sábado, 7 de fevereiro de 2009

Culinária para todos!

Boas a todos!

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Como deu para todos se aperceberem, hoje o Sol voltou a brilhar, afastando temporariamente a chuva para outras paragens. Perante tal cenário, deu-se logo o mote a fazermos uma festa. Ah... pois então! Aqui a malta do BTTHAL (e não só) não faz a coisa por menos! É logo festança de arromba. O regresso da luz solar merece bem uma divertida party que envolva os nossos amigos! Ainda por cima num sábado de folga!

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Ora, se temos festa temos de nos dedicar um bocadito à culinária para, pelo menos, termos alguns doces e salgadinhos para receber os convivas em bom ambiente festivo! Como tal decidi revolver os livrinhos da minha santa avó para procurar algumas receitas, que aqui hoje partilho convosco, fugindo assim um bocadito aquilo que é o âmbito do blog. Eh pá! Sempre bicicletas, sempre bicicletas também não! Acho que uma receitazinha de um bolo vai ajudar a quebrar a monotonia!

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Bem, já estou a ver aí alguns sorrisos amarelos (ou de alegria), a torcerem o nariz em irem para a cozinha (ou fora dela) pegar nos tachos e nas panelas (ou noutra coisa qualquer)... Vá... Façam um esforçozito e fiquem até ao fim... Vão ver que não se arrependem!

1.ª Receita do Dia - Bolo Rolante

Receita para seis pessoas:

Ingredientes: Para a massa

3 - Treks
3 - Canyons
6 - Marmanjos variados e de boa cepa
1 - João Valente com meias de liga
1 - Filipe cheio de patanisca
1 - Fidalgo pleno de fidalgia
1 - Luis Afonso ensonado
1 - João Afonso bom amigo
1 - FMike esfomeado
2 - sandochas
q.b. - Barritas
6 - cafés
1 - pitada de conversa
1 - pitada de amizade

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Ingredientes para o recheio:

20 kg de lama virgem
q.b. - água enlameada

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Preparação:

Pega-se nas Treks e nas Canyons e enfiam-se lá em cima os 6 marmanjos variados. Ter atenção que alguns apresentam ligeiras deformidades abdominais derivadas ao abuso da coca-cola (dizem eles!!!), pelo que convém sentá-los devagarinho, para não abafarem em demasia as binas.

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Após estarem convenientemente sentados, mexer bem as pernas, em cadência variável, pelos diferentes trilhos, sem abusar em excesso para não ficarem demasiado amassados (ou empenados!). Evite-se as mexidelas em vão, porque o famigerado frigorifico junto à linha férrea já não está funcionante, impedindo a continuidade da mexidela.

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Após cerca de hora e meia de boa mexidela das pernas, administrar-lhe lentamente e em ambiente calmo e descontraido, de um bar santo - o Santo Amaro, as sandochas, as barritas e as bicas. Junta-se a isso uma pitada de boa conversa e boa amizade.

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Após juntar estes ingredientes, continuar a mexidela, até ao regresso a casa. Durante toda a mexidela, não esquecer de preparar também o recheio, que se junta á massa pouco a pouco besuntando bem todas as binas e os respectivos marmanjos. Mesmo que os marmanjos estejam um pouco rijos, não se preocupem, porque ao chegarem a casa cheios deste recheio enlameado, as respectivas Marias encarregam-se dos amaciar com os rolos da massa, ficando então em ponto de rebuçado.

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A temperatura do forno natureza deve variar entre os 3º e os 10º e deve demorar cerca de 43 km até atingir o ponto ideal de cozedura. Polvilha-se com cerca de 400 metros de acumulado e está pronto a servir. Pode acompanhar-se no final com sagrespam (cuidado com o crescimento abdominal!) e Coca cola, rematando com uma boa dose de boa disposição e companheirismo!

Algumas fotos retiradas da Revista de Teleculinária:


Ora como não há uma sem duas, depois de ter participado na confecção do Bolo Rolante, ao chegar a casa o meu puto pediu-me uma sobremesa para ele. Bem bem... lá tenho que voltar aos livros de culinária e à cozinha... Decidi-me então pelo Doce para Miúdos. Cá vai a receita, superfácil e ao alcançe de qualquer um. Assim haja amor, tempo e dedicação. Fiquem com a certeza que o meu puto habituou-se e agora... não quer outra!

