quarta-feira, 23 de abril de 2008

E o Sol regressou... no Dia da Terra!

Boas a todos!!

E porque não um pouco de cultura para começar:
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O Dia da Terra foi criado em 1970, pelo Senador norte-americano Gaylord Nelson, que convocou o primeiro protesto nacional contra a poluição, protesto esse coordenado a nível nacional por Denis Hayes.Esse dia conduziu à criação da Agência de Protecção Ambiental dos Estados Unidos (EPA). A partir de 1990, o dia 22 de Abril foi adoptado mundialmente como o Dia da Terra, dando um grande impulso aos esforços de reciclagem a nível mundial e ajudando a preparar o caminho para a Cimeira do Rio (1992). Actualmente, uma organização internacional, a Rede Dia da Terra coordena eventos e actividades a nível mundial que celebram este dia.

Agora que estamos mais instruídos passemos ao relato!! Se era terça-feira, se era Dia da Terra e se as tréguas de São Pedro deram lugar ao Sol radioso... o que faríamos nós na cama a dormitar mais umas horas???? Simplesmente perderíamos uma brilhante manhã de BTT ao seu melhor nível!!!
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Na Pires Marques às 8horas, JValente, FMike, AC e Filipe, (ainda com resquícios de lama nas orelhas da Maratona de Alcains) marcaram presença devidamente equipados e acompanhos com as suas meninas de duas rodas!!! Hoje dia de fotografias grupais no mínimo originais... o dia começou assim!

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Face à agressividade climatérica e quilométrica (no caso do Filipe) do dia da Maratona de Alcains, o espírito de grupo hoje estava mais inclinado para uma voltinha soft, tranquila com o intuito de aproveitar o sol matinal e mimar as máquinas digitais!! Assim, estabelecemos como objectivo ir até à abandonada aldeia das Benquerenças-Velhas, estando guardado para o fim da manhã uma pequena surpresa (a chamada cereja em cima do bolo) por parte do nosso amigo AC! Mas já lá vamos!!!!

Tentámos sair pelos trilhos juntos à Piscina Municipal de Castelo Branco, mas os terrenos remexidos pelas obras locais negaram-nos a passagem... hoje estava díficil sair de Castelo Branco! Circundamos as obras e saímos pela zona da barragem da Talagueira, onde a beleza do local proporcionou desde logo uma paragem para a fotografia... pois está claro!!! E sai mais uma de grupo!!!!

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Deliciados com a paisagem e em amena cavaqueira seguimos pelos trilhos percorridos no Passeio do BVCB até chegarmos às imediações da aldeia fantasma! Chamamos-lhe Benquerenças-Velhas, mas após alguma pesquisa bibliográfica, sabemos que o seu verdadeiro nome era Azinheiras!! Nós, malta do BTT e do Geocaching... já andamos a estudar as hipóteses de ali colocarmos uma Geocache e deste modo dar-mos a conhecer ao mundo mais um belo local da nossa zona! E que belo local! A configuração das ruínas, enquadrada com o verde paisagístico e agora com as cores primaveris dão aquele lugar uma beleza indiscritível... resta-nos aproveitar as visitas que por lá fazemos e claro... fotografa-la! Fotografia de grupo... sim... também lá fizemos duas! EhEh!

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Da Azinheira e já com a larica a dar sinal de si, seguimos por trilhos já conhecidos até à zona da Represa! E aqui... alto e pára o baile!!! Não é possível pedalar por esta passagem, sem que se faça a devida paragem para sorver o nectar dos deuses e dar uma palavrinha de amizade e saudade ao meu avô de sempre e para sempre! Andava nas lides da plantação de um canteiro de tomates... houvesse por ali mais 4 enxadas e o trabalho depressa se fazia... ou não!!! Um brinde à saúde, dois dedos de conversa e claro... fotografia do grupo... mas do grupo de mãos a pegar nos copos!!!! Eheheheh!

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Ainda com alguns quilómetros pela frente, seguimos pelos trilhos dos Amarelos, Sarnadas de Rodão, Retaxo, Cebolais de Cima, onde fomos brindados por umas descobertas do AC! Uns singles-track's brilhantes... daqueles completamente virgens!!! Daqueles que foram pisados por bikes de BTT pela primeira vez!!! Esperamos que sejam pisados muitas e muitas vezes daqui em diante...

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Já em regresso a Castelo Branco, estreamos mais umas novas passagens perto dos Maxiais! Atenção, que aquilo não são considerados singles... aquilo é mais do género de picada em pedra irregular, técnica qb, e depois para ajudar em subida algo acentuada... resumindo... é quase intransponível... ao ponto de ter ficado com um pé preso ao pedeal e experimentar a rigidez do solo com o corpinho! Agradabilssimo.... devo dizer-vos!!!!!

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Ainda assim... devem ser passagens ideais em sentido contrário... a descer!!!! Especialmente para oa amantes do free-ride e down-hill... pjfa... ias adorar!!! Eu pessoalmente... dispenso!!! Pudera!!!

Em ritmo de cruzeiro, chegámos a Castelo Branco pelas 13:20, com cerca de 55Km's... mas com a garganta seca... muito seca! Não fosse ali no Valongo termos sorvido 2 mines e respectivos tremoços acompanhantes... e não conseguiriamos chegar a casa... aquelas dores nos joelhos (voçês sabem!!!) estavam a começar a atacar!!! EhEhEh!

