quinta-feira, 4 de setembro de 2008

3 Dias... 3 Voltas... vá... Voltinhas!!!

É verdade que a calina inerente à época veraneana, as férias que este ano se dividiram por três períodos mais pequenos, e até um pouco à preguiça... me fizeram esqueçer a minha companheira Trek neste mês de Agosto! Mas Agosto já lá vai e Setembro entrou em grande... a bicicleta está de volta... e nos primeiros 3 dias do mês surgiram 3 voltas! Digamos que não foram 3 "grandes" voltas... mas isto de reinicar carece de ponderação e é necessário ser gradual...Ehehehehehe!
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1ª Volta - 1 Setembro - 17:00 - O Re-ínicio

A vontade de pisar os trilhos já era bastante mas o corpo necessitava primeiramente de uma re-adaptação à bicicleta! Assim, a solo, orientei-me num pequeno percurso urbano pela cidade de Castelo Branco, com subida ao Castelo Medieval, descida pela zona antiga da cidade, e percorridas depois as novas variantes Modelo - Rotunda Europa - Amieiro - Carapalha!

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Senti a ferrujem intranhada nas articulações a saltar progressivamente e o pó dos cromados ia saíndo ao sabor do vento! Animado... decidi descer até ao Pônsul via alcatroni e ir ver como vão as águas deste nosso vizinho rio! Vai cheio e a paisagem continua deslumbrante!

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Se a descer todos os santos ajudaram... já a subir!!!!... Foi a dificuldade do dia que até cumpri com algum à vontade apesar da ferrujem! Cheguei à cidade com cerca de 30 Km's de iniciação às lides bttísticas!
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2ª Volta - 2 Setembro - 19:30 - Nove pela noite Dentro!

Ainda não me sinto em forma para grandes kilometragens... optei por me juntar à malta que ia pedalar pelas 19:30 no Centro Cívico em vez de me juntar com os Companheiros da Manhã (das Terças)! Em breve estarei a pedalar ao vosso lado! Eheheheh!

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Juntaram-se nove bttistas nas "Docas Secas" - Paulo Alves, Roberto Nabais, Marcello, Paulo Bacalhau, Pedro, João Afonso, Luís Guerreiro, Agnelo Quelhas e eu João Valente. Fizemos inicialmente um reconhecimento do percurso que vai compor a Prova de Resistência Trek 6horas Day and Night... tendo o Agnelo assumido o papel de sincerone! Vai ser uma prova diferente daquilo a que estamos habituados mas parece ser bastante interessante... ainda que o nome deveria ser "Trepa 6 horas" em vez de "Trek 6 horas" Ehehehe!

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Finalizado o percurso de +/- 5,5Km as mordomias passaram a estar a cargo do Roberto Nabais que nos levou a reviver uma parte daquilo que foi o IV BTT Nocturno da Casa do Benfica de Castelo Branco. O sobe e desce foi constante e a utilização das luzes foi obrigatória, pois já se rondava as 22horas quando o grupo de 9 companheiros do pedal se despediu e dispersou cada um para seu lado! Cheguei à minha garagem com uns modestos mas divertidos 28 Km's!
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3ª Volta - 3 Setembro - 16:30 - Santa Apolónia... aí vou eu!

Após uma jornada laboral e um lanchinho oferecido pela esposa... foi tempo de ir dar mais um giro de pedal! Algo entusiasmado com o Trek 6horas... para mim apenas 3horas (eheheh)... resolvi fazer uma volta ao circuito para fazer umas contas e umas estimativas! Conclusão... o Trepa 6horas... perdão... Trek 6horas... não vai ser pêra doce... pois os modestos 5,5Km's não se fazem assim do pé para a mão, já para não falar de algumas zonas mais técnicas em que é quase impossível a passagem montado na bike! A organização parece estar a par desses pequenos pontos e concerteza dará a volta à situação! Assim o espero para meu bem! Ehehehe!

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Terminado o percurso circular enveredei pela saída do Modelo, Parque de Campismo, Lirião e Santa Apolónia... santuário do BTT, pelo menos em ponto de passagem! Inúmeras as vezes que já aqui passei! Como já não vinha cá à algum tempo... pelo menos um mesito, foi hoje o dia de fazer uma revisita! Apesar de agradável o local... é-o ainda mais quando trazemos connosco mais camaradas! Hoje em solitário... vim em comunhão com a natureza plena de esplendor e um MP-3 nas orelhas... ehehehe!

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O regresso à cidade foi em ritmo de cruzeiro e ao som de uma batida bem porreira... onde cheguei com cerca de 25Km's!

