quarta-feira, 19 de março de 2008

Peeling in BTT!

E porque não inverter as coisas... sei lá mudar a sequência da reportagem... e começar já por mostrar em imagens a cores aquilo que foi uma terça-feira plena de BTT?

Why not???
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Entusiasmados??? Bom... começemos pelo ínicio!!!

Hoje fui enganado pelo Srº Tempo e também pelo Srº FMike! 7:15 recebo uma msg no telemóvel "Está um dia bonito. Bora biclar"... com algum custo levantei o corpinho do vale dos lençóis e espreitei a janela... Hummm realmente está um sol agradável, sem nuvens... isto vai estar calor... pensei cá para mim... ainda com um olho meio fechado e o outro ainda remeloso!!! Vai de vestir um jersey de manga comprida e uns calções... repito calções... sim, porque é neste preciso instante que inconscientemente me estava a preparar para aquilo que foi um Peeling in BTT!

Já a caminho da Pires Marques constato que o Srº Tempo tinha feito um volte de face... nevoeiro, sol nem vê-lo, a chuva quase que ameaçava, e o frio matinal era qb! Fui o primeiro a chegar... já em cima das 8:00! Por momentos ainda me assola o pensamento de que ninguém vem e o Srº FMike desistiu em cima de hora derivado ao tempo!!! Felizmente o pensamento diluiu-se quando, quase em simultâneo chega AC, Filipe Salvado e FMike... e ligeiramente atrasado Agnelo Quelhas... que teve a "honra" de pagar os cafés derivado ao atraso! Acho que agora é regra instituída!!!!

5 Bttistas, com verdadeiro espírito para a coisa... estava reunido o grupo desta manhã! Ahhh... e todos de calcinhas, excepto o homem que ia à depilação... eu!!!!

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O percurso já estava meio delineado pelo homem do leme, António Cabaço, que tinha em mente fazer uns singles track's na zona dos Maxiais e percorrer uns trilhos variados nas aldeias vizinhas quase sempre com a cidade de Castelo Branco no horizonte!

Iniciámos desde logo com o momento depilatório quando entrámos naquilo a que chamam Cova dos Gagos... lá para a zona dos Maxiais! Alguns denominaram aquilo de single track... na minha opinião aquilo de "single" pouco tinha, uma vez que não se avistava trilho quase nunhum! Era mais uma sinestesia entre o roxo da alfazema, o amarelo das mimosas e o verde do mato depilatório! Em abono da verdade, em termos paisagísticos formava algo bonito de se ver! Já no que toca ao pedalar por entre este aglomerado em calções... a coisa já não era tão agradável....eu que o diga!!! Valeu a consolação do amigo AC... que me segredou ao ouvido que tinha ido lá no dia anterior pulvurizar o matagal com amaciador... para ficar com o peeeling na perfeição! Com amigos destes...quem precisa de...... Srº Cabaço...muito obrigado... se não fosse o seu amaciador... não sei o que seria de mim!!!! EhEh! Porque não brincar um pouco com a situação!!!

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Atenção: A imagem das pernas que está anexada às fotografias não é da minha pessoa... mas está lá muito perto!!!

Já com as pernas macias e depiladas seguimos em bom ritmo direccionados à Serra das Olelas, com paragem obrigatória naquilo a que já se tornou vulgar chamar na nomenclatura bttistas - Flower Power!

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Extenso, repleto de pequenos malmequeres... mesmo convidativo ao disparo das digitais! Mesmo que para isso seja necessária a construção de um pequeno altar para as posicionar e pemitir a melhor captação das poses no Flower Power!

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Impedidos de fazer uns mergulhos pela humidade da orvalhada, ainda que para as minhas pernas teria sido agradável!!!!... desta vez adoptámos a postura de Índios Selváticos de qualquer uma dessas tribos Cheyenne! É engraçado ver como nestes momentos se esqueçem todos os "problemas" do dia e a dia e voltamos a ser crianças despreocupadas! É realmente saudável... momentos como estes!

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Seguimos depois rumo à subida das Olelas, onde desta vez percorremos uma subida diferente da habitual! Bastante mais inclinada, mais curta, e na minha opinião com um enquadramento paisagístico muito melhor que a habitual! Mais verde, com um ponto de água sensivelmente a meio, algo técnica... que nos faz desafiar o sentido de equilíbrio em cima da bike! Para mim foi 5**** e como ninguém disse nada durante a subida (pudera!)... para eles também deve ter sido! EhEh!

