segunda-feira, 18 de maio de 2009

A minha Bike é um Avião!

Boas a todos!

Há uns anos atrás um modesta série televisiva da RTP tinha por título “ A minha Sogra é uma Bruxa!” Depois de alguma ponderação decidi reabilitar esse titulo para o post de hoje, até porque… voei da minha bike abaixo… Mas já lá vamos!

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Como hoje a partir das 16 h, era dia de trabalho para mim, acabei por não me juntar ao grosso da malta que ia ao Paul optando por ir até ás Docas para as voltinhas domingueiras, até porque tenho sido um faltista de há algum tempo a esta parte.

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De antemão já sabia que tinha companhia – o João Afonso que desafiei nos dias anteriores para “cozinhar” uma voltinha prós seus lados - zona das Sarzedas, um pedaço que conheço mal em termos de trilhos de BTT. E ele não se fez rogado. O “cozinhado” saiu “saboroso”, muito bonito de se ver e muito “exclusivo” em termos de singles… até parecia um prato gourmet personalizado para o cliente! Para nos acompanhar estava ainda o Álvaro já recuperado da sua lesão, perfazendo então o trio de hoje que se decidiu a viajar de “avião” pelos trilhos das Sarzedas.

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Chegados ao Aeroporto das Docas o avião já estava à nossa espera para embarcarmos. Ora ora… um ultraleve ali estacionado na pista à nossa espera!

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Mas o que é isto? Asas de lona? Chapa aparafusada com uns parafusitos? Cavilhas fininhas a segurar as asas? Ná ná… este avião é muito fraquinho! Antes prefiro a minha avioneta Trek.

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E assim foi. Após verificarmos que a lista de passageiros estava completa para mais esta viagem, o João Afonso, o comandante hoje de serviço deu a ordem – “ All a board! We are going to lift off!” Hora Zulu 0815 TMG

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Encaixamos os landing gear nos pés, colocamos as mãos no control yoke das nossas avionetas e descolamos com delicadeza, com os lemes de direcção virados ao single do Mac Donalds que assim partilhei com mais uns amigos.

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Com um nível de voo a rondar os 300 e picos m de altitude dada pelo meu Oregon inclinómetro, consultamos a planilha de voo e estabilizamos a velocidade de cruzeiro nos 15 a 20 nós por hora em direcção ás Azinheiras, o primeiro turn coordinator que usamos para apontar as fuselagens à Represa, o local previligiado para o primeiro single do dia que fizemos num voo rasante.

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O seguinte turn coordinator deu-se nos Amarelos, começando aí as minhas desventuras com pássaros (vulgo paus) a invadirem os meus reactores (vulgo transmissão) provocando algumas perdas de potência. Nada que não se resolva embora com sacrifico das minhas luvas, meias sujas de óleo… bahhhh!

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Apesar de sobrevoarmos os Amarelos durante algum tempo a tráfego estava low pelo que seguimos viagem sobrevoando a Estação das Sarnadas, a entrada da Carapetosa, virando depois a manche em direcção á Praia Fluvial da Azenha do Gavião, um local que não conhecia.

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A aterragem foi algo turbulenta fruto da qualidade da pista – pejada de seixos e areão muito solto, o que me dificultou a vida, até porque feito asinino tinha enchido os meus pneus até aos 40 psi, muito ar para tal pista.

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Contudo o aeoroporto local era muito bonito, com direito e tudo a banho de pés, que cumprimos na íntegra até porque a água não estava demasiado fria. Um mimo! Pena este aeroporto vir a desaparecer nas futuras águas da barragem do Alvito!

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Para fazermos um novo lift off tivemos que então heading ao longo de 30 metros a pé pois a pista proporcionava uma picagem acentuada, demasiada para as nossas avionetas.

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Logo que atingimos uma superfície suficientemente aerodinâmica descolamos de novo agora em direcção às Ferrarias Fundeiras (velhas), mais uma aldeia fantasma, onde precedentemente tivemos direito a mais uns singles do baú do JAfonso. Soberbos!

