terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Peça: Uma Manhã de Aventuras!

Ok…ok… já sei que estamos atrasados!!! O blog já devia estar actualizado… mas houve mais que fazer! Vamos lá a isto e... sem mais demoras!!!

Senhoras e Senhores, Meninos e Meninas, Irmãos e Irmonas… perdão Irmãs… BTTHAL tem o prazer de apresentar… “Uma manhã de Aventuras”!!! Peça de Autoria de João Valente (BTTHAL), com orquestração de Agnelo Quelhas (Maestro - GPS1) e colaboração de FMike (Fotografo tudo o que mexe - GPS2), Álvaro (Telecomunicações é comigo - GPS3), Pedro (Na informática mando eu - GPS4), Marcelo (Alcatrão = Euros - GPS5) e …ufffff… Nuno Maia (Motard Ciclista - GPS6)… mas esperem lá! Isto é alguma prova de orientação ou quê!?!???? 6 GPS’s num grupo de 11 pessoas… tá tudo doido!!! Ainda se andássemos orientados!!!

Bom… mas continuando… a peça tem ainda como actores principais Fidalgo (Haja tremoço estou lá eu!); Jorge Palma (Hoje não vejo os pinocos!); João Afonso (Hoje sou dos Xutos e Pontapés) e Luís Lourenço (Sou leve como o Carbono!).

Apresentações feitas… passemos à descrição dos actos aventureiros do dia:

Acto Aventura 1 - Protagonista: Jorge Palma (Hoje não vejo os pinocos!) - Está bem que toda a gente sabe que levantar o dito cujo às 7 e picos da madrugada para ir pedalar às 8h… é só de gente doida! É certo que ainda vamos meios enrremelados e com cara de quem se deitou à 1 hora atrás… Mas daí a tomar a postura de “hoje não quero saber de nada… nem me desvio dos pinocos… eles que se desviem” ainda vai alguma distância. Mas uma coisa é certa… ajuda a acordar! O Jorge Palma… quis experimentar e um pinoco… daqueles maciços não se quis desviar dele… Resultado: O Jorge ficou logo sem sono… acordou de vez… sem consequências! Ouviram-se rumores que o homem anda a treinar a arte da queda! Ehehehe!

Acto Aventura 2 - Protagonista: Marcelo (Alcatrão = Euros - GPS5) - Ainda poucos km’s tínhamos percorrido mas uma passagem algo atribulada pela ribeira que passa no tabuleiro da A23 obrigou-nos a cometer actos de loucura nas bandas de protecção da A23… tudo para não molhar o pézinho! O Marcelo quis superar o grupo… atravessando mesmo a faixas da A23… o homem é louco! Ergue os braços em tom de vitória e exclama… “O meu alcatrão é melhor que este”!!!!!

Acto Aventura 3 - Protagonista: Agnelo Quelhas (Maestro - GPS1) e restante trupe de GPS’s - A ideia de seguirmos os nossos antepassados e queremos ser “Descobridores” dos dias de hoje leva-nos a peripécias como esta! A ideia seria encontrar mais um trilho perdido nos tempos… algures na zona do Monte da Massana! Resultado: Alguns roçavam mato para onde podiam, alguns em sentido completamente oposto, outros observavam o cenário e pareciam não acreditar… circundámos o trilho (perdido)… desculpámos os GPS’s Manager’s e desfrutamos mais um momento hilariante! Enfim… Descobridores!!!

Acto Aventura 4 - Protagonista: Fidalgo (Haja tremoço estou lá eu!) - Ainda que sem estar provido de GPS, este homem deu “bailinho” no que toca aos trilhos da zona da Póvoa de Rio de Moinhos! Hesitações e incertezas fizeram o Fidalgo tomar a frente do pelotão e guiar-nos por zonas conquistadas pelo amigo Pinto Infante na “ Última Volta de 2008”… soberbo!

