quarta-feira, 2 de julho de 2008

1ª Confraternização da Pasteleira 2008


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Dizem alguns por aí... que "não há memória" de tal acontecimento aqui nas nossas redondezas... já eu acrescento que as "memórias foram recordadas", e que "manteremos na nossa memória" este dia!

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Dia 29 de Junho 2008, realizou-se na pacata vila da Lardosa a 1ª Confraternização da Pasteleira, evento liderado pelo mestre Pinto Infante, homem que tem impulsionado a Lardosa de uma forma singular, quer pela Rota dos Lagartos, quer pela Rota do Feijão... e agora com a Confraternização das Pasteleiras (evento que na minha opinião veio para ficar!!!!)! Oh Pinto... qualquer dia tens uma estátua na vila! Ehehehehe!

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Eram 9h.... e já se ouvia o ferro velho a "guinchar" ao compasso do pedaleiro! Cerca de 30 preciosidades compuseram esta confraternização! O presunto em tábua, com o queijo mal cheiroso, garrafão de vinho branco ao som da afamada guitarra no altifalante faziam companhia aos preparativos das pasteleiras e davam um aroma "a passado" neste recinto! Já para não falar do traje a rigor "de época" de alguns participantes! Lindo!

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Após um briefing do Pinto Infante demos ínicio ao percurso pelas ruas da Lardosa! O chilreio a campainhas enferrujadas era nostálgico, de vez em quando já se ouvia em tom de desespero e gracejo... um FOGE DA FRENTE!!!!!, derivado à falta de afinação... ou mesmo ausência do travão de alavanca! A população vinha à soleira da porta averiguar o que se passava, e era com um misto de espanto e saudosismo que viam passar as nossas relíquias... hoje devolvidas à vida!

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Da Lardosa, seguimos por asfalto, até Vale da Torre! O calor fazia-se sentir e a mais pequena subida fazia muita gente procurar o shifter das mudanças.... Ehehehehe... mas nada!... é mesmo levantar o "dito cujo" do selim de mola, agarrar bem no guiador e dançar em cima dela... puxando, pelos cerca de 30Kg's!!! Magnífico!

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Até ao Vale da Torre e daqui até à povoação de Zebras, o perfil era colaborante com a pasteleira, pois a descida era predominante! Mas... foi no percurso inverso que a máxima do Pinto Infante se fez ouvir... TIRA AS MÃOS DO TRAVÃO... A SUBIR, claro!!!!

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Pessoalmente, adorei aquelas subidas na minha Peugeot Terrot, com a ceara e sobreiros em pano de fundo, calor, muito calor, mas a memória do meu avô estava lá presente! Alguns flash's de recordação passaram na alma,... eu pedalava orgulhoso de poder levar ali comigo... subida acima... incólume... a bicicleta do meu avô! No topo da subida parei... tirei a boina (do meu outro avô), limpei o suor que me escorria na face e olhei para trás... provavelmente todos estes teriam muito que contar sobre as suas bicicletas!!! Foi uma boa sensação!!!!

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Nostalgias aparte... a confraternização estava no seu melhor, ainda para mais, com as paragens no Vale da Torre e nas Zebras onde a chouriça assada e de mais iguarias (bem regadas) estavam presentes para colmatar a perda de calorias!Não faltava nada... e boa disposição... essa então estava em dose triplicada!!!!!

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No final houve almoço grupal na Escola Primária da Lardosa, onde o bom ambiente se continuou a sentir! Fado em tom de fundo e algumas quadras de improviso, bem regadas com a garrafa da MINE na mão, compuseram um execlente final da confraternização! Já agora... fica aqui a minha quadra!!! Ehehehe

Foi em amena Cavaqueira

Que na Lardosa, estivemos em união,

A rainha foi a... Pasteleira

Mas... que bela Confraternização!!!

Pessoalmente, ADOREI! Agradeço aqui publicamente ao Amigo Pinto Infante pela iniciativa, esperando que seja uma aposta com continuidade, afinal de contas as Pasteleiras hoje utilizadas regressaram à vida.... para o ano... concerteza mais serão descobertas e ressuscitadas!

Lembrem-se... elas são memórias vivas... de muitos que já cá não estão!