Pessoal... juntem-se a AC e BTTHAL podem pedalar e fotografar... que ninguém vos faz mal!!!

Fotografias JValente:



Fotografias FMike:

domingo, 20 de abril de 2008

II Maratona de Alcains... o Rescaldo!

Rescaldo 80 Km - FMike

Bem... eu não tive nem 80 km, nem rescaldo, só mesmo caldo! O caldinho da sopa ao almoço! Ehehehehehe

O objectivo traçado por esta equipa, era conhecido - fazer a prova dando o litro, para obter o menor tempo possível - Seria e será a única participação BTTHAL em ritmo competitivo. Mas até para se competir tem que se reunir condições suficientes e necessárias. E eu acho, na minha mais modesta opinião, que não estavam e daí não ter ido pedalar.

A semana foi fértil em mau tempo, com muita chuva, sabendo de antemão que os trilhos estariam bem pesados. Mas isso não me influenciou negativamente no sentido de não pedalar - nunca tal me impediu.

O dia anterior é que foi o de todas as decisões. Ao fazer turno no INEM recebo, em primeira mão, o alerta da Protecção Civil dando conta para dia 19 e 20 de chuva forte e continua, ocorrência de trovoadas e granizo à mistura com rajadas de vento de 100 km/h, sobretudo nas terras altas... a Gardunha é suficientemente alta...

Os alertas da PCivil valem o que valem - alertam-nos somente para a possibilidade de, e cabe a cada um, zelar pela sua própria segurança - o que para mim pode ser inseguro (p.ex saltar de mota 30 carros) é de certeza um dia normal para um duplo de cinema, portanto até este sentimento de segurança é parcial e relativo a cada um...

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Na minha profissão os erros não se remedeiam e as desculpas não se dão... Evitam-se! Perdoem-me a sinceridade mas é assim que vejo as coisas. Quando corre tudo bem - óptimo! Quando corre mal é que é uma gaita! Achei que para mim não estavam reunidas as condições para subir a Gardunha com um tempo destes e como tal, simplesmente, não alinhei. Uma opção pessoal que nada tem a ver com a Organização ou com os meus companheiros de biclas. Cada qual, tal como disse deve tomar essas decisões por si! No mínimo evitei uma valente constipação, no máximo uma hipotermia ou pior. Haverá no futuro, muitas, muitas, muitas mais oportunidades para pedalar e deslumbrar-me com aquela bela serra!

Alguns outros desportistas seguiram o mesmo rumo. Não os considerem "mariquinhas" ou "medricas". Eu acho que foi somente sensatez. A quem subiu e conseguiu fazer a prova sem problemas somente deixo o meu desanuvio - Ainda bem que correu tudo bem - havia amigos meus lá e fiquei, sinceramente, preocupado.

Esta achega não serve de mea-culpa! Podia ter alinhado nos 40 km! Mas tudo isto desmotivou-me, sinceramente. E não há nada pior do que pedalar sem vontade. E fiquei na meta a vê-los ir, com alguma pena de não ir, é certo, mas confiante que irá haver muitas mais Maratonas da Gardunha porque um excelente evento destes não pode morrer e eu tenciono lá estar nos próximos.

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Termino com um merecido elogio á Organização - já começo a estar (mal) habituado à qualidade dos Papaléguas. Recepção ao melhor nível - os pastéis de nata começam a ser uma imagem de marca! Um saco recheado com um dorsal à maneira uma t-shirt alusiva e demais material; Uma partida bem delineada no centro de Alcains, com uma boa moldura humana a assistir, apesar da falta de tréguas do S. Pedro. Os banhos pelo que me foi dado a conhecer estavam quentes e até havia uma mánica de pressão para lavar as bikes. Um almoço catita, bem confeccionado, bem servido e regado, precedido por uma boa prova de queijos. Meus amigos, o que é que se pode pedir mais por este preço? "Repitam sff... para o ano lá estaremos! Mas metam uma cunha ao S. Pedro!"

FMike


Rescaldo 40 Km - JValente

Como dito anteriormente, o objectivo delineado para a Maratona de Alcains é e será (espero eu por muitos e bons anos)... muito simples... testar limites físicos! O ano transacto na 1ª edição deste evento já assim foi e este ano a façanha repetiu-se!

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É experimentar uma diferente sensação do BTT, é entrar na competição pura e dura onde o relógio se sobrepõe à máquina fotográfica, onde a gestão de esforço se sobrepõe à amena cavaqueira, onde os postos de abastecimento são renegados em prol de um gel e bebida isotónica, onde o prato médio trabalha menos que a talega!!!... enfim é um teste à nossa condição física em cima de duas rodas!

Ainda bem que BTTHAL definiu alinhar nestes termos apenas uma vez por ano... não é de todo a vertente mais prazenteira do BTT! O espírito de sacrifício, obstinação, abnegação e acima de tudo concentração têm de ser uma constante desde o Km 0 à chegada da meta!

A minha competição desde a inscrição neste evento sempre foi a prova dos 40Km (47Km)... e foi para esta que me preparei mais afincadamente durante o último mês e meio! Tinha colocado a mim mesmo o objectivo de ficar entre os 10 primeiros, ou melhor ainda, superar o 8º lugar conquistado na 1ª edição da Maratona de Alcains (2007)! Sabia que não iria ser nada fácil, tendo em conta que estavam inscritos 196 bttistas na prova dos 47Km e que dado às condições meteorológicas adversas, muitos inscritos na prova dos 80Km iriam percorrer apenas o traçado mais curto, aumentado deste modo a concorrência! E que feroz concorrência!!