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Como o gas indicator começava a acusar um low level decidimos fazer uma aterragem no modesto café das Ferrarias Cimeiras onde em amena cavaqueira com a simpática dona desgustamos um cafezito e umas sandochas que permitiram repor o combustível nos depósitos.

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Depois de mais um lift off fizemos um giro direccional para os trilhos nas proximidades do Outeiro tendo como objectivo as Garridas, sempre com muitos e bonitos singles, quando numa descida acentuada, o meu bordo de ataque a uma curva muito fechada não foi o melhor, provocando o resvalar do trem da frente no muito areão e seixos, entrando num rego, com consequente queda lateral da minha aeronave e do seu surpreso piloto. Nem tive tempo sequer de pensar e já estava no chão!

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Contudo nada de grave aconteceu, mantendo-se a fuselagem intacta, com apenas uma ligeira riscadela no cromado do meu joelho direito e uma grande ferida no meu orgulho! Foi a minha terceira queda com a Trek, quando já não caía deste Julho do ano passado! Ora bolas! Dei cabo da estatística!

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O voo continuou, atravessando a EN 547 (Acesso ao Vale da Sertã), já com o giroscópio preparado a um aproach a mais uma bonita aldeia fantasma, a aldeia do Malhadil, onde pudemos observar com alguma tristeza que os pinheiros já crescem no interior das casas abandonadas mas as ruas ainda têm iluminação pública! Que contraste!

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Para ganharmos altura tivemos uma nova picagem a pé até atingirmos uma altitude de transição que nos permitiu ter uma paisagem privilegiada sobre todo o vale de Sto André. Bonito!

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Com as Garridas ao longe, sobrevoamos as Barrocas, seguindo então até à Lomba Chã onde atestamos novamente os depósitos com umas colas e tal, com mais alguns dedos de conversa aos donos do café, conhecidos do João. Depois das despedidas, fizemos um novo lift off que entre outras pérolas permitiu visitar a aldeia das Versadas e Nave com mais uns singles curiosos que nos levaram inclusive a visitar o galinheiro de uma habitante local . Excelente!

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Com os Vilares de Baixo lá longe começamos então um voo picado em direcção à Azenha do Agudinho, sobrevoando uma vasta área desvastada pelos incêndios do ano passado, transformando por completo a paisagem, em tons de cinza. Triste fado o nosso…

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Já na zona da Azenha, novo voo rasante primeiro ao areão da praia e depois à água da ribeira, com muita dificuldade em manter os trens dianteiro e traseiro em contacto com o solo – seixos muito rolantes e escorregadios que por aqui continuam a abundar, desde que lá estivemos em Janeiro deste ano (ver aqui) - não facilitaram nada tarefa e deram direito a molhar a meia.

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Faltava agora vencer o "caroço" que nos levaria à Taberna Seca, pelo que o airspeed indicator ia diminuindo á medida que o climb era vencido. Cá em cima a vista era singularmente soberba!

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A entrada na Taberna Seca fez-se por outro local, igualmente bem proporcionado a voos rasantes, tal era o nível de estabilização dado pelo inclinómetro. A aldeia parecia quase fantasma, quase sem vivalma, talvez devido á proximidade da hora do almoço.

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A entrada em CBranco fez-se pela barragem da Talagueira, um lençol de água bonito agora bem contrastado pelo tamanho do Allegro que inunda a paisagem. A aterragem final fez-se á Hora Zulu 1250 TMG, num café junto à Iperdel do João, onde umas sagrespam pretas congratularam o capitão de voo por este belo circuito aeronáutico, daqueles de encher bem o olho. Excelente viagem! Ao longo de 65 km o prazer de pedalar, a surpresa e a descoberta da natureza foram uma constante! O que se pode pedir mais numa viagem transcontinental?!....

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Amigo João este foi 5 estrelas. Álvaro obrigado pela companhia. Trekinha vê lá voas melhor da próxima!

Até à próxima!