Sem ir ao topo das Olelas, foi gozar a descida para entrar na Aldeia do Retaxo e depois Cebolais de Cima, onde estava delineada a paragem habitual para o café da manhã! Foi no Café Estoril onde cada um sorveu o apetitoso cafézinho e algum conduto que trazia no camel-bag! Aprendendo com o amigo Fidalgo, desta vez levei uma sandocha XL!!

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Do Estoril (café) percorremos os trilhos até à zona da Represa, onde, não poderia passar sem ir visitar o meu avô! Começa a ser paragem obrigatória quando vamos biclar para aquelas bandas! Convidei a malta a entrar! O anfitrião também fica contente de lá ver esta gente... e tem sempre uma surpresa religiosamente guardada para nós! Que o digam os meus comparsas da volta de hoje!!! "Giribita" à saúde de todos e muita força nas pernas para lá podermos voltar num futuro breve! Pena o Agnelo ter seguido via IP2 devido a um imprevisto familiar e não ter podido sorver um trago daquele remédio medicinal!!! A mim fez-me atenuar as dores que trazia na barriga das pernas... ainda do peeling!!!

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A manhã estava de facto a ser plena... mas ainda faltavam uns kilometros até chargar a CB! E se faltam uns Km's, temos de os aproveitar ao máximo! Foi o que fizemos, apontando azimutes até à aldeia fantasma de Benquerenças Velhas! É um espanto poder percorrer alquelas antigas ruas desertas onde as ruínas nos ladeiam, onde se pode respirar ar puro, onde se pode imaginar o que já ali houve e se viveu em tempos de outrora... e as fotos que aqui se podem fazer??? É um local de rara beleza, bem perto de CB e onde, nós bttistas podemos ciclar e usufruir acompanhados nas nossas bikes! Recomendo vivamente!

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Das Benquerenças Velhas... cruzamos as Benquerenças (Novas - de Baixo e de Cima) e depressa entrámos na cidade, onde desta feita fiquei bem próximo de casa (entrada pelo Valongo!)... nem sempre nem nunca! EhEhEh! Cheguei com 55Km's, e com a sensação de ter aproveitado uma manhã da melhor maneira! Pena tenho de não poder usufruir de todas as terças-feiras libertas para poder viver as boas sensações que hoje vivi!

Boas Pedaladas!

Até aos trilhos!

FMike... já não consegues sair de casa sem máquina digital... mesmo sabendo que era o foto-repórter do dia era eu! Ai, ai! Enfim... lá tenho de abdicar aqui de um espaço para publicar as suas fotografias de hoje! Lol

sábado, 15 de março de 2008

Equação Matemática...

- Silêncio que vamos começar a aula!

- Psssiiiiuuuu!
Vamos falar baixinho que hoje temos aula de matemática aqui no blog!... Sim leram bem! Isto hoje mete matemática!
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- "Meninos e meninas... hoje vamos falar de equações matemáticas. Alguém sabe o que são?"

- "São uma grande confusão de números"...
diz um. "É para comer?" diz um mais esfomeado. (risota geral)... "São letras cheias de números que vão dar... uma ganda seca" diz outro... (mais risota)

- Bem meninos e meninas... a equação de hoje tem letras e números e vai dar um novo post no blog BTTHAL!... ahhh....ohhh"... - espanto geral! Como é que é possivel?

- É possível e vamos já provar!
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- A equação é a seguinte: n Km + y Sub + (3 a + 1 V) [ 3 BAM (1 reg - 1 dec - 1 tan)] = 1 vam x n bom

- Xii!... ganda confusão Sr. Professor! Até parece o meu pai a fazer a declaração de IRS! (risota geral)!