Tive o cuidado de me alimentar muito bem momentos antes do ínicio da prova com um batido hipercalórico e ir munido de bebida isotónica bem como um gel isostar, evitando a paragem no abastecimento! Reconheço que a alimentação é sem dúvida parte fundamental da boa preparação física! Mas não só....

Os primeiros 24Km's foram percorridos a um ritmo alucinante onde cada um tentava ganhar vantagem sobre o adversário mais próximo... e ainda muito faltava para o fim! Eu pensava para mim... esta gente é de facto doida!!!! Para o pessoal que ambiciona os lugares cimeiros, não existem buracos, covas ou regos, não existem charcos de água, lama ou ribeiras, não existem pedras, não existem paus... tudo é (literalmente) atravessado como se de uma auto-estrada se tratasse! Incrível....

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Na Barragem da Marateca sucedeu o primeiro contratempo, um engano no trajecto fez com que 5 atletas se conseguissem colar a mim e a mais outro! Os 7 agrupados percorremos a restante prova até à zona da travessia da ribeira (+/-) ao Km 39-40, onde apeados depressa transpusemos aquela beleza natural (que saudades da minha máquina digital!!!!!)!

Daqui até final, foi uma luta psicológica e física... consegui ganhar vantagem sobre todos excepto.... e agora pasmem-se... uma "gaja" polaca... que pedalava impressionantemente bem,... só conseguia ganhar alguma aproximação a ela nas ligeiras subidas que iam aparecendo, mas depois era vê-la ganhar vantagem e quase desaparecer! Pensei desde logo que face aquela "égua" não tinha qualquer hipótese! Restava-me fazer gestão de esforço para não ser colhido pelos que vinham ali bem perto de mim!

Confesso que já vinha desgastado, a lama era mais que muita, a transmissão da Trek era uma sinfonia autêntica (apesar de nunca me ter deixado ficar mal durante toda a prova!), o terreno parecia cada vez mais pesado... mas pouco já faltava... e tinha mais ou menos presente pela leitura da corrida e pela informação dos pontos de controlo que nos 10 primeiros era garantido que ficava!

À entrada em Alcains, já no alcatrão, 2 atletas colam-se a mim... e aí sim... tive aquela noção que para esta malta a prova só termina na linha de Meta! Foi dar tudo até à meta... mas ultrapassado por eles a escassos metros do fim, certamente com o mesmo tempo que eu ou eventualmente menos 1 ou 2 segundos! 6º Lugar foi a minha posição, com a sensação plena de objectivo cumprido!

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Para o ano estarei lá na 3ª Edição da Maratona de Alcains, na vertente competitiva! Mas... até lá espero tirar centenas, senão milhares de fotografias nas nossas voltinhas domingueiras, nas sempre animadas terças-feiras, e nos passeios que por aí vão aparecendo, juntamente com a malta animada do btt@castelobranco e os demais que se juntem a nós!

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Para finalizar, gostava apenas de realçar o aspecto organizativo deste evento, que, na 2ª edição já comprovou as suas boas capacidades em saber receber, saber estar e saber ser! Nada a opontar! Os meus sinceros Parabéns!

JValente


Rescaldo do Repórter X (infiltrado) - Enviado Especial BTTHAL

À socapa o Reporter X conseguiu estas imagens exclusivas do amigo JValente a fazer umas nebulizações com Bikagra um derivado do Viagra, que faz ficar duro não a perna do meio mas sim as pernas laterais melhorando a cadência da pedalada - é assim que se fazem os campeões! (ainda bem que não houve controlo antidopping!)

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Uma visita à Academia do Pedal possibilitou uma foto fugaz do FMike a treinar numa bike sem rodas... Sem rodas? Se calhar era uma Titabike (dos mesmos estaleiros do Titanic) para navegar nas regueiras dos trilhos...

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Descontrolado com a presença feminina ali mesmo ao seu lado, o JV partiu antes da buzina de partida! Acho que deviam penalizá-lo em 10 horas! Já o rapaz à sua frente também devia ser desclassificado - leva um capacete não homologado - com uns bicos daqueles chinca os olhos aos ciclistas mais próximos e consegeue ganhar por KO dos adversários.

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Conta quem foi pedalar que nos trilhos as imagens eram quase tão fortes como esta... será?

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A raposa do amigo AC chegou cheia de lama... ainda bem que vinha assim encoberta ,senão os caçadores de raposas tinham lhe dado uma chumbada e no mínimo chegava com o fogo no rabo!

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Uma breve imagem do amigo Fidalgo a lavar a bike no Elefante Azul... espera... afinal o Elefante Azul estava fechado!... Ai se a Maria dele descobre que ele tem assim jeitinho para ir à ribeira lavar a roupinha!... Ai... ai...

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Uns pedalam para emagrecer... o amigo Marcelo engordou, no mínimo, 5 quilos.... de lama!

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Mau! Queres ver que hoje o cardápio é "fila ùnica"? Um novo tipo de fillet mignon tuga? Acho que vou passar por baixo da mesa... Ai que bem me sabia uma grelhadinha mista! Com arroz doce, gritava o JValente!

