sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Uma Manhã Diferente...

Podia ter dormido umas horas a mais no conforto do leito! Podia ter "rebolado" lá por casa durante a manhã! Podia ter feito mil e uma coisas em atraso... mas não! Hoje que consegui angariar a vontade de biclar da esposa... não poderia desperdiçar esta oportunidade (quase única!!) Equipámo-nos os dois em simultâneo, fomos até à garagem e até fotografia de grupo tirámos! Por momentos... quase que senti que iríamos ter pela frente uma manhã de alta Kilometragem!!!

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Na verdade... os quilometros não foram muitos... nem expectativas disso eu tinha! O objectivo era bem diferente! Circular pela cidade, eventualmente traçar ou descobrir alguns trilhos paralelos às ciclovia, beber um cafézinho com companhia feminina... enfim... pôr a conversa em dia... no que toca a algum exercício físico!! Com saída pela zona da Nercab, enveredamos pela circular do Modelo - Rotunda da Europa!

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O ritmo não foi lento... foi muito lento... mas a companhia merecia o sacrificio!!! EhEh! Sempre com várias pausas para ajuste de capacetes, selins e demais componentes da bicicleta fez-me recordar peripécias do nosso colega BTTHAL, o CLI (Carlos Lozoya) e a sua companheira Alexandra... mas no nosso caso sem quedas adicionais!!

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A temperatura apesar de se granjear pelo frio, o sol estava presente e as cores da Primavera não escaparam ao flash da digital sempre presente! Ainda para mais hoje... não podia deixar de a levar! Ficam aqui neste tópico as provas verídicas de que a Bárbara tem potencial para ... mais dia, menos dia... atacar os verdadeiros trilhos do BTT... embora com quilometragem limitada!!! EhEh!

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O cafézinho matinal foi tomado na padaria da rotunda do Modelo, com destino traçado para a rotunda da Europa, onde estava combinada mais uma paragem para sessão fotográfica!

Enquanto ela circulava nas calmas pela ciclovia em velocidade turística... eu atalhava e divertia-me à brava por uns trilhos descobertos no momento, mesmo ali ao lado, na Quinta das Laranjeiras! Umas construções de pedra abandonadas, umas noras e muito verde.... mesmo ali em plena cidade! O reencontro deu-se com precisão britânica junto á Rotundo da Europa!

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Aqui, em plena Rotunda era tempo de fazer uma pausa para recuperar energias para enfrentar aquela "ladeira" (denominação ipsis verbis utilizada pela Bárbara) para se referir à subida da Quinta do Amieiro até à Carapalha!

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A ladeira foi pouco a pouco conquistada com sucesso! Ainda me cruzei com o Filipe Salvado, nosso companheiro de trilhos!!

Chegámos a casa pelas 12:15, com 10Km percorridos! Foi uma manhã intensa (para ela) e relaxante (para mim)! São também estes pequenos passeios que dão côr ao BTT!

Um abraço a todos...

Até aos trilhos!

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Rota do Paraíso Tropical!

Boas a Todos!

Não há segunda-feira que não tenha uma feira, nem terça-feira em que não se carregue na pedaleira! No dia 12 de Fevereiro, foi mais uma dessas míticas terças onde o BTT é o motivo de união! Filipe, FMike e eu JValente... os madrugadores de serviço, dispostos a calcorrear os trilhos cá da zona!

Já tinhamos uma ideia do percurso que iríamos efectuar... mas longe de pensar que o Paraíso Tropical estava traçado no nosso caminho! Sim... sim... Paraíso Tropical!

A reunião na Pires Marques começou desde logo com uma inovação... (não!! ... continua a ser às 8h... já estavam a pensar coisas!!!) ... a novidade é que vamos acabar de fazer publicidade à "MSTeam" que teima em aparecer sempre nas fotografias de grupo! Vai daí mudamos o local da fotografia... e vejam lá se não ficou catita!

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Saímos pelo fundo da Pires Marques com passagem no single das Palmeiras (agora com bastante agitação face às obras), ladeamos a base do Monte de São Martinho que acenou de lá de cima perguntando se não o queríamos trepar! Naaa... fica para outras núpcias... o Paraíso Tropical espera por nós!! EhEhEh!