- Tenham calma meninos! É mais fácil perceber isto do que o governo baixar os impostos (nova risota)!
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- Vamos então a explicações! n km refere-se a perto de 70 km feitos a bom ritmo. Para tal contribuiu o y Sub, isto é y = poucas, Sub = subidas. Como protesto silencioso hoje negamo-nos às subidas, logo fizemos mais km a um ritmo mais acelerado. É fácil ou não é? - Simmmmm! (Gritaram em coro)

- Agora o 3 a + 1 V: o 3 a refere-se a 3 aldeias, logo o 1 V é igual a... igual a... igual a 1 Vila! Pois hoje viramos o rumo mais a norte - Caféde, Alcains, Escalos de Cima e de Baixo foram algumas das terras beirãs visitadas pelos aventureiros do Btt de hoje. Por trilhos bem bonitos e cicláveis, que já evidenciam as cores e o cheiro do regresso da Pirmavera, foi um prazer pedalar. Aliado a isso fomos como habitualmente bem recebidos em Cafede com um saboroso pacotinho de bolachas pela dona do simpático café lá da aldeia. Já nos Escalos houve recarga de sagrespam, solidário com a gripalhada de um certo individuo....ehehehehe!
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- Vamos agora explicar o [ 3 BAM (1 reg - 1 dec - 1 tan)] ... o 3 BAM refere-se aos 3 bons amigos que hoje se juntaram. Eu (FMike), o Filipe e o Dino comparecemos na Pires Marques para a costumeira voltinha das terças. Foi com agrado que tivemos o apreciado regresso do Dino, um pouco mais liberto dos seus afazeres profissionais, para nos dar o prazer da sua companhia. - O 1 reg refere-se a 1 amigo regressado. e o 1 dec e o 1 tan? Alguém sabe? Não é tangente nem decimal! - o 1 dec refere-se a 1 amigo doente de cama! Já o 1 tan refere-se a 1 amigo a trabalhar no Inem. Pois é! Apesar do regresso do Dino hoje houve duas faltas de peso - o JValente em trabalho no Inem e o AC que estava de cama por causa das sagrespam do domingo.... quem diria que tiram a dor dos joelhos e causam gripalhadas??? ehehehehe!
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- Bem o produto destas fracções todas dá um resultado: 1 vam x n bom

- Vamos lá então explicar...
- 1 vam refere-se a uma volta á maneira. n bom diz-nos que houve n bons momentos de paródia e boa disposição.

É verdade. Uma volta apreciada com ausências de peso mas com um regresso bastante apreciado e claro excelentes momentos de BTT e de fotos digitais. E recomendo a sua repetição.
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PS: Eh pá é só para dizer que me desculpem o atraso no post mas os dias tem tido poucas horas....ehehehe Até breve!

quinta-feira, 6 de março de 2008

Dançar o Kuduro!

Boas a todos !

Diz a enciclopédia que o Kuduro é um género musical e sobretudo um género de dança de Angola, com origens mistas noutros géneros como o Sungura, Afro Zouk (Kizomba), Semba e Ragga, pautando-se por letras muito básicas, geralmente escritas em português, e muitas vezes com algum vocabulario angolano. Muito provavelmente o nome Kuduro vem também do quimbundo, ou como o nome mesmo sugere vem do ku-duru, bunda-dura, quadril duro.

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Bem isto é tudo muito bonito, as miúdas até podem ser giras e abanarem-se bem, a música até é contagiante, mas o que é que o Kuduro tem a ver com o BTT?? Vamos lá então à explicação.

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O desafio lançado para hoje pelo amigo AC era para darmos uma voltinha de BTT inserida na classe... Kuduro! Esperançoso que repetissemos a viagem ao Paraíso Tropical com bons momentos e alguma dança à mistura, fui dos primeiros a chegar às 08 horas à Pires Marques. Hoje eu não falhava uma Kudurada à maneira! Para dar um pezinho de dança contem comigo! Eheheheheh

Mas... a dança era e foi outra!... Para melhor compreenderem a dança de hoje, misturei o post de hoje com uma letra de Kuduro, da cantora Neyma, chamada de "Arromba". E que grande arrombadela papamos!

Canta assim a bela moçoila angolana:

" Ouvi um beat de arromba

(ouvi eu - Fmike, o Filipe e o AC, às 08h no Pires Marques)

que tocava la na zona

(a zona hoje foi Maxiais, Cebolais, Sarnadas, Represa, Benquerenças Velha e Nova)

parecia coisa sonsa

(era era... mas quando descemos às covas dos Maxiais até doia!)

antes mundo era forte"

(eram fortes as descidas e as suuubiiiiddddaaasss!)