FMike :-)


sexta-feira, 15 de maio de 2009

Um Post Ultra-Rápido

Boas a todos!
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Pois já sei... estamos novamente atrasados nos posts... irra! Mas a culpa não é nossa! É da ... crise! Já que toda a gente justifica tudo com a crise hoje também justifico o atraso com a decadência do status capitalista! Mai nada! Eheheheheheh
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Cá vai então um post ultrarápido: Juntamo-nos 6 gajos na Pires Marques - AC, JValente, Filipe, Pedro Barroca, Bruno e eu (FMike)

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Enquanto decidiamos onde ir ou deixar de ir, o Pedro Barroca "lixou" a malta ao pedir subidas = Palvarinho!

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Passamos nos fundos parque campismo em direcção à Sra de Valverde

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Fizemos os singles do Palvarinho pá foto e beberricamos a dose de cafeína habitueé

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O Chão da Vã era logo ali.... quem diria!

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Para quem não sabe, o Camões compôs 10 cantos (nos Lusíadas)... Mas aqui o único canto era o da bike a passar a ribeirinha sem molhar a meia! Nem vivalma!

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Excelente descida até á praia do Muro, mas a seguir!... A avozinha teve que vir para subir aquelas paredes! Alguns entre dentes bufavam comó caraças: "P*tas das subidas!"... "Tou a precisar de uma sagrespam prós joelhos!..."Lá fomos ao Palvarinho... Para quem se baba houve babete!

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"As p*tas das subidas" que nunca mais se acabavam! Quem se lembraria de construir uma ponte de ferro no meio de umas serranias daquelas??... O que vale é que a Tasca do Futebol é perto... Venham lá mais umas fresquinhas! Ahhhhhhh...

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Fiquem bem! (Foi rápido não foi? Até parece que foi à coelho! Ehehehehehe)
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FMike :-)

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Lost - Perdidos entre Trilhos de BTT!

O dia era tipicamente de BTT… ou não fosse Domingo! Mas… atendendo à numerosa quantidade de eventos em 2 rodas neste fim-de-semana… seria duvidosa a presença de gente disposta a pedalar… sem ter de pagar por isso!!!! Na verdade… já sabia que iria ter pelo menos 2 companheiros para umas pedaladas… pois tinha-os encontrado na véspera… o Fidalgo e o João Afonso! Já no Centro Cívico… mais 2 companheiros chegaram de bicicleta… Carlos Sales e Jorge Palma! Estava feito o quinteto para esta manhã!
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Com o céu um pouco carregado e o sol meio envergonhado… tememos todos em sermos brindados com um “choro” vindo do céu... o que ditou a saída do Centro Cívico para o lado em que as nuvens estavam menos preocupantes…saída pela Fonte Nova!

Ao contrário do que tem vindo sendo habitual… hoje não tínhamos nenhum GPS no grupo, nem nenhum orientador de caminhos (pré-orientados)… estávamos entregues a nós próprios… e sem rota definida!!!! Sem preocupações de maior… pois o que gostámos mesmo é de dar umas pedaladas… fomos tentar descobrir um novo single-track (pelo menos para mim!) que o Fidalgo trazia “atrás da orelha” e ainda por investigar… lá para os lados da Circular Modelo - Fonte Nova.

Algo estreito, com alguma vegetação ainda orvalhada da manhã, umas zonas mais técnicas com piso irregular… e entre muros de pedra roliça… tipicamente beirão… uma delícia para iniciar a quilometragem de hoje! Aprovado… este single! Daqui virámos guiadores para a zona da Tapada das Figueiras… seguindo trilhos direccionados à Srª Valverde e posteriormente Juncal do Campo… onde bebemos o café matinal num café local… pago pelo último da manhã…Jorge Palma!

Sem ideias… nem caminhos recordados, enveredámos por uma série de trilhos escolhidos ao acaso! Vamos por aqui… agora virámos ali! Alguém conhece isto! Não! Não! Não! Óptimo…. Vamos descobrir onde vai dar! Por aqui é a descer… por ali é a subir! Bora… vamos subir!! Alguém sabe onde estamos? Não! Não! Não! Eehehehe… um espectáculo total! Parecia estamos na série “Lost - Perdidos entre trilhos de BTT!”