2.ª Receita do Dia - Doce para Garotos
Receita para um adulto e uma criança

Ingredientes:
1 - Trek
1 - Decathlon rígida roda 20
1 - Pirralho entusiasmado
1 - Pai paciente
q.b. de espirito de aventura
q.b. de amor

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Preparação:

Após lavar a loiça da cozedura do Bolo Rolante, pegam-se nos ingredientes, numa tarde de sol, mas fria e ventosa como um raio c'a parta e mexem-se devagar, devagarinho ao longo de 10 km por terras da Garalheira. Evitem-se a lama e a água enlameada para que não haja Maria e rolo da massa duas vezes no mesmo dia. Após os 10 km e algum cansaço do pirralho, volte-se a casa com cerca de 80 metros de acumulado e voilá! Temos o Doce feito, uma criança cansada mas feliz, muito feliz e claro um pai babado, tudo isto num doce fácil de cozinhar. Tentem lá!

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Fiquem bem e até à próxima - amanhã!!!!!


FMike :-)

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

4 Estações... do Ano!

A informação era bem clara… “Heavy Rain”… assim ditavam as previsões meteorológicas on-line para hoje, domingo… dia de pedal no Centro Cívico! Toda a santa noite foi repleta de “heavy rain” e “hard wind”… mas… com o aproximar das 8:00 notava-se um aclarar do céu! Haveria hipótese do tempo melhorar!?!?!

Na verdade… entre as 7:00 e as 8:00 as dúvidas assaltaram vários amantes do pedal… a vontade de pedalar entrecruzava-se com a pergunta… Será que alguém aparece para pedalar! Assim… trocaram-se várias mensagens e alguns telefonemas para evitar correr o risco de aparecer sozinho no campo de batalha - Docas!

O Fidalgo, meio adoentado, ainda preparou a trouxa para pedalar… mas a razão falou mais alto que o coração, optando por ficar a recuperar no aconchego do lar! Já o Agnelo, com sono pesado, não ouviu as sms’s, os telefonemas, nem o despertador… ehehehe! Outros habitués como o Jorge Palma, Nuno Dias, Rui Lourenço, Filipe Domingues, já tinham previamente anunciado a não presença por motivos de força maior! Eu… de facto tinha vontade de pedalar… depois de uma semana de trabalho… mas sozinho… não estava para aí virado! Já escrevinhava uma mensagem para o Filipe Salvado a dizer que era melhor abortar a volta de hoje por falta de adeptos… quando o Nuno Maia me ligou… Então… vamos pedalar!??? Estava re-lançado o desafio… ligo ao Filipe a dar sinal verde para se equipar… já havia grupo!

Nuno Maia, Filipe Salvado e eu (João Valente) partimos do Centro Cívico já perto das 8:30… um pouco a medo com as eventuais partidas que o tempo nos poderia pregar! Estava posta de lado a hipótese de ir conquistar o Tostão, como previsto pelo Agnelo para esta semana. Optámos por uma volta rolante, sem grande agressão de desníveis, já que sabíamos ir encontrar terrenos bem pesados e lamacentos!

Com o céu praticamente limpo e sem chuva (o inverso da noite)… seguimos rumo aos trilhos, direccionados à planura da Lardosa! Por caminhos já bem conhecidos dos habitués do pedal… lá seguimos sempre animados com conversas disto e daquilo!


O tempo estava a melhorar a cada pedalada, chegando mesmo a raiar aquele sol quente de inícios de verão… ainda que por breves momentos… fugazes! O grupo estava a gozar ao máximo os trilhos… tanto que optámos por tomar os trilhos mais distantes para atingir o objectivo Lardosa.

Já nos limítrofes da localidade encontrámos dois colegas do pedal (de Alcains) que tomavam como objectivo a subida às faldas da Gardunha. Ainda nos fizeram companhia alguns Km’s, mas declinaram o convite de saborear um cafezinho (e algo mais) no Tá-se Bem… e seguiram caminho, que a serra ainda estava longe!

Acentámos arraias na café e repusemos energias para os próximos Km’s. Como estávamos bem sujos e deixámos algum rasto de lama pelo café, seguimos direitos ao lavadouro público para umas lavagens! Ehehehe… e com direito a fotografia!

