penafiel, onde fomos descobrir os encantos desta construção e apreciar a majestosidade da paisagem após a conquista da cache!


A manhã corria a passos largos e os Km’s também se iam acumulando. Regressámos a Salvaterra do Extremo com a sensação do objectivo nº2 cumprido. Seguiam-se agora 2 caches de dificuldade extrema atendendo à sua localização. “O Salto da Kabra” (GC1NAAK) e a “Torre Portuguesa” (GC1QCZO).


O "Salto da Cabra" é um belo miradouro natural (do lado português) que nos permite apreciar de outro ângulo toda a paisagem envolvente ao Rio Erges. Consegue-se visualizar o Castelo de Penafiel, a Torre Portuguesa, os Abutres, o Erges, e como não podia deixar de ser as “famosas” cabras que pastam livremente no local e que andam aos saltos de um lado para o outro. Eh eh eh! Conseguimos transportar as bicicletas até cerca de 100 metros do local da cache, fazendo depois a abordagem a pé até ao topo do miradouro! Já com a descoberto do “tesouro” pudemos apreciar a imponência da paisagem e reinar com umas fotografias bem originais com a cache! Eh eh eh!


A Torre Portuguesa, também conhecida por Torre de Atalaia supõe-se que tenha sido construída no século IX. A sua configuração é idêntica a um torreão de um vulgar castelo e reza a sua história que foi construída com o objectivo de permitir à fortificação de Salvaterra do Extremo um novo ângulo de visão sobre os eixos de aproximação vindos do Moinho do Seco. A sua localização é na encosta escarpada de acesso ao Rio Erges, onde não existe trilho marcado. Foi um pequeno calvário para acedermos a tal local e após buscas intensas tivemos de desistir sem conquistar o tesouro escondido por esta torre! Foi um momento de algum desalento para nós! Tal travessia até este local inóspito sem o sucesso pretendido. Restava-nos o calvário do regresso ao local da bicicletas… uma ascensão íngreme a apelar ao espírito de sacrifício! Objectivo não cumprido!!!!


Em Salvaterra re-hidratámo-nos e ganhámos força para seguirmos caminho de regresso a Segura, onde tínhamos estabelecido efectuar o nosso almoço (já tardio!) Os 10 Km’s que distam a duas localidades foram agora bastante aprazíveis, uma vez que a descida foi quase uma constante, salvo uma ou outra subida a quebrar o ritmo acelerado!


Chegámos a Segura com cerca de 45Km’s já percorridos. Almoçámos num café local e delineámos nova estratégia para a conquista das nossas próximas caches!!!! “A Salto” (GC103AM) é uma Geocahe de Segura que pretende homenagear a emigração "a salto"!


Histórias de alegrias e sofrimentos, de partidas e chegadas. Parte-se para descobrir novas terras e gentes mas, principalmente, para trabalhar e melhorar a vida. De carro, camioneta ou a pé, por estradas secundárias, montes ou ribeiras mas quase sempre de noite, com uma mala de cartão na mão. Dá-se o “Salto”, para que a vida nunca mais seja a mesma, para contrariar o destino, para vencer a miséria. Muitos não chegaram a conseguir emprego, alguns foram enganadas por "passadores" sem escrúpulos, muitos mais viveram vidas de que se envergonham, alguns tiveram sucesso e voltavam a Portugal para aclarar a alma derretida pelas vicissitudes da vida de emigrante. Os emigrantes portugueses, que davam o "salto", eram perseguidos através da fronteira, pela Guarda Fiscal, seja nos montes e vales, seja em inspecções persecutórias aos autocarros ou carros particulares pelas polícias do Estado Novo. O mesmo Estado que acolhia, com satisfação, as remessas que os emigrantes enviavam para as famílias que ficavam por cá, muitas vezes velhos e crianças, esperando ansiosamente notícias dos seus idos e algum meio de subsistência para enfrentar a vida difícil que tinha "expulsado" os seus entes queridos.


Esta cache levou-nos a um dos locais por onde passaram alguns emigrantes na sua tentativa de ludibriar os postos fronteiriços. Mais uma vez estivemos junto ao Erges, com um pé em Portugal e outro em Espanha! A maré de azar “conquistada” na Torre Portuguesa pareceu ter-nos acompanhado até aqui, pois também não descobrimos o primeiro ponto desta multi-cache! Terá desaparecido, certamente! Ainda assim… a nossa intuição e alguma ajuda por parte de um geocacher (via telefone) levou-nos até bem perto do local final! Mais uma garganta (seca) do Erges, onde as rochas do leito do rio polidas pela passagem da água ditam uma beleza invulgar àquele local! O geocaching é isto mesmo… leva-nos a partilhar locais de beleza invulgar e de histórias insólitas! Num rasgo de sorte ainda conseguimos encontrar a cache final… um contentor muito peculiar e invulgar… uma Ammo Box… recipiente metálico utilizado para armazenar e proteger munições! Diferente de tudo a que estamos habituados!