Acto Aventura 5 - Protagonistas: A trupe dos 11 maganos que hoje resolveu ir pedalar! Tínhamos encontro marcado às 11horas na Tapada das Sortes. Iniciativa organizada pelo amigo Roberto Nabais. Já passavam 20 minutos das 11horas… e à entrada da Tapada já se sentia o cheirinho a caganitas no ar! Sim… caganitas de ovelha… o exlibris da Tapada das Sortes! E chocalhinhos também lá havia! Até queijadas! E música ambiente!!! Este Jorge Silva também tem a arte de saber receber! Descansámos das aventuras do dia, comemos, bebemos e esperámos…. esperámos… pelo grupo perseguidor (o do Roberto Nabais!)… mas o relógio não pára e o adiantar da hora fez-nos partir sem confraternizarmos com o outro grupo! Foi pena… mas de tarde havia horários para cumprir!

Neste Acto Aventura 5, destacam-se a “Relação Amorosa entre Fidalgo e a Púcara do Vinho”… era vê-lo a visitar a Tapada… sempre agarrado à dita Púcara! Destacamos o episódio “Multifotografias à banca dos queijos e queijadas” e a cena “Fotografia de grupo… para mais tarde recordar!“ onde a nossa colaboradora (voluntariada) teve de tirar 8 fotos… imagine-se!!!!

Saímos da Tapada das Sortes já com hora demasiado adiantada… cruzando com o Grupo do Roberto Nabais no asfalto! (iam famintos a seguir o cheirinho!!!!) Nós... em ritmo acelerado seguimos com direcção à cidade onde já se entrou perto das 13:30 com perto de 60 Km’s percorridos! Para Acto Final a escolha foi: “As Sagres da Garagem têm data de validade alargada”… e Ainda bem!!! A vontade de sentirmos o suco da cevada fermentada era bastante e as articulações ainda latejavam mesmo depois da dose de Tintopan administrada na propriedade do Jorge Silva… mas os horários impediram-nos de seguir até à Garagem do Fidalgo. Alguém disse: “Elas não se estragam!!!”… Bem dito, bem feito… para a semana tomamos dose dupla do remédio!

Cai o pano!
Acaba a Peça!

Fiquem Bem…
Vemo-nos nos Trilhos!

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Culinária para todos!

Boas a todos!

Hospede inúmeras fotos no slide.com GRÁTIS!

Como deu para todos se aperceberem, hoje o Sol voltou a brilhar, afastando temporariamente a chuva para outras paragens. Perante tal cenário, deu-se logo o mote a fazermos uma festa. Ah... pois então! Aqui a malta do BTTHAL (e não só) não faz a coisa por menos! É logo festança de arromba. O regresso da luz solar merece bem uma divertida party que envolva os nossos amigos! Ainda por cima num sábado de folga!

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Ora, se temos festa temos de nos dedicar um bocadito à culinária para, pelo menos, termos alguns doces e salgadinhos para receber os convivas em bom ambiente festivo! Como tal decidi revolver os livrinhos da minha santa avó para procurar algumas receitas, que aqui hoje partilho convosco, fugindo assim um bocadito aquilo que é o âmbito do blog. Eh pá! Sempre bicicletas, sempre bicicletas também não! Acho que uma receitazinha de um bolo vai ajudar a quebrar a monotonia!

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Bem, já estou a ver aí alguns sorrisos amarelos (ou de alegria), a torcerem o nariz em irem para a cozinha (ou fora dela) pegar nos tachos e nas panelas (ou noutra coisa qualquer)... Vá... Façam um esforçozito e fiquem até ao fim... Vão ver que não se arrependem!

1.ª Receita do Dia - Bolo Rolante

Receita para seis pessoas:

Ingredientes: Para a massa

3 - Treks
3 - Canyons
6 - Marmanjos variados e de boa cepa
1 - João Valente com meias de liga
1 - Filipe cheio de patanisca
1 - Fidalgo pleno de fidalgia
1 - Luis Afonso ensonado
1 - João Afonso bom amigo
1 - FMike esfomeado
2 - sandochas
q.b. - Barritas
6 - cafés
1 - pitada de conversa
1 - pitada de amizade

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Ingredientes para o recheio:

20 kg de lama virgem
q.b. - água enlameada

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Preparação:

Pega-se nas Treks e nas Canyons e enfiam-se lá em cima os 6 marmanjos variados. Ter atenção que alguns apresentam ligeiras deformidades abdominais derivadas ao abuso da coca-cola (dizem eles!!!), pelo que convém sentá-los devagarinho, para não abafarem em demasia as binas.