Seguimos ainda com tempo soalheiro mas a querer apagar-se, em direcção à Barragem da Marateca! A Surpresa… estava para surgir… mudança de estação temporal fulminante! De céu aberto e limpo, passámos por uma vaga de tempestade de granizo com céu bem negro! Valeu-nos a passagem inferior ao tabuleiro da A-23 para nos resguardar do vento e forte bátega de chuva e granizo! E ainda agora fazia sol!!!!!

Tão depressa veio… assim depressa desapareceu, dando lugar de novo ao céu limpo! Passámos pelos trilhos da barragem mais afastados do paredão, seguindo para a Póvoa de Rio de Moinhos, onde fizemos nova paragem para abastecimento de sólidos e líquidos!


Apesar da muita lama, terrenos pesados, e inconstância no tempo… decidimos unânimante seguir, não por alcatrão, mas por todo o terreno, pelos trilhos que ladeiam a Capela Srª da Encarnação, enfrentando depois a única subida mais inclinada do dia! O gozo de pedalar nestas condições é, para mim, superior ao de pedalar com o tempo quente e abafado do verão… o Filipe partilhava da mesma opinião… daí que o entusiasmo por vezes nos fizesse “dar na talega” mais forte! O Nuno ressentiu-se um pouco, não só pela falta de mais rodagem… como pelo pára-quedas que trazia às costas (protector de camel-bag)… que com a deslocação do vento, insuflava e teimava em atrasar o andamento!!!

Ainda assim… e cada um com o seu ritmo chegámos à zona do parque de campismo, onde, num curto espaço de tempo e de km’s, sofremos sucessivas variações de clima, passando alternadamente da chuva ao sol…e por vezes com vento, ora de frente, ora de trás… enfim… foi mesmo pedalar pelas 4 estações (boa dica do Filipe para o título deste post)!!!

A manhã já ia longa, os Km’s já passavam as seis dezenas… quase sete… mas ainda havia um convite pendente! O Fidalgo que ficara em casa… (coisas de convalescença!) desafiou-nos a uma Heineken à chegada à cidade! Bem dito, bem feito… e lá cedemos ao anestésico para as articulações no Café Escondidinho… lá para a zona da Pires Marques. O Nuno Maia já não participou dado ao tardar da hora. Brindámos a uma excelente volta e demos dois dedos de conversa!

Para a semana… no Domingo, temos o Tostão para Conquistar!
Será uma volta brilhante… esperemos que o tempo colabore um pouco mais que hoje!
Apareçam e venham divertir-se numa manhã diferente.
8:00… Centro Cívico!

Fiquem Bem…
Vemo-nos nos Trilhos!

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Maratona até à Neve

Boas a todos!

Como o título diz, hoje vamos abordar um dos temas quentes da actualidade, ou melhor, um dos temas mais frios da actualidade - o rigor deste Inverno, pautado por alguns nevões em sitios pouco habituais. A nossa cidade não foi excepção. No dia 20, quando menos esperava, até porque não estava um dia particularmente frio, ao sair do Hospital depois de uma noite de trabalhinho, fui brindado com este espectáculo branco que me surpreendeu, não só a mim, como a muitos albicastrenses apanhados de surpresa, pela queda, por vezes intensa, desses belos flocos de neve. Pena não ter durado mais, nem se ter acumulado por ai, senão mesmo nesse dia tinha ido pedalar, tal é a vontade que tenho (tinha!!) de fazer uma avaria dessas.

Ora se na terça nevou aqui, muito mais terá nevado... na Gardunha, pois então! Quarta-feira é dia de pedalada ali prós lados da Pires Marques, e secretamente até tinha pensado em ir até lá, mas tinha que estar em Castelo Branco ás 13 horas, pelo que seria algo apertado ir lá e voltar antes desse timing. Mas...
Mas havia mais pessoal a pensar como eu! O Pedro Barroca não perdeu a oportunidade e desafiou mesmo a malta a irmos até lá. Ora se a vontade era muita, porque não?!... Bora lá que se faz tarde!

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E foi um bocado tarde que já saimos daqui. Eu (FMike), o AC e o Sales tivemos que esperar no café do Golfinho até ás 08:30 pelo, justificadamente atrasado para a partida, Pedro Barroca que esteve de noite a trabalhar. Maluqueiras que eu também ás vezes faço, por paixão assolapada ás bikes... O objectivo foi logo delineado - ir ver a neve à Gardunha e voltar, no meu caso, a tempo de ir buscar a minha filha à escola, ou seja, estar cá ás 13 horas... Era ambicioso mas exequível.