Do Erges para regressar ao centro de Segura são 2Km’s sempre a subir! Este sobe e desce constante da bicicleta, a que o Geocaching obriga, leva-nos a um cansaço precoce e à fadiga rápida dos músculos! Sentia-mos as pernas moídas pelo constante sobe e desce do dia de hoje. Chegámos ao nosso carro de apoio com 50Km’s percorridos! Optámos assim por ir no encalce da última cache prevista para fazer em BTT… mas de “rabinho tremido”, via 4x4… e foi a melhor opção! Eh eh eh!


Era mais uma cache que tinha o Erges como actor principal… “Navegar até ao Erges” (GC1R9PA), cujo objectivo era delinear um trajecto (navegação) por entre um vasto número de estradões possíveis. Tipo labirinto onde existe uma entrada e uma saída que corresponde à cache final e respectiva janela panorâmica sobre o Rio Erges, neste local com presença de água e… profundas! O labirinto foi vencido…. após a delineação prévia do trajecto… aquilo a que o geocacher chama de “trabalho de casa”, muitas vezes fundamental para o sucesso do jogo!


O dia estava mesmo nos “finalmente”… mas ainda estava por conquistar a última do dia “A três bandas” (GC1G2KC), uma cache que nos dá a conhecer a história e paisagens sobre Alcântara (Espanha), a sua Ponte Romana e a sua mais recente Barragem de Alcântara. Esta… a menos trabalhosa do dia, uma vez que já tínhamos efectuado todo o trabalho de pesquisa previamente. Assim foi chegar, cachar e apreciar a imponência deste miradouro sobre a Barragem Hidroeléctrica de Alcântara… um colosso, que em dia de descarga hídrica deve dar um espectáculo vivo da força da água!!


O discurso já vai bemmmmm longo… mas há que dizê-lo: Foi um dia em cheio e… de barriga cheia! Cheia de BTT, cheia de Geocaching, cheia de companheirismo, cheia de bons momentos… com Portugal e Espanha à mistura. Um dia repleto de aventuras… para mais tarde recordar… e… quem sabe… voltar a repetir!!

Fiquem Bem
João Valente

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Um passeio às "Termas" de Penamacor !

Boas a todos!

A vida é feita disso mesmo!... Pequenos bocadinhos bem vividos, que pouco a pouco vão adoçando as nossas vivências, tornando a soma da nossa vida humana, algo de que nos orgulhamos e que podemos transmitir como boas recordações de inesquecíveis momentos. O passado domingo foi um desses dias.

O Filipe e o Carlos há muito que nos tinham prometido um passeio, estilo raid, lá prós lados deles - Penamacor e arredores. Com saber e mestria delinearam um percurso bem ciclável, que não obstante a quilometragem (85 km) era relativamente acessível a quem habitualmente aparece para pedalar. Bem, mas não foi só um passeio informal... foi muito mais que isso!

O saber e mestria não se perdeu só nos trilhos. Estes amigos não quiseram ficar em nada atrás de outros passeios temáticos às Termas em que a Fidalguia costuma brilhar... eheheheheheh! Tal e qual decidiram e conseguiram realizar um passeio guiado, que ficou muito acima de algumas organizações de BTT's aos quais tenho ido.

Com uma logística irrepreensível - desde um guia sempre atento e solicito - "o Mister" Filipe Salvado, bem apoiado pelo seu "Adjunto" Carlos Sales que coordenava a cauda do "plantel", pontos de passagem "cronometrados", estilo Road-Book, comunicação constante via rádio entre organização e o apoio, moto 4 para fechar cancelas e "levar" alguns mais cansados e uma carrinha de abastecimento onde não faltou nada (o gelo ainda deu para a tarde!), eu tiro o chapéu a estes meus amigos e à excelente capacidade organizativa que demonstraram possuir. Mas não bastou o passeio em si! Foi todo o conjunto!

Como complemento tínhamos à chegada ás "Termas de Penamacor" uma piscina á maneira á nossa espera, familiares felizes e contentes que decidiram juntar-se á festa e uma mesa muito farta ao almoço, tudo num excelente ambiente campestre onde se insere este bonito Parque de Campismo do Freixial - Aranhas. Companheiros, isto sim foi um excelente dia de Verão!