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Cruzamos a N18 e subimos o "Monte dos Eucaliptos" (não sei como se chama aquela zona!!!) até atingir a estrada de alcatrão! Depois... trilhos até à via rápida de acesso à Carapalha! Entramos no macio do alcatrão durante umas centenas de metros para cortarmos à esquerda para os trilhos! Aqui... depois de um sobe e desce impecável (mais ... o sobe, que o desce!!!) andámos literalmente perdidos! Valeu o cheirinho a café que se fazia sentir na localidade dos Maxiais para conseguirmos obter alguma orientação e apontar os azimutes até ao café local!
Mas até aos Maxiais... foi subir, subir e subir!! Não sei mesmo para onde aqueles mânfios me levaram!!! Certo é que eles também tiveram de subir !EhEhEh!

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Depois de retemperados com o cafézinho, algumas brincadeiras com um boneco lá do café (convido-vos a ver as fotos!) e de ter tentado vender a minha bike por... imaginem ... 450 contos (foi por um triz que não consegui!)... continuamos a nossa voltinha com a subida às Olelas pela vertente dos Cebolais! Daqui foi controlar os travões e descer até à localidade do Retaxo... onde tinhamos como objectivo encontrar o Alves das Moto-Serras! Diz que o homem tinha lá umas pasteleiras daquelas antigas e que as vendia por tuta e meia! A malta afiambrou desde logo o dente... mas a desilusão foi grande! O Alves das Moto-Serras... tão como o nome indica... pouco mais vende que Moto-Serras e as pasteleiras que se falavam.... já foi tempo delas... ainda assim existiam lá umas espécies de BMX antigas... mas (a meu ver) muito degradadas e a pedir muita mão de obra... Não se fez negócio!

Do Retaxo... o destino era a Represa onde nos esperva uma giribita bem caseirinha! Mas... entre nós e a Represa apareceu o Paraíso Tropical que obrigou a uma paragem! Sentia-se no ar o aroma a brasil, o cheiro da caipirinha, o bronzeador automático de côcô... e um cheiro assim esquisito... talvez do "roça-roça" da noite anterior (afinal ainda não eram só 11horas)! A malta não perdeu a oportunidade e chapou umas quantas fotos que certamente irão figurar no vídeo BTTHAL 2008! Fica aqui esta para abrir o apetite... mas na caixa ao fundo... podem ver as mais fortes! (Maiores de 18... EhEh!)

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Para acalmar os ânimos do Paraíso Tropical (O Filipe já vinha vermelho... vermelho!!!), nada melhor que uma visita ao meu avô Francisco (Represa) que tem lá uma geropiga de beber e chorar por mais! O velhote fica todo contente da malta lá ir a visitá-lo e ali se passam 15 minutos de amena cavaqueira, sempre a terminar com um brinde à saúde e a foto da praxe!

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Com Paraíso Tropical e Giribita... foi um tirinho até Castelo Branco... não fosse apanharmos um vento... ou melhor, ventania de frente que quase nos fazia andar de marcha a trás! Aqui o Filipe retomou as cores originais... o vento apagou aquele fogo do Paraíso Tropical!

Pelos trilhos do 3º Nocturno do Benfica, ladeando sempre o IP2, chegamos aos arredores de Castelo Branco, entrando na zona insdustrial, com direcção à zona da Talagueira! A barragem estava com umas cores lindas e pacíficas! Aventuramo-nos a sacar umas fotografias quase dentro e água! Ninguém molhou a meia... contrariamente ao sucedido nas últimas voltas !EhEh!

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Daqui, subimos a Cardosa e finalizamos esta volta na Cova do Gato pelas 12:30, com 50Km percorridos em bom ritmo e em amena Cavaqueria!

Ai Paraíso Tropical... paraíso tropical!

Portem-se bem...

João Valente

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

60 / 40

Boas a todos!

60 / 40 ??? Mas que me**a de título é este? Estes gajos do BTTHAL ainda andam toldados pelo álcool do sábado à noite?!… Só pode! O bacalhau puxou a pinga, as ideias começaram a ficar meio tortas e agora deu-lhes para isto… Posts com títulos que parecem uma dosagem de uma pilula! Só disto!