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bancos perderam a sorte e a pista n cabia

(começamos por uns singles nos Maxiais que quase não cabiamos!)

people que não tem preguiça só fazia uma justica

(preguiça? porra era só subir subir subir! E uma velhota gritava: andam perdidos!)

do som q ja batia

(o que batia era o som da lama na minha transmissão a passar aquelas ribeiras todas)

o DJ é quem avisa o som q tira preguiça

(o DJ era eu a tentar pôr a bike fora da lama e a dançar nas poças de água - ainda me valeu um desmaio!)

a pista fica full it meu full it meu

(fulo estava eu porque ia molhando as meinhas depois de atolar a bike até aos cubos!)
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REFRÃO:

baila baila baila

dança dança dança

curte curte curte (2x)


REFRÃO DO BTT:

muito desces, muito desces...

logo sobes, logo sobes...

depois dos singles dos Maxiais

As subidas eram aos magotes...


(2x porque repetimos nos Cebolais a subir as Olelas)
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people q n tem preguiça so fazia uma justica

(nas Sarnadas depois do cafézinho bem nos deu a preguiça...)

do som q ja batia

(batia o vento contra e as subidas não acabavam!)

o DJ é quem avisa o som q tira preguiça

(2 minis no Ramalhete espantaram a preguiça...)

a pista fica full it meu full it meu

(a pista para as Benquerenças Velhas é mesmo um full de beleza!)

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REFRÃO:

baza bailar baza curtir baza falar

baza bailar baza curtir baza falar


REFRÃO BTT:

Não queriamos bazar porque era curtido ver a aldeia (Benquerenças)

Não queriamos bazar porque havemos de lá voltar (há lá mais singles!)
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ouvi um beat de arromba

(arrombados chegamos nós depois de tanto subir...)

q tocava la na zona

(numa zona de flores até nos deitamos a descansar - Flower Power!)

parecia coisa sonsa

(parecia uma volta sonsa mas a altimetria deve ser salgada...)

antes de tudo era forte

(foi forte em bons momentos, amizade e muitas fotos!!!)

bancos perderam a sorte e a pista n cabia

(sorte temos nós em ter paisagens destas para podermos pedalar!)
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REFRÃO:

baila baila baila

dança dança dança

curte curte curte (4x)


baza bailar baza curtir baza falar

baza bailar baza curtir baza falar

baza bailar baza curtir baza falar

baza bailar baza curtir baza falar


REFRÃO BTT

volta... volta... volta...

pedala pedala pedala

que a Rota do Kuduro até estala!

curte... curte... curte...

aprecia... aprecia...aprecia

singles assim não conhecia!
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Espero que tenham gostado desta pequena lição de Kuduro, que durou até bem perto das 13.15 horas com 60 km bem dançados. Claro que os pormenores mais refinados da voltinha de hoje poderão consultá-los no blog do amigo AC, onde haverá mais algumas belas fotos.

Atrevam-se a vir dançar Kuduro connosco! Apareçam!

FMike

segunda-feira, 3 de março de 2008

À procura do Gaio - 2008

Ó gaio, gaiozinho...

ó gaio trocista...

Onde te esconde tu passarinho

dos olhos do bttista?


10 euros pagou quem se inscreveu

e tivemos festança espectacular...

Só mesmo o Gaio não apareceu

Mas pró ano vamos voltar!


Pedalamos vales e montes

à procura do teu cantar...

Vá lá não te escondes...

Pró ano vamos te encontrar!


As subidas não acabavam...

mas a paisagem era espectacular

O rabo e as pernas já molejavam...

de tanto pedalar!


O abastecimento deu o mote

para uma boa refeição.

O almoço foi de fartote

Foi comer até mais não!

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Cheiro doce a Primavera... sol esplendoroso... temperatura agradável... boa companhia... uma jornada de lazer pelo campo. Estava dado o mote para mais um excelente dia de passeio em BTT.


Esperava-nos hoje um regresso esperado e ansiado - Procurar o Gaio por terras do Palvarinho, em versão 2008. Pedalar por estas paisagens é sempre um prazer. Quando a isso se alia uma organização ao mais alto nível e a boa companhia dos amigos habituais... o que é que podemos pedir mais?