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Fiquem Bem!
Rep X

quarta-feira, 16 de abril de 2008

II Maratona Alcains-Gardunha 2008

O ano transacto, BTTHAL esteve lá, na 1ª Edição da Maratona Alcains-Gardunha, o objectivo era claro... "Testar Limites", e foi nessa onda que participámos, instituindo que apenas faríamos uma prova por ano em que as máquinas digitais ficariam em casa a descansar, e nós iríamos o mais desprovidos de peso para assim poder dar o litro!!! Foi de consenso BTTHAL que a prova anual para testar limites (ainda que curtos!!!), para vencer a luta inglória contra o relógico... fosse a Maratona de Alcains-Gardunha!

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Assim sendo, também este ano, lá estaremos com uma representação BTTHAL na prova rainha, FMike (Dorsal 078) e com JValente (Dorsal 079) na prova (sprint) dos 46Km! Não prometemos nada! Vamos conscientes das dificuldades e levamos connosco (apenas) as nossas pernas (e cabeça)... que nos ajudarão a conquistar o melhor possível!

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Ainda que as nossas amantes (máquinas digitais) fiquem em gozo de folga neste dia... não pensem que se livram da nossa reportagem no final deste evento! Isso é que era doce!!!! Ah pois é!!!

Vemo-nos na Meta!!!

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Rota da Estrela - Um evento a repetir!

O RESCALDO DAQUILO QUE FOI A … ROTA DA ESTRELA!

“O foto-relato“… by Roberto Mendes


Olá amigos, terminada que está a primeira edição da Rota da Estrela, é com alegria que vos transmito o sucesso da iniciativa, salvo um ou outro incidente de somenos importância.

08:00 e já o telemovel tocava, não, não me atrasei, estou mesmo à porta da pastelaria! O grupo já estava reunido, eu era mesmo o último… faltava só o amigo RARN que devido a um problema de saúde não pode comparecer, a ele deixamos os nossos votos de rápidas melhoras. (para além dos nomes que constavam da lista de inscritos, e que não vou aqui repetir, também o AQuelhas se juntou a nós nesta aventura). Terminado o Dopping habitual de cafeína, que eu, como sempre, dispensei, seguimos em caravana automóvel até ao ponto zero, MacDonald´s da Covilhã.

Eram cerca de 09:00 e estavamos a cumprir o horário previsto, iria dar para fazer a subida nas calmas, pensei. Não tardaram a chegar 3 madrugadores que resolveram iniciar o aquecimento para a subida mesmo em Castelo Branco, pessoal de coragem (AC, FMike e Álvaro, um participante de última hora). Apesar do frio que se fazia sentir, para mim bastavam umas voltitas ali mesmo no estacionamento para aquecer… cada um aquece como quer, ou como pode… : )

A tradicional foto de grupo, antes da partida e toca a dar ao chinelo, que é como quem diz dar ao pedal. Rápidamente o pelotão ficou partido, cada um procurou o/os companheiros com um ritmo mais próximo do seu. Fiquei-me pela cauda do pelotão, com os amigos CLI e PJFA, já habituados a esta posição fomos vencendo as dificuldades… nas calmas, que a coisa não estava para pressas. Bem, escusado será dizer que não voltamos a ver mais ninguém, exepto a incansavél repórter de imagem, que seguia no meu carro de apoio. Obrigado a ela!

O CLI, com problemas nos joelhos, ao atingir as Penhas da Saúde, fez uma volta de 180º e foi vê-lo a desaparecer estrada a baixo. Eu e o Paulo combinamos que iriamos tentar ir mais além, não sendo cedo, era perto de meio dia, continuamos a subir. Uma pequena descida junto ao centro de limpeza da neve e depois era sempre a subir até à Torre. Cruzamo-nos com os primeiros, que vinham já numa vertiginosa descida. O Paulo resolveu fazer-lhes companhia, com muita pena minha… lá segui, com o frio, o vento, o gelo, o nevoeiro e claro o meu carro de apoio, como companhia. Afinal nem ia assim tão sozinho! Num dado ponto do meu carrro de apoio veio a pergunta se não queria desistir. Fiquei indignado! Segui apressadamente, para não chegar atrasado para o almoço e cheguei à Torre por volta das 12:50. Mais uma foto dizia a repórter!!! Com o pingo do nariz quase congelado e o corpo perto da hipotermia (a temperatura variava entre os -2 e -4ºC) apressei-me em enfiar a bike no carro e entrar.

Tal como previsto o almoço decorreu na Pousada da Juventude de Penhas da Saúde, não sem antes tomarmos um banhinho bem quentinho para aquecer o corpo e a alma. Reconfortante foi também a companhia da família neste almoço e não fora a jardineira estar um pouco apurada de gosto a pimenta e tinha sido 5 estrelas, assim foram só 4…lol. Durante o almoço, ao quentinho da lareira ainda pudemos apreciar alguns flocos de neve que caíram lá fora. O Jorge Palma é que tinha razão em temer a neve, ela sempre apareceu!

Apesar do tempo agreste, da pimenta e de outras contrariedades, penso que a opinião quase unânime era de voltar para o ano.

Até lá então.

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VAMOS LÁ SUBIR A “BARREIRINHA”… CHAMADA ESTRELA!

As “Sensações”… by João Valente


Foi uma estreia subir ao ponto mais alto de Portugal Continental! Como tal sabia que tudo seria uma descoberta, tudo seria uma incógnita… ainda que, plenamente consciente da dificuldade altimétrica destes 27Km (Covilhã -McDonalds – Topo da Serra da Estrela)!