Vemo-nos nos Trilhos!
João Valente

quarta-feira, 25 de junho de 2008

A minha... Peugeot Terrot!

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Foi nos inícios do ano de 1887, que Charles Terrot criou em Dijon, França, uma pequena e modesta fábrica de textéis! A fábrica não foi bem sucedida na área textil e uns anos mais tarde enveredou pelo ramo velocipédico, com a construção de motociclos e... claro, bicicletas!

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Foi a forte aposta na fiabilidade dos produtos e uma agressiva aposta no marketing que Terrot conseguiu sobrepor-se aos escassos fabricantes da época, atingido em 1961 o pico da sua produção com cerca de 600.000 unidades vendidas para todo o mundo! A bicicleta Peugeot Terrot foi formalmente fabricada em 1890 e depressa conquistou o mercado por ser apelidada de Bicicleta Segurança!
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Anos mais tarde... é um destas "VELÔ" que o meu avô, João Domingues Valente, adquire para fazer as suas lides enquanto ganhava a vida por terras francesas! Bicicleta esta que foi transporte diário de muitos Km's e de muitas histórias! O regresso a terras lusitanas é ambicionado por qualquer imigrante... e o meu avô não foi excepção! Com ele, para além das memórias, das rugas, e alguns francos... trouxe também a Peugeot Terrot!

Já na pacata aldeia de S. Miguel de Acha (Idanha-a-Nova)... a Peugeot Terrot fazia a ligação entre a casa habitacional e os "chões" e "tapadas", servindo por vezes quase como o alfaia agrícola!!! Os anos passaram, as "maleitas" apoderam-se das pessoas e a Terrot ficou encostada ano após ano... sujeita à agressevidade dos verões e dos invernos!

Se falasse... certamente teria muito para contar! Olho para ela como um baú de recordações.... talvez uma memória "viva" de uma pessoa que era simples, sempre bem disposta e pronta para dois dedos de conversa "fiada", contando histórias do passado... era o meu avô!

Quando vi a "relíquia"... ainda que em muito mau estado de conservação tive a sensação de ter descoberto um tesouro! Tinha ali à minha frente a hipótese de "ressuscitar" um pouco do meu falecido avô e fazer desta bicicleta um testemunho da sua memória, para perpetuar ao longo dos tempos e gerações!

Se bem o pensei... mais depressa arregacei as mangas e pus mãos ao trabalho... muito trabalho!!!!!!



Senhores e Senhoras... esta é a minha... Peugeot Terrot!!!

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terça-feira, 24 de junho de 2008

Raid CBranco - Termas de Monfortinho!

Temos a sorte de ter a nobreza... leia-se Fidalguia... ou melhor ainda... o Amigo Abílio Fidalgo entre nós! Foi graças a ele que se proporcionou um excleente dia preenchido com aquilo que mais gostamos! Conseguir aliar o BTT e as famílias num evento só, é algo que a malta está a gostar e que começa a tornar-se hábito! Ainda bem que assim é!

Com toda a logística a cargo do Abílio Fidalgo, ainda que com o apoio de várias pessoas, conseguiu-se reunir neste dia 45 pedalantes e respectivas famílias! Enquanto uns pedalavam no encalce das Piscinas do Campo de Tiro das Termas de Monfortinho... já as respectivas famílias aguardavam em harmonia neste belo espaço e desfrutavam dos banhos de sol e... claro... de piscina!

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Nós, a malta de Castelo Branco, 14 no total, iniciou a etapa pelas 7horas (autêntica madrugada!!!!) na Quinta Pires Marques, com destino à Ribeira de Alpreade onde com cerca de 15 minutos de atraso fomos ao encontro de cerca de 25 betêtistas que já aguardavam por nós! A transposição da Ribeira de Alpreade é sempre alvo de momentos hilariantes e neste dia não foi excepção com alguns homens mais afoitos a tentarem conseguir transpor o leito do rio a pedal... não vi nenhum conseguir! Eheheh!

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Já com o pelotão engrossado seguiu-se por aí acima.... com a subida que fez alongar e espaçar o grupo derivado às diferenças de andamento! Apesar do intuito ser irmos todos juntos é sempre díficil concretizar isso com grupos numerosos! Em frente à Câmara Municipal de Idanha-a-Nova esperavam por nós os restantes elementos que iriam integrar o grupo... a malta de Idanha, maioritariamente elementos da ACIN...perfazendo assim o pelotão de 45 homens!