Ok… Ok… A história de hoje começou mesmo no sábado à noite. O nosso amigo Paulo João há já alguns dias (semanas!) que não pegava na “amante” e durante o jantar lá lhe começou a remoer a consciência… palavra puxa palavra e… quando demos conta tinhamos uma voltinha light combinada a três, logo para a segunda feira a seguir.

O objectivo era fazermos uma volta não muito agreste, mista, por forma a podermos fazer uma pequena manutenção à nossa cache das Azenhas do Ocreza e depois fazer a 2ª parte da cachada da multi do Vale Sando, que ficou por terminar há quase 15 dias atrás. Ao mesmo tempo faríamos algumas subiditas para esticar os músculos e melhorar a capacidade cardiovascular. Para tal escolhemos um itinerário que teve 60 % de alcatrão e claro os restantes 40 % em terra! Dai o título – 60 /40 (É verdade… o álcool de sábado ainda tentou fazer das suas… Mas isso são outras histórias que não convém aqui publicar! eheheheheh)
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Depois duma cafézada na pastelaria da rotunda do Modelo, um ponto de encontro menos habitual, lá seguimos por estrada até à ponte da estrada do Salgueiro sobre o rio Ocreza. Aí chegados pudemos constatar que uma alma caridosa colou o nosso cartaz mesmo em frente à fonte a pedir respeito pela Natureza, porque o lixo… grassa por ali. Que pena as pessoas serem assim pouco respeitadoras! Seguimos depois em direcção à cache final, junto à azenha de baixo, um local muito aprazível, bastante convidativo à digital, onde pudemos verificar a cache e no caso do JValente depositar por lá mais uma Geocoin (que raio será isto???). Bem… se querem conhecer mais pormenores desta cache têm que ir aqui: GB3 Azenhas do Ocreza

Saídos dali, rumamos então em direcção ao Vale Sando, não sem antes passarmos pela pitoresca aldeia do Juncal, onde aquela hora matutina eram muito poucas as cabeças avistadas ao ar livre. Chegados ao moinho lá fomos mais uma vez confirmar as coordenadas da cache final, que começou logo ali a “dizer-nos” que a cache estaria lá para baixo, junto à ribeira.

Como o caminho bifurcava tivemos que escolher… e mal! Eheheheh! Fomos pela direita mas ali não havia nada, só uma boa descida que deu para estimular a adrenalina. Regressados à bifurcação, lá seguimos então pela esquerda, chegando rapidamente à ribeira. Ligado o GPS depressa decobrimos que a cache estava lá bem no fundo do vale entre aquelas duas imponentes serras. Ladeando a ribeira, lá progredimos num caminho que era quase um single track, ora com muita lama, ora pejado de paus soltos, até que o navegador de serviço (hoje o JValente) deu o grito de alerta – “a cache estará por aqui!” Depois de alguma procura lá apareceu a dita cuja que estava muito bem dissimulada. Feitos os logs e as respectivas trocas, lá a escondemos novamente, até porque a zona estava igualmente pejada de placas informativas de portas de caça, provavelmente aos tordos. Não fosse alguma caçador dar com ela inadvertidamente e a vandaliza-se, deixamo-la então bem… bem… camuflada! Não será fácil, para os próximos!
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Bem com tanta aventura o estômago começou a dar horas. Escolhemos uma velha nora, com uma paisagem fantástica para desgustarmos as sandochas que habitavam os nossos camelbak e lá tiramos mais umas fotos que perpetuassem o momento. Como todos tinhamos horários a cumprir, não demoramos muito por ali e lá seguimos então viagem porque teriamos que estar em CBranco antes das 12:30 horas.

Regressados ao Juncal, lá trepamos as bonitas ruas típicas (a subir!…) e rumamos ao Freixial, onde à entrada um agricultor idoso promovia com mestria e saber, o adequado amanho da terra com um instrumento que há muitos anos não via ser utilizado – um arado puxado por um macho! Conversa puxa conversa e deu para perceber que ali vão nascer umas batatitas novas (que apetitosas são a acompanhar um bom bacalhau!). Tambem deu para entender que trabalhos daqueles já ninguém os quer… pudera! Aquilo faz calos nas mãos…Saidos dali, lá fizemos então mais uns trilhos que nos levaram até bem perto de Tinalhas e logo a seguir a Póvoa, que atravessamos rapidamente em direcção a Alcains, onde entramos na EN rumo a CBranco, já com alguma intensidade no ritmo, porque a hora de regresso estipulada aproximava-se.