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Após estarem convenientemente sentados, mexer bem as pernas, em cadência variável, pelos diferentes trilhos, sem abusar em excesso para não ficarem demasiado amassados (ou empenados!). Evite-se as mexidelas em vão, porque o famigerado frigorifico junto à linha férrea já não está funcionante, impedindo a continuidade da mexidela.

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Após cerca de hora e meia de boa mexidela das pernas, administrar-lhe lentamente e em ambiente calmo e descontraido, de um bar santo - o Santo Amaro, as sandochas, as barritas e as bicas. Junta-se a isso uma pitada de boa conversa e boa amizade.

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Após juntar estes ingredientes, continuar a mexidela, até ao regresso a casa. Durante toda a mexidela, não esquecer de preparar também o recheio, que se junta á massa pouco a pouco besuntando bem todas as binas e os respectivos marmanjos. Mesmo que os marmanjos estejam um pouco rijos, não se preocupem, porque ao chegarem a casa cheios deste recheio enlameado, as respectivas Marias encarregam-se dos amaciar com os rolos da massa, ficando então em ponto de rebuçado.

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A temperatura do forno natureza deve variar entre os 3º e os 10º e deve demorar cerca de 43 km até atingir o ponto ideal de cozedura. Polvilha-se com cerca de 400 metros de acumulado e está pronto a servir. Pode acompanhar-se no final com sagrespam (cuidado com o crescimento abdominal!) e Coca cola, rematando com uma boa dose de boa disposição e companheirismo!

Algumas fotos retiradas da Revista de Teleculinária:


Ora como não há uma sem duas, depois de ter participado na confecção do Bolo Rolante, ao chegar a casa o meu puto pediu-me uma sobremesa para ele. Bem bem... lá tenho que voltar aos livros de culinária e à cozinha... Decidi-me então pelo Doce para Miúdos. Cá vai a receita, superfácil e ao alcançe de qualquer um. Assim haja amor, tempo e dedicação. Fiquem com a certeza que o meu puto habituou-se e agora... não quer outra!

2.ª Receita do Dia - Doce para Garotos
Receita para um adulto e uma criança

Ingredientes:
1 - Trek
1 - Decathlon rígida roda 20
1 - Pirralho entusiasmado
1 - Pai paciente
q.b. de espirito de aventura
q.b. de amor

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Preparação:

Após lavar a loiça da cozedura do Bolo Rolante, pegam-se nos ingredientes, numa tarde de sol, mas fria e ventosa como um raio c'a parta e mexem-se devagar, devagarinho ao longo de 10 km por terras da Garalheira. Evitem-se a lama e a água enlameada para que não haja Maria e rolo da massa duas vezes no mesmo dia. Após os 10 km e algum cansaço do pirralho, volte-se a casa com cerca de 80 metros de acumulado e voilá! Temos o Doce feito, uma criança cansada mas feliz, muito feliz e claro um pai babado, tudo isto num doce fácil de cozinhar. Tentem lá!

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Fiquem bem e até à próxima - amanhã!!!!!


FMike :-)

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

4 Estações... do Ano!

A informação era bem clara… “Heavy Rain”… assim ditavam as previsões meteorológicas on-line para hoje, domingo… dia de pedal no Centro Cívico! Toda a santa noite foi repleta de “heavy rain” e “hard wind”… mas… com o aproximar das 8:00 notava-se um aclarar do céu! Haveria hipótese do tempo melhorar!?!?!

Na verdade… entre as 7:00 e as 8:00 as dúvidas assaltaram vários amantes do pedal… a vontade de pedalar entrecruzava-se com a pergunta… Será que alguém aparece para pedalar! Assim… trocaram-se várias mensagens e alguns telefonemas para evitar correr o risco de aparecer sozinho no campo de batalha - Docas!