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Como já começa a ser habitual, a malta amiga concentrou-se ainda em CBranco, para o costumado cafezinho da manhã, hoje na Padaria do Montalvão, ali mesmo ao lado do Modelo. Depois de algumas trocas de "cumprimentos e larguras", e sorvido o néctar aromático, lá partimos em alegre caravana até ao Palvarinho. Lá chegados a moldura humana já se começava a construir. Essencialmente constituida por caras conhecidas, pautava-se sobretudo pela presença dos verdadeiros apreciadores do BTT na sua vertente lúdica. Os seus "modestos" 35 km e o limite de 100 inscrições terão afastado muitos dos que se entregam exclusivamente à competição. Hoje a jornada seria mais de lazer, convívio, boa camaradagem e claro, muitas... muitas... fotos. À minha conta registei a módica quantia de... 110 fotos... Coisa pouca... ehehehe!

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Depois do levantamento do ansiado dorsal e efectuada a foto de família, lá iniciamos então mais uma Rota do Gaio. Os trilhos bem marcados, denunciavam o cuidado posto pela organização, quer na sua escolha, quer no esmero da passagem dos locais mais problemáticos - até uma ponte improvisada havia, para fazer as delícias dos mais atrevidos. Já os single-tracks foram a cereja em cima do bolo - bonitos, bem escolhidos e bem cicláveis, permitiram respirar a Primavera em todo o seu esplendor, ao mesmo tempo que permitiu expandir os espíritos dos bttistas mais aventureiros. Apenas um senão que é discutivel - a relativa dureza física dos trilhos iniciais fez estragos logo nos primeiros quilómetros aos menos rodados destas andanças. Nada que não seja contornável. É só uma questão de treino! Apareçam, venham connosco pedalar, que essa sensação de cansaço... só vai aumentar! Eheheheh!

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Foram muitas e bonitas as paisagens registadas pela mente e pela digital. Não consigo aqui transmitir por escrito toda a beleza dos trilhos por onde passamos. Convido os mais curiosos a que vejam uma pequena amostra das fotos que registei, já no final deste post. Muitas outras ficam cá no arquivo digital BTTHAL deste ano de 2008.

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Claro que quando muito se pedala, muita fome aparece... E para matar a fome, nada melhor que um abastecimento á moda do Gaio. Mais uma vez esta organização nos habituou mal... Havia de tudo um pouco e ainda por cima em quantidade. Foi a muito custo que consegui tirar o JValente de perto do saco das sandes... aquele rapaz ainda leva alguém à falência assim a comer... A estratégia foi falar-lhe nas velhotas da aldeia! Este rapaz quando vê velhotas castiças esquece-se logo das sandes. Não perde uma oportunidade de dizer meia dúzia de chalaças às velhotas! Ehehehehe!

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Brincadeira à parte, o abastecimento decorreu no sítio certo, à hora certa. Assim vale a pena. E mais... permitiu mais uma vez cultivar-mos aquela vertente menos explorada, desconhecida até, de alguns bttistas - integrarmo-nos, conviver-mos, conhecer-mos as comunidades locais dos sítios por onde passamos. Isso também faz parte deste desporto! E o amigo RARN tem-nos dado várias oportunidades - quem não se lembra das duas idosas habitantes das Garridas, plenas de alegria a dar jeropiga a quem queria? São momentos que não se esqueçem!

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No fim de tanto calcorrearmos aqueles belos trilhos, nada como um bom banho para podermos tirar o pó e a lama do corpinho e claro discutirmos este e aquele momento mais apreciado do decurso do passeio. Para tal o banhinho quente é fundamental. Desta vez ele estava lá. Contudo ainda houve momentos de "gritinhos" pelo escaldadiço da água. A botija acabou e enquanto muda e não muda, tivemos direito a momento hilariantes a ver os mais corajosos a enfrentar a água fria - parece que nem foram á tropa! Eheheheh!