Chegamos então perto das 12:15 horas com cerca de 50 km percorridos, a um ritmo bem mais elevado do que aquilo que era o nosso objectivo. Ficam as fotos para mais tarde recordar!

Fiquem bem!

FMike


domingo, 10 de fevereiro de 2008

Comemorações do 1º Aniversário BTTHAL

Parece que foi ontem... e já lá vai um anito!

Olhando o passado vemos as míticas FF (Ferro Fundido) serem substituidas por máquinas mais modernas e eficientes e um sem número de aventuras partilhadas neste blog. Para o futuro contamos com a companhia dos muitos amigos que nos fizeram companhia ao longo deste ano que passou e de outros tantos que queiram partilhar connosco as aventuras em duas rodas.

Mas, passado, futuro... e o presente?

Como intuito de relembrar o passado, planear o futuro e, sobretudo, desfrutar do presente, BTTHAL convidou todos os membros desta família para um jantar convívio, realizado no passado dia 9 de Fevereiro no Restaurante "14". Não esquecemos também os restantes blogs amigos, que diariamente nos desafiam para pedalar... desta vez o desafio foi ter a sua companhia para este jantar.

Foi um jantar descontraído, bem disposto, um verdadeiro jantar de família! Pena que nem todos os elementos do BTTHAL puderam estar presentes... compreendemos que não pudessem, mas sentimos a vossa falta!

No final... a surpresa estava reservada! Os melhores momentos de um ano inteiro de actividade (2007) foram recordados numa pequena animação que fez as delícias dos presentes! Para aqueles que não puderam partilhar estes momentos connosco por um ou outro motivo deixamos aqui o vídeo, no sentido de cativar mais amantes deste desporto, da natureza e acima de tudo da partilha da Amizade!
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Aliado a este espectacular vídeo, não há nada como um punhado de fotografias para ajudar a perpetuar os melhores momentos deste jantar BTTHAL & Blogosfera BTT.

Fotoreportagem FMike:


Fotoreportagem JValente:

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

1º Aniversário BTTHAL!

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quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Pedalar até ao Centro do Mundo!

Boas a todos!

Já lá vão uns anitos quando me foi dado a ler as aventuras de Julio Verne, mais propriamente o título Viagem ao Centro da Terra. E tal como qualquer juvenil sonhador, também eu sonhei que um dia iria até ao centro do mundo, acompanhado de bons amigos e viver aventuras sem igual.

Aceitando mais um desafio em duas rodas decidimos hoje, uma vulgar terça-feira de BTT, fazer uma voltinha semelhante, uma viagem ao centro do mundo... mas pedalando! Confuso? Talvez não...

Tal qual a aventura do Julio Verne, também hoje se juntou uma equipa de aventureiros para tal jornada - AC, Filipe, JValente e eu (FMike). 08 horas e lá estavamos todos no famoso Pires Marques prontinhos da silva para mais um excelente dia de BTT. Não eramos geólogos nem alquimistas como na ficção mas sabemos ultrapassar paredes de pedra ou fazer a nossa magia em cima de duas rodas... ó se sabemos!...

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O desafio era chegar ao centro do mundo. Para tal tinhamos que abandonar o mundo civilizado - CBranco e embrenharmo-nos nesse mundo desconhecido, saindo não pela Islândia (como na ficção) mas sim pela Tapada das Figueiras em direcção ao vale da Sra de Valverde com os azimutes apontados ao Freixial. Como sabiamos que ia ser uma árdua jornada, cheia de perigos e peripécias optamos por fazer aqui o primeiro abastecimento, a cargo do simpático café Amazonas e do seu amável dono. Como sabia da dureza da aventura, antes da partida carreguei na minha mochila uma caseira Bica de Massa Farinheira confeccionada durante o fim de semana, em resultado da matação de mais um bácoro que habitava a pocilga da minha quinta. Tal petisco soube a pouco a acompanhar o cimbalino fumegante, fornecendo assim verdadeiras e puras energias suino-lipidicas capazes de fazer pedalar qualquer aventureiro ao centro do mundo!