Apesar de os avisos terem sido feitos que se tratava de um passeio em autonomia, daqui em diante iriamos ter como companhia (quase permanente) um carro de apoio, bem apetrechado com geleiras onde as Águas do Vimeiro, www.aguadovimeiro.pt ,gentilmente cedidas, nos fizeram refrescar do calor que já se fazia sentir (temperaturas acima dos 30ºC)!!! Havia ainda sandes à descrição e uns remédios para os mais doriodos... "sagrespan" e os similares "taguspan" e "superbokan"... que fizeram o alívio de muitos! Ouvi dizer que havia malta que vinha em sofrimento absoluto... tendo que "emborcar" mais de 10 doses de medicamento... que maleita essa das articulações!!!!

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Este carro fez-nos companhia quase permanente nos 2/3 finais do percurso, Paredão da Barragem de Idanha-a-Nova, Alcafozes, Toulões e Torre, o que foi bastante bom, permitindo paragens mais fequentes para os mais desgastados e também um abastecimento de bebida fresca! A logística by Fidalgo... sem falhas a meu ver!

No que toca ao percurso penso que foi bastante rolante, sem grandes acumulados, perfeitamente ciclável, salvo um ponto ou outro que testava a téncica do guiador e do pedaleiro! Paisagens esplêndidas sempre como companhia... ou não estivessemos nós a pedalar na Catedral do BTT!!! O ambiente que se viveu dentro do pelotão também foi salutar onde se notou algum espírito de ajuda (cá mais para trás)... e alguns excessos lá mais para a frente! É normal...

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Foi muito bom chegar às piscinas depois de uma manhã inteira a pedalar e receber desde logo a beijoca (fresca) da esposa (!!!!) e denotar o bom ambiente que se estava por lá a viver! A piscina parecia chamar por nós a plenos pulmões!!!.... Venham daí!!!!!!!

Banho (para tirar o pó do cortiço) e aí vão eles para a piscina.... ahhhhhhh que bem soube!!! Acho que só volto a andar de bicicleta se tiver garantido uma pisicna no final!!! Ehehehe! .... ah e massagens! Era ver aquelas caras de relaxamento após 80 Km's (para a malta de CBranco) percorridos a bom ritmo! Este Fidalgo pensou em tudo!!!

O Almoço, foi a cereja em "cima do evento"... ao ar livre, com sombras suficientes onde não faltou nada, nem mesmo a loiça de barro tradicional! Não vi ninguém descontente... antes pelo contrário! O resto da tarde foi de livre arbítrio onde cada um e em conjunto nos divertimos, descansamos, dormitamos, banhamos, comemos, bebemos... enfim... desfrutamos de um dia em cheio!

Uma última palavra de Agradecimento Sincero para o amigo Fidalgo... por todo o dia que nos proporcionou a nós e às nossas Famílias! Organizar um dia assim todos sabemos o trabalho que dá... mas só alguns se predispõem a ele e isso é que deve ser enaltecido!

A malta BTTHAL agradece-te Fidalgo!

Vamos dar continuidade anual a este Raid????



JValente

Vemo-nos nos Trilhos...

quarta-feira, 18 de junho de 2008

O Cantinho das Clássicas - Inauguração!

Boas a todos!
Está oficialmente criado no blog BTTHAL... o Cantinho das Clássicas... espaço dedicado não às modernas e menos "pesadas" bicicletas de muitos Km's... mas sim às arcaicas... mas saudosas bicicletas clássicas... dos pequenos passeios!!!

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Alguns elementos BTTHAL têm em mãos o restauro de algumas destas bicicletas! Outros... depois de árduo trabalho já passam o lustro aos antigos cromados!!! Outros há... que para além de uma... já possuem duas clássicas!!!

Este vai ser um espaço onde, à semelhança do que já vimos fazendo no nosso blog, vamos relatar as várias experiências, histórias e peripécias em que as nossas clássicas vão sendo protagonistas!

Aguardem... que as novidades e... apresentações estão para breve!