Vamos a pormenores! A saída estava marcada para as 7 horas e cumpriu-se na integra. Com uma grande parte do grupo lá nos juntamos ao Fidalgo e companhia, na Boa Esperança e rapidamente rumamos ao Monte de S Luis, já com os olhos postos nos Escalos de Baixo onde tomamos a primeira dose cafeínica do dia. Logo ali a reinaria demonstrou o que iria ser o ambiente do dia - boa camaradagem, muita risota e boa disposição ao longo de todo o percurso e que nem o calor conseguiu calar.

Dali saímos em novos trilhos em direcção á Lousa onde não entramos, contornando-a, pelos terrenos do Vaz Preto (sem vacas à vista!!) em direcção á Ponte de S. Gens, onde nos esperavam mais alguns companheiros de Alcains e Lardosa, perfazendo ali um bonito total de 19 compinchas do BTT.

Esperava-nos então a primeira contagem de montanha do dia - a subida para S. Miguel de Acha, uma subida algo mais inclinada, muito despida de vegetação e onde o calor fez alguma mossa, mas que foi prontamente esquecida pois lá em cima, dentro da aldeia, esperava-nos a carrinha!

O primeiro abastecimento sólido e liquido que fez as delicias de todos esperava-nos no coração da aldeia. Da cola ao sumo, da sandocha ao bolinho, passando pelas cobiçadas bananas, havia de tudo e em quantidade, para "calar" o estômago dos mais "refilões". Depois da habitual algazarra, o nosso "Mister" chamou a malta á razão e lá nos pôs novamente a rolar, agora em direcção á Aldeia de Sta. Margarida onde novo abastecimento serviu para repor sobretudo líquidos, pois a hora era já de muito calor.

O destino era agora a aldeia da Bemposta, onde chegamos depois de calcorrear alguns trilhos vizinhos a Proença-a-Velha, donde se destacou a Capela da Sra. da Granja, bem restaurada apesar de estar no meio de "nenhures"!

Num constante sobe e desce a altimetria ia-se acumulando nas pernas, desgastando e moendo, sempre entrecortada com bonitas paisagens e muito gado bravio, alguns com "ornamentos" bem respeitosos, que sem dúvida nos fariam temer não fosse as previdentes redes de cercado. Mas eis quando chegamos á bonita e vistosa Aldeia de João Pires, palco para o último abastecimento. Aqui e dando voz aos mais "empenados" com "caimbras musculares", lá surgiu o remédio milagroso para as dores de joelhos, sumo de cevada em versão média, que reavivou a alma aos mais cansados, para poderem vencer ás últimas subidas do dia, a chegada ás Aranhas.

Aquela hora e apesar do calor que poderia fazer refugiar o povo nos fundos frescos das suas pitorescas casas, alguns transeuntes das Aranhas ficaram admirados por tal inusitada caravana, prontificando-se a cumprimentar os "filhos da terra" - "Mister" Filipe e o "Adjunto" Sales.

Mas a hora avançava pelo que havia pressa em chegar ao destino, tanto mais que agora era sempre a descer até ao parque de campismo... já cheirava a almoço! Juntamos então toda a malta e em ambiente descontraído entramos no Parque ás 13h, meia hora adiantada em relação ao inicialmente previsto, todos inteiros, sem problemas técnicos de maior e sempre em alegre reinaria. À nossa espera estavam os nossos familiares, um chuveirinho de água quentinha que soube a "ginjas" tal era a camada de pó no corpo e claro uma mesa posta prontinha à nossa espera.

Em ambiente de família XXL, com mesas corridas colocadas á sombra dos imensos freixos que abundam o parque, degustamos então uma saborosa canja e sopa de legumes, uma excelente grelhada mista, bom borrego, boa salada, boa bebida fresquinha e umas primorosas sobremesas, tudo em grande quantidade, demonstrando que aquela "gente" recebe muito bem os forasteiros. Assim vale a pena pedalar 85 km!

A tarde passou-se entre as espreguiçadelas no relvado para a sestinha, idas refrescantes á piscina, alguns picanços entre malta, resolvidos com as malhas e os pontos e claro muito camarão do Eusébio bem regado com cervejinha fresquinha, na aprazível esplanada do Parque. No nosso caso ditou a saída do local já quase ao lusco fusco depois de umas boas rodadas de mines entre dois dedos de conversa com os muitos companheiros e respectivos familiares.

Fica uma palavra aos organizadores deste excelente passeio - Amigo Sales e amigo Filipe, estão de parabéns. Se não vos conhecesse diria que esta era a vossa profissão, tal foi o bom nível organizativo, de bom gosto e de cuidado posto em todo o passeio. Espero que repitam a experiência e que se lembrem de nós. Lá estaremos com todo o gosto. As nossas famílias igualmente agradecem o dia bem passado, proporcionado pela vossa criatividade.

Obrigado.
.
Fernando Micaelo e João Valente