Saímos então dali em direcção ao Vale Sando, conscientes dos riscos que poderiamos correr naquela zona, que segundo os ex-doridos Filipe e AC era habitada por Abelhas Picadoras, capazes de ferroar qualquer incauto aventureiro bttista. Mas nem sinal desses incomodativos insectos... por ali o que grassava mesmo era o muito frio, a muita geada, o gelo nas charcas, lama qb e claro zonas de molhar a meia.... grrr!

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Ultrapassadas as subidas que por ali abundam aproximamo-nos então do centro do mundo. Ora tal sítio não está devidamente cartografado e tal como os aventureiros do Julio Verne, entramos num mundo interior cheio de trilhos que não conheciamos, oceanos que tinhamos que atravessar (eram mais ribeiras geladas pouco convidativas ao banho do pezinho), paisagens alígenas provocadas pelo corte dos eucaliptos e um GPS que não colaborava, até que o sentido de orientação do aventureiro mais calejado (AC) nos levou a bom porto - o verdadeiro centro do mundo - o Barbaído!

Ah pois é... O Barbaído é o centro do mundo! E tal como na ficção esta pacata terreola dista muitos milhares de quilómetros do mundo civilizado (xiii... que exagerados...), é pouco habitado (poxa... não se via ninguém nas ruas...) por pessoas desconhecidas (mas que depressa se deram ao conhecimento...) e é algo primitivo (estavamos a ver que não havia um café para beberricarmos umas sagrespam...). Bem... Também não era tanto assim!... eheheheheh

É verdade que custou até encontrarmos uma alma caridosa que nos indicasse o sítio do café, que também demoramos a encontrar, pois estava bem dissimulado numa típica casa daquela zona. Lá chegados deparamo-nos com uma verdadeira tasca do antigamente, com balcão de mármore bem branquinho, copos de três, lava-loiça de pedra, (ai se a ASAE aparece...) ligada a uma lojinha daquelas onde se pode comprar de tudo desde velas, ao pitróleo e que até tinha uns sacos de broas, que prontamente adquirimos para acompanhar as sagrespam. A dona, muito simpática, compunha o ramalhete, fazendo-nos sorrir com os seus ditos e perguntas, pois estavamos mesmo no Portugal profundo, aquele que vai desaparecendo pouco a pouco...

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Bem o objectivo estava conseguido! Fomos mesmo ao centro do mundo! Mas agora tinhamos que voltar para casa para podermos relatar as nossas aventuras tal qual os aventureiros do Julio Verne. Saímos dali novamente em direcção ao Vale Sando, fazendo agora o retorno pelo Juncal do Campo e as suas malfadadas ruas típicas a subir!... Ufa! Já pesava a bike nas pernas... Dali apontamos o nariz para Caféde, onde fizemos alguns trilhos junto à zona das hortas, uma zona muito bonita, mesmo antes fazermos mais umas ruas tipicas... A subir!...

Ao longe já havia indícios do mundo civilizado... brilhavam ao sol do meio dia algumas casas de Alcains, onde chegamos depois de fazermos a passagem do Ocreza nas Rabaças, um local sempre encantador. Passamos então pela zona das Escolas, contornado a pedreira que coabita com a capela de Santa Apolónia. Como o almoço já cheirava a pronto o amigo AC acelerou ainda mais o passo (ia cá com uma guita!...) e chegamos num instante ao mundo civilizado (!!!) saíndo não no Vulcão Stromboli a uma distância de 5000 km mas sim em Castelo Branco, com uns modestos 70 km percorridos a um bom ritmo. Quem diria que o centro do mundo é aqui tão perto...
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Fiquem bem! Bom Carnaval para todos!

Redacção: FMike :-)

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

80 Km de Puro Prazer...

Boas a todos!

Apesar de ser Domingo, um dia santo devotado ao descanso, há sempre por aí umas almas ardilosas capazes de nos desafiar para testarmos os nossos limites e claro está lançar para detrás das costas a manhã na cama, a sesta no sofá e o filme da tarde com as pantufas enfiadas. Hoje seria um dia desses. E ainda bem! Dou-me mal com essas preguicites... eheheheh!