Clássicas... de outrora... para sempre!
João Valente

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Dia de Portugal

Castelo Branco#10-06-08#Terça

11 horas da manhã... quase 30 graus à sombra... Beira Baixa, Ladeira de S. Gens:

Mike - Homem: Batimento cardiaco a 170... Respiração certa e compassada... Cadência regular das pernas...

Mike - Trek: Prato médio... 2 carreto... regular cadência do pedal... 1... 2... 1... 2...

Mike - Homem: Uma gota de suor paira temporariamente na têmpora... e cai... funções vitais regulares... motivação alta...

Mike - Trek: Ligeiro chilreio da transmissão... secura e pó... mantém-se a relação da transmissão...

Mike - Homem: Quase a atingir o topo da ladeira... 100 m... 75 m... 50m...

Mike - Trek: Um clic-clac estranho na transmissão... de repente um CLAC... e depois silêncio e ausência de movimento... ferimento grave... pelo chão, inanimada, uma corrente....

Mike - Homem: Aflição... Depressa, depressa há algum médico na subida?... tenho uma bike gravemente ferida!...

Mike - Trek: Conta-quilómetros a zero... completa ausência de movimento... o pedaleiro estrabucha umas últimas voltas mas já sem a sua fiel amiga corrente acoplada... ficou lá atrás esparramada no pó...
Eis que chega o Dr. Filipe Credenciado e Diplomado Especialista em Correntes e Elos Rápidos:

"Mike eu ajudo-te a reanimá-la, mas primeiro vamos diagnosticar a situação..." Postura profissional de joelho no chão... luvas tiradas... olho clínico em avaliação profunda... mãos experientes a palpar o pulso...

"A situação é grave... o prognóstico é reservado... Tens que manter a esperança... Vou fazer tudo o que estiver ao meu alcançe..." Quantas vezes disse e ouvi estas palavras... mas há sempre aquele baque na alma, quando quem está ali, caída inanimada no pó é a nossa bike, gravemente ferida...

Lá meti então mãos à obra para ajudar o Dr. a reanimar a minha bela Mike-Trek. O Dr. Filipe com destreza, mestria e conhecimento do ofício de quem anda já há muitos anos a salvar correntes, lá ia transmitindo orientações enquanto com aquelas mãos experientes ia dando novo folego à talega.

2 minutos depois: "Tá pronta! Ora monta lá a experimentar..." A medo lá saltei para cima da talega, não fosse ela ainda estar mal recuperada... mas só se ouvia o doce chilreio da corrente a passar na transmissão! Tá viva! Tá viva! E lá continuei pelo trilho...

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11:20 horas da manhã... mantém-se quase 30 graus à sombra... Beira Baixa, Porta do Cemitério do Retaxo:

À porta do cemitério, outra bike, ferida de morte, jaz junto ao caixote do lixo, a aguardar o seu funeral reciclado... A Mike-Trek estremece perante a imagem... ela própria esteve há bem poucos quilómetros atrás com um ferimeto grave... se não fosse o Dr. Filipe!... Mas a esta já nem o Dr. lhe pode valer. Enternecidos pela forte imagem, os 13 bttistas de hoje ficaram consternados perante aquela bike Sirla, ali caída, despojada do seu orgulho de vida, com um ferimento grave, incompatível com a vida... faltava-lhe o selim... Ciclista "normal" não senta o seu rabinho fora do selim!... Ná, ná, que essas coisas de "sentar" o rabinho no espigão podem tornar a voz fininha e os gostos esquisitos! Macho que é macho não bebe o leite... come a vaca! Ehehehehe!

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Bem isto está bonito, mas parece um bocado entremelado... Vamos lá fazer um Rewind ao Tape e por um Play nisto desde o início propriamente dito. Com alguns dias de atraso cá vai o costumeiro post das terças!

Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, equivale a dizer que temos feriado! E feriado costuma ser sinónimo de mais pessoal a aderir à habitual concentração de BTT na Pires Marques. E fomos 13! É verdade. Alguns conhecidos, outro menos conhecidos, mas todos com a óbvia vontade de passar uma boa manhã a praticar esse belo desporto que é o BTT. E podíamos ter sido mais!