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Chegado o Pedro e já com uma dose de cafeína no bucho e plenos de entusiasmo de irmos lá acima, depressa demos inicio à pedalada, pelo famigerado frigorifico, entrando nos estradões que nos levaram a Alcains em velocidade de cruzeiro bem marcada, proporcionada pela talega em alta rotação, embora algumas manifestações de ovelhas hoje tendessem a atrasar-nos. A partir de Alcains, começaram a ser frequentes as poças de água congelada a dar o mote das temperaturas que a noite tinha proporcionado. Que bem me sabia o cachecol, que hoje adicionei ao meu equipamento de ciclista. Também eu estava pronto para o assalto aos cafés!

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A partir da zona da Folha da Lardosa, a lama começou a ser mais que muita, proporcionando para além de um aumento da exigência fisica pelo pesado do terreno, alguns momentos divertidos a par das primeiras banhocas de lama no corpinho... Entramos na Lardosa pela zona do Campo de Futebol, mas hoje nem houve direito a Tá-se Bem nem nada. O tempo urgia!

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Com o Sales a dar o mote, sempre com a talega a puxar, rapidamente chegamos à Soalheira, apesar do vento gelado que se fazia sentir e ainda por cima em sentido contrário ao nosso movimento... tudo a ajudar! Nesta pacata aldeia, hoje encolhida pelo frio e onde não se via quase vivalma, aproveitamos para ir ao barzito dos Bombeiros, onde fizemos uma pausa para vitaminar o corpinho, que a subida que se avizinhava era bem exigente. Bons momentos de paleio, acompanhados de coca-colas, barritas, bolachinhas e no meu caso de 2 (sim duas!) sandochas, aconchegaram o fatinho para a festa que ai vinha.

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Retomadas as energias, dali a S. Fiel foi outro instantinho, embora o vento teima-se em fazer-nos companhia. Malandro! Chegados às portas do colégio, enveredamos então pela bonita, mas exigente subida que nos levaria até à Casa do Guarda, lá bem para cima nas Faldas da Gardunha.

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Pé ante pé, ou melhor, pedal ante pedal, cada um ao seu ritmo, lá fomos vencendo as curvas de nível, em trilhos algo pesados pela chuva dos últimos dias, até que começou a surgir por entre os matos e as rochas a nossa querida amiga neve. Sim, ali estava ela, a derreter lentamente, embelezando a paisagem, fazendo-nos sorrir como garotos (que somos!) Tempo para fazeremos algumas fotos e contemplações da paisagem deslumbrante ou simplesmente para recuperar o fôlego, entusiasmou ainda mais o grupo para a continuação da subida. Pouco a pouco, a lama dos trilhos começava a dar lugar ao fofo da neve alternado com algumas zonas de gelo, que brincavam com a nossa tracção.

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E chegados à Casa do Guarda foi o deslumbre total. Neve por todo o lado, para dar e vender. Bem... nalguns casos deu para fazer bonecos, para fazer de malabaristas, para brincar aos arremessos, que nalguns casos deu para refrescar o capacete, a cabeça e sei lá mais o quê de alguns mais distraídos que paparam umas boladas dos mais atrevidotes....eheheheh. Mas o relógio não parava, sacana. Até parece que acelerava! Bora lá continuar até ao Miradouro para descermos pelo outro lado, que isto ainda não acabou e Castelo branco é longe!...

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Da Casa do Guarda ao Miradouro a neve continuou a fazer-nos companhia, mas as melhores paisagens estavam mesmo lá em cima. Daquele singelo miradouro podia ver-se toda uma imensa vastidão de rocha e matos baixinhos, completamente absorvidos pela neve incólume que abundava. Um silêncio arrebatador que nos enchia os olhos, as digitais, e claro, a nossa alma de crianças. Apetecia continuar ali...