Desde há muito que havia no ar o desafio de fazermos um Raid de BTT até à pacata aldeia de Monforte da Beira, sobejamente por mim conhecida na minha infância e em relação à qual tenho ainda raízes familiares. Contudo as contigências da vida ainda não tinham sido permissivas para a consecução de tal aventura. Mas sabia que mais cedo ou mais tarde esse dia chegaria... e chegou!

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Desafiado pelo amigo AC para lhe fazer companhia neste belo raid, aceitei, apesar de ter ainda alguns receios com a minha condição física, depauperada com as lesões que teimam em não me deixar e de fazer noite no INEM que acarretava ainda mais algum cansaço, passível de impedir o meu alinhamento. Contudo o dia despontou bonito, a noite foi calma em termos de serviço e eu sentia-me bem!

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Chegado à Pires Marques, um bocadito atrasado porque ainda tive que trocar de fatiota, constatei que havia mais corajosos em palco, desejosos de calcorrear aqueles belos trilhos - AC, Marcelo, Fidalgo, Agnelo, Jorge, Nuno e eu (FMike).

Guiados pelo amigo AC e o seu inseparável GPS, iniciamos a aventura um bocado ao contrário do que esperava... saímos pelo frigorífico, viramos ali prós lados da Feiteira em direcção à Sra de Mércoles, com direito a molharmos logo ali os pezinhos e a enlamearmo-nos condignamente, como que a preparar-nos para a dureza da prova, camuflando-nos como soldados de infantaria do BTT... eheheheh

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Passada a Rebouça enfiamo-nos então nos trilhos com descidas e subidas alucinantes que nos levaram até ao vale do Pônsul onde avistamos os primeiros sinais de estarmos em plena comunhão com a natureza - mesmo à nossa frente, 3 belas fêmeas de veado, saltaram o caminho e, sem grandes pressas, subiram o monte sobranceiro, algo curiosas com o inusitado movimento que a nossa passagem provocou.

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Chegados ao Pônsul pelo lado do Monte da Ponte, atravessamos a velha ponte, virando à esquerda em direcção, não ao trilho do vale que eu pensava que seguiriamos, mas sim à subida que nos levou até bem perto do Monte das Flores, que alcançamos após alguns metros de asfalto, ladeando uma bonita manada de vacas que devia de ter algumas centenas de cabeças, separadas de nós pela protectora rede.

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Já aí entramos nuns trilhos que serpenteavam por entre um bonito sobreiral, que nos levaram até bem perto de um Monte (Grifo), alcançando pouco depois a estrada que leva a Malpica do Tejo. Aí cortamos para entrar em novos trilhos bem exigentes, já em direcção ao vale do Cancho da Mentira, local onde abundam as hortas mais verdejantes de Monforte. Contudo para chegarmos a Monforte havia que vencer a colina que origina este vale, e aí o amigo AC surpreendeu-me.

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Pensando eu que iriamos subir pelo estradão que dá acesso ao Tejo Internacional, fintou-me e levou-nos para uma subida espectacular, que segundo ouvi ao Agnelo, passamos de 200 m para quase 400 m de altitude em pouco mais de um quilómetro. Até aí tudo bem, não fosse ser um piso extremamente técnico, cheio de pedras roliças, afiladas e húmidas, alternadas com espaços cheios de erva e folhas bem escorregadias, que tornavam a pedalada quase num exercicio de derrapagem e desiquilibrio constante, bem martirizante. O saldo final pautou-se com somente as três Trek's a conseguirem vencer este desafio. Estas meninas têm mesmo qualidade... nunca na vida conseguiria fazer este trilho com a minha anterior talega!

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Chegados ao café do meu amigo Tó, filho do Ti Joaquim Padeiro que dá o nome ao estabelecimento, matamos então as dores que nos açoitavam, com o já famoso remédio Sagrespam, acompanhado pelas tradicionais barritas, sandochas, ou como no caso do Fidalgo pelo pão de quilo que com ele trazia, não fosse a fome grassar... ehehehehe

Houve ainda umas tentativas goradas de conseguirem convencer o homem da carrinha que estava a arranjar a máquina do café, para dar umas boleias, mas ele a rir, lá se fez de difícil e o remédio foi mesmo pedalar para regressar a casa.