O que é o BTT… sem um pouco de aventura? Por trilhos a descoberto e sem nunca voltar para trás… lá chegámos ao Palvarinho onde percorremos a trialeira de single-track’s das hortas locais… mas em sentido invertido ao que estamos habituados, ou seja a subir… para mim foi um gozo! Apura a técnica e a subir ajuda a desenvolver!!!! Ehehehe!

Descemos pelo single-track das curvas apertadas e cheias de regueiras… até atingirmos a descida adrenalínica para a Ponte de Ferro sobre o Rio Ocreza! Discussão: Por onde é mais dura a subida… pela esquerda ou pela direita??? Pela direita é mais dura… é mesmo por aí que vamos!!! Subimos até ao Penedo Gordo… para depois voltarmos a descer até à poluída Ribeira da Líria, Monte da Barreira, Quinta do Lombardo e entramos na cidade pela Avenida de Zhuai com o objectivo de irmos assistir aos últimos minutos das 24 Horas BTT de Castelo Branco… onde bastante malta conhecida da cidade terminava esta saga… remelosos e com os músculos doridos!!!! Chiça!!!!

Depois de assistirmos ao fim do evento e de sabermos haver homens capazes de percorrer perto de 500Km’s apenas durante 24horas (sem parar!)… tivemos todos a mesma sensação… a da garganta seca… bem seca!!! Fomos então à Associação do Valongo… detentora dos melhores tremoços da Beira Baixa onde sorvemos duas rodadas entre todos… já na companhia do Filipe Salvado que hoje estava em dia descanso após a jornada peregrina do dia anterior!

Foi uma manhã diferente do habitual… onde sem nada orientado… pudemos pedalar 50Km’s em ritmo sereno e entre bons amigos! Espírito de grupo e amena cavaqueira… presentes, claro!!!!
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Fiquem Bem...
Vemo-nos nos Trilhos!

domingo, 10 de maio de 2009

Pelos Caminhos da Peregrinação - Fátima 2009

Boas a todos!
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Era um fim de semana repleto de bons eventos em duas rodas cá na zona, todos eles a piscarem-nos o olho, a desafiarem-nos o espirito - 24 Horas de BTT Castelo Branco, Maratona Idanha-Zarza, Passeio Cicloturistico da Carapalha, etc etc... Tudo isto numa altura em que muitos apreciadores das bicicletas se ausentam nos caminhos da fé que os levam a Fátima, seja a pé, seja em bicicleta, seja a dar apoio a familiares.

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Seria bom que as organizações de tais provas em futuras oportunidades se juntassem e discutissem quais as melhores datas para os seus eventos, porque assim "tudo ao molho e fé em Deus", poderá não dar grandes resultados, penso eu. Tenho a certeza que fomos muitos a ter de abdicar de estar presentes nuns para poder ir aos outros com pena dos que se perderam...

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Para nós BTTHAL a tradição ainda é o que é e a "nossa tradição" prevaleceu sobre todos estes desafios e cumpriu-se mais uma vez. Falo da peregrinação a Fátima em duas rodas, que pelo 2.º ano consecutivo fiz questão de cumprir, juntando-me aos já muito reincidentes peregrinos AC e Álvaro.

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Contudo este ano a equipa foi aumentada, contando para além de mim (FMike), o Álvaro, o AC, com as presenças do Filipe, J Cabarrão e o Nuno, cheios de vontade de cumprir por mais um ano os Caminhos da Peregrinação que nos levaram até ao Santuário. E foram verdadeiros caminhos de peregrinação, que nos levaram ao longo de 4 provincias até Fátima!

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A saida fez-se pelas 06:30 conforme estava combinado, com destino a VVRodão e cedo nos apercebemos que era mesmo um dia votado á peregrinação - logo a seguir ao cruzamento do Retaxo começamos a cruzar-nos com grupos de peregrinos a pé que efusivamente nos saudavam surpresos pela nossa presença aquela hora a rolar na estrada.

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Aliás o cruzamento com grupos mais ou menos organizados acabou por ser uma constante, algumas vezes em locais que não esperava, contabilizando alguém mais de 500 peregrinos com os quais nos cruzamos. Um alegre colorido nas estradas a contrastar com a face de sofrimento de alguns deles.