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Após estas boas horas em cima das nossas bikes, vem o esperado almoço, que permite, sempre, mais alguns momentos espirituosos entre amigos, quer sejam em amena cavaqueira, quer sejam com uma ou mais anedotas "picantes", quer sejam a discutir quem chegou primeiro ou em último. Todos estes momentos, incluem normalmente a toma do ansiado remédio para as articulações - Umas Sagrespam! Como tal este ano não se fugiu à regra! Hoje em versão genérico (Superbockpam) ninguém se negou. As dores eram muitas e portanto havia que aliviá-las condignamente. E logo ali quase ficavamos almoçados - cá fora a carrinha ainda carregada de fruta, sandes e bolos permitia recarregar as baterias mais vazias enquanto o almoço não começava; lá dentro as batatas fritas à descrição bem acompnhadas pela cervejola começavam a soltar as línguas mais envergonhadas. E quando o almoço chegou já reinava a boa alegria. Farto e bem confeccionado, permitiu repor as energias. A acompanhar a bebida não faltou, havendo para todos os gostos, desde a cervejola, passando pelos bons vinhos tintos e brancos, até às colas e sumos, ninguém ficou com sede ou fome. Depois seguiu-se o costumado sorteio e convívio habituais destas andanças, mas por motivos profissionais, não ficamos para assistir, com muita pena nossa.

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E o que resta fazer??? - Dar os merecidos parabéns ao amigo RARN e à sua equipa por mais este bom momento de BTT. Meu amigo conta connosco para esta e outras iniciativas semelhantes. Assim vale a pena !

Fiquem bem. Até à terça (acho que vamos ter Kuduro...)

FMike :-)

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Rota do Gaio 2008

O Gaio teima em andar fugido lá pelas terras do Palvarinho!! Este ano, o nosso amigo Roberto Nabais organizou outra expedição no dia 2 de Março, para ver se o encontramos!!! A ter em conta as edições anteriores... este ano a "coisa" vai ser do melhor! É com muito gosto que BTTHAL vai estar presente neste evento! Fiquem atentos à fotoreportagem!


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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Sinfonia da Areia!

... "e foi lá, naquele vale imenso, onde as brumas do nevoeiro abraçam languidamente as copas das árvores, e o sol madrugador afasta lentamente as penumbras da noite escura e fria"... (anónimo)Hoje comparecemos para pedalar o JValente, o Filipe, o Álvaro e eu (FMike). Por razões familiares, não tivemos a costumeira e agraciada presença do amigo AC, para o qual deixamos, em nome de nós todos, um sentido abraço para essas horas mais dificéis.

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Malta habituada ao cranck, depressa chegamos a um consenso quanto à escolha dos trilhos. Como tinhamos que ir até à Ponte Velha do Pônsul fazer uma manutenção periódica a uma das nossas caches BTTHAL - Rio Pônsul, propusemos aos demais, darmos uma volta por aqueles lados, com subida aos Lentiscais para o costumado café, sugestão prontamente aceite.

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Como vem sendo hábito lá fizemos a nossa fotografia de conjunto, mais uma vez hoje a inovar no local - um banquinho ali ao sol, estava mesmo a convidar para nos sentarmos, e lá saiu mais um bom momento para recordar. Saimos dali então em direcção aos singles da Carapalha para entrarmos nos trilhos ali bem perto da base do Monte de S. Martinho, que circundamos para enveredar em direcção ao Forninho do Bispo, seguindo-se o monte do marco geodésico, bem conhecido de quem o subiu na última Maratona de CBranco, pelas piores circunstâncias - é um subir que nunca mais acaba! É arfar até mais não! Mas hoje era a descer!

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Mas a tónica de hoje, e no seguimento do anterior sábado, continuavam a ser as más condições dos trilhos - terreno pesado, muito enlameado, começou cedo a fazer das suas. Apesar destes primeiros trilhos serem sobretudo vocacionados para as descidas adrenalínicas, a muita lama e água empoçada depressa se imiscuiu em tudo o que mexia - sapatinhos, calcinhas, sacos de água, óculos - depressa ficaram bem salpicados. Até ai tudo bem... a água encarregar-se-á de lavar. O pior foi o rápido acumular de areias e lama nas transmissões - uma sinfonia de "britagem" de areia nos dentes de cassetes e pratos na corrente, depressa invadiu os nossos ouvidos... até doia ouvir aquele mastigar. Mas como era a descer!...