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Mas era preciso voltar. A hora H aproximava-se a passos largos e era preciso voltar. Agora esperava-nos uma espectacular descida até Castelo Novo. Contudo, deste lado, o gelo e a neve abundavam nos trilhos e pedalar nestas condições não era propriamente a nossa especialidade... para mim era mesmo uma estreia... Mas só as primeiras travadelas é que causaram alguma incerteza, até que lhe apanhar o jeito. O truque é nunca travar com o travão da frente e à entrada das curvas quando apanhamos o gelo, dar um cheirinho de travão a trás. A bike começa a deslizar lateralmente e à laia dos gajos dos rallyes, fazemos a curva toda de lado, usando o corpinho para curvar, saindo airosamente da curva. Um espectáculo de emoção. Num ápice, isto é em menos de um fósforo, chegamos cá abaixo e até apetecia repetir a proeza, apesar da emoção, do frio na cara e água e lama, muita mesmo, salpicada pelo corpinho todo.

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À entrada desta singular aldeia o inevitável aconteceu. Ao passarmos pela última zona de lama, o Pedro furou e furou a sério. Era preciso mudar câmara de ar e tudo. Atrasado como estava, decidi, a muito custo meu e sem problemas por parte dos outros companheiros, continuar, ficando eles para trás a resolver esta simples questão. Depois das despedidas habituais fiz-me à estrada, agora só na companhia do Sales que também tinha timing a cumprir. Ficaram o AC e o Pedro, que soube posteriomente que chegaram bem e sem mais precalços. Para eles o meu bem haja pela compreensão.

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Numa velocidade estonteante, sempre com a talega em esforço, km atrás de km, alternando posições, lá seguimos os dois viagem, sempre em alta, entrando em CBranco pelas 13:05 horas, 75 km nas pernas, 1000 m de acumulado e algumas caimbras a assolar o meu companheiro, mas com a alma plena de bons momentos e paisagens deslumbrantes e com o sentimento de dever cumprido. Hoje foi daqueles dias em que pedalar, foi mesmo um prazer e sobretudo um previlégio!

Fiquem bem e deleitem-se com as poucas, mas bonitas fotos de hoje.

FMike :-)

domingo, 18 de janeiro de 2009

Com Surpresas!

A manhã acordava cinzenta... escura, com o nevoeiro a intimidar a saída para o frio da rua! Era cedo, demasiado cedo para ver e sentir raios de sol! O dia praticamente ainda não nascera…eram 7:30!... mas a azáfama de 12 aventureiros do pedal já, certamente, começara, cada um em suas casas… o encontro era às 8:00, no Centro Cívico! 12 betetistas a dizer… Pronto!… bateu-se o record de 2009 nas Docas! Abílio Fidalgo, Marcelo Silva, Jorge Palma, Rui Lourenço, Filipe, Álvaro, Pedro, Pedro Barroca, Silvério, Humberto, Agnelo Quelhas, … uffff… e eu, (João Valente)! Já dava para fazer uma equipa de futebol de 11... e ainda com um suplente! Mas não estávamos ali para jogar futebol! Nada disso! E no BTT não há suplentes! Ehehehe...

Hoje… estávamos todos na expectativa! A volta anunciada trazia brinde! Anunciavam-se algumas surpresas! E que surpresas! Ehehehe! Saímos pela zona sul de Castelo Branco por trilhos menos percorridos, com destino ao Monte Baixo, aldeia abandonada, já conhecida pela malta do BTT e do Geocaching! Até aqui… as únicas surpresas (e agradáveis), foram mesmo o retorno do companheiro Marcelo ao BTT, o facto do Agnelo não ter sido o último a aparecer ao ponto de encontro e também o facto de não ter trazido a sua SS (Single Speed)!



Do Monte Baixo seguimos então em sentido descendente, numa boa descida, rumo ao “Vale Perdido”, nomenclatura adoptada pelo Agnelo para descrever um local perdido no meio de nenhures, talvez outrora, bem amanhado com agricultura e local de passagem dos “cuidadores da terra”! Hoje… não é mais que um vale, onde passa um curso de água cristalina, ladeado por um cabeço de mato cerrado! Aí estava a surpresa do dia… vencer de algum modo este cabeço e encontrar o caminho do outro lado!



É facto que não foi de todo agradável a subida por entre a vegetação cada vez mais alta e cerrada, é certo que o Agnelo não nos quis “oferecer” isto… o espírito aventureiro e descobridor do betetista por vezes fala mais alto e leva-nos à ao desconhecido… tentar encontrar mais um trilho, mais uma passagem… quem sabe mais um single-track daqueles… impecáveis!!! Desta vez… não havia trilho, nem single-track… havia mato e bravo… que o diga o Pedro Barroca que liderava a filinha pirilau e ia desbravando o que podia! Ehehehe!