Portem-se bem e até qualquer dia...

JValente

Como foi o Trek 3 Horas - Day & Night

A visão do atleta tende sempre a ser diferente da de quem está "por fora" da prova em si!

Infelizmente o comparsa FMike ainda não se encontra apto às lides betisticas... um "rádio" que se preze requer repouso qb e manobras mais violentas.... como descer escadas (ehehehehe)... devem ficar para mais tarde.... ou para nunca! Eheheh! Ainda assim FMike não deixou de prestar a sua colaboração e contribuição (como meMbro do Staff) no Trek 3Horas Day & Nights que se realizou em Castelo Branco no dia 20 de Setembro de 2008 a cargo organizativo da Associação de Cicloturismo da Beira Interior (ACBI).

Já alguns elementos BTTHAL (João Valente, Carlos Lozoya e Paulo Santos)... envergaram com vigor as respectivas cores da equipa e... a solo ou em equipas... com mais ou menos destreza... com mais ou menos receio... integraram a grelha de partida da prova... e deram o seu melhor!

É para "Contar como foi o Trek 3Horas" sob as diferentes perspectivas... que surge este tópico no BBB (BTTHAL Blog Broadcasting)...
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Como foi... a pedalar... por JValente

O evento era novidade para a grande maioria dos participantes... um formato diferente daquilo a que estamos habituados... quer dos passeios, quer das maratonas, até mesmo diferente das 12horas e 24 horas! Era mais curto, era dentro do perímetro urbano... e quer queiramos, quer não... o facto deste Trek 3Horas Day & Night ter sido realizado no coração da cidade de Castelo Branco cativa muito mais o público e faz vibrar a população! Para mim... pessoalmente, este foi o grande trunfo da organização e que contribui para o exito do evento!

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Na verdade... podemos dizer em circuito deste género... não se desfruta o BTT aventureiro galgando montes e vales... é verdade! As sensações são bem diferentes... substituídas... no meu caso... pela vibração do público ali mesmo ao nosso lado, pela emoção de poder pedalar nas ruas da cidade que nos viu crecer! Apesar de ser um circuito curto... as voltas circulares não me puseram a "cabeça à roda"... Eheheheh!

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A adesão poderia ter sido maior... de facto o empenho da organização neste prova merecia um pelotão de maiores dimensões... aumentando também as cor da prova! Ainda assim... estavam reunidos no pelotão os mais diferentes objectivos de prova... há sempre os que vão para ganhar... e disputam os lugares cimeiros... há depois todos os outros...que mais preparados ou menos preparados vão gerindo as forças e tirando o maior gozo possível em cima da bicicleta! É neste último grupo que me incluo!

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A semana até tinha sido bastante repleta de trabalho... e no próprio dia da prova ainda os meus préstimos foram requisitados para uma transferência de um doente para Almada... pensei... vou para o Trek 3H a arrastar-me de cansaço! Cheguei a Castelo Branco eram 17horas... mesmo em cima do acontecimento... tive apenas tempo de me equipar, lanchar (como deve de ser!!!) e pegar na máquina já previamente preparada do dia anterior! Cheguei a horas...

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A Equipa do PSantos e do CLozoya já me tinha levantado o dorsal... passado pouco tempo... davam-se ínicio aos briefings e a prova começava!!! Tinha em mente fazer 6 a 7 voltas... já conhecia a dureza do percurso e a exigência da gestão de esforço era imperativa! Foi o que fiz! O percurso era todo ciclável com excepção de um curso nas traseiras da Centauro e no acesso às traseiras do Hotel... optei por fazê-los sempre a pé... servia para repor a Frequência Cardíca o limites indicados e ganhar fôlego e concentração para as exigências técnicas da zona histórica... a famosa Caleja Nova!

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Ainda nas docas... diziam "mundos e fundos" da dita Caleja Nova... eu estava bastante céptico... pois não sou de arriscar muito e as escadas para mim eram mesmo proibidas! As primeiras duas voltas serviram para tirar medidas às rampas... daí em diante a dose de confiança aumentou e com o devido cuidado eram transponíveis uma a uma! É caso para dizer... se eu as desci... qualquer um seria capaz!!! Ehehehe...

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Estava com boas sensações ao longos das voltas.... fui mantendo o ritmo... e desprecocupado com o número de voltas! Gozava mesmo a descida lateral ao tribunal e a abordagem ao Centro Cívico com palmas e incentivos fazia-nos sentir a adrenalina a subir! Adorei! Terminei a última volta antes das 21:30, sendo ainda avisado que poderia fazer mais uma volta... já não o fiz! Para mim bastava... a prioridade não era a classificação... era sim... divertir-me e alcançar ou (eventualmente) superar as minhas expectativas!