O Fidalgo, meio adoentado, ainda preparou a trouxa para pedalar… mas a razão falou mais alto que o coração, optando por ficar a recuperar no aconchego do lar! Já o Agnelo, com sono pesado, não ouviu as sms’s, os telefonemas, nem o despertador… ehehehe! Outros habitués como o Jorge Palma, Nuno Dias, Rui Lourenço, Filipe Domingues, já tinham previamente anunciado a não presença por motivos de força maior! Eu… de facto tinha vontade de pedalar… depois de uma semana de trabalho… mas sozinho… não estava para aí virado! Já escrevinhava uma mensagem para o Filipe Salvado a dizer que era melhor abortar a volta de hoje por falta de adeptos… quando o Nuno Maia me ligou… Então… vamos pedalar!??? Estava re-lançado o desafio… ligo ao Filipe a dar sinal verde para se equipar… já havia grupo!

Nuno Maia, Filipe Salvado e eu (João Valente) partimos do Centro Cívico já perto das 8:30… um pouco a medo com as eventuais partidas que o tempo nos poderia pregar! Estava posta de lado a hipótese de ir conquistar o Tostão, como previsto pelo Agnelo para esta semana. Optámos por uma volta rolante, sem grande agressão de desníveis, já que sabíamos ir encontrar terrenos bem pesados e lamacentos!

Com o céu praticamente limpo e sem chuva (o inverso da noite)… seguimos rumo aos trilhos, direccionados à planura da Lardosa! Por caminhos já bem conhecidos dos habitués do pedal… lá seguimos sempre animados com conversas disto e daquilo!


O tempo estava a melhorar a cada pedalada, chegando mesmo a raiar aquele sol quente de inícios de verão… ainda que por breves momentos… fugazes! O grupo estava a gozar ao máximo os trilhos… tanto que optámos por tomar os trilhos mais distantes para atingir o objectivo Lardosa.

Já nos limítrofes da localidade encontrámos dois colegas do pedal (de Alcains) que tomavam como objectivo a subida às faldas da Gardunha. Ainda nos fizeram companhia alguns Km’s, mas declinaram o convite de saborear um cafezinho (e algo mais) no Tá-se Bem… e seguiram caminho, que a serra ainda estava longe!

Acentámos arraias na café e repusemos energias para os próximos Km’s. Como estávamos bem sujos e deixámos algum rasto de lama pelo café, seguimos direitos ao lavadouro público para umas lavagens! Ehehehe… e com direito a fotografia!

Seguimos ainda com tempo soalheiro mas a querer apagar-se, em direcção à Barragem da Marateca! A Surpresa… estava para surgir… mudança de estação temporal fulminante! De céu aberto e limpo, passámos por uma vaga de tempestade de granizo com céu bem negro! Valeu-nos a passagem inferior ao tabuleiro da A-23 para nos resguardar do vento e forte bátega de chuva e granizo! E ainda agora fazia sol!!!!!

Tão depressa veio… assim depressa desapareceu, dando lugar de novo ao céu limpo! Passámos pelos trilhos da barragem mais afastados do paredão, seguindo para a Póvoa de Rio de Moinhos, onde fizemos nova paragem para abastecimento de sólidos e líquidos!


Apesar da muita lama, terrenos pesados, e inconstância no tempo… decidimos unânimante seguir, não por alcatrão, mas por todo o terreno, pelos trilhos que ladeiam a Capela Srª da Encarnação, enfrentando depois a única subida mais inclinada do dia! O gozo de pedalar nestas condições é, para mim, superior ao de pedalar com o tempo quente e abafado do verão… o Filipe partilhava da mesma opinião… daí que o entusiasmo por vezes nos fizesse “dar na talega” mais forte! O Nuno ressentiu-se um pouco, não só pela falta de mais rodagem… como pelo pára-quedas que trazia às costas (protector de camel-bag)… que com a deslocação do vento, insuflava e teimava em atrasar o andamento!!!

Ainda assim… e cada um com o seu ritmo chegámos à zona do parque de campismo, onde, num curto espaço de tempo e de km’s, sofremos sucessivas variações de clima, passando alternadamente da chuva ao sol…e por vezes com vento, ora de frente, ora de trás… enfim… foi mesmo pedalar pelas 4 estações (boa dica do Filipe para o título deste post)!!!

A manhã já ia longa, os Km’s já passavam as seis dezenas… quase sete… mas ainda havia um convite pendente! O Fidalgo que ficara em casa… (coisas de convalescença!) desafiou-nos a uma Heineken à chegada à cidade! Bem dito, bem feito… e lá cedemos ao anestésico para as articulações no Café Escondidinho… lá para a zona da Pires Marques. O Nuno Maia já não participou dado ao tardar da hora. Brindámos a uma excelente volta e demos dois dedos de conversa!