Assim, decidi concentrar-me e não oscilar muito, quer em termos de variações de ritmo, quer em termos de variações de frequência cardíaca! Depressa verifiquei que para manter este equílibrio iria fazer a subida praticamente sozinho, o que veio a acontecer… os mais rápidos (malta das rodas e bicicletas de estrada), depressa tomaram a vanguarda do pelotão, os menos rápidos também tomaram a posição da cauda do pelotão e as paragens iam ser frequentes (coisa que eu queria evitar!)

Consegui cumprir o objectivo de atingir o topo apenas com uma paragem para mudar a água (fria) dos tremoços, mantendo o equilíbrio entre cadência e FC! Para atingir esta meta… tive obrigatóriamente que sacrificar a máquina digital… o que me custou bastante dado à beleza inigualável da Serra da Estrela!

Até ao tunel a temperatura, vento e as possíveís condições adversas foram facilmente toleráveis! Daqui em diante, o frio aumentou consideralvemente especialmente nas zonas menos protegidas da estrada! O nevoeiro também impedia quase a visibilidade nas proximidades à Torre!

Senti-me muito bem ao longo de toda a subida e a sensação que iria conseguir a conquista do topo ainda me deu mais força e coragem para vencer os últimos quilómetros, e tentar abstrair-me do frio que se fazia sentir! Fica aqui a fotografia tirada pelo amigo Álvaro nos 1993 metros!

Uma palavra de Parabéns e Agradecimento ao colega e amigo RMendes e Hugo Caldeira pela exemplar organização logística do evento, que como todos sabemos dá sempre algum trabalho e dor de cabeça!

Para mim, a Rota da Estrela deverá ser um evento a realizar anualmente! Se a 1ª edição reuniu 14 trepadores e um espírito BTT 5*****, para o ano a 2ª edição, irá concerteza superar! Espero lá estar com estes 14 e outros tantos se possível!

Vemo-nos nos Trilhos!
JValente

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UN RETO PERSONAL

“Con dos Cojones”… by CLI


Cuando me propusieron escribir mi punto de vista sobre el paseo del sábado, realmente no sabía que contar, si lo que ocurrió días antes en casa, sólo comparable a un tornado tropical o bien contar la sensación de sentir en la cara el viento glacial que disfruté el día del paseo (la vida es un devenir de contrastes climáticos…).

Comenzaré por el principio:

Jueves: (Xana): -“¿Pero tú estás tonto o te lo haces?, ¡¡ No ves que te vas a quedar sólo, tirado en medio de la carretera, que ya no tienes edad para esto!! ¡¡Como enfermes te mato, a ti primero y a tus amigotes después!! ¿¿¿¿La bicicleta es más importante que yo, no es cierto????”

Viernes: “¿¿O sea, que al final estás pensando ir??¡¡ Como vayas me vas a oír!!”

Sábado: “¿Te levantas o qué?, ¡que ya son las 7 y media y vas a llegar tarde, como siempre…! ¡¡ Abrígate bien, que eres una flor de estufa!!” Etc, etc,etc.

En fin, que bien abrigado, bien reprendido y bien aleccionado sobre los peligros de la montaña en compañía de unos frikis de la bici, salí no muy convencido de mi casa a las 8.30 horas de la MADRUGADA (así, con mayúsculas).

Cuando llegué al Mc Donalds, casi me volví, vistas las bicis y equipamientos del personal (bicis de carretera con cuadro de carbono los unos, en calzón corto despreciando al frío los otros…) Y en ello estaba cuando llegaron AC, FMike y otro amigo en bici desde C Branco: os juro que ya iba a meter la Orbea en el coche cuando Neuza decidió comenzar a tirar fotos de grupo. ¡¡A ver quién era el guapo que abandonaba ahora!!

Comenzamos a subir por aquellas j*** rampas de Covilhã, junto a la Facultad , y ya, en aquellos escasos 500 metros fue donde dejé de ver a muchos de los compañeros de la partida y donde yo ya miraba para atrás para discretamente dar la vuelta, pero aún quedaba mucha gente en el pelotón y no iba a quedar bien. Al llegar a la Cámara, un semáforo separó al grupo “Farolillo Rojo” del resto, y así continuamos el resto de la mañana. El recorrido realmente valió la pena, sobre todo por el paisaje, Sanatorio y “energías negativas” incluidas y por la compañía, siempre muy bien atendido por Roberto, Paulo y nuestra reportera particular Neuza (no sé cómo tuvieron tanta paciencia). Paramos (bueno, paré) en cuatro ocasiones, recordando vagamente el camino de Jesús hacia el Calvario (solo que yo “no” andaba tan jodido, claro…), para coger un poco de fuerzas, comer un pastelito de manzana y demás porquerías que llevaba en la mochila.

Al llegar a Penhas da Saúde, yo ya tenía frío (salía vaho de nuestras bocas) y aunque bien podía haber andado unos Kms más, ya estaba hasta los “mismísimos” de la p*** bici, así que en previsión de un posible “pájara”, la consiguiente enfermedad y los posibles “malos tratos psicológicos domésticos”, decidí darme la vuelta y bajar a toda velocidad hacia el coche. Manda huevos: tardé 2 horas en subir y 22 minutos en bajar, lo que es la vida. El resto ya lo sabéis por los demás: duchas calientes y jardinera picante (el no va más de las perversiones ciclistas). En fin todo un reto personal (y un buen par de cojones) para alguien que hace 21 años coronó su primer puerto de montaña de 1ª categoría (y 17 que subió el último)…