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Foram 8 voltas no total... diverti-me à brava... e espero poder participar em próximos eventos deste género na cidade de Castelo Branco! Parabéns à ACBI, em especial ao amigo e Agnelo Quelhas!

Abraço a Todos!
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Como foi... a colaborar... por FMike

Fez agora por estes dias dois meses que deixei estas lides de duas rodas. A vontade de voltar é muita, o corpinho pede, a mente deseja, mas...

... há que dar tempo ao tempo. Ainda não estou no tempo certo para o retorno, portanto tenho que me contentar com o viver a ocasião... do lado de fora!

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Neste fim de semana as solicitações lúdicas eram muitas - Sopas em Monforte, Feira Medieval no Carroqueiro, Exposição de Clássicos nas Águas, a Maratona de Indoor Cycle e claro o Trek Day&Night. Impunha-se portanto uma escolha porque o tempo não dá para tudo. Contudo um mail do amigo Agnelo fez a diferença e ajudou na escolha - quem não fosse pedalar, poderia, se o entendesse, dar uma mãozinha à Organização do Trek Day & Night. Ora se podemos ajudar um amigo, devemos dar o corpinho ao manifesto. E assim foi - decidi ir dar o meu parco contributo a esta organização... e dei por muito bem empregue o tempo, porque o evento foi simplesmente um êxito!

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Pelas 16 horas e acompanhado do amigo AC lá estava nas Docas pronto para a "acção". A azáfama era já muita e estava estampado na cara do Agnelo aquilo que ele acabou por desabafar - "estou exausto!" E ainda não tinha começado a prova propriamente dita. Isto de organizar tem lá que se lhe diga. E organizar bem ainda pior! Não é fácil e requer muita dedicação e amor à camisola. E já havia muitas, muitas horas de trabalho e dedicação em cima dos "ombros" daquela equia organizadora.

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Acabamos por nos juntar assim mais de uma dezena de "braços de trabalho". Depois de darmos algumas ajudas nas montagens no local da partida, tivemos então um pequeno briefing com o "maestro" Agnelo, que nos entrosou no espirito da prova, distribuiu funções e locais de apoio, assim como uns vistosos coletes verdes com as insignias da Associação, que garbosamente vestimos.

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Ficou-me distribuido, junto com o amigo AC e o Vitor (outro bttista que tive o prazer de conhecer) um dos pontos quentes da prova - a famosa rua da Caleja Nova, onde o desnível e a exigência técnica poderiam fazer perigar a integridade física dos trauseuntes e claro dos próprios ciclistas. Daí termos uma dupla função - além do controle dos trauseuntes, se fosse necessário também dariamos uma "mãozinha especializada" no caso de alguma queda, contando sempre com o apoio de uma ambulância dos BVCB estacionada no fim da rua e tripulada por dois amigos meus.

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E graças a Deus não foi preciso grande actuação - houve somente duas quedas, uma delas espalhafatosa e sem consequências; a outra, de um elemento dos PapaLéguas, por precaução, exigiu uma deslocação ao hospital mas felizmente sem danos confirmados. Ainda bem!

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Assim entre apitadelas aos mais irrequietos e marteladelas aos pregos das rampas que teimavam em levantar cabeça, lá passamos as 3 horas do Trek Day & Night, sempre com uma vista previligiada sobre o desenrolar da prova.

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Meus amigos houve muito boa gente a "mandar-se" por aquelas escadas abaixo com uma velocidade tal que me fizeram corar... qual carro do INEM, qual Fórmula 1, qual carapuça! Alguns gajos conseguiam "voar baixinho", alguns dos quais com bicicletas rigidas longe de serem "grandes máquinas"! Mais uma vez se confirma aquilo que eu já sabia - a bicicleta é importante, mas muito mais importante é o espirito, a confiança e a capacidade do bttista!

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Finda a prova demos ainda uma mãozinha no desmontar do material mais leve, seguindo-se depois um esperado repasto, já bem perto das 24 horas (o estômago já clamava em dó maior!), em que o porco no espeto foi o centro das atenções de cerca de 100 convivas ao seu redor, esfomeados e sedentos - já iam no 2º barril de imperial quando lá cheguei! Aquela malta nem com o Isostar ficam sem sede! Eheheheheh...