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Saímos então da aldeia pela Serra de Monforte, donde no alto pudemos avistar uma vista fantástica de todo o vale do Ponsûl e ao longe a brilhar no sol do meio dia a nossa bonita cidade. Fizemos então alguns trilhos por entre muitas cancelas fechadas e bastantes varas de porcos pretos, com crescentes suspiros do Marcelo por uns belos secretos de porco preto grelhados... como eu o entendia... também já comia! Ainda antes de chegarmos ao vale, tivemos mais um momento hilariante com o enfrentamento de uma manada de vacas pachorrentamente estacionadas no nosso trilho... Toda a malta chegou e parou hesitante... mas o Agnelo a mostrar que até para isto é preciso calo, lá se fez ao trilho e com um movimento singular de mãos, pôs toda a manada a pastar para outras bandas, provocando em muitos de nós um sorriso de reconhecimento.

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Avizinhavam-se então as derradeiras subidas para chegarmos a CBranco. Para tomarmos coragem lá fizemos mais uma paragem na Ti Amélia, para nos refrescar as gargantas sequiosas. Iniciamos então a subida pelo lado esquerdo da estrada, um parede menos inclinada que serpenteia em torno da estrada dos Enfestos, passando bem perto do Aterro de RIB's. Aí pela contigência da hora que me exigia estar em casa para a Maria poder ir trabalhar e eu ficar a tomar conta dos pirralhos, abandonei a malta que ainda se degladiava com a subida (um gesto que me deixou algo amargo e triste) e em passo muito acelerado lá cheguei a casa, contornado o Monte de S. Martinho, com uma bonita soma de 80 km de puro e duro BTT, conforme a altimetria gentilmente cedida pelo amigo AC poderá elucidar.
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Bem, isto é tudo muito bonito, mas verdadeiramente o que fica mais profundamente registado? Primeiro sabermos que temos bons companheiros para fazermos agradáveis incursões nestes belos trilhos que serpenteiam pela nossa Beira Baixa. Depois ficam os bons momentos de alegre reinaria e os momentos de incentivo a quem ultrapassou os seus limites - conforme me disseram directamente, o Fidalgo e o Marcelo bateram os seus recordes pessoais - Parabéns! Por fim o meu obrigado a todos os que lado a lado confraternizaram comigo, pois são estes momentos que mais tarde podemos recordar aos nossos filhos e netos - " No tempo em que as bicicletas não tinham motor...". Para acabar mesmo - Obrigado amigo AC pelo desafio!

Fiquem com as poucas fotos que tirei, algumas das quais cedidas pelo AC. Para mais detalhes com fotos bem mais elucidativas aconselho a visita do blog do AC, Nuno Diaz e claro da fabulosa página da net do amigo Agnelo, cujos os endereços estão publicitados na barra lateral deste blog.

Até breve!

FMike


segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Retorno aos Trilhos & Geocaching

Boas a todos!

Isto de um gajo estar empenado tem lá que se lhe diga... quinze dias de molho já pareciam quinze séculos sem direito a uma pedaladela à maneira. E quando digo pedaladela falo no verdadeiro sentido - pedalar na ginga e não "pedalar" lá por casa... Ehehhehe!

Depois de uma lesão esquisita num pé que teima em persistir e de uma costela empenada à custa de um trambolhão nas actividades agrícolas, que teve direito a Rx e tudo, já começava a desesperar pelo regresso aos trilhos e à minha bike, que já começava, também ela, a estranhar tanta inactividade. E apesar da coisa ainda não estar lá muito boa... estava verdadeiramente farto! E se bem o pensei melhor o fiz - mandei os comprimidos e os caldinhos de galinha para as urtigas e desafiei o amigo JValente para irmos pedalar no final da tarde de sexta, só para ver como me aguentava, porque o domingo aproximava-se e havia um desafio no ar - fazer um"raid" até Monforte no próximo dia 27.

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Como o tempo não era muito abundante decidimos ir pedalar até ao Vale Sando, ali prós lados do Juncal, para fazermos uma Geocache que há muito nos desafia e que ainda não tinhamos conseguido fazer. Numa voltinha que implicava 70% de alcatrão e 30% de trilhos, daria facilmente para perceber se isto já era a ferrugem dos 40 anos que se aproximam a atacar.