Felicidades a Roberto y Caldeira por la organización. Nos vemos en otra aventura (perdona Xana, mi amor, pero es tanto el vicio…).
Beijinhos. Carlos

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A CONQUISTA DOS DOIS “CALHAUS” A NORTE DE CASTELO BRANCO

“Uma lição sobre ciclismo e montanha…” by FMike


A vida tem destas coisas. Há algum tempo atrás ao ler a história do Antonio Malvar sobre o início do Troia-Sagres, surgido pela sua necessidade que tinha, aos 40 anos de testar os seus limites, de se sentir vivo, vi-me um bocado ao espelho…. Tenho 39 anos, uma família unida e feliz, dois pirralhos que adoro, uma profissão que me realiza, vários desportos que me satisfazem. Que mais pode pedir um homem? Somente… desafios! Para poder testar o seu espírito de sacríficio, para poder apreciar o doce sabor das pequenas conquistas, para extrapolar os seus limites… no fundo sentir-se vivo!

São vários os desafios na calha. Alguns antigos, outros mais actuais, todos eles nos enfeitiçam pela mística que envolvem. Alguns são atingivéis, outros parecem-nos absurdos, outros ainda aparentam impossibilidade. Contudo todos eles são alcançáveis, assim nós o sonhamos, porque o sonho comanda a vida!

Destes pequenos e bons bocadinhos que levamos desta vida devemos sempre que possível tirar pequenas ilações, que quanto mais não sejam, nortearam novos objectivos e novas conquistas, que o futuro incógnito, de certeza nos trará. Eu, nesta conquista dos “calhaus” a norte de Castelo Branco, aprendi algumas coisas, que aqui humildemente partilho.

Hoje eu sei o quanto é importante o espírito de grupo numa equipa (de ciclismo, familiar, trabalho…) AC, o Álvaro e eu (FMike), saímos de Castelo Branco por volta das 06:50 horas, numa altura em que os raios de sol afugentam as últimas brumas da noite. O objectivo era claro – chegarmos à Covilhã por volta das 09 horas para nos juntarmos ao grupo que ia fazer a conquista da topo de Portugal. Para tal era necessário entrosamento, adaptação dos ritmos de pedalada e espírito de grupo. As bikes podiam ser diferentes, mas isso pouco importava. Delineada a estratégia – equipa alinhada, rotação a cada 3 km pela comando do pelotão, entreajuda nos locais mais dificiéis, obtivemos um ritmo de pedalada certinho, adequado a todos, que culminou na chegada à Covilhã a horas, com 64 km a uma velocidade média de 28 km/h e ainda com frescura suficiente para encetarmos a penosa subida. Para trás ficavam a bela subida da Gardunha, a alucinante descida até ao Fundão, onde emborcamos um cafezinho e claro a esponteinidade do reencontro com os 11 bravos que por nós esperavam no parque do Monteverde. Na subida a estratégia já se modificou – era impossível seguirmos todos juntos – muitas diferenças de andamento, níveis de treino muito diferentes, cedo ditaram a fractura. Tinha mesmo que ser assim. Para se atingir tal meta deve cada um estabelecer o seu ritmo e se puder alinhar num grupo que role igual. E foi o que aconteceu. Mas para a próxima tenho que me dedicar mais à minha cadência certa e menos às fotos.

Hoje eu sei o quanto é importante a alimentação e a hidratação - Quem anda nestas coisas há muito tempo tem sempre algo a ensinar-nos. Sempre soube da importância da nutrição e hidratação para os praticantes de exercício físico. Contudo as achegas do amigo AC foram importantes – “Come massa, bebe muitos líquidos” dizia ele. E assim fiz. Apesar de não ser muito amante de massas, na véspera foi massa até mais não… ora vejam lá a foto que o JV me tirou no serviço na noite anterior ao atacar o meu jantar….eheheh. No dia os números foram outros – em todo o percurso ingeri perto de 4 litros de líquidos, 3 barritas, 2 geles de fruta, 2 iogurtes, 1 sandocha XL, 1 maçã, 1 bolo e 1 bolacha. Já não falo do pequeno almoço reforçado. Tenho algo a melhorar – levar uma equipa a dar-me apoio a intervalos certinhos para não ir tão carregado.

Hoje eu sei porque desistem alguns desportistas - A subida começou bem – tempo agradável, um grupo bem disposto, um objectivo comum que parecia alcançável por todos. Alguns mais experientes – Álvaro, AC e o Agnelo, manifestaram o seu respeito pela montanha – “Vocês não sabem no que se vão meter!” Eu compreendia-os. Não obstante ser a minha primeira vez, sabia o quanto dura seria a subida. O que não sabia era o quanto duras eram as condições meteorológicas que iria enfrentar. Mantendo-me ao meu ritmo, intercalado aqui e ali com muitas fotos, algumas paragens para comer e alguns momentos de reinaria com alguns companheiros, os km’s lá foram sendo conquistados. Mas… a partir das Penhas da Saúde o tempo começou-se a enfarruscar. No Centro de Limpeza o vento em rajadas começou a fazer mossa, e ao passar dos túneis juntou-se o gelo, a neve e o nevoeiro ao vento implacável que quase me fazia parar a bike. Xiça… isto é que não estava no programa. As mãos geladas já não permitiam levantar o rabinho do selim, o polegar direito tremia no manipulo das mudanças, o gelo começava a acumular-se na bike. Confesso… com 4 graus negativos e a pouco mais de 1 km do objectivo raiou na minha consciência desmontar da bike, esperar pelo meu transporte e voltar para baixo. Mas porra!!!! “Morrer na praia“? Nem pensar! Não vim cá para desistir! E aqui pesou muito o factor psicológico. Sentia-me motivado, achei que iria conseguir! Mais!… Cruzar-me com Agnelo a descer a dizer que era impossivel estar lá em cima, ver o JValente a seguir-lhe as pisadas e depois o Álvaro e o AC, acirrou mais ainda a minha vontade de lá chegar e por a bandeira BTTHAL no ponto mais alto de Portugal. Não pode haver impossíveis! E consegui! Mas também compreendi que é fácil desisitir, que é ténue a fronteira para a exaustão, que nem todos somos iguais. Os meus parabéns a quem conseguiu e a quem tentou – não há vencedores! Para trás ficaram 92 km duros em termos físicos e psicológicos. Mas são estes desafios que nos engradecem a alma e nos fazem ansiar pelo próximo desafio. E, proporcionalmente, aumentei ainda mais, o meu respeito pela montanha!