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Hoje sem a presença habitual do AC e do seu habitual GPS, surgiu logo um forum de debate sobre onde haviamos de ir. O Nuno G. lá se lembrou então de propor uma voltinha até ao Vale de Pousadas, por alguns trilhos que seriam desconhecidos para a maioria da malta. Prontamente aceite, lá fomos então em direcção aos Maxiais. Logo ao fundo da Pires Marques encontramos o amigo Mateus e o seu grupo, 7 no total me pareceu, a quem lançamos o repto de nos acompanhar, que só não foi aceite porque um deles ia trabalhar às 13 horas e uma volta para os lados do Vale demoraria algum tempo. Ficará para uma próxima.

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Os estradões dos Maxiais, a bela subida dos "bombeiros" até às Olelas e os singles dos Cebolais foram sendo deixados para trás à medida que nos abeiravamos de umas belas descidas que nos levaram até á pacata aldeia de Alfrívida onde entramos para beberricar o café da manhã que no meu caso foi bem acompanhado por uma sandocha XL e um pastelito de nata, que arrancaram alguns assobios do amigo Fidalgo, cioso que está que eu lhe faça concorrência a comer! Eheheheh... Aqui a minha fornalha precisa de muita palha!

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Depois de bem reabastecidos, lá fomos em direcção ao Vale de Pousadas, virando depois para aquela que seria a cereja em cima do bolo - a bela subida da Ladeira de S. Gens, onde se passou o episódio trágico-bikeissimo que contei no início. Esta bela subida encanta não só pela agrura da sua subida, que parece nunca mais terminar, mas sobretudo pela bonita paisagem que permite abarcar de todas aquelas aldeias ali em redor - Perais, Monte Fidalgo, Vale, Alfrívida e mais ao longe a Serra das Talhadas e o entrecorte das Portas de Rodão.

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Vencida esta bonita ladeira, lá seguimos viagem pelas proximidades do Retaxo, passando depois pelas Sarnadas, Amarelos e proximidades das Benquerenças, onde não entramos, virando azimutes para Castelo Branco, porque já havia pessoal com a língua de fora, quanto mais não fosse por uma sagrespam na Associação do Valongo. Não antes ainda passamos por um belo exemplar reptilineo, já morto, mas não menos imponente.

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Entramos assim em CBranco pelas 12:30 horas com cerca de 65 km andados a um bom ritmo de quase 19 km/h, por paisagens bem bonitas, e que segundo o relatório GPS do Nuno G. contabilizou quase 1000 metros de acumulado. Nada mau para um dia dito feriado em que malta trocou a moleza da cama por uma manhã desportiva bem agradável, com muita gente em sã convívio. Assim vale a pena!

Fiquem bem! Até uma próxima!

FMike :-)

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Um Pedestre diferente!...

Boas a todos!

Nunca foi apanágio deste blog e dos seus redactores fazerem política ou quaisqueres comentários desta índole. Não nos compreendam mal se tal for alguma vez suspirado aqui. Aqui passam somente posts de BTT e outras actividades outdoor como o são os Passeios Pedestres, o Geocaching ou a Pesca, entre outras. É claro que não nos conseguimos desligar da vida lá fora, daquilo que nos belisca, martiriza ou influência - tal propósito é impossivel. Mas daí a virar os azimutes para o panorama político vai uma grande distância, que nenhum pretende nem deseja percorrer. Portanto aqui é stress off e a política está proibida de entrar!

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Bem... com tanta prosápia e discurso insonso já estou a provocar bocejos aos vadiantes da blogosfera...

Vamos ao que interessa. Hoje vou relatar um passeio pedestre algo especial. No passado dia 5 decidi por a bike de lado, calçar os "sapatinhos" de caminhada e juntar-me à malta que ia engrossar uma Manif de Enfermeiros em Lisboa. Fazia assim um 2 em 1 - participava na Manif e fazia um pouco de desporto - Caminhada, pelas ruas de Lisboa, onde gosto sempre de voltar e passear.

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Pronto, pronto... eu sei... já cheira a política!

Eu prometo que não falo! Mas não podia deixar de por aqui o meu apoio e de muitos outros colegas aos cerca de 2000 enfermeiros no desemprego e aos cerca de 7000 em vínculos precários por esse país fora. Foi por eles, porque já fiz parte desse rol, porque conheço e vivi as suas incertezas, dúvidas e questões quanto ao futuro, que engrossei tais fileiras. E como eu juntaram-se mais 1100, em sonora e apitadeira barulheira, a tentar fazer chegar as suas vozes a quem de direito para que se resolva este problema, que atinge não só os profissionais, mas também e indirectamente os utentes dos serviços de saúde.