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Saídos de casa já bem perto das 15 horas da tarde, a viagem pelo alcatrão foi tranquila e teve direito a uma boa arfadela ao fazermos as subidas sobranceiras ao Ocreza ali prós lados do Salgueiro, para rapidamente chegarmos à bonita aldeia do Juncal, plena de subidas e descidas, por típicas ruas beirãs. Já aí tivemos que ligar o GPS que connosco levavamos para podermos descobrir onde estava a microcache que nos daria as coordenadas finais para acedermos ao almejado "tesouro". Um bocado à nora, lá andamos às voltas pelos trilhos que ladeiam a aldeia, até descobrirmos o cemitério, um dos waypoints que nos poderia guiar até à etapa 1.

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Depois de algumas entradas falsas, o GPS lá começou a dizer-nos que estavamos a 50 metros do destino e voilá... bem no meio dos pinheiros o JV lá gritou... "O Moinho está aqui!" - Pois é!... um velho e bonito moinho albergava nas suas paredes uma pequena microcache - rolo fotográfico - donde constavam as coordenadas finais.
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Contudo o relógio não dava tréguas e começava a fazer-se tarde - o sol já se punha e o GPS, já depois de lhe termos enfiado as coordenadas finais, dizia-nos que o stage final estava localizado lá bem para baixo, em pleno vale, junto à ribeira. Acabamos por decidir voltar a casa, fazendo assim só meia cache, mas com a promessa de lá voltarmos brevemente para explorarmos condignamente aquele Vale Sando e a cache que abriga.

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Chegamos ambos a casa já bem perto das 17 horas, com cerca de 40 km andados a um bom ritmo de 22 km/h, sentindo-me eu ainda algo dorido, mas com o coração feliz e pleno de voltar à minha talega e aos trilhos. Ao JValente o meu obrigado por me acompanhar, sabendo que se a coisa corresse mal, lá teria que me carregar às costas até casa! Ehehehehe...

Fiquem bem e até à próxima aventura!

FMike

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Rolante e a Bom Ritmo!

Boas a todos!

Terças-feiras...são dias de pedal...toda a gente o sabe... mas poucos aparecem! Entendo que o dia de semana não seja o ideal para biclar... mas quando me ingressei nestas lides do BTT já as terças estavam instituídas... e eu sempre que possa lá estarei com o meu melhor espírito!

Contudo...esta terça-feira foi diferente! Estava frio na mesma, encontro foi às 8horas igualmente... o parque infantil estava deserto como sempre...mas faltava ali uma alma! É verdade! O Srº Cabaço não esteve presente nesta terça-feira... e verdade seja dita... terça feira sem AC... é um pouco, andar desorientado! Falta ali aquela orientação do homem!!! lol É nas ausências que sentimos o quão importante são as pessoas! O Amigo AC é uma dessas pessoas!

Não foi no entanto a ausência do AC que impediu de fazermos um belo passeio pela nossa zona! Apareci eu (JValente) e o Filipe Salvado! Optámos por fazer uma voltinha rolante... por trilhos habituais, onde não houvesse risco de nos perdermos!

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Encetamos os trilhos habituais pela zona do frigo-portal...e depois foi rolar, rolar... sempre em bom ritmo! Para terem uma pequena ideia... tirei apenas 4 fotografias (também atraiçoado pela bateria da digital!)... fizemos apenas 2 paragens para abastecimento, chegámos pelas 12:20 com 70Km percorridos a uma média de 18.9Km/h!

Eu e o Filipe... sempre em conversas paralelas, falando disto e daquilo, demos o tempo por bem passado sem nos apercebermos! Fizemos uma paragem no Café Central em Caféde... onde fomos brindados com 2 cafés e uma bica de azeite oferecida pela gentil dona! Foi aqui onde pude aquecer as extremidades dos membros inferiores ....mais conhecidas por dedos dos pés... que estavam geladinhos... o orvalho matinal faz das suas!!!

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Daqui... só voltamos a encostar as biclas no pontão da barragem da marateca (acesso à Soalheira) para o 2º abastecimento do dia! As águas tranquilas desta bacia hidrográfica... estavam com uma beleza fora do normal!

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Resumindo... foi uma manhã bem passada, onde as exigências de altimetria foram substituídas por um percurso mais longo! Um abraço ao Filipe Salvado pela boa companhia durante esta manhã!

Portem-se bem!
Até à próxima!