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Depressa chegamos ao Monte da Ponte, onde entramos na estrada até à Ponte Velha. Hora bastante matutina, não se vislumbrava vivalma por ali... nem pescadores, nem Ti Amélia... só nos fazia companhia uma bruma envolvente e fria, quebrada aqui e ali pelos raios envergonhados do sol nascente, proporcionado uma paisagem fotográfica, que só em determinados dias se pode registar e apreciar.

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Dois dedos de conversa e feita a devida manutenção da cache, lá iniciamos a subida até aos Lentiscais, onde a argila bem moldada pela água da chuva dos últimos dias, abundava, entranhando-se por todo o lado, dificultando a toada do pedal. Mais sinfonia da areia! Pouco a pouco lá começamos ao longe a ver as casas da aldeia, quando não... eh pá!... tou a ver bem?!... eh lá!... mas... mas... mas...

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Eh moço.... psssiiuuu... tás gago? Se não consegues falar, canta carago! O que foi?!... o que se passa?!... Bem ali à nossa frente uma (leram bem - UMA!) Mountain-Biker, trajada a rigor, sorria-nos placidamente, fazendo arrepiar os pêlos do céu da boca (temos pêlos aí?). Que visão...

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Pois... esqueci-me de dizer... a miuda da bike estava mesmo só estampada em calendário lá no café da Associação! Não queriam mais nada!... Assim uma moçoila sozinha, perdida nos trilhos à nossa espera... também não sei muito bem o que fariamos se a encontra-se-mos... ia todo o mundo já com a língua de fora desejosos de um cafezinho... ehehehehehehe... quando muito podiamos convida-la para um café, uma sandes a meias (a minha sandocha de hoje era XXL como as do Fidalgo! eheheheh) e claro boa companhia para dois dedos de conversa.

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À falta de melhor, estivemos em amena cavaqueira com algumas habitantes da aldeia e depois de alguns ajustes nos travões do JValente que iam a diminuir-lhe o ritmo de marcha, lá saímos dos Lentiscais em direcção a uns sobe-e-desce, plenos de lama e água, que nos levaram até à ponte nova, sempre com a sinfonia da areia a entrar bem nos nossos ouvidos. Haja transmissões! Depois de atravessarmos a ponte, entramos à esquerda novamente nos trilhos, naquela que é a subida menos agreste (a do aterro), que serpenteando, nos levou até ao Alto dos Enfestos. Que bonita vista se pode dali alcançar, agora com o sol já próximo do zénite e sem sinais de nevoeiro. Vale bem a pena pedalar para ter oportunidade de apreciar estas paisagens!

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Depois de atravessarmos a estrada enveredamos naqueles trilhos sinuosos pelo meio dos eucaliptos, com algumas descidas gostosas. E foi em alta vitesse, que depois de aterrar em cima de um pau de eucalipto, subitamente me senti impulsionado até bem perto da velocidade do som, pelo jacto de ar que saia do meu pneu (furado... ehehehehe)

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Um talho no rastro do meu pneu traseiro ditou logo ali a colocação de um taco para que se conseguisse estancar aquela fuga, CO2 para cima e já está. Em menos de um fósforo metemo-nos novamente a caminho, para sermos logo a seguir presenteados com a visão de três belas corsas que se atravessaram no nosso caminho, embrenhando-se rapidamente no muito mato que por ali abunda, nem dando tempo para fazer o gosto ao dedo com a digital. Depois de passarmos na base do S. Martinho, entramos em CBranco pelas Palmeiras, onde nos despedi-mos, já bem perto das 12 horas, com cerca de 45 km e bons momentos de confraternização.

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Cabe aqui também espaço para dar os parabéns ao meu amigo Álvaro, que hoje levou a sua mais recente aquisição, a bela Ibis Mojo em carbono, uma bike que nos entra no olho não só pela beleza como também pela sua pouco habitual configuração. Muitos e bons km em cima dela é o que te desejamos.

Até breve. Fiquem bem! Até domingo, no famoso Gaio do amigo RARN, lá prós lados do Palvarinho.

FMike

Bem não será esta a verdadeira sinfonia da areia... essa ficou mesmo só nos ouvidos de quem hoje apareceu para mais uma terça-feira de BTT. Esta frase será mais uma analogia do que nos foi dado a registar pela nossa visão. Mas já lá vamos.