Hoje eu sei porque há loiras e morenas aos beijos aos ciclistas no fim de cada etapa - Quando enfrentei os últimos metros sabia de antemão que tinha lá em cima a minha caravana à espera. Desenganem-se se estão a pensar em massagistas deslumbrantes, um quarto aquecido, roupinhas xpto, e claro manequins aos beijos, todas dengosas… Lá em cima só tinha mesmo à espera a minha pequena equipa – uma esposa e dois pirralhos cujos os beijinhos me aqueceram mais que qualquer massagista, qualquer manequim ou qualquer roupa. Calorosos, souberam-me a prémio depois de tão árdua jornada. Uma “vitória” destas só tem esse sabor quando pode ser partilhada, assim, com quem mais queremos. Para a história fica o reparo graçola do meu puto que consternado olhou para as minhas calças, ensopadas em suor no meio das pernas e disse – “Ó pai… tu fizestes xixi nas calças!”

Hoje eu sei porque choram alguns homens - Deixo aqui somente uma foto. Nem todos poderemos alguma vez atingir todas as vitórias que desejamos. A dificuldade não está nas distâncias, nas subidas, nos trilhos, no peso da bike. Está em sabermos qual é o nosso limite físico e psicológico e evitá-lo, melhorando-o.

Bem hoje alonguei-me, naquilo que devia de ser uma simples achega. Ainda me estão nas retinas todas as bonitas paisagens conquistadas com a minha Mike-Trek, paisagens essas que têm outra beleza, vistas assim em duas rodas. Ficam-me igualmente registados os bons momentos que passei com todos os companheiros de biclas que hoje se atreveram a fazer esta conquista do topo de Portugal. Um convívio que acho que não deve ser votado ao esquecimento, mas sim cultivado, pelo menos até que “as pernas nos doam”.
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quarta-feira, 9 de abril de 2008

Crónica de um Atrasado!

00:30 h - Depois de umas sardinhas bem regadas com sumo de uva, ingeridas na Tasca dos Fixes lá pela festa da Sra de Mércules, o berço surgia-me perante os olhos como uma tentadora tentação para dormir um soninho reparador... a manhã seguinte seria uma manhã de terça, destinada à pedalada... portanto havia que destilar o sumo de uva, digerir as proteínas da sardinha e rezar para que o tempo estivesse de feição! Roupinha - ok; Sapatilhas - ok; Despertador - ok!

00:31 h - Bem... lá fora o S. Pedro fazia das suas... o vento agitava a persiana e fazia chocalhar a chuva na protecção lateral do prédio, fazendo um som característico que só fazia, ainda mais, enrolar-me na coberta e claro, na Maria.

03:55 h - Xiça!... Lá fora a coisa continuava a prometer... ganda chuvada! Bem... mais vale ir escoar a água dos tremoços, matar a secura da garganta e voltar para a cama... já agora desligar o despertador porque de manhã não vai haver pedalada de certeza!

07:28 h - Apesar de ter o despertador desligado, o meu olho esquerdo abre e acorda o olho direito... "Olha lá pá, sempre vamos ver umas paisagens novas ou quê?" Responde o direito: "O ouvido diz que lá fora não soa a chuva... será?" Os dedos encaminham-se para o telélé e mandam um sms ao AC - "Então há voltinha? Parece que tá de chuva" - Resposta imediata: " Já tou a por óleo na corrente!"

07:30 h - Porra! Porra! Porra!... Mando um salto da cama que até a barraca abana... Já vou chegar atrasado outra vez! Lá vou ter de pagar os cafés novamente... Irra que ontem gastei o dinheiro todo nos copos lá na festa... ai ai... como é que vai ser... vou ter de vender a bike para pagar a despesa...

07:32 h - Com uma mão enfio a camisola, as pernas metem-se nas calças, os pés tentam calçar-se sozinhos, a boca ensaia uma mastigadela num pão de antes de ontem, duro que nem pedras e queimo a língua a tentar engolir o leite acabado de mugir da vaca... xiça... lá se vai 1/3 da minha sexualidade!

07:45 h - Com uma barba de 15 dias, olhos remelosos, mal comido e com a língua queimada lá coxeio até à garagem porque ainda não consegui enfiar as sapatilhas como deve de ser. A Mike-Trek resmunga quando a acordo - "Vamos lá embora menina... se somos os últimos vendo-te para pagar a conta do café!" Enfio litro e meio de água (da verdadeira!) no camel-bak e rezo para que haja Sagrespan pelo caminho, porque me doem os joelhos com'ó caraças depois de 2 dias de romarias...