Ouviam-se comentário vários…todos eles com sentido em atenuar a agressividade da subida e a difícil progressão por ali acima… com a bike ao lombo!... até que surge por entre a recortada vegetação… o grito do Ipiranga… Caminho!!!!!!!!! Uma alma nova nasceu naquela malta… e os que iam lá mais para traz… sabiam, desde já... que a subida não era em vão… um caminho… esperava-os! Podíamos voltar a poisar a bike no chão e voltar a pedalar! Este “Vale Perdido” foi uma excelente surpresa… e envenenada! Ehehehehe!



Já no “Caminho” descoberto… seguimos ainda em recuperação do fôlego até à aldeia da Carapetosa... onde encontrámos o colega de pedal Pequito em conjunto com outros companheiros que vinham fazer o reconhecimento dos IV Trilhos da Açafa a realizar brevemente! Saudações efectuadas… seguimos caminho até ao primeiro abastecimento da manhã… nas bombas de combustível Galp do IP2, onde voltámos a recordar a aventura vivida à uns minutos atrás! Ehehehe…



Daqui em diante… foi pedalar em bom ritmo ate à povoação do Retaxo… para depois encetar a subida até à Serra das Olelas, onde o nevoeiro era bem cerrado e se fazia sentir um frio mais forte! Não efectuámos grande paragem… seguindo por uns novos single-track’s entre estevas… Muito Bom!!!!
Já em alcatrão (cruzamento dos Cebolais de Cima)… ouve quem quase se sentisse desafiado em enveredar pela antiga nacional rumo à cidade… mas as surpresas ainda não tinham acabado! A persuasão do nosso homem do GPS fez os indecisos em virar à direita e descobrir um conjunto de trilhos novos que atravessam a zona dos Maxiais. Adorei! Excelente mesmo! Todos concordaram que valera a pena seguir por ali em vez do liso “alcatroni”!!!!


A entrada da cidade, fez-se pelo Bairro do Valongo…onde o Marcelo e o Fidalgo… tomaram a dianteira do pelotão! Já cheirava a cevada fermentada e a tremoço gigante!!! Ehehehehe! É óbvio que parámos na Associação para o abastecimento pré-almoço, para a fotografia final, para o remédio milagroso das articulações, e para sentirmos em conjunto que passámos uma excelente manhã aventureira entre bons amigos!!


Venham mais Domingos… como estes!

Fiquem Bem
Vemo-nos nos Trilhos.

sábado, 17 de janeiro de 2009

BVCBranco - Novo grupo de aficcionados de BTT?

Boas a todos!

Hoje não há anedotas! Nem vale a pena começarem já daí a protestar! Ná... ná... Hoje faço o manguito. Só sai o post e mai nada! Tá muito frio para anedotas!

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Apesar do sábado ser um dia atípico (pelo menos para mim) para pedalar, surgiu novamente o desafio por parte do Luís Afonso, um bombeiro amigo que está a começar agora a pedalar, conforme publicitei no post de domingo à tarde passado, de irmos dar uma pedalada um bocadito mais comprida, pelos belos trilhos que nos circundam.

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Como amanhã (domingo) vou fazer novamente gazeta devido aos compromissos familiares, decidi fazer-lhe companhia. Combinada a partida pelas 08:30 na rotunda Europa, cedo descobri que a malta de hoje estava atrasada, porque estiveram de serviço aos Bombeiros durante a noite e que iam chegar fora de horas, por terem ido socorrer mais uma vítima, em cima da hora de saída. Coisas da vida, perfeitamente justificáveis.

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Assim a saída verificou-se meia hora mais tarde, mas valeu bem a pena a espera. Em vez de um, apareceram 3 bombeiros, trazendo um deles o irmão, GNR de profissão. Do pé para a mão estavamos ali 5 falfarros, prontos para pedalar, apesar do cansaço que alguns denotavam, bem contornado pela alegria de ir biclar! Como eu os entendo! A propósito de bombeiros...

"Um loira tem a casa a arder e liga para os bombeiros.
- Socorro! Venham depressa! A minha casa está a arder!
- E como é que vamos aí ter?
- Olhe lá... pópó vermelho? Tinóni? Daaahhh!"