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Logo a seguir a VVRodão surgia a primeira subida de categoria "Kuduro", que nos fez sair da Beira Baixa e entrar no Alto Alentejo em direcção a Nisa, que ainda dormia há hora da nossa passagem, quando já levavamos os nossos azimutes virados a Arez onde pelas 8.20 h fizemos a primeira paragem para a dose habitual de cafeina!

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Aqui tivemos a primeira surpresa do dia que amanhecendo com sol nos brindou aqui com os primeiros pingos de chuva que nenhum de nós contava. De Arez ao Gavião foi sempre a rolar, surgindo apenas um ligeiro contratempo com alguns pingos que tornaram a comparecer e com o pneu traseiro do Nuno que apesar de novo não resistiu a um furo, rapidamente resolvido com a espuma mágica.

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Vencida a subida do Gavião, apenas paramos em Alvega para corrigir a pressão dos pneus e continuarmos em andamento vivo em direcção ao Ribatejo, entrando em Abrantes pelas 10:15 h.

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Passada a bela ponte sobre o Tejo era tempo de mais uma subida do tipo "Kuduro" que nos levou até bem ao alto de Abrantes, seguida de uma rápida descida já em direcção ao cruzamento para o Montalvo.

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Aproximava-se agora a uma das subidas mais exigente do percurso, mas decididamente uma das mais bonitas - a subida de Martinchel, que entre manchas de pinhal permitia ao longe abarcar uma excelente vista sobre a leziria ribatejana, e que lá se foi fazendo ao ritmo de cada um, culminada com uma boa descida em direcção ao Pontão da Barragem de Castelo de Bode onde nos juntamos pela primeira vez aos nossos carros de apoio, com as nossas Marias a brindar-nos com alguns mimos para nos adoçarem a boca para os quiilómetros finais.

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Depois de algum tempo de confraternização, fizemo-nos á estrada, entrando em Tomar já bem perto das 12h. Aqui o Nuno enquanto esperava o "feu vert" do semáforo, brindou-nos com uma prova de equilibrismo na bike pois enquanto esperavamos na fila, e com a bike parada, tal rapaz não pôs o pé no chão. Ah ganda Nuno!

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Esperava-nos agora uma nova subida que além de nos fazer entrar na Beira Litoral, nos levaria até Ourém, onde chegamos acompanhados de alguma chuva que nem chegou a incomodar. Entravamos então na derradeira etapa de mais esta bela jornada em duas rodas - a subida do Boi Preto.

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Numa altura em que os quilómetros já são muitos a pesar nas pernas, esta subida poderá tornar-se naquilo que eu chamo de uma verdadeira prova de fé, pois aqui o cansaço fala mais alto e poderá fazer-nos claudicar. E não é para menos! Com pendentes de 11% nalguns sitios, esta subida não é pêra mole. Mas a obstinação e a força de vontade tudo vencem e acabamos por chegar ao cimo de mais este "caroço" e consequentemente a Fátima, pelas 13 h, com algum cansaço é certo mas com o sentimento de dever cumprido e felizes por ter corrido tudo bem, sem precalços de maior. Foram 170 km rolados a bom ritmo mas foram sobretudo excelentes momentos em duas rodas, daqueles que entram na nossa história pessoal, e que nos farão recordar daqui há alguns anos com saudade é certo, o tempo em que amigos iam de bicicleta a Fátima e se divertiam!

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Seguiu-se o costumado banhinho nas instalações do santuário, com água bem quentinha (sim água quente!) seguido de um lauto almocinho "em familia" juntando-nos todos á mesma mesa perfazendo um bonito número de 18 convivas!

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Como havia votos religiosos a cumprir, lá fomos ao Santuário ver a Nossa Senhora, colocar as nossas velas e depois das despedidas, cada um seguiu o seu caminho, com votos de repetir mais vezes esta experiência tão enriquecedora.
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Obrigado familia por nos aturarem mais esta doideira.
Obrigado amigos pela companhia.
Até ao próximo desafio - 24 Maio: Serra da Estrela Acima.
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FMike:-)