07:55 h - A Mike-Trek, muito pastelona, sai da garagem, meio encolhida com o frio... Lá consigo montá-la e começo a pedalar... ainda me doi a língua... como é que vou conseguir beber a Sagrespan???

07.57 h - Arre gaita para o bandoleiro do alemão.... o Alzheimer pregou-me mais uma partida... a meio do caminho até à Pires Marques lembro-me que não trouxe a digital... xiça... hoje só vai haver imagens do telélé! Nada de fotos xpto!

08:00 h - Chego à Pires Marques! Afinal não sou o último! Alívio dos alívios... já não preciso de pagar os cafés...à próxima venho às 06:30 para ser o primeiro! Olarila! Vão ver!

08:09 h - Chegam os últimos: AC e Álvaro... o AC conta uma história em que as fadas lhe tiraram os pedais durante a noite. De manhã bem se fartou de dar ao pé mas a Trek não pegava... não tinha pedais para encaixar! Lá teve de os pedir de volta às fadas, montá-los à pressa e claro... chegar atrasado!...

08:10 h - Ná... Ná... ninguém engoliu a história dos pedais... Fadas? Ainda se tivessem sido os escaravelhos da batata acreditavamos, mas fadas?... "Paga, paga, paga"... gritavamos em unissono - eu (FMike), Nuno, Carlos Salles, Cabarrão, Fidalgo e o Álvaro.

08:11 h - Depois de uma nova tentativa (gorada) para não pagar os cafés ("Eh pá... não tenho cheta na carteira!"...) o amigo AC lá se decidiu a dar início à volta, a mais uma terça feira de pedalada, que tinha como objectivo terminar na Sra de Mércules para mais umas Sagrespan.

Até breve!


Eh pá! Espera aí!... Então hoje já me esquecia do relato da volta! Ai o sacana do alemão a fazer das suas outra vez, hein!...
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Bem, saimos dali direitinhos Alcains, que contornamos pelo trilho que passa na pedreira em direcção às escolas, com vista a passarmos as Rabaças, embora com medo à altura do ribeiro devido às chuvadas dos dias anteriores. Lá chegados, vislumbramos que a ribeira corria pacificamente pelo que a transposição das pedras fez-se bem e sem sarilhos, maravilhando-nos a todos com a beleza do local.
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Apontados os azimute a Caféde, iamos já com água na boca para paparmos uns bolinhos que a dona do café - Ti Matilde, costuma abonar à malta. Lá chegados não fomos defraudados - uns "Esquecidos" com muito bom ar, acompanharam espectacularmente bem o cafézinho matinal. No fim do petisco e já à porta do café, alguém se lembrou de dizer que não conhecia a ponte do ferro... (>>@X<#£##@@W=Ç^~~!)
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Palvarinho! Ai vamos nós! Mas antes de lá chegarmos o Fidalgo proporcionou à malta o segundo momento de descanso ao ter que parar para tratar de um furo. Reparado o problema em ambiente de reinaria, lá seguimos até ao single do Palvarinho que fizemos em alta rotação, porque a ponte do ferro ainda era longe.
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Passado o S. Lourenço optamos pela descida da direita, bem mais técnica que a outra mais conhecida, mas igualmente bem mais adrenalinica, devido a à sua inclinação e exigência de destreza por parte do bttista. O momento alto foi proporcionado pelo Nuno que efectuou um OTB (ganda palavrão!), que não pude presenciar, pois vinha mais à frente a queimar ferodo, a tentar segurar a minha burra, desenbestada que vinha por ali abaixo.
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Depois de uma boa descida há sempre uma boa subida e que subida! Bem ofegantes lá fomos chegando ao cimo, sedentos já por uma Sagrespan. Lá calcorreamos então alguns trilhos junto ao Cabeço da Barreira virando já os azimutes à Sra de Mércules. Contudo ainda antes de lá chegar tivemos alguns momentos hilariantes, um dos quais por mim patrocinado. Depois de algumas travessias "molhadas", e já bem perto da Sra de Mércules escolhi mal o local para atravessar mais uma ribeira e acabei novamente atolado em lama até aos cubos, ficando a minha bike, literalmente enterrada até às orelhas, em pé, pelo que tive de molhar mais uma vez as "patinhas" para a sacar dali....
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Chegados à festa da Sra de Mércules, encaminhamo-nos para a barraquita dos Bombeiros, onde alguma malta amiga do activo por lá estava na sua missão de paz e auxilio - o Afonso, o Domingos, Aparício e o Naré, bem acompanhados pelo comandante, proporcionaram à malta umas bejecas bem agradáveis, bem acompanhadas por uns petiscos à maneira, que não se prolongaram mais, porque alguns de nós tinham compromissos assumidos e o tempo urgia para regressar.
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Então e o S. Pedro? - Bem o S. Pedro só se juntou á festa quando já estavamos nas Sagrespan debaixo do toldo, pelo que nos deixou fazer os quase 60 km, mais ou menos sequinhos (as minhas meias é que vinham húmidas... ehehehehe), refrescando-nos somente nos poucos km que separaram a Santa das nossas casas na cidade.
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Agora sim - Até breve!

FMike :-)
PS - Um agradecimento ao amigo AC que me facultou algumas das suas fotos xpto para ajudar a compor o "ramalhete" deste post.