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Seguiu-se depois a entrega dos prémios, em que a chuva fez a sua anunciada aparição, promovendo um hilariante momento, com dois "emplastros" a refugiarem-se da dita, na tenda dos premiados, com risota geral da assistência... ora quem mais senão o Fidalgo, bem acompanhado do Marcelo! Ao pé destes dois não há tristeza! É bom ter assim amigos!

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Por fim uma palavrinha muito rápida sobre o evento. Para mim foi simplesmente um êxito. Mais. Espero que esta actividade se repita. Se o desejarem contem com a minha colaboração! Mais ainda. Há espaço para mais do género - porque não um Albi-DownTown? Fica a sugestão!

Abraço!

domingo, 31 de agosto de 2008

30 Anos depois...

Lá pelos 6, 7 anos, o sonho de muitas crianças passa por ter uma bicicleta vermelha, com um guiador brilhante e uma campainha, para poder pedalar nos pátios e jardins na companhia dos colegas e amigos, sempre em alegre algazarra e pulgente felicidade. Se fizermos uma introspecção à nossa infância, cedo descobriremos que também passamos por essa fase, uns sem nunca terem tido hipótese de concretizar tal sonho, outros tiveram mais cedo ou mais tarde o desejo tornado realidade, outros ainda, granjearam tal afeição que ainda hoje são adeptos fervorosos da bicicleta.
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Há cerca de 30 anos atrás, surgiu esse desejo a duas irmãs, de terem uma bicicleta só delas para poderem pedalar com as amiguitas lá do bairro. Tempos dificieis eram esses, mas o pai, solicito no pedido das petizes, propôs-lhes dar uma mesada que juntariam progressivamente, até que tivessem a quantidade de escudos necessários para tal aquisição. E no Natal seguinte o sonho tornou-se realidade - bem juntinho ao pinheiro brilhava lá uma Órbita M 20 Maxi, prontinha a rolar.

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Esta bonita Órbita foi durante os anos da infancia e puberdade uma fiel companheira de brincadeiras destas duas meninas. À vez, porque o dinheiro não dava para adquirir duas, lá iam pedalando, primeiro na Quinta das Pedras e mais tarde na Quinta do Amieiro, desfrutando daquele que é um dos mais saudáveis brinquedos e agora tão posto de lado pelas Playstations e computadores que dominam os interesses da pequenada de hoje .

Mas tudo tem o seu tempo de glória - com o passar dos anos, as meninas cresceram, tornaram-se adolescentes e os interesses também mudaram - as mini-saias comecaram a fazer parte do traje habitual, as brincadeiras passaram a ter um carácter mais juvenil e os "passarinhos verdes" começaram a aparecer no circulo das amizades. Consequência directa - a Órbita passou a estar em segundo plano, depois em terceiro plano, depois em plano a perder de vista e tornou-se um "mono". E os "monos" têm sempre um destino comum - vão parar ao fundo da garagem ou ao sotão poeirento, o que foi o caso desta.

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Foi ai que a encontrei à cerca de 9 anos atrás durante a mudança de casa dos meus sogros. E logo ali me deu complacência, ver assim aquela bicicleta caida, tipo traste. Mas o meu sogro decidiu levá-la para a quinta, lá prós lados da Tapada das Figueiras, com o intuito dos netos poderem andar com ela. Com poucos mimos, foi lá que permaneceu este tempo todo, degradando-se cada vez mais, sendo empurrada de barracão para barracão até que um dia o destino lhe foi traçado - "Estás aqui, estás no lixo!..."

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Foi ai que me decidi e propûs-lhe levar o "empecilho" dali para fora. Levava-a para a minha garagem, repararia-a e depois poderia servir para os netos conforme seria seu desejo. E a proposta foi aceite. À cerca de três meses atrás a Órbita passou a figurar na minha garagem.

O primeiro passo rumo ao retorno desta velha glória passava por obter alguma informação sobre a mesma, existência de peças que necessitavam substituição e igualmente a aquisição de simbolos e autocolantes com a marca. Começei então por contactar a marca - Órbita, bem portuguesa por sinal, até no atendimento ao público. Ainda dizem mal do funcionalismo público. O privado não lhe fica nada a dever. Depois de uma dúzia de mails sem resposta e alguns telefonemas que não iam dar a lado nenhum decidi que não valia a pena insistir... A titulo de exemplo só contactei a Scott uma vez por mail e prontamente me responderam em inglês e português, com catálogos, autocolantes e sei lá mais o quê. Aqui, no meu próprio pais, uma empresa da qual fui cliente nem se dá ao trabalho de me dar uma resposta simples...Tricas!...