A mim (FMike), juntaram-se assim o Luís Afonso, o André, o Rui e o irmão João. Feitas as apresentações e os cumprimentos da ordem, fizemo-nos aos trilhos pelo famigerado frigorífico, tendo por destino a Lardosa. Escolhi a Lardosa, porque a altimetria era pouco exigente, o ideal para esta malta começar a entrar na rotação, ao mesmo tempo que proporciona bonitas paisagens e alguns trilhos divertidos, potenciados pela chuva e lama destes últimos dias. Um primor!

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Pela zona dos Carvalhos até à passagem do afluente da Líria que corre agora com força na zona do Lirião, fomos partilhando experiências e conselhos, que eu ainda hoje agradeço aos mais experientes que comigo partilharam. Na zona da Pedra da Légua a muita lama começou a fomentar as primeiras risadas, com a malta a dar uma rabiadas com as bikes. Passada a Santa Apolónia, viramos para as pedreiras, para entrarmos em Alcains pela zona da Escola C+S, onde no centro da vila tomamos o primeiro café, para manter aquela rapaziada bem acordada, como se tal fosse preciso, pois tinhamos passado umas raparigas loiras engraçadas! Loiras...

"Estava um carteiro a distribuir cartas num bairro pela altura da Páscoa e como ele já era conhecido na zona as pessoas costumavam dar-lhe algum dinheiro. Ele ia ele de porta em porta e recebia 5€, 10€ até que chegou a uma porta em que uma loira de 1.90m o atendeu e disse-lhe para entrar, ele lá entrou, depois ela disse-lhe para subir com ele para o quarto, e lá foram os dois e começaram a fo**r forte e feio. Quando acabaram ela disse-lhe para ele ir á cozinha com ela, e lá ela puxa da carteira e dá-lhe 1€. O carteiro não entendeu e perguntou porque tinha feito aquilo: - Foi o que o meu marido me disse para fazer! Fode o carteiro, dá-lhe 1€!"

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Saímos dali destinados à zona chamada de Folha da Lardosa onde o muito gado e as inúmeras charcas de água e lama, continuaram a atravessar-se no nosso caminho, começando a fazer os primeiros estragos em termos de cansaço no pessoal menos rodado. Mas o Tá-se Bem estava próximo! Entrando na Lardosa pela zona da Seixeira, depressa lá chegamos e pudemos degustar no meu caso uma barrita, e no caso do pessoal mais esfomeado, uns bolicaos e umas batatas fritas, porque a fome apertava!

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Depois de alguns momentos de confraternização, inclusive com alguns habitantes da Lardosa meus conhecidos (hoje era o dia da Festa dos Coscoreis!), saimos pelos fundos do campo de futebol, zona da Fonte Dourada, passando depois pela já famosa casinha das Caganitas de Ovelha (ai se as apanha-se agora.....hummm!), entrando novamente em Alcains pela porta do Centro de Saúde. Aí fizemos uma paragem, porque o pessoal menos rodado começava a denotar o esforço de pedalar, causando mesmo algumas intensas caimbras ao amigo Rui.

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Passamos então pelo single que nos leva às piscinas, fazendo nova paragem para reabastecimento de água na fonte da Sta Apolónia, uma vez que este pessoal pouco calejado veio para o BTT puro e duro com um simples cantil e a sede começou a apertar... Daí até Castelo Branco foi um instantinho, apenas entrecortado pelo aumento das caimbras do Rui o que lhe valeu uma "empurrosa" minha nas subidas desde o Poço dos Carvalhos para conseguir chegar com a malta toda junta à cidade.


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Despedimo-nos na rotunda da Pires Marques cerca das 12:30 h, com 50 km rolantes, com uma altimetria a rondar os 350 metros e bons momentos de confraternização, terminando, com o desejo de todos, de voltarmos as estas lides nos próximos fins de semana, inclusive com mais alguns elementos dos BVCBranco que querem começar a alinhar. Qualquer dia temos aí um novo grupo de BTT a rolar pelos trilhos. Por mim são benvindos e faço gosto de tornar a pedalar com eles.

Fiquem bem e até uma próxima!

FMike




PS: Para quem não sabe o que é uma Balaclava aqui vai uma dica... É aquela coisa estranha que protege do frio mas que o Fidalgo e o Marcelo usam na cabeça para assustar as velhotas à saída da missa! Ehehehehehehe... Aqui ficam algumas maneiras de ser usada. Não vale assaltar cafés!