Para a semana… no Domingo, temos o Tostão para Conquistar!
Será uma volta brilhante… esperemos que o tempo colabore um pouco mais que hoje!
Apareçam e venham divertir-se numa manhã diferente.
8:00… Centro Cívico!

Fiquem Bem…
Vemo-nos nos Trilhos!

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Maratona até à Neve

Boas a todos!

Como o título diz, hoje vamos abordar um dos temas quentes da actualidade, ou melhor, um dos temas mais frios da actualidade - o rigor deste Inverno, pautado por alguns nevões em sitios pouco habituais. A nossa cidade não foi excepção. No dia 20, quando menos esperava, até porque não estava um dia particularmente frio, ao sair do Hospital depois de uma noite de trabalhinho, fui brindado com este espectáculo branco que me surpreendeu, não só a mim, como a muitos albicastrenses apanhados de surpresa, pela queda, por vezes intensa, desses belos flocos de neve. Pena não ter durado mais, nem se ter acumulado por ai, senão mesmo nesse dia tinha ido pedalar, tal é a vontade que tenho (tinha!!) de fazer uma avaria dessas.

Ora se na terça nevou aqui, muito mais terá nevado... na Gardunha, pois então! Quarta-feira é dia de pedalada ali prós lados da Pires Marques, e secretamente até tinha pensado em ir até lá, mas tinha que estar em Castelo Branco ás 13 horas, pelo que seria algo apertado ir lá e voltar antes desse timing. Mas...
Mas havia mais pessoal a pensar como eu! O Pedro Barroca não perdeu a oportunidade e desafiou mesmo a malta a irmos até lá. Ora se a vontade era muita, porque não?!... Bora lá que se faz tarde!

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E foi um bocado tarde que já saimos daqui. Eu (FMike), o AC e o Sales tivemos que esperar no café do Golfinho até ás 08:30 pelo, justificadamente atrasado para a partida, Pedro Barroca que esteve de noite a trabalhar. Maluqueiras que eu também ás vezes faço, por paixão assolapada ás bikes... O objectivo foi logo delineado - ir ver a neve à Gardunha e voltar, no meu caso, a tempo de ir buscar a minha filha à escola, ou seja, estar cá ás 13 horas... Era ambicioso mas exequível.

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Chegado o Pedro e já com uma dose de cafeína no bucho e plenos de entusiasmo de irmos lá acima, depressa demos inicio à pedalada, pelo famigerado frigorifico, entrando nos estradões que nos levaram a Alcains em velocidade de cruzeiro bem marcada, proporcionada pela talega em alta rotação, embora algumas manifestações de ovelhas hoje tendessem a atrasar-nos. A partir de Alcains, começaram a ser frequentes as poças de água congelada a dar o mote das temperaturas que a noite tinha proporcionado. Que bem me sabia o cachecol, que hoje adicionei ao meu equipamento de ciclista. Também eu estava pronto para o assalto aos cafés!

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A partir da zona da Folha da Lardosa, a lama começou a ser mais que muita, proporcionando para além de um aumento da exigência fisica pelo pesado do terreno, alguns momentos divertidos a par das primeiras banhocas de lama no corpinho... Entramos na Lardosa pela zona do Campo de Futebol, mas hoje nem houve direito a Tá-se Bem nem nada. O tempo urgia!

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Com o Sales a dar o mote, sempre com a talega a puxar, rapidamente chegamos à Soalheira, apesar do vento gelado que se fazia sentir e ainda por cima em sentido contrário ao nosso movimento... tudo a ajudar! Nesta pacata aldeia, hoje encolhida pelo frio e onde não se via quase vivalma, aproveitamos para ir ao barzito dos Bombeiros, onde fizemos uma pausa para vitaminar o corpinho, que a subida que se avizinhava era bem exigente. Bons momentos de paleio, acompanhados de coca-colas, barritas, bolachinhas e no meu caso de 2 (sim duas!) sandochas, aconchegaram o fatinho para a festa que ai vinha.