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Apanhado que foi o autocarro em frente ao HAL pelas 08 horas, foi em alegre algazarra com colegas da Guarda, Covilhã e Castelo Branco que se passaram os duzentos e picos km's que nos separam da nossa capital. Lá chegados fomos "despejados" ali perto do Campo Pequeno e aí começou o nosso Pedestre especial.

A primeira etapa foi realizada rapidamente - dali vadiamos em organizada filinha carapau até à João Crisóstomo, sede de um famoso Ministério, onde já nos esperavam algumas centenas de colegas, muitas câmaras de televisão e fotografia e alguns repórteres, ávidos por mais uma notícia.

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Depois de muito barulho lá foi recebida a comitiva sindical que rapidamente voltou com notícias animadoras para a classe - uma reunião em breve quanto mais não seja para por em cima da mesa todos estes problemas.

Mas já eram quase horas de almoço e portanto já ansiavamos pelo abastecimento que nos esperava no alto do Parque Eduardo VII. E aí em passo de caminhada certinho e direitinho lá fomos pelo Saldanha, Fontes Pereira de Melo abaixo até ao Marquês, onde viramos à direita sempre a subir até lá acima, onde chegamos já com cerca de 3 km's andados a bom ritmo, tanto mais que o dia estava quente e solarengo.

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Num bonito e tranquilo relvado recebemos então um bem fornecido saco de comida, capaz de fazer inveja a muitas "organizações profissionais" de Pedestres e BTT's... Sumo, água qb, fruta, batatinha frita, um bom panado no pão e frango assado, tudo bem acondicionado e bem temperado. A acompanhar ainda por lá circularam uns bolitos, frutas beirãs, uns "palhinhas" com tinto e mesmo alguns licores espirituosos - Sandra - o teu licor de cereja é fantástico... e bem quente!

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Foi bonito de se ver assim espalhados pelo relvado mais de 1100 enfermeiros, despojados de elitismos ou finesses do pau oco, dando-se a conhecer uns aos outros, compartilhando experiências de vida, comida e bebida, num salutar ambiente de convívio como à muito não via e vivia. Muito bom!

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Mas a hora era de luta e de mais passeio pedestre. Agora íamos juntar-nos à grande Manif de trabalhadores do sector público e privado que se estavam a juntar no Marquês para todos juntos descerem até aos Restauradores e aí fazerem soar as suas vozes de descontentamento. Como não podia deixar de ser, aproveitei ao máximo a possibilidade de andar a pé por ali e toca a disparar a digital em todas as direcções! Não é todos os dias que podemos estar frente a frente com o Marquês de Pombal!

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Debaixo de um sol inclemente lá acompanhamos parte da Manif, mas como tinhamos horas para regressar a Castelo Branco por causa de colegas que iam trabalhar, cedo abandonamos o corpo da Manif e em passo acelerado fizemos toda a Avenida da Liberdade pelo meio do alcatrão (hoje aqui não havia carros), passando pelos Restauradores já em direcção ao Rossio, sempre em boa velocidade. Até um colega BTTista encontramos, bem engalanado com as cores da Manif!

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Como autocarro só nos esperava em pleno Campo das Cebolas, já a meio caminho para Santa Apolónia, lá tivemos que continuar pela bela Baixa Pombalina, cruzando de lés a lés a Rua Augusta, pejada de pessoas de todas as raças e feitios, dando um tom de cor e beleza bem sui generis e agradável. É sempre bom passear por aqui.

Chegamos então ao Campo das Cebolas satisfeitos por mais um dia bem vivido, pleno de sensações e com cerca de 7 km's nas perninhas, para além de algumas horas em pé, que contribuiram para a sensação geral de cansaço. Esta sensação foi então apaziguada com umas empadinhas e folhadinhos patrocinados pelo sindicato, bem acompanhados por bebida ao gosto de cada um e claro uma sesta no assento do autocarro durante a viagem de regresso a casa.

Assim foi um Pedestre especial, num dia especial, em circunstâncias especiais... mas pessoalmente sem política!

Até breve... muito breve!
FMike :-)

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