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Passei então revista ás casas de bikes da cidade e vi que havia material suficiente para avançar. E o passo seguinte foi começar a desmontar, catalogando as peças para que no final não houvesse sobras, ao mesmo tempo que fazia uns desenhos sobre como funcionavam as coisas, sempre acompanhados por fotos da desmontagem. E que bom jeito deram na altura de montar e tirar dúvidas sobre como encaixavam as diferentes peças.

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O passo mais dificil foi desmontar o eixo do movimento pedaleiro, porque na altura ainda não tinha chaves adequadas para tal. Valeu-me a ajuda de um dos mecânicos da cidade e um proveitoso torno que tirou as teimas ao dito. Já a cassete/carreto apresentava para além das esferas bem picadas, um dos linguetos partidos pelo que a sua substituição se impunha. O resultado de trinta anos estava agora à vista - ferrugem no quadro, cromados baços ou enferrujados, pneus trilhados, cintas literalmente a desfazerem-se, cavilhas teimosas desfeitas a berbequim e uma massa verdadeiramente consistente ou melhor, resistente que nalguns casos teve que ser retirada quase a escopro! Apesar de tudo as esferas tanto dos eixos como do movimento pedaleiro estavam boas, sem necessidade de substituição, assim como a caixa de direcção apresentava ainda os "rolamentos" bem fixos e sem grandes folgas nas esferas.

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Estando o quadro e respectiva forqueta livre de peças passei para a fase de o lixar quase até ao "osso" para depois lhe dar o primário antecedente à pintura. Munido depois de um compressor, tintas e endurecedores passei à fase de pintura, recorrendo á garagem lá da quinta, porque aquilo faz uma tal porcaria que só visto. O resultado não ficou brilhante porque uma qualquer incompatibilidade entre o primário e a tinta fez aquilo ficar tipo casca de laranja, mas para mim e para a primeira vez que pintava á pistola estava perfeito.

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Passei então aos cromados, bem munido de um conjunto completo de "brochas", berbequim e algumas horas de paciência e ficaram catitas. Verniz de metal para cima e estavam prontos a montar.

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Agora começava o quebra cabeças da montagem. Apesar do braço empenado que não me dava muito "espaço" de manobra, lá começei esta tarefa bem acompanhado pelo meu petiz que já começa a ter interesse por estas coisas de duas rodas e que acabou por dar uma ajuda preciosa. O primeiro passo foi montar o cavilhão da dobradiça do quadro, logo seguido do movimento pedaleiro, sempre às voltas com a massa consistente.

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Logo de seguida foi a forqueta e a respectiva caixa de direcção, passando depois ao carreto, eixos, fitas, câmaras de ar e pneus. A desempenagem da roda traseira que parecia um ovo ficaria para o fim... se fosse capaz!

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Guarda lamas, travões, porta-bagagens e descanso seguiram o mesmo destino, sempre auxiliado pelas notas que tinha tirado quando da desmontagem.

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Começava a tomar forma. Chegava agora a vez de colocar os pedais, cada qual do seu lado respectivo senão desapertavam-se e encavilhar os crancks no respectivo eixo, com cavilhas de 9,5 mm, porque as mais recentes (9mm) passavam-se.

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Já em posição normal passava aos cabos de travão, afinação grosseira e montagem dos respectivos manípulos e punhos no guiador, que exibia orgulhosamente a marca bem gravada no avanço integrado. Já parecia uma bicicleta. Para não magoar o rabinho, um selim novo, rigorosamente igual ao anterior, completava o quadro.

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Faltava agora a dor de cabeça - desempenar a roda, que me levou à vontade uma hora, tal era o empeno que tinha. Ainda não está perfeita por falta de um raio que ainda não consegui arranjar, mas já está adequada para dar umas voltas comigo em cima.

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E aí estava a minha primeira clássica prontinha rolar!

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Integralmente recuperada por mim, sem ajudas de monta externas, tinha um sabor a vitória e deu cor garrida aos meus dias cinzentos de molho em casa por causa do braço. Mais. Contribuiu para ver despertar o interesse do meu pirralho pelas gingas, e com o qual começei já a partilhar conhecimento, apesar dos seu modestos 6 anos. Foi assim comigo e com o meu pai há muitos anos atrás e se Deus quiser será assim também com ele. O valor da bike será menor que nada, os gastos ainda foram razoáveis, mas por nada deste mundo a faria agora mudar de mãos. O valor sentimental é agora incálculável. Foi bonito ver um brilho especial nos olhos da minha mulher, quando, quase por surpresa lhe apresentei a bicicleta da sua infancia, assim como nova. Venha a próxima!

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Fiquem bem!

FMike