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Retomadas as energias, dali a S. Fiel foi outro instantinho, embora o vento teima-se em fazer-nos companhia. Malandro! Chegados às portas do colégio, enveredamos então pela bonita, mas exigente subida que nos levaria até à Casa do Guarda, lá bem para cima nas Faldas da Gardunha.

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Pé ante pé, ou melhor, pedal ante pedal, cada um ao seu ritmo, lá fomos vencendo as curvas de nível, em trilhos algo pesados pela chuva dos últimos dias, até que começou a surgir por entre os matos e as rochas a nossa querida amiga neve. Sim, ali estava ela, a derreter lentamente, embelezando a paisagem, fazendo-nos sorrir como garotos (que somos!) Tempo para fazeremos algumas fotos e contemplações da paisagem deslumbrante ou simplesmente para recuperar o fôlego, entusiasmou ainda mais o grupo para a continuação da subida. Pouco a pouco, a lama dos trilhos começava a dar lugar ao fofo da neve alternado com algumas zonas de gelo, que brincavam com a nossa tracção.

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E chegados à Casa do Guarda foi o deslumbre total. Neve por todo o lado, para dar e vender. Bem... nalguns casos deu para fazer bonecos, para fazer de malabaristas, para brincar aos arremessos, que nalguns casos deu para refrescar o capacete, a cabeça e sei lá mais o quê de alguns mais distraídos que paparam umas boladas dos mais atrevidotes....eheheheh. Mas o relógio não parava, sacana. Até parece que acelerava! Bora lá continuar até ao Miradouro para descermos pelo outro lado, que isto ainda não acabou e Castelo branco é longe!...

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Da Casa do Guarda ao Miradouro a neve continuou a fazer-nos companhia, mas as melhores paisagens estavam mesmo lá em cima. Daquele singelo miradouro podia ver-se toda uma imensa vastidão de rocha e matos baixinhos, completamente absorvidos pela neve incólume que abundava. Um silêncio arrebatador que nos enchia os olhos, as digitais, e claro, a nossa alma de crianças. Apetecia continuar ali...

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Mas era preciso voltar. A hora H aproximava-se a passos largos e era preciso voltar. Agora esperava-nos uma espectacular descida até Castelo Novo. Contudo, deste lado, o gelo e a neve abundavam nos trilhos e pedalar nestas condições não era propriamente a nossa especialidade... para mim era mesmo uma estreia... Mas só as primeiras travadelas é que causaram alguma incerteza, até que lhe apanhar o jeito. O truque é nunca travar com o travão da frente e à entrada das curvas quando apanhamos o gelo, dar um cheirinho de travão a trás. A bike começa a deslizar lateralmente e à laia dos gajos dos rallyes, fazemos a curva toda de lado, usando o corpinho para curvar, saindo airosamente da curva. Um espectáculo de emoção. Num ápice, isto é em menos de um fósforo, chegamos cá abaixo e até apetecia repetir a proeza, apesar da emoção, do frio na cara e água e lama, muita mesmo, salpicada pelo corpinho todo.

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À entrada desta singular aldeia o inevitável aconteceu. Ao passarmos pela última zona de lama, o Pedro furou e furou a sério. Era preciso mudar câmara de ar e tudo. Atrasado como estava, decidi, a muito custo meu e sem problemas por parte dos outros companheiros, continuar, ficando eles para trás a resolver esta simples questão. Depois das despedidas habituais fiz-me à estrada, agora só na companhia do Sales que também tinha timing a cumprir. Ficaram o AC e o Pedro, que soube posteriomente que chegaram bem e sem mais precalços. Para eles o meu bem haja pela compreensão.

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Numa velocidade estonteante, sempre com a talega em esforço, km atrás de km, alternando posições, lá seguimos os dois viagem, sempre em alta, entrando em CBranco pelas 13:05 horas, 75 km nas pernas, 1000 m de acumulado e algumas caimbras a assolar o meu companheiro, mas com a alma plena de bons momentos e paisagens deslumbrantes e com o sentimento de dever cumprido. Hoje foi daqueles dias em que pedalar, foi mesmo um prazer e sobretudo um previlégio!

Fiquem bem e deleitem-se com as poucas, mas bonitas fotos de hoje